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Dar vida a um livro 2º Ciclo
A rua ia dar a uma alta casa. Era amarela, com telhado vermelho, grande porta castanha e janelas abertas com cortinas que o vento fazia voar. Tinha um jardim com rosas tão encarnadas como o telhado. No quarto maior da casa, havia um grande poster, terrífico, com a representação de uma gruta e um castelo assombrado. Noutro quarto, um avião sobre uma secretária tinha luzes a piscar. Na sala, no centro, uma mesa partida. Em cima da mesa, estava um mapa coberto de pó. 5º F 22 /10/09 Professora Carla Morais
Copos partidos, paredes encardidas, aranhas empoleiradas nas suas teias…ratos, claro! Era tudo o que se encontrava na cozinha. Mas, a entrada da casa fazia lembrar as histórias de encantar! Num jarro havia flores colhidas no jardim, ainda com o orvalho fresco nas pétalas. No chão, um tapete majestoso e limpo sobre o soalho castanho doirado. Os três amigos a Marta, o Nuno e o Victor ficaram muito baralhados. Dirigiram-se primeiro à sala e repararam que para além da mesa partida havia uma estante cheia de livros. Chamou-lhes a atenção em grande livro sobre animais com o título “Serpentes a bordo”. De repente, quando o tocaram para o retirar da estante uma luz muito forte derrubou-os ao mesmo tempo que se abriu uma passagem secreta… 5º D 27-10-2009 Professor Marinho
- Aii, Socorro! -gritou a Marta. - Acalma-te Marta, acho que tenho uma lanterna na minha mochila! -disse o Victor. Espantados e amedrontados, os garotos seguiram sorrateiramente, com medo do que lhes podia acontecer encaminhando-se em direcção àquele túnel. O clima era frio e o ambiente era medonho. As teias pegavam-se aos cabelos e sons esquisitos faziam eco nas paredes que a luz fraca da lanterna ia iluminando. - Será que aqui há dragões ou serpentes? -perguntou o Nuno. - Morcegos, há! -exclamou o Victor. De repente os sons tornaram-se mais fortes e PUM! A passagem secreta tinha-se fechado nas suas costas. A Marta começou a tremer e a chorar! 5º A 04-11-2009 Professor: António Leite
-Não chores, Marta! - Disse o Victor com carinho, abraçando-a, tentando manter o grupo confiante. Ela era a mais nova dos três amigos. Baixa e gordinha, gostava de aventuras mas, mas desta vez, estavam a acontecer coisas demasiado assustadoras. -Victor, por acaso não tens aí o teu telemóvel? -perguntou o Nuno. -Raios! Está sem bateria!... A Marta sentindo-se a desmaiar, encostou-se a uma pedra redonda e musgosa. Para surpresa das crianças a parede rodou … 5º E Prof. Deolinda Gonçalves 13 de Novembro 2009
À frente do grupo de amigos surgiu uma paisagem assustadora com um castelo assombrado. - Onde é que eu já vi isto? - Perguntou o Nuno apavorado. - Não te lembras? – Admirou-se o Victor - É a imagem do poster do quarto grande da casa amarela! Encheram-se de coragem e encaminharam-se para o castelo. Entraram numa enorme porta castanha que abriram a custo. Lá dentro havia uma espécie de biblioteca cheia de livros até ao tecto. Olharam à sua volta bastante admirados. Um velho mago, alto, de barbas brancas, muito, muito longas surgiu diante dos seus olhos. A capa que o cobria era roxa com estrelas douradas e na cabeça usava o chapéu preto e bicudo que todos conhecem. No ombro esquerdo um papagaio velho e tagarela exclamou: - Com quem então temos visitas! Professor: António leite 17/11/09 6ºE
- Pois, o que é que vos traz por cá? – perguntou o velho Mago. - Desculpe o incómodo, só estávamos de passagem – afirmou o Victor com ar responsável, pois era o que comandava o grupo por ser o mais velho. - Só estávamos de passagem! Só estávamos de passagem! – repetiu o papagaio com voz esganiçada. - Mas de passagem para onde? Onde pretendem chegar? – perguntou o feiticeiro, curioso. Como as crianças não respondiam o Mago tirou a sua varinha mágica de trás da capa roxa e gritou: “Abracadabra rodarabum Bola de cristal Vais-me dizer O que aconteceu a cada um!” Luís Eduardo Ana Francisca Filipa Alexandra Tiago Miguel Prof. Ana Enes, 27 de Novembro 2009
- Não vejo nada! E que cheiro é este? – Exclamava Marta enquanto tentava abrir os olhos. Olhou à sua volta e os olhos brilharam ao ver o que a rodeava. O cheiro a cacau era intenso, e as pessoas de avental a mexerem com grandes colheres de pau, denunciavam que estava numa fábrica de chocolates. A última coisa de que se lembrava era das palavras do mágico e de repente estava ali no meio das embalagens de bombons. Mas onde estariam o Nuno e o Victor? Encarregado de educação de: João Pedro Magalhães Ribeiro 5º E 30-12-2009
Muito atrapalhada, a Marta nem reparou no aroma do chocolate de que gostava tanto nem no movimento que havia naquela bela cozinha que parecia que tinha saído de uma livro de histórias ou de um filme do cinema. Respirou fundo três vezes e gritou desesperada: Abracadabra giragibum que apareça já aqui um! ... e não é que apareceu o Victor?! Quando a viu, o amigo deu-lhe um grande abraço e combinaram dizer mais uma vez as palavras mágicas. Cheios de coragem gritaram juntos: Abracadabra giragibum que apareça aqui mais um! E apareceu... o mágico! 5º B Prof. António Leite
A Marta, apavorada, dirigiu-se aos berros ao mago atingindo-o com pequenos socos no peito. - O que lhe fizeste? Onde está o Nuno? Prendeste-o nas masmorras e vais torturá-lo até à morte? É isso? - Tem calma, ouve-o – disse o Victor afastando-a do feiticeiro. - Eu não sei o que fazem aqui, não prendi ninguém, nem sequer sei o que estou aqui a fazer! - exclamou o mágico não menos surpreendido com toda aquela situação. - Por favor, faz com que o nosso amigo volte! - Pediu a Marta juntando as mãos em frente ao velho, como se estivesse a rezar. - Desculpem, não vos avisei de que o feitiço só se realiza duas vezes! Estamos numa enrascada. Precisava de consultar o meu Livro de Feitiçaria mas não o tenho aqui! Vamos pesquisar com todo o cuidado esta fábrica de chocolates. Tenho a certeza de que a solução está aqui mesmo. Olharam para todos os lados procurando estar atentos a todos os pormenores. Foi o Victor que reparou num pequeno exército de Nunos de chocolate que saía no tapete rolante de uma máquina ao fundo... 5º C – Prof. Carla Morais
-OH! Espantou-se a pequena aventureira correndo descontroladamente em direcção ao grupo de “clones”, sem reparar nos sacos de chocolate em pó espalhados por ali. Tropeçando num deles caiu sobre outro e quando se levantou estava completamente coberta de castanho. Ah! Ah! Ah! – riram-se em coro o Vitor e o Mago. - Ah! Ah! Ah! – Repetiu uma voz já conhecida Espantadíssimos perguntaram ao papagaio: Como é que vieste aqui parar? Mas vocês estão mesmo apancados, até o mestre se esqueceu de que somos inseparáveis. Quando veio puxado pelo feitiço eu vim com ele. Como fiquei um pouco lé lé deixei-me ficar quietinho por instantes. - O que o nervoso miudinho faz! – desculpou-se o mago – Interessa é que estás aqui e como não disseste nenhuma vez as palavras mágicas elas podem dar certo. Experimenta, não há tempo a perder! A velha ave pigarreou e proclamou com voz rouca e solene Abradacabra giragibum Agora só falta mais um! Sem que nada o fizesse prever um grande caldeirão de água a escaldar entornou-se sobre o tapete rolante derretendo a base dos bonecos que faziam lembrar os coelhinhos da Páscoa. Um deles pôs-se aos pulos. Era o Nuno. Foi assim que a Marta teve a sua grande oportunidade de se deliciar com chocolate ao ajudar o seu amigo a livrar-se daquela carapaça. 6º C – professora Deolinda Gonçalves 27 de Janeiro
Quando se sentiu livre, Nuno levantou a amiga no ar e abraçou de seguida o Victor e o Mago piscando o olho ao papagaio. Já se dirigiam em animada conversa a uma porta que dali avistavam quando bateram de frente numa grande barriga redonda. Olhando para cima, viram um enorme cozinheiro, com um enorme avental branco, mangas arregaçadas e dois enormes braços e um sorriso misterioso numa cara rechonchuda. O seu vozeirão obrigou-os a dar um passo para trás: Daqui ninguém sai! Quem veio à procura das “Serpentes a bordo” não pode voltar ao mundo para contar o que viu! Deixa-os ir, eu ajudo-te a enfeitiçá-los de tal maneira que se esqueçam completamente do que viram, do que ouviram e do que viveram! – Propôs-se o mago. Foi então que se aproximou uma criança saída detrás de uns sacos de cacau a choramingar: Deixa-me ir com eles também… tenho saudades dos meu quarto, dos meus pais, dos meus avós e do meu avião de luzes que piscam. Por favor! 6º A Prof. Carla Morais
by guest56341 | Added: 1 year ago
Language: Portuguese (Detected) | Topic: Education
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