HISTERECTOMIA VAGINAL

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INSTITUTO DE GINECOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO HOSPITAL MONCORVO FILHO

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HISTERECTOMIA VAGINAL - INDICAÇÕES E LIMITES - Prof. José Agusto Machado Adjunto de Ginecologia - UFRJ

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INDICAÇÕES Mioma Uterino Hemorragia Uterina Disfuncional Adenomiose Patologia Endometrial Patologia Cervical Prolapso Uterino LIMITAÇÕES Arquitetura Óssea da Pélve Amplitude vaginal Antecedentes Pessoais Mobilidade Uterina Tamanho e Forma do Útero Neoplasia genital (potêncial indeterminado*)

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Arquitetura Óssea da Pelve A arcada pubiana suficientemente ampla Angulação do arco púbico este deve ser igual ou superior a 900 Isto pode ser determinado facilmente quando a distância entre as duas tuberosidades isquiáticas corresponder de 9 a 10 cm. Nota: o tamanho de um punho adulto fechado corresponde 9 cm.

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Amplitude Vaginal Uma boa amplitude vaginal e indispensável para um acesso adequado ao colo e vasos uterinos, bem como aos ligamentos cardinais. Nota: A vagina não deve ter diâmetro inferior de dois dedos Via de regra, quando se visualiza o colo uterino ao exame especular, a via vaginal pode ser indicada.

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Antecedentes Pessoais Antecedentes de cirurgias pélvicas Paridade Pacientes que já tiveram partos por via vaginal apresentam a maioria das condições anatômicas para serem submetidas à histerectomia vaginal. Contudo, a multiparidade não é condição que garanta o sucesso pela escolha pela via vaginal, assim como a nuliparidade não constitui uma contra-indicação para a mesma Situações em que merece cuidado especial pela escolha da via vaginal: Antecedentes de D.I.P. Endometriose Peritonite Neoplasia genital (potêncial indeterminado)

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Mobilidade Uterina Parâmetro mais importante na avaliação pré-operatória Determinada pelo toque bimanual Avaliação dos anexos = identifica eventuais patologias associadas: cístos ovarianos - salpingite crônica - endometriose Atenção Útero fixo ou com pouca mobilidade não é contra-indicação absoluta à cirurgia pela via vaginal, todavia exige elabora estratégia para cada caso.

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Tamanho e Forma do Útero Avaliar acesso ao segmento inferior do útero Ligadura dos vasos uterinos (tempo operatório imprescindível) Casos difíceis: Úteros difusamente aumentados (adenomiose severa; mioma uterino único) = colo curto levando a restrição do espaço para ligadura dos vasos uterinos e ligamentos cardinais Miomas intraligamentares ou subvesicais

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Técnica Cirúrgica HISTERECTOMIA VAGINAL SEM PROLAPSO Técnica de Heaney + Culdoplastia McCall (profilaxia) Técnicas associadas: Morcelamento Lash Hemissecção

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Técnica Cirúrgica HISTERECTOMIA VAGINAL COM PROLAPSO Técnica de Mayo-Ward Técnica May-Gray-Ward Técnica de Heaney Técnicas associadas (profilaxia) fixação da cúpula Lig. Sacro-espinhoso IVS – Slingplastia Intravaginal Posterior (sacropexia infracoccígea) TOPP – Tríplice Operação com Próteses para Prolapso

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Instrumental Adequado ao caso (ferros) Sutura, clanps e grâmpos Coagulação ultra-sônica Coagulação bipolar

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Instrumental Coagulação bipolar

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Histerectomias praticadas no Instituto de Ginecologia UFRJ período de outubro de 2003 a setembro de 2004 HISTERECTOMIAS (abdominais e vaginais) 109 CASOS Histerectomia Total Abdominal (HTA) 34 CASOS (31,1 %) Histerectomia Vaginal (HV) 75 CASOS (68,8 %) Nota Atualidade 7 em cada 10 Histerectomias realizadas, praticou-se a via Vaginal Passado 8 em cada 10 Histerectomias realizadas, praticou-se a via Abdominal

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Histerectomias vaginais praticadas no Instituto de Ginecologia UFRJ período de outubro de 2003 a setembro de 2004 HISTERECTOMIA VAGINAL 75 CASOS (68,8 %) Histerectomia Vaginal com prolapso 21 CASOS (28 %) Histerectomia Vaginal sem Prolapso 54 CASOS (72 %)

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Histerectomias vaginais praticadas no Instituto de Ginecologia UFRJ período de outubro de 2003 a setembro de 2004 (diagnóstico pré-operatório) Histerectomia Vaginal com prolapso 21 casos Prolapso I grau 0 Prolapso II grau 1 caso Prolapso III grau 20 casos Histerectomia Vaginal sem Prolapso 54 casos Mioma Uterino 37 casos (69%) Hemorragia Uterina Disfuncional 7 casos Adenomiose 3 casos Patologia Endometrial (polipose) 3 casos Patologia Cervical (SIL I grau) 2 casos Transgenitalismo* 2 casos

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RESULTADOS: a idade média entre as pacientes foi de 44,2 anos 50 pacientes (93%), apresentavam sangramento uterino anormal em 37 pacientes (69%), a miomatose uterina foi o diagnóstico pré-operatório mais freqüente 31 pacientes (58%) apresentavam algum tipo de antecedente cirúrgico pélvico o tempo médio de internação foi de 2,5 dias complicações; são relatados 3 casos (5,5%), dois intra-operatórios (lesão vesical) e outro pós-operatório (abcesso de cúpula) todas as pacientes foram submetidas a antibiótico-profilaxia – cefalotina 2g./ev (indução anestésica). Histerectomia Vaginal sem Prolapso - Instituto de Ginecologia UFRJ período de outubro de 2003 a setembro de 2004 (54 casos)

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Histerectomias vaginais praticadas no Instituto de Ginecologia UFRJ período de outubro de 2003 a setembro de 2004 (diagnóstico pré-operatório) Histerectomia Vaginal sem Prolapso 54 casos Mioma Uterino 37 casos (69%) Hemorragia Uterina Disfuncional 7 casos Adenomiose 3 casos Patologia Endometrial (polipose) 3 casos Patologia Cervical (SIL I grau) 2 casos Transgenitalismo* 2 casos

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Histerectomias vaginais praticadas no Instituto de Ginecologia UFRJ período de outubro de 2003 a setembro de 2004 (antecedentes cirúrgicos) Histerectomia Vaginal sem Prolapso 31 casos (58%) Cesareana 19 casos (61%) Ooforectomia Uni/Bilateral 4 casos Perineoplastia 3 casos Perineoplastia + LT 1 caso Pástica Tubária 1 caso Mini-Laparotomia + LT 1 caso Apendicite+ LT 1 caso Ablação de Endométrio 1 caso

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Histerectomia Vaginal sem Prolapso em Útero Miomatoso Instituto de Ginecologia UFRJ período de outubro de 2003 a setembro de 2004 (37 casos) RESULTADOS todas as pacientes (100%), apresentavam sangramento uterino anormal 8 pacientes (22%), apresentavam apenas um mioma, 13 (35%) 2 miomas e 16 (43%) apresentavam 3 ou mais miomas o maior diâmetro médio de nódulo miomatoso observado foi de 85 mm.; diâmetro médio de 32 mm o maior peso da peça operatória excisada foi de 860g; peso médio de 289g. em 19 casos (51%) procedeu-se o morcelamento uterino transvaginal: hemissecção uterina – 9 casos ressecção em cunha c/ amputação do colo uterino – 4 morcelamento fúndico – 6 casos

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TRÍPLICE OPERAÇÃO COM PRÓTESES PARA PROLAPSO

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Summary: Histerectomia Vaginal sem Prolapso Setor de Uroginecologia e Cirurgia Vaginal Instituto de Ginecologia UFRJ Prof. José Augusto Machado acesse o link: https://sites.google.com/site/gynonet/home

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