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Arráncame la vida Angeles Mastretta

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LITERATURA FEMININA OU ESCRITURA FEMININA? LITERATURA ESCRITA POR MULHERES, já que os outros podem ser depreciativos pela sua carga semântica, dizendo que a literatura era terreno masculino e que as mulheres escritoras não tinham voz. Reforçando assim, que o masculino domina o espaço.

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CÂNONE VOZ EMINETEMENTE MASCULINA; EUROPEU; CLASSE DOMINANTE.

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INTUITO / ANSEIO INTERPRETAR SILÊNCIOS; SUBSTITUIR O DISCURSO FALOCÊNTRICO; APROPRIAR-SE DE UMA IDENTIDADE NEGADA;

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BUSCA DA PRÓPRIA VOZ; ROMPER O SILÊNCIO; DAR A VOZ E PALAVRA ALGUÉM QUE É: SUBALTERNO; MINORIA; NINGUÉM.

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ESCRITORAS SÉCULO XIX Gertrudes Gomes de Avellaneda (Cuba 1814 – 1873) Sab Marina Firmina dos Reis (Brasil 1825 – 1917) Úrsula Juana Manuela Gorriti (Argentina 1818 – 1892) Panoramas de la vida: coleção de romances, fantasia, lendas e descrições americanas Lindaura Anzoátegui (Bolívia 1846 – 1928) Ciudad con los celos Clorinda Matto de Turner (Peru 1858 – 1909) Aves sin nido Adélia Zamudio (Bolívia 1854 – 1928) Íntimas

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CITA CORNEJO POLAR – AVES SIN NIDO “a literatura escrita pelas mulheres no final do século XIX, pode ser lida como uma reflexão sobre a modernização e a construção de uma nova identidade baseada na integração da mulher à vida social e econômica, e a integração da comunidade indígena liberada dos abusos aos que era submetida”.

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Onda de romances autobiográficos; Romances de rememoração históricas; Romances de formação; Poesia moderna. ESCRITORAS DO SÉCULO XX

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Afonsina Storni - Argentina Delmira Agustini – Uruguai María Luisa Bombal - Chile María Antonieta Rivas Mercado – México Gabriela Mistral – Chile (Figura mais emblemática) Magda Portal – Peru

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LIBERAÇÃO ATRAVÉS DA PALAVRA. VOZ QUE ALCANÇA INTENSIDADE Blanca Varela – Peru (Valses y otras confesiones); Alejandra Pizarnik – Argentina (poeta maldita); Clarice Lispector – Brasil (com suas metáforas intimas); Rosário Ferre – Porto Rico.

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Mulher entra para Universidade e geralmente para os cursos de comunicação e letras e começam a ter independência financeira. Começa a entrar e construir o seu “quarto próprio” como o de Virgínia Woolf . Já não precisam de subterfúgios para falar, para ser.

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ESCRITORAS DO PERÍODO DAS DITADURAS Teresa Porzecanski - Uruguai Leilah Assunção - Brasil Carolina Maria de Jesus - Brasil Elena Poniatowska - México

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ESCRITORAS DA DÉCADA DE 80 A literatura escrita por mulheres sai do gueto dos anos anteriores Silvia Molloy – Argentina; Marta Traba – Argentina; Silvina Bullrich – Argentina; Beatriz Guido – Argentina; Martha Lynch – Argentina; Cristina Peri Rossi – Uruguai; Luisa Valenzuela – Argentina; Martha Mercader – Argentina; Rigoberta Menchú – Guatemala; Giocanda Belli – Nicarágua.

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DESAFIO FUTURO – ANOS 90 MUDANÇAS TRANSCENDENTAIS NA AL Boom da literatura escrita por mulheres; Consolidação de organizações feministas, organização populares de mulheres; Inclusão crescente da mulher no mercado de trabalho; Mudam as famílias e as relações; Surgi um outro tipo de escritora.

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Ana Teresa Torres – Venezuela Carmem Boullosa - México Tununa Mercado - Argentina Laura Riesco – Peru Marcela Serrano - Chile Angeles Mastretta – México

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ARRÁNCAME LA VIDA Com base no artigo do Mempo Giardinelli podemos dizer que o romance tem características pós-modernas pois: “abandona certas linhas classicas da literatura latino-americana... Distante do virtuosismo, procura instalar-se mais na recuperação das vozes da oralidade, com certa simplicidade expositiva e no não exagero forçados dos aspecto dos personagens.”

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“a narrativa se distancia de discursos ‘comprometidos’ e não pretende fazer uma literatura a serviço de ideologia ou de alguma revolução.” “recebe e delata uma marcada influência dos meios audiovisuais massivos. Existe quase uma iniludível visão cinematográfica na literatura atual e isso se vê entorno das palavras corta, enquadramento preciso, da metáfora não rebuscada, ao tom poético direto...”

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“No pós-boom se assiste o termino da literatura machista. Os modelos e as preocupação mudaram e já não se inventam, nem se admite, mulheres letradas a serviço do macho e da cozinha...” “De nenhuma maneira aparecem personagens femininos estereotipadas como prostitutas, infiéis esnobes, submissas, autoritárias castradoras, ambiciosas, objetos de prazer, bruxas.” “E melhor ainda, agora as escritoras tem um lugar na literatura como nunca tiveram as escritoras das gerações anteriores.”

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“Os romancistas latino-americanos dos anos 70-90, ao fazerem uma leitura seletiva e interessada desses discursos que acompanharam o desenvolvimento urbano e as grandes mudanças socio-econômicas da AL, descobrem que por trás da simplicidade e uma trama melodramática, do machismo de um tango ou da ingenuidade de uma letra de bolero, há mensagens subliminares que atestam a crises e s conflitos sociais da modernidade no momentos mesmo do seu surgimento.” “...posto que nela identificam um capital simbólico cuja representatividade socio-cultural se traduz nos discursos e saberes que os grupos subalternos detem e nos quais expressam seu imaginário.” Com base nessas citações de Irlemar Chiampi, podemos dizer que o romance de Mastretta, transita de alguma maneira, por estas vias. (ver artigo, pag. 83)

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ARRÁNCAME LA VIDA TEMAS O acesso da mulher a ter plena consciência de si mesma; Subjetivismo Memória, Confissões, Sentimentalismo, Erotismo.

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ARRÁNCAME LA VIDA PANO DE FUNDO Longo processo revolucionário mexicano. Já que conta de uma forma linear, (principio, meio e final) a história de André Ascencio que luta para ter um cargo político com poder, dentro do México durante os anos 30/40 e o papel importante que exercerá sua mulher Catalina Guzmán, dentro dessa conquista.

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ARRÁNCAME LA VIDA Lido como entretenimento o livro de Mastretta pode cair dentro do estereotipo de ser feminino, por isso, cursis, cor de rosa, las tretas del débil, voltadas para assunto menores, triviais e muita vezes ilusórios, como os domésticos, maternais, amizades femininas, o adultério, ainda muito associados a mulher até hoje.

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O LIVRO SAI DO ESTERIÓTIPO Muda o foco. Conta a trajetória política do país mostrando a historia de vida de um personagem político secundário um militar que se torna governador de um povoado chamado Puebla. Um personagem que quer ascender e chegar a ser presidente da republica, que tem o sobrenome de Ascencio.

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Autonomia do campo FEMININO; Mulher como sujeito de representação; Narrador passa a ser a voz feminina; Passa para um olhar diferente, que nunca tinha tido voz (alteridade) a autora e a personagem assumem o papel de mulher que quer ser, sem ter que baixar a cabeça. Que diz que o espaço público se faz, se articula, se solidifica dentro do espaço privado. Onde a foz feminina transita muito bem.

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PÚBLICO X PRIVADO Ascendência na esfera social; Política de favores e parentescos; Caudilhos latino-americanos; Nepotismo; Clientelismo; Poder pelo poder; Interesse de alcova; Empreendimento familiar; Políticas populistas.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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DALLOZ, Julio Aldinger. A mulher mexicana na prosa de Gabriela Mistral In: Revista Eletrônica Hispanista; Vol I - no 2 - julio-agosto-septiembre – 2000. GIARDINELLI, Mempo. Variaciones sobre la postmodernidad. In... Bogotá, 1990 CHIAMPI, Irlemar. O romance latino-americano do pós-boom se apropria dos gêneros d cultura de massas. In: GARDIA, Sara Beatriz. Literatura e escritura feminina na América Latina. Ensaio publicado no site da UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz, Itabuna, Bahia. Link: http://www.uesc.br/seminariomulher/anais/PDF/conferencias/SARA-TRADUZIDO.pdf. LUDMER, J. Tretas del débil. In: GONZÁLEZ, P.E. & ORTEGA, E.ed. La Sartén por el mango. Encuentro de escritoras latinoamericanas. Río Piedras/Puerto Rico: Edicones Huracán, 1985. p.51. VÉLEZ RODRIGUÉZ, Ricardo. A análise do patrimonialismo através da literatura americana: O Estado gerido como bem familiar. Rio de Janeiro: Documento Histórico, 2008

Arrancáme la vida

Summary: Trabalho para as aulas de especialização em Literatura Hispanoamericana - UFRJ/2009

Tags: literatura feminina ufrj

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