A Revolta de 31 de Janeiro de 1891

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A Revolta de 31 de Janeiro de 1891 Porto  

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1ª tentativa de implantação da República   Roteiro de uma revolução

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Palavras de um soldado ao presidente do tribunal de guerra, no acto do julgamento: “... Eu, meu senhor, não sei o que é a República, mas não pode deixar de ser uma coisa santa. Nunca na igreja senti um calafrio assim. Perdi a cabeça então, como os outros todos. Todos a perdemos. Atirámos então as barretinas ao ar. Gritámos então todos: —Viva! viva, viva a República!...”   Do «Manifesto dos Emigrados da Revolução do Porto de 31 de Janeiro de 1891.»

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PORTUGAL Finais do século XIX A monarquia agonizava e não tinha solução para a crise económica, social e política.  

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1884-85 - Conferência de Berlim

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Portugal apresenta “Mapa Cor-de-Rosa” - o projecto português de ligar Angola a Moçambique.

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Mas… O projecto colidia com o plano inglês de ligar o Cairo ao Cabo (África do Sul).

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1890 – Ultimato : imposição do império inglês a Portugal, tão humilhante que inflamou o fervor republicano e o ódio ao trono e à Inglaterra.

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1891 (2h da madrugada)  O Batalhão de Caçadores nº 9, liderados por sargentos, dirige-se para o Campo de Santo Ovídio, hoje Praça da República, para se juntar ao Regimento de Infantaria 18. Fonte: http://www.gutenberg.org/files/29484/29484-h/29484-h.htm

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Perto da Cadeia da Relação, junta-se ao batalhão, o Alferes Malheiro e o Regimento de Infantaria 10, liderado pelo Tenente Coelho e uma companhia da Guarda Fiscal. Alferes Malheiro Tenente Coelho Fonte: http://www.gutenberg.org/files/29484/29484-h/29484-h.htm

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Já no Campo de Santo Ovídio, os militares do Regimento de Infantaria 18, apesar de revoltados, ficam retidos pelo Coronel Meneses de Lencastre, que assim, quis demonstrar a sua neutralidade no movimento revolucionário.

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Os revoltosos desceram a Rua do Almada até à Praça de D. Pedro (hoje Praça da Liberdade), ao som de “A Portuguesa e assaltaram o antigo edifício da Câmara Municipal do Porto.   Fonte: http://www.gutenberg.org/files/29484/29484-h/29484-h.htm

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Da varanda da Câmara Municipal, e perante o entusiasmo da população que se juntou ao movimento, ouviu-se o discurso de um dos líderes civis da revolta, Alves da Veiga, que proclamou a República e o seu governo provisório. De seguida, foi hasteada a bandeira vermelha e verde do Centro Democrático Federal. Alves da Veiga Fonte: http://www.gutenberg.org/files/29484/29484-h/29484-h.htm

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Com fanfarra, foguetes e vivas à República, a multidão decide subir a Rua de Santo António, em direcção à Praça da Batalha, com o objectivo de tomar a estação de Correios e Telégrafos. Fonte: http://www.gutenberg.org/files/29484/29484-h/29484-h.htm

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O festivo cortejo foi bruscamente interrompido por uma forte carga de artilharia da Guarda Municipal. Fonte: http://www.gutenberg.org/files/29484/29484-h/29484-h.htm

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As tropas fiéis ao Rei bombardearam a Câmara Municipal, ocupada pelos revoltosos. Fonte: http://www.gutenberg.org/files/29484/29484-h/29484-h.htm

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Os confrontos vitimaram indistintamente militares revoltosos e simpatizantes civis.   Fonte: http://www.gutenberg.org/files/29484/29484-h/29484-h.htm

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Terão sido mortos 12 revoltosos e foram feridos 40. Fonte: http://www.gutenberg.org/files/29484/29484-h/29484-h.htm

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A reacção oficial foi implacável. Os revoltosos foram julgados por Conselhos de Guerra, a bordo de navios da marinha. Fonte: http://www.gutenberg.org/files/29484/29484-h/29484-h.htm

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Fonte: http://www.gutenberg.org/files/29484/29484-h/29484-h.htm

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“O exemplo dos revoltosos de 31 de Janeiro de 1891 frutificaria, menos de duas décadas depois, em 5 de Outubro de 1910. Eles foram os protagonistas de uma derrota que foi a semente da vitória que tardaria quase duas décadas.” «Jornal do Fundão» de 31 de Janeiro de 2008 (in http://sorumbatico.blogspot.com/2008/01/o-31-de-janeiro-de-1891.html )

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Os protagonistas Fonte: http://jn.sapo.pt/blogs/fadonorte/archive/2010/01/29/31-de-janeiro-revolu-231-227-o-do-porto.aspx

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Bibliografia Abreu, Jorge (1912). A revolução portugueza - O 31 de Janeiro (Porto 1891).Lisboa. [em linha], [consultado em 24-01-2010], disponível em http://www.gutenberg.org/files/29484/29484-h/29484-h.htm Sousa, Fernando de (2009). A Revolta de 31 de Janeiro de 1891, Porto: Universidade do Porto. Faculdade de Letras, [em linha], [consultado em 24-01-2010], disponível em http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/8286/2/2885.pdf

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