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AS REDES SOCIAIS NA INTERNET
Entre as mais conhecidas redes sociais encontram-se o Hi5 (muito utilizado em Portugal), MySpace, Facebook, Flickr, Friendster, Orkut, MSN Spaces e You Tube.
O principal problema que se levanta com a utilização das redes sociais é o ataque à privacidade. De uma maneira geral, os jovens estão mais dispostos a correr riscos relativamente à sua privacidade e sentem-se mais à vontade para publicar, na Internet, pormenores das suas vidas pessoais.
Riscos associados à utilização de redes sociais
1. A informação pessoal nunca desaparece
Uma vez publicados, os dados permanecem na Internet para sempre, mesmo que as pessoas os apaguem do seu perfil.
Quando se publicam o nome, o telefone, a morada, as fotos da festa, as actividades, os desejos, os medos, o diário do que se fez, a religião, a orientação sexual, etc., está-se a disponibilizar informação que muito dificilmente alguma vez deixará de estar acessível a outros. Não há caminho de regresso.
2. Falsa noção de comunidade e de amigos
Nas redes sociais, a maioria dos “amigos” não se sabe quem são. Os jovens partilham informações pessoais com um número incalculável de desconhecidos. É impossível controlar quem efectivamente acede a esses dados e o que faz com eles.
3. Disponibilização excessiva de dados pessoais (fotos)
Ao publicarem, adicionalmente, fotografias e vídeos, os jovens estão a disponibilizar muito mais informação pessoal do que imaginam. A publicação de fotografias de grupo põe igualmente em risco a privacidade de outros.
Além disso, é possível localizar utilizadores a partir da identificação de um local (um prédio, uma escola, um jardim, etc.), o que pode ser usado por agressores para localização de potenciais vítimas.
4. Cruzamento de informações
Os prestadores de serviços de redes sociais são capazes de registar cada movimento que é feito no seu site. Assim, é possível também saber quem se relaciona com quem. Estes dados são extremamente apetecíveis para efeitos de marketing.
5. Spam, vírus e ameaças sociais
As redes sociais são ambientes de eleição para a propagação de spam (mensagens electrónicas não solicitadas para fins de marketing) e para ataques de vírus, infectando milhões de perfis
Phishing - esquema fraudulento, através de mensagens electrónicas, cujo autor se apresenta com uma falsa identidade – de pessoa, empresa ou instituição realmente existentes. O objectivo é levar o destinatário a fornecer dados pessoais que serão usados para roubo de identidade O roubo de identidade pode ter consequências imprevisíveis: prejuízo da reputação, dano financeiro, envolvimento em actividades criminosas.
As redes sociais favorecem o aparecimento de ameaças que podem ser dramáticas: Stalking – perseguição que envolve um comportamento ameaçador, através de meios electrónicos, como o correio electrónico (e‐mail), mensagens instantâneas e mensagens nas redes sociais (cyberstalking). Cyberbullying – termo usado para descrever actos intencionais e repetidos de ameaça e ofensa, através da utilização de tecnologia, em particular dos telemóveis e da Internet.
6. Fonte de informação para potenciais empregadores
Muitos gestores de recursos humanos fazem pesquisas em redes sociais para seleccionar empregados, ou mesmo para melhor conhecerem os empregados já ao serviço, recorrendo aos dados pessoais disponíveis nos perfis de utilizadores das redes sociais. Exemplo de afirmação comprometedora: «Não gosto de trabalhar!»
Boas práticas para os utilizadores
1. Utilização de pseudónimos
Deve pensar-se duas vezes antes de se usar o nome verdadeiro num perfil. Nunca dar o nome completo. É preferível utilizar um pseudónimo discreto e usar esse pseudónimo só para essa rede social.
2. Não disponibilizar informação pessoal
Pense bem antes de decidir pôr uma fotografia pessoal no perfil. Esteja consciente de que se perde o controlo da fotografia: qualquer pessoa pode copiá-la, editá-la (fazendo montagens humilhantes) e publicá-la. Não deve partilhar online informações sobre o quotidiano, pormenores da vida familiar ou segredos entre amigos (verdadeiros). Não revele a escola ou a turma e o horário das aulas (há escolas que têm os horários nos seus websites), o nome dos professores, ou outras informações que, sem grande esforço, permitam a nossa localização e identificação. Nunca dê a morada, o número de telefone, a data de nascimento, ou quaisquer outros dados que permitam a nossa localização. Como para criar um perfil, é preciso fornecer um endereço de e-mail, o melhor será ter uma caixa de correio à parte para não comprometer as outras comunicações. Tenha em conta:
3. Respeitar a privacidade dos outros
Participar numa rede social deve ser um acto de responsabilidade. Nunca se deve pôr em perigo a privacidade de outros, sejam amigos, familiares ou simplesmente conhecidos. Não se deve nunca revelar informação sobre outras pessoas, a menos que essas pessoas o autorizem (ex: fotografias de grupo). Convém também ter presente que a publicação ilegal de imagens é crime, pelo que pode ser sancionada.
4. Restringir as pessoas que podem ter acesso ao perfil
Escolher criteriosamente quem se adiciona como amigo. Os índices de popularidade pelo número de “amigos” virtuais que se tem são artimanhas da rede para recolher informação pessoal. Supostas afinidades (os mesmos gostos musicais, cinematográficos ou de hobbies) podem ser estratégias mal intencionadas.
Opte por uma rede social que permita ao utilizador controlar com quem partilha informação (grupo de amigos da escola, do clube, da família ou de outros grupos). Use configurações que não permitam que o seu perfil fique indexado aos motores de busca, para limitar muito a possibilidade de encontrarem informação sobre si.
5. Ter atenção quando um “amigo” virtual quer um encontro
Se um desses “amigos” virtuais sugerir um encontro pessoal, por norma, não se deve aceitar. Deve informar sempre os pais e conversar com eles sobre o “convite”. Se, apesar do risco, decidir comparecer no encontro, deve ir sempre acompanhado(a) de alguém em quem confia.
6. Como agir em caso de ameaças
Conte a situação a um adulto de confiança para que tome providências. Não abra mensagens de cyberbullies, mas também não as apague, pois podem vir a ser necessárias para tomar medidas. Se o caso envolver a escola, exponha a situação ao director de turma, ao Órgão de Gestão ou a outro professor. Se houver ameaça física, peça aos pais que informem a polícia. Se se sentir perseguido, humilhado, ofendido ou ameaçado por alguém ou por algo que se tenha passado online, estará a ser vítima de cyberbullying. Neste caso…
Na INTERNET não esqueça…
by Bibliotecaavpa | Added: 2 years ago
Language: Portuguese (Detected) | Topic: Education
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