Aprender_sem_Ver

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PÓS GRADUAÇÃO - TECNOLOGIAS EM EDUCAÇÃO – PUC/RJ TURMA: RS06ITA Grupo B: Fabiane, Elisiane, Grede, João e Kathia CEGUEIRA TOTAL SEM DÉFICIT COGNITIVO APARENTE Trajeto de um Aluno numa Classe Inclusiva APRENDER SEM VER

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Deficiência Visual     A visão é um sentido muito importante para o desenvolvimento humano e o que mais informações fornece sobre o ambiente. Por ela adquirimos mais da metade dos conhecimentos a respeito do mundo que nos cerca. A formação da imagem visual deriva de uma rede integrada, da qual os olhos são apenas uma parte, envolvendo aspectos fisiológicos, sensório-motores, perceptivos e emocionais e todo o aparelho visual deve estar íntegro, para que a visão se processe normalmente.   A retina, camada interna do olho, possui uma rede de células nervosas, sendo a mácula o ponto central da visão, responsável pela melhor acuidade visual e pela nitidez das imagens. As informações da retina central e periférica são conduzidas pelas vias óticas ao cérebro, onde são interpretadas as imagens; qualquer problema no globo ocular, nas vias óticas ou regiões corticais levará à dificuldade visual. Assim, é a coordenação entre o sistema visual e o cérebro que nos possibilita perceber e compreender o ambiente.   A educação da criança com deficiência visual deve considerar alguns fatores que podem ter influência, tais como: a fase da vida em que surgiu a deficiência, o tempo transcorrido desde a perda, a forma como ocorreu o problema, gradual ou subitamente.   A pessoa com deficiência visual pode ser cega ou ter baixa visão. Se a deficiência atingir um só olho, não se caracteriza a deficiência visual.   (Texto extraído do Manual – A inclusão do aluno com baixa visão no ensino regular – Orientações aos professores da escola regular. Uma publicação do Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial em parceria com Laramara, pág. 11, 2006)  

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CEGUEIRA Do ponto de vista legal, a cegueira é caracterizada pela acuidade visual corrigida menor que 20/200 no melhor olho ou campo visual menor que 20º. Essa definição é usada para concessões de benefícios ou isenções. Já do ponto de vista educacional, consideramos pessoas cegas aquelas que apresentam desde a ausência total de visão até a perda da projeção de luz. Seu processo de aprendizagem se fará através dos outros sentidos (tato, olfato, audição, paladar), utilizando o Sistema Braille como principal meio de comunicação escrita.

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ROTEIRO DO TRAJETO DE UM ALUNO COM DEFICIÊNCIA VISUAL NUMA ESCOLA INCLUSIVA Nome: Felipe Sexo: Masculino Idade: 13 anos Série: 6ª série Dificuldades: Cegueira Total sem Déficit Cognitivo

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1º Matrícula 2º Diagnóstico 3º Adequações 4º Estudo e Preparação do ambiente pedagógico 5º Preparação dos Professores 6º Preparação dos alunos ROTEIRO

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1º Matrícula A escola precisa se preparar desde o primeiro momento em que sabe que terá um aluno com deficiência. Em nosso caso, o aluno Felipe, 13 anos, cego, se matriculou na EEEM Nossa Visão (que possui Sala de Recursos para DVs), na 6ª série do EF, vindo de outro município, acompanhado pelos pais, ainda no mês de novembro de 2008. No ato da matrícula a secretária que já havia sido instruída, marcou uma entrevista da família com a Orientação Pedagógica.

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2º Diagnóstico No dia marcado, Felipe acompanhado da sua família compareceu para uma entrevista com a Orientação Pedagógica afim de se elaborar um relato histórico do desenvolvimento de Felipe na escola, bem como das suas potencialidades e dificuldades. Nesse momento, também se fez presente a diretora e a coordenação para o primeiro contato com o aluno novo, onde foram também perguntados a respeito das necessidades que o aluno teria na escola para deslocamento, entre outros, (foi aqui que o menino acompanhado da coordenadora deram um passeio pela escola) Felipe comentou com a professora, que sente dificuldade em localizar as escadas, sendo assim percebeu-se a necessidade de marcar o chão próximo as mesmas e providenciar corrimão, a fim de facilitar o acesso.

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3º Adequações, Estudo e preparação do Ambiente Pedagógico Após a saída da família, a equipe organizou uma reunião interna, a fim de preparar as adequações físicas necessárias e também a formação pedagógica aos professores que iriam trabalhar com ele. A coordenadora dispôs para todos a legislação a respeito, bem como leituras e materiais que envolvem Cegueira Total.

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5º Formação dos Professores: Na primeira reunião do ano letivo, após toda a organização realizada pela escola, foi apresentado o novo desafio aos professores, a diretora falou à todos a matrícula do aluno Felipe, a coordenação pedagógica expôs toda a pesquisa realizada e foram demonstradas as adequações efetivadas.

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Ainda na formação de professores foi realizada uma leitura inicial de todo o referencial passado pela coordenação. Todos conheceram as possibilidades da Sala de Recursos. E ficou estabelecido que todos os professores da turma teriam um encontro para troca de experiências a cada 15 dias.

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6º Preparação dos alunos: No primeiro dia de aula, o aluno foi levado até a turma, apresentado à todos e foi feito um trabalho de sensibilização, afim de mostrar à todos as potencialidades de Felipe, o qual declamou uma poesia para os colegas.

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Após a primeira semana de aula, a escola organizou um Dia Especial com atividades Integrativas, especialmente para os alunos novos, nessa ocasião o aluno Felipe apresentou-se. Também aproveitou-se o momento para falar sobre o respeito às Diferenças, através de uma mesa redonda com profissionais: médicos, psicólogos, pedagogos...

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AVALIAÇÃO: Um dos momentos mais delicados na educação para todos ainda é a avaliação, sobre isso, a escola Nossa Visão faz uma formação especial com os professores e, sobre isso, também foi abordado com especificidade o caso do aluno Felipe. Para tanto todos estabeleceram os critérios e a metodologia de avaliação a ser realizada, a fim de permitir que ele tenha o mesmo direito que todos os demais, pois o material precisa ser preparado com antecedência.

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Com toda a preparação, a escola possibilitou ao aluno Felipe superar as suas dificuldades e desenvolver aprendizagens significativas, estabelecendo as relações necessárias para que sua aprovação para a 7ª série fosse concretizada.

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* A legislação brasileira garante, hoje, aos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, o direito de se matricular e de freqüentar uma escola e classe regulares. Já vimos, entretanto, que para que estes possam usufruir plenamente de seu direito ao acesso ao conhecimento, o contexto escolar deve se ajustar, para poder responder, com adequação e qualidade, às necessidades de cada aluno. Assim, a escola regular precisa promover as modificações que forem necessárias, para atender às necessidades do seu alunado.

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ATENDER AS NECESSIDADES EM ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: organização especial das escolas, de forma a facilitar a mobilidade e evitar acidentes: colocação de extintores de incêndio em posição mais alta, colocação de corrimão nas escadas, etc. aquisição de instrumentos e equipamentos que favoreçam a comunicação escrita do aluno e sua participação nas diversas atividades da vida escolar: máquina braile, reglete, sorobã, bengala longa, livro falado, softwares educativos em tipo ampliado, letras de tamanho ampliado, letras em relevo, com textura modificada, material didático e de avaliação em tipo ampliado e em relevo, pranchas ou presilhas para prender o papel na carteira, lupas, computador com sintetizador de voz e periféricos adaptados, recursos óticos, bolas de guizo, etc.

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ADAPTAÇÕES PARA ATENDER O ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: Criar condições físicas, ambientais e materiais para o aluno na sua unidade escolar de atendimento; Propiciar os melhores níveis de comunicação e interação com as pessoas com as quais convive na comunidade escolar; Favorecer a participação nas atividades escolares; Propiciar a mobilidade especifica necessária; Fornecer ou atuar para aquisição dos equipamentos e recursos materiais específicos necessários; Adaptar materiais de uso comum em sala de aula; Adotar sistemas de comunicação alternativos para os alunos impedidos de comunicação oral (no processo de ensino-aprendizagem e na avaliação).

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ADAPTAÇÕES AO CURRÍCULO : Agrupar os alunos de uma maneira que facilite a realização de atividades em grupo e incentive a comunicação e as relações interpessoais; Adaptar materiais escritos de uso comum: destacar alguns aspectos que necessitam ser aprendidos com cores, desenhos, traços; cobrir partes que podem desviar a atenção do aluno; incluir desenhos, gráficos que ajudem na compreensão; destacar imagens; modificar conteúdos de matérias escritas de modo a torná-lo mais acessível a compreensão etc; Favorecer o processo comunicativo entre aluno-professor, aluno-aluno, aluno-adulto; Providenciar softwares educativos específicos; Despertar a motivação, a atenção o interesse do aluno; Apoio ao uso dos materiais de ensino-aprendizagem de uso comum; Atuar para eliminar sentimentos de inferioridade, menos valia e fracasso.  

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CONCLUSÃO A necessidade de recursos informatizados voltados para os deficientes visuais ainda é grande, diante das poucas opções existentes no mercado, assim faz-se necessário uma maior participação das instituições públicas e privadas para minimizar o problema em questão. Também é necessária uma maior divulgação das ferramentas existentes no mercado para que o deficiente visual possa ser incluído no meio digital, ampliando seus conhecimentos e qualificando-o para ser inserido no mercado de trabalho. A fim de amenizar a exclusão digital do deficiente visual, é importante estabelecer parcerias público-privadas, que facilitem a aquisição destas ferramentas e treinamento direcionado especialmente para estas pessoas, para inseri-lo no mercado de trabalho. Nesse aspecto a escola tem papel fundamental como formadora deste indivíduo possibilitando o seu desenvolvimento integral com auxílio da família. As questões aqui discutidas, as quais incluem o conhecimento sobre a cegueira, nos possibilitaram perceber a importância da realização de um trabalho comprometido com a inclusão social destas pessoas e permitiram que pudéssemos entender como vencer as barreiras que impedem a escola e a sociedade como um todo de melhorar a qualidade de vida destas pessoas.

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BIBLIOGRAFIA BERSCH, Rita; TONOLLI, José Carlos. O que é Tecnologia Assistiva? A Bengala Legal. Disponível em : http://www.bengalalegal.com/tecnol-a.php. Acesso em 23 nov. 2009. CERQUEIRA, J. B.; FERREIRA, M. A. Os recursos didáticos na educação especial. Rio de Janeiro: Revista Benjamin Constant. GRIFING, H. C. e PAUL J. GERBER. Desenvolvimento tátil e suas implicações na educação de crianças cegas . Rio de Janeiro: Revista Benjamin Constant, 5. ed, dezembro de 1996. MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Editora Moderna, 2003. BRANCA, Bengala. Produtos Para uma Vida Independente. Disponível em: < http://www.acessobrasil.org.br/index.php?itemid=730 http://www.bengalalegal.com/ http://visaosubnormaldeficitcongnitivo.blogspot.com/ http://www.aprendersemver.blogspot.com

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