Overmundo Lab: O jornalismo linkado: narrativa jornalística hipertextual

0

No comments posted yet

Comments

Slide 1

Oficina Overmundo o jornalismo linkado: narrativa jornalística hipertextual

Slide 2

o link  principal recurso de referenciação na web, o link revoluciona a relação dos produtores de conteúdo com suas fontes, que agora são divulgadas abertamente Clique aqui

Slide 3

o link

Slide 4

o link

Slide 5

história do hipertexto  hipertexto = termo criado em 1965 pelo filósofo e sociólogo americano Ted Nelson  o prefixo hiper [do grego “υπερ”] remete à superação da linearidade da linguagem textual tradicional  segundo os historiadores Peter Burke e Roger Chartier, há indícios de práticas hipertextuais já nos impressos dos séculos XVI e XVII; e há quem defenda que o Talmud, escritura sagrada judaica, foi o primeiro documento hipertextual  o sistema de referências cruzadas e notas de rodapé pode também ser pensado como um sistema hipertextual

Slide 6

história do hipertexto  muito antes de a Web ser criada, em 1990, o hipertexto foi concebido conceitualmente por um escritor americano chamado Vannevar Bush, como um grande sistema de organização da informação; em seu ensaio “As we may think”, de 1945, o escritor detalhava o que seria um predecessor do computador pessoal

Slide 7

história do hipertexto  Bush criou um artefato batizado de “Memex”, espécie de escrivaninha em que uma série de telas conectadas a um teclado numérico projetava documentos; através de um sistema de pesquisa baseado em cartões perfurados e microfilmes, o Memex era capaz de cruzar referências e apresentar resultados de busca por informações, como uma grande biblioteca pessoal

Slide 8

história do hipertexto  internet ≠ WWW  uma das principais aplicações da internet, a World Wide Web (WWW), criada por Tim Berners-Lee, se consolidou e ganhou vida própria, inclusive com direito a uma segunda versão de si mesma, a Web 2.0  o protocolo que funciona por detrás da Web, o chamado HTTP (HyperText Transfer Protocol) – que opera através de uma linguagem HTML (HyperText Markup Language) – é o que possibilita a criação de links hipertextuais imediatos, como os que estamos acostumados a ver na rede

Slide 9

hipertexto e internet  o hiperlink é uma ferramenta textual com a qual se pode construir discursos modulares, ligando unidades de conteúdo (sejam unidades textuais, audiovisuais, multimídia etc.)  cada uma dessas unidades é denominada de nó  a ferramenta conceitual que une estes nós é chamada de link

Slide 10

hipertexto e internet  o conjunto ordenado e coerente de hiperlinks é um hiperdocumento  o hiperlink aumenta a “profundidade” da leitura

Slide 11

hipertexto e internet  os links em um documento HTML funcionam com base em um sistema de “âncoras”; isto é, a palavra linkada remete a uma “âncora”, que indica a localização da referência (URL)  organizando as referências por “elos associativos” (links) e não por hierarquizações, a internet pôde se constituir em um importante manancial de informações disponíveis para consulta <a href= http://www.overmundo.com.br > </a>

Slide 12

hipertexto e internet  o link é, por essência, uma ferramenta unidirecional

Slide 13

trackbacks

Slide 14

trackbacks

Slide 15

trilhas de pensamento

Slide 16

produção colaborativa

Slide 17

curadorias

Slide 18

interdiscursividade

Slide 19

tipos de links 1

Slide 20

tipos de links 2

Slide 21

tipos de links 3

Slide 22

tipos de links 4

Slide 23

 o recurso de “veja também” relaciona interesses a partir de palavras-chaves; assim, os conteúdos mais acessados abrem portas para outros conteúdos menos acessados links relacionados

Slide 24

link journalism

Slide 25

link journalism  linking journalism = linkar reportagens ou fontes na web que complementem ou adicionem contexto à matéria original; o link jornalístico pode ser ainda um agregador de notícias em tópicos, com links para matérias interessantes e importantes de uma fonte específica da web

Slide 26

link journalism

Slide 27

os estágios do tabu da concorrência não linke para ninguém • link journalism

Slide 28

os estágios do tabu da concorrência não linke para ninguém • adicione urls mas não linke • link journalism

Slide 29

os estágios do tabu da concorrência não linke para ninguém • adicione urls mas não linke • adicione um box de links externos • link journalism

Slide 30

os estágios do tabu da concorrência não linke para ninguém • adicione urls mas não linke • adicione um box de links externos • evite que os links rendam pagerank para os sites• link journalism

Slide 31

os estágios do tabu da concorrência não linke para ninguém • adicione urls mas não linke • adicione um box de links externos • evite que os links rendam pagerank para os sites• comentaristas podem linkar seus sites, mas evite o spam • link journalism

Slide 32

os estágios do tabu da concorrência não linke para ninguém • adicione urls mas não linke • adicione um box de links externos • evite que os links rendam pagerank para os sites• comentaristas podem linkar seus sites, mas evite o spam • use links apenas se estritamente necessário • link journalism

Slide 33

os estágios do tabu da concorrência não linke para ninguém • adicione urls mas não linke • adicione um box de links externos • evite que os links rendam pagerank para os sites• comentaristas podem linkar seus sites, mas evite o spam • use links apenas se estritamente necessário • dê crédito às suas fontes • link journalism

Slide 34

link journalism os estágios do tabu da concorrência use o link para difundir conhecimento • não linke para ninguém • adicione urls mas não linke • adicione um box de links externos • evite que os links rendam pagerank para os sites• comentaristas podem linkar seus sites, mas evite o spam • use links apenas se estritamente necessário • dê crédito às suas fontes •

Slide 35

link journalism  tabu da concorrência = o exemplo ao lado traduz a estranheza que causa um texto online não apontar as fontes; a prática ilustra o chamado “tabu da concorrência”, limite autoimposto por uma série de veículos para citar seus “concorrentes”, o que contradiz o hábito cultuado na rede

Slide 36

link journalism como saber se estou linkando de modo consciente? a URL para a qual estou linkando o leitor o recompensa com conteúdo adicional, o qual não será apreendido ou não será adquirido facilmente por um leitor deste texto? o conteúdo da palavra ou frase linkada, ou o contexto que a envolve, por alguma razão, podem confundir o leitor sobre o que ele poderá encontrar na página linkada? estou usando a menor quantidade de palavras possível para linkar ao documento? a palavra ou frase que eu seleciono para linkar este texto dá ao leitor uma pista evidente do que a página linkada contém? 1 2 3 4

Slide 37

link journalism

Slide 38

subjetividade vs. objetividade

Slide 39

subjetividade vs. objetividade 5º Festival de Cinema de Campo Grande (2008)

Slide 40

subjetividade vs. objetividade 4º Festival de Cinema de Campo Grande (2007)

Slide 41

subjetividade vs. objetividade

Slide 42

subjetividade vs. objetividade  Em 2005, a agência americana AP passou a oferecer dois princípios de matéria diferentes aos veículos impressos que reproduziam suas matérias: uma versão tradicional e uma versão alternativa, mais comentada. MOSUL, Iraque (AP). Mais uma vez, como se estivesse escrito, um dia de esperança para um novo Iraque democrático se transformou em dia de lágrimas, quando um sangrento ataque insurgente interrompeu um avanço político. Nesta quinta-feira, quando políticos curdos e xiitas anunciavam a jornalistas em Bagdá que haviam superado os problemas para formar um novo governo de coalizão, um suicida explodiu uma bomba numa tenda funerária xiita repleta de pessoas na cidade de Mosul. MOSUL, Iraque (AP). Um suicida explodiu uma bomba numa tenda funerária repleta de xiitas, espalhando sangue e partes de corpos por fileiras reviradas de cadeiras plásticas brancas. O ataque, que matou 47 e feriu mais de 100, aconteceu quando políticos xiitas e curdos, em Bagdá, acabavam de anunciar que haviam superado os maiores obstáculos para formar um novo governo de coalizão.

Slide 43

narrativa jornalística tradicional documentação • corpo da matéria, contendo o histórico da notícia sublead • segundo parágrafo do texto jornalístico, resultante do desdobramento do lead (criação da imprensa brasileira) lead • parte mais importante da notícia, posta em destaque relativo a fim de prender o interesse do leitor pé • último parágrafo do texto jornalístico, em escala de menor importância, a fim de possibilitar eventuais cortes

Slide 44

narrativa jornalística tradicional

Slide 45

narrativa jornalística tradicional

Slide 46

narrativa jornalística tradicional

Slide 47

narrativa jornalística tradicional

Slide 48

narrativa jornalística hipertextual 1 estrutura linear estrutura linear • é a estrutura de narrativa hipertextual mais simples, herdada das estruturas em meio impresso. Cada bloco de informação (nó ou lexia) se une com o seguinte, oferecendo apenas uma possibilidade de itinerário e pouca ou nenhuma interação com o leitor.

Slide 49

narrativa jornalística hipertextual 1 estrutura linear

Slide 50

narrativa jornalística hipertextual 1 estrutura linear

Slide 51

narrativa jornalística hipertextual 1 estrutura linear

Slide 52

narrativa jornalística hipertextual 2 estrutura linear com alternativas estrutura linear com alternativas • para superar a limitação intríseca à estrutura linear, outras fórmulas são capazes de oferecer um pouco mais de possibilidades ao leitor. Uma delas é a estrutura linear com alternativas, que apresenta pequenos desvios da estrutura, como as notas de rodapé.

Slide 53

narrativa jornalística hipertextual 2 estrutura linear com alternativas

Slide 54

narrativa jornalística hipertextual 3 estrutura linear com alternativas e retorno estrutura linear com alternativas e retorno • contornando a tradicional unidirecionalidade dos links, esta estrutura oferece links de retorno ao trajeto original proposto pela narrativa principal.

Slide 55

narrativa jornalística hipertextual 3 estrutura linear com alternativas e retorno

Slide 56

narrativa jornalística hipertextual 3 estrutura linear com alternativas e retorno

Slide 57

narrativa jornalística hipertextual 4 estrutura linear principal com alternativas estrutura linear principal com alternativas • a estrutura principal oferece desvios e variantes possíveis, que, na sequência, emendam de volta ao trajeto original.

Slide 58

narrativa jornalística hipertextual 5 estrutura linear em rede estrutura linear em rede • esta estrutura combina o modelo linear com o modelo reticular, oferecendo ao leitor o retorno ao princípio do texto.

Slide 59

narrativa jornalística hipertextual 6 estrutura arbórea fechada estrutura arbórea fechada • as estruturas arbóreas fechadas criam ramificações a partir de um único nó, mas retornam ao eixo principal da narrativa, concluindo-a também a partir de um único nó.

Slide 60

narrativa jornalística hipertextual 7 estrutura arbórea aberta estrutura arbórea aberta • as estruturas arbóreas abertas dão mais possibilidades de eleição ao leitor e de criação ao autor. A partir de um nó inicial, o relato se abre, dividindo-se em diversos caminhos ou itinerários potenciais. Esta estrutura é cada vez mais utilizada no jornalismo online, geralmente sob forma de uma lista de links. Outro exemplo típico desta estrutura hipertextual são as ferramentas de busca na internet.

Slide 61

narrativa jornalística hipertextual 7 estrutura arbórea aberta

Slide 62

narrativa jornalística hipertextual 7 estrutura arbórea aberta

Slide 63

narrativa jornalística hipertextual 7 estrutura arbórea aberta

Slide 64

narrativa jornalística hipertextual 7 estrutura arbórea aberta

Slide 65

narrativa jornalística hipertextual 7 estrutura arbórea aberta

Slide 66

narrativa jornalística hipertextual 7 estrutura arbórea aberta

Slide 67

narrativa jornalística hipertextual 7 estrutura arbórea aberta

Slide 68

narrativa jornalística hipertextual 7 estrutura arbórea aberta

Slide 69

narrativa jornalística hipertextual 7 estrutura arbórea aberta

Slide 70

narrativa jornalística hipertextual 8 estrutura de enlaces paralelos estrutura de enlaces paralelos • estrutura axial que se abre em diversas linhas narrativas a partir de um único nó de entrada. Os itinerários mantém uma estrutura paralela, e cada nível tem o mesmo número de nós. Este modelo é muito utilizado para a subdivisão da reportagem em destaques temáticos ou recortes específicos (“história”, “atualidade”, “declarações”).

Slide 71

narrativa jornalística hipertextual 8 estrutura de enlaces paralelos

Slide 72

narrativa jornalística hipertextual 8 estrutura de enlaces paralelos

Slide 73

os desbravadores de trilhas

Slide 74

cultura de todo o Brasil Reggae, a resistência da periferia Arte e cultura fazem a cara alegre do Piauí O papel dos stickers Hoje no teatro tem circo Mães e modernas Japonês seduz potiguares Seu Alves, o sapateiro Antônio Porto: tuareg global Farkas: “Fotógrafo não tem que escrever nem falar” Pirapora do Bom de Jesus, celeiro da cultura popular O avesso do avesso – carnaval, baile funk e metal Assunto: lonelygirl15 Sobá, mania campo-grandense A voz do público é que decide Os Sertões em Quixeramobim e Canudos Da buchada às telas de cinema

Slide 75

BUSH, V. As we may think. Disponível em: <http://www.theatlantic.com/magazine/archive/1969/12/as-we-may-think/3881/> OBSERVATÓRIO DE IMPRENSA. Agência oferece notícias com dois lides. Disponível em: <http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=321MON009>. COLES, Malcom. External links: the 8 stages of linking-out denial. Disponível em: <http://www.malcolmcoles.co.uk/blog/external-links-9-stages-of-linking-out-denial/> Blog do Planalto <http://blog.planalto.gov.br/> Blog do Planalto (clone) <http://planalto.blog.br/> Digestivo Cultural <http://www.digestivocultural.com/> O Biscoito Fino e a Massa <http://www.idelberavelar.com> PopUp! <http://www.popup.mus.br/> Protagonize <http://www.protagonize.com/> Sobremusica <http://www.sobremusica.com.br/> Tiago Dória <http://www.tiagodoria.ig.com.br/> Trabalho Sujo <http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/> DIAZ NOCI, Javier. La escritura ciberperiodística. mimeo (cortesia do autor). JOHNSON, Steven. Cultura da interface. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. MIELNICZUK, Luciana. O Link como Recurso da Narrativa Jornalística Hipertextual. Trabalho apresentado ao Intercom 2005.

Slide 76

O template utilizado nesta apresentação é uma adaptação customizada do modelo Circles Green nº F0840972, disponibilizado livremente pela Ícones e imagens, exceto quando indicados em particular, são parte integrante das coleções disponibilizadas livremente pelos seguintes projetos A concepção, o planejamento didático, a pesquisa e o projeto gráfico que resultaram no material apresentado durante esta oficina são fruto do trabalho colaborativo da Equipe Overmundo

Slide 77

O conteúdo dos slides e demais materiais apresentados durante esta oficina estão disponíveis sob uma licença Creative Commons <CC BY-NC-SA>. Você pode: apoio copiar, reproduzir, compartilhar este produto e o conteúdo que lhe deu origem remixar, manipular, redistribuir este produto e o conteúdo que lhe deu origem sob as seguintes condições atribuição – você deve creditar o autor original (Equipe Overmundo) uso não-comercial – você não está autorizado a fazer uso comercial deste produto e seus derivados compartilhamento pela mesma licença – você deve compartilhar o produto derivado através das mesmas condições Secretaria de Cidadania Cultural

Summary: Aula B3

URL:
More by this User
Most Viewed