Dar vida a um livro

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As descrições da lição devem ser breves neste diapositivo

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Como a apresentação beneficiará a audiência: Os espectadores adultos ficam mais interessados num assunto se souberem como e porquê é importante. Nível de conhecimentos do apresentador para este assunto: Descreva brevemente as suas credenciais nesta área; ou explique porque motivos os participantes o devem ouvir.

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Objectivos dos exemplos Poderá: Guardar ficheiros no servidor Web da equipa Mover ficheiros para diferentes locais no servidor Web da equipa Partilhar ficheiros no servidor Web da equipa

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Dar vida a um livro 3º ciclo

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Texto 1 8º D - Neste momento não me apetece perguntar nada! A voz soava aborrecida. - Pim! Pam! Pum! Cada bola mata um, p'ra galinha p'ro peru. Quem pergunta és mesmo tu! – apontou a Luísa à Filipa. - Quando deste o teu primeiro beijo? – perguntou a Filipa ao Nuno. - Agora já se fazem perguntas pessoais, é? – perguntou o Nuno com indignação. - Sim, é por isso que estamos aqui! Ou pensas que íamos à missa?! – brincou a Catarina com um sorrisinho satisfeito. - Tens mesmo piada, tu! – exclamou o Nuno. - Achas mesmo? Nunca ouviste falar em ironia? – disse a Catarina a gozar. - Não, mas já ouvi a falar em heroína e apetece-me! – gritou o Nuno, levantando-se e saindo da sala de jogos. - Para isso tens tu coragem, ó parolo! – protestou a Eunice.

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Texto 2 7º B Nuno fingiu nem ouvir. Saiu da sala de jogos e foi para um canto sozinho. Com os phones nos ouvidos pensou no comentário feito pela colega. Sentiu revolta. As lembranças voltavam. Porque se transformara numa pessoa assim, fria, que esconde o que realmente sente? Nuno era alto, olhos castanhos, intensos. Neles adivinhava-se o mistério que o envolvia, algo de anormal num adolescente . Não olhava o mundo pela forma como queriam que ele o visse. O cabelo longo a acastanhado, com madeixas mais claras, quase angelical, quebrava o modo estranho de vestir preto que o caracterizava. Trrriiiim….. O turbilhão de pensamentos que tanto o perturbava foi interrompido. Baixou o volume da música e dirigiu-se à sala de aula.

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Texto 3 8º A Um pouco atrasado, Nuno bateu à porta. O professor de matemática recebeu-o e recomendou-lhe que se sentasse sem fazer barulho. Obedeceu como um autómato. Continuava perdido nos seus pensamentos quando foi interrompido pela voz forte do professor que lhe perguntou como se fazia o exercício. Fora apanhado. - Tenho mais em que pensar! – respondeu O professor interpretou o desabafo de revolta como uma falta de educação e convidou-o a sair da sala de aula. Encaminhado para a biblioteca, foi lá que encontrou a professora com quem se sentia mais à vontade. Ela ficou espantada, incrédula com a atitude de um aluno que achava calmo - Estás com algum problema, Nuno?

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Texto 4 9º D Nuno levantou a cabeça. Sentia que podia estar à vontade com a stôra Helena. Mas que tinha aquela stôra de diferente? Nuno já a conhecia há 4 anos e ela já o havia ajudado a ultrapassar algumas crises, como daquela vez em que perdeu o avô. Nessa altura a stôra foi muito importante. - Nuno! – abanou-o a professora - Estás ai? Nuno lutava para se mater concentrado: -Sim, stôra – respondeu num murmúrio -Conta-me lá o que se passou! O silencia era pesado. Nuno fixou a professora Helena com o seu olhar profundo como se lhe quisesse dizer o que sentia sem ter de usar as palavras.

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Texto 5 7º D Ela compreendeu que Nuno estava desesperado, havia algo no seu olhar, o rosto parecia petrificado, os lábios estavam tensos… A professora Helena, corajosamente, perguntou-lhe: - Nuno, bem sei que é difícil desabafar, mas, por vezes, liberta-nos da mágoa que sentimos, ajuda a aliviar a nossa revolta. Nuno não conseguia soletrar uma única palavra, os seus olhos fixavam o chão e os seus pensamentos eram impenetráveis. A professora Helena percebeu que aquele não era o momento… Embora desconfiasse o que se passava com o Nuno, não podia ajudá-lo se ele continuasse fechado como uma ostra. - Podes sempre contar comigo. – Disse-lhe carinhosamente, antes de se dirigir para a porta. - Tudo começou com uma curiosidade banal, um grupo de amigos atrás do pavilhão que me convidou para fumar um cigarro. Eu podia ter vindo embora, mas queria ser igual àqueles que acompanhava, queria que me aceitassem. Pensei que seria apenas experiência de um dia ou dois, porém foi-se repetindo como se de um ritual se tratasse e como se eu fosse um viajante que não sabe o destino e por isso segue os outros. – Desabafava Nuno.

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Texto 6 Enc. de Educ. 7º D - O tabaco é um dos maiores inimigos da nossa saúde. Tens de ser tu a dar o primeiro passo para uma vida sem fumo – disse-lhe a professora, receosa que o Nuno se fechasse, ainda mais, depois desta observação. O Nuno continuava com o olhar fixo no chão, as mãos nos bolsos, como se não se passasse nada com ele. Percebeu, no entanto, que a sua confidente não tinha entendido a gravidade da situação. - Sabes Nuno, há uma ilusão de «glamour», poder, sucesso e sensualidade que envolve o acto de fumar e isso atrai as pessoas, principalmente adolescentes, em detrimento das consequências desastrosas desse acto. - Mas, professora, se eu não acompanhar os meus amigos, não sou aceite e sou excluído desse mundo! – Exclamou o Nuno, com voz rouca, como se perdesse algo importante na sua vida. A professora, mais uma vez, compreendeu o que se passava com o Nuno. Os eternos problemas da adolescência. - A adolescência é a melhor fase, é nesta altura que descobrimos as coisas especiais deste universo imenso e repleto de coisas interessantes e valorosas. Julgo que o teu problema tem a ver com a amizade, em descobrires quem são os teus verdadeiros amigos. A adolescência é uma passagem para a maturidade e eu sei que no fundo tu sabes distinguir quem são os teus verdadeiros amigos.

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Texto 7 Enc. de Educ. 7º D A ostra começava a abrir-se. A professora tinha que aproveitar o momento para que o Nuno conseguisse dizer tudo. Por isso não o interrompeu para que o desabafo fluísse. - Mas o ritual do cigarro transformou-se em algo muito perigoso! Numa noite de festa, troquei o tabaco por um charro. E depois foi só experimentar material novo para ter mais prazer. Agora já estou na fase da heroína. Os efeitos são devastadores. Quando me injecto tudo me parece fácil, leve, sem compromissos, mas… passado o efeito a minha cabeça estoura de dor. Parece que o meu cérebro não me obedece. Há dias em que o meu corpo fica de tal forma frágil e a cabeça oca que me apetece gritar e pedir ajuda. Mas a quem? Os meus pais parecem alheios à minha desgraça. A preocupação é meterem-me dinheiro para que eu não os chateie. Não me olham na cara. Se o fizessem já tinham visto que o Nuno não está cá a maioria das vezes. Tenho medo… mas a porcaria do vício é tanto que esta dependência doentia vai-se tornar no meu veneno mortal.

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Texto 8 9ºB Estupefacta, a professora Helena percebeu que o caso era mais complexo do que pensara e que não conhecia o aluno que tinha à sua frente. Sem palavras, completamente bloqueada não desviou o olhar do Nuno e docemente pôs-lhe a mão no ombro. Nesse momento o rapaz compreendeu que continuava a ter o apoio da stôra. As perguntas surgiam em catadupa na sua cabeça. “E agora, o que é que vai acontecer? Será que ela vai contar a alguém? Como é que me vou safar desta?” - Posso marcar um encontro com os teus pais? – perguntou a medo a professora. 9º B , 27 de Novembro Prof. Elvira Ferreira

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Texto 9 9ºC -Para quê ?! – perguntou Nuno agressivamente - Eles não querem saber de mim! -Não custa tentar, qual é o pai que não se importa com o seu filho?! -Não quero! - Os teus pais podiam ajudar-te. - Não quero! -Vá lá Nuno… -NÃO-QUE-RO! Sem noção do que estava a fazer deu um pontapé na cadeira ao seu lado. Esta embateu violentamente no vidro do armário. TRAZ! À velocidade de um raio um fragmento de vidro atingiu a face da professora. Nuno estava incrédulo…como era capaz de uma atitude desta violência com uma professora tão simpática e que já lhe tinha dado muitas provas de preocupação sincera? Gabriela Dias 9ºC Bento Martins 9ºC 11 de Janeiro 2010 Filipa Branco 9ºC Anthony Figueira 9ºC Prof. João Monteiro

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Texto 10 8º C “O que é que eu fui fazer ! “ Muito perturbado saiu da biblioteca. Precisava de pôr ordem na sua cabeça, tinha urgência em limpar a alma daquele desespero, aliviar aquela culpa que lhe pesava mais do que qualquer outra coisa lhe pesara na sua vida de jovem inconsequente. Correu para o seu esconderijo, onde conseguia reflectir, o canteiro junto à sala dos professores, um lugar escuro no Inverno, solarengo no Verão. Por ficar tão perto do convívio com os professores nunca alguém se havia lembrado de o frequentar. Escondido pelas ramagens do plátano viu a ambulância passar. Foi então que começou a chorar. A raiva fez-se água salgada e ele deixou que ela corre-se até se sentir cansado. Completamente extenuado ouviu passos mas não teve força para tentar abandonar o tronco da grande árvore que o abrigava dos olhares indiscretos. A rapariga aproximou-se sem lhe fazer perguntas e passou-lhe a mão direita pelos cabelos em desalinho. Nuno achou-a perfeita… Prof. Glória Sousa 21 de Janeiro 2010

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De facto aquele momento foi muito especial, pois já há muito tempo que não se sentia tão bem, tão acarinhado e protegido. Seria mais uma alucinação maldita? Apesar de serem da mesma idade, ela era mais séria e ao mesmo tempo imensamente serena e bonita. Não precisaram falar para se entenderem. Sentiu-se subitamente mais forte e confiante. - Sou a Ariel. Foi deveras um momento mágico. Pudera, era o seu Anjo da Guarda que resolvera aparecer fisicamente, no momento em que a vida de Nuno parecia desabar. Entre a escuridão e a frieza daquele lugar, só mesmo uma força iluminada para o ajudar a sair dali e encarar o problema de frente. Iria Costa, Encarregada de Educação , 8ºC , 31 de Janeiro Texto 11 Enc. de Educ. 8º C

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Texto 12 7ºC Mesmo assim Nuno desconfiava de que nada daquilo era real. A sua vida era uma desgraça, estava farto dela. Tudo o que ele fazia era asneira. Beliscou-se. Sentiu dor. -Nuno pára com isso! – exclamou Ariel olhando-o decidida. -Quem me dera voltar atrás! – vociferou o rapaz. -O passado é passado, não podemos fazer nada quanto a isso, mas com o futuro não é bem assim, ainda estás a tempo! Vem comigo, vou-te levar numa viagem um tanto estranha. Prepara-te, podes ter de assistir a cenas chocantes. Aproximou-se e pediu: - Dá-me a tua mão direita, fecha os olhos. Vais-te sentir leve, irreal mas é mesmo assim. Nuno obedeceu e por momentos não sentiu nada além de uma grande tranquilidade. De repente… viu-se num beco duma rua de uma grande cidade. Não se reconheceu naquele farrapo de homem ressacado, semi-nu, papos nos olhos raiados de vermelho, vidrados, fixos na lua fria. -Que horror! Não sou eu, pois não? – perguntou aflito. 7º C – Prof. Glória Sousa 1 de Fevereiro 2010

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Texto 12 9º A - Ainda não… mas serás se continuares nesta vida de meras ilusões! Olhou-a confuso. Os seus olhos castanhos espelhavam bem a guerra interior que estava a sentir, a tristeza e a depressão que a imagem lhe provocaram. O Grito saiu-lhe como uma libertação de um pesadelo: - NÃO! EU NÃO SOU ESTE! As palavras soavam a revolta, a raiva e angústia. Ariel abraçou-o. Nuno chorou pela segunda vez . - Vamos? – convidou-o comovida. Pegou-lhe na mesma mão direita e transportou-se com ele até um lugar muito calmo. Ficava nos subúrbios do grande aglomerado de casas, arranha-céus e chaminés, longe do movimento louco e stressante da cidade. Estavam em frente a uma casa de um único andar, plantada num extenso espaço verde, com enormes janelas, rasgadas para receber a paisagem do exterior. Havia muitas flores e muitas árvores. Enquanto se demoravam a contemplar aquele pequeno paraíso saiu da casa um homem seguido de duas crianças. À porta ficou uma mulher esbelta que se despediu da família com um sorriso e um acenar gracioso. Pouco depois, também ela se encaminhou confiante e feliz em direcção a um carro que arrancou atrás da carrinha que levava o marido e os filhos. Já entendi! Por favor! Preciso de sair daqui! No momento seguinte estavam de volta ao plátano. - Já te vais? – perguntou o rapaz com a voz encharcada no pânico que lhe apertou a garganta. - Estarei sempre contigo, aconteça o que acontecer, mas terás de ser tu a escolher o caminho que queres fazer. 9 de Fevereiro

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Continua…

Summary: Dar vida a um livro

Tags: educação

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