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Jornalismo cultural e novas mídias um pequeno histórico do jornalismo cultural
um pequeno histórico do jornalismo cultural
um pequeno histórico do jornalismo cultural veículos: revistas conteúdo: crítica, sobretudo de teatro e literatura (crítica essencialmente estética) expoentes: escritores jornalistas: p.ex. Edgar Allan Poe (1809-1849) e Machado de Assis (1839-1908) jornalismo cultural • marco inicial: século XIX, quando o jornalismo cultural atravessa o Atlântico
um pequeno histórico do jornalismo cultural
um pequeno histórico do jornalismo cultural o fim do século XIX marcava na Europa uma mudança no estilo da crítica cultural o irlandês George Bernard Shaw (1856-1950) foi um marco: o crítico cultural deveria lidar com ideias e com a realidade, não só com a fantasia; e nem só com o presente (pontes com o passado e o futuro)
um pequeno histórico do jornalismo cultural pouco noticiário muito articulismo político algum debate sobre livros e artes fins do século XIX
um pequeno histórico do jornalismo cultural arte moderna, vanguardas; o jornalismo tem de acompanhar e se modernizar mais importância para reportagens e entrevistas revistas continuam com relevância cultural crítico mais incisivo e informativo, menos meditativo início do século XX
um pequeno histórico do jornalismo cultural 1888 a “Gazeta de Notícias” publica o primeiro suplemento para separar produção literária de notícias comuns; em 1907, passa a ser um caderno em separado anos 1910 e 1920 as revistas são o marco do jornalismo cultural do começo do século, pois debatem os “ismos” lançados nas artes
anos 1930 época do salto dos suplementos culturais; consolidação da vida cultural, mas também da industrialização e da importação de equipamentos gráficos; praticamente todos os jornais tinham suplementos um pequeno histórico do jornalismo cultural
Um pequeno histórico do jornalismo cultural anos 1940 e 1950 época áurea da crítica no Brasil polêmica: especialistas formados vs. autodidatas crítica à crítica “impressionista” vs.
Um pequeno histórico do jornalismo cultural
um pequeno histórico do jornalismo cultural anos 1950 reforma gráfica do Jornal do Brasil em 3 de junho de 1956, sai a primeira edição do Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, que iria ditar tendências em 1959, visão vanguardista, ao divulgar o movimento neoconcreto e se inspirar nele para desenhar as páginas; tinha como colaboradores nomes como os irmãos Haroldo e Augusto de Campos e Ferreira Gullar SDJB, um marco: publicado até 1961, o suplemento foi o embrião do Caderno B, que seria lançado em 1960 ANTES DEPOIS
um pequeno histórico do jornalismo literário movimento que tem como um de seus expoentes a revista New Yorker, que revelou grandes cartunistas e escritores (como Salinger e John Updike) New Yorker, referência desde 1925 jornalismo literário • jornalismo com técnicas de ficção; variações: new journalism, jornalismo Gonzo
um pequeno histórico do jornalismo literário John Hersey. “Hiroshima”. 1946. “A reportagem do século” Hersey Capote Truman Capote. “A sangue frio”. 1959. Lançou as bases da não-ficção moderna
um pequeno histórico do jornalismo literário
um pequeno histórico do jornalismo literário no Brasil, o jornalismo literário “pegou” pouco, apesar de ter muitos admiradores; a variação nacional que se tornou marcante e até hoje tem destaque é a crônica, com nomes como João do Rio, Carlos Heitor Cony, Drummond, Rubem Braga e Paulo Mendes Campos mais um espaço de aproximação de escritores, jornalistas e jornalistas escritores
um pequeno histórico do jornalismo literário transformação da crônica nasce como gênero colado ao tempo: chronos; gênero narrativo com base na ordem temporal começa no século XIX: em 1828, Jornal Espelho Diamantino lança ideia de observador “flaneur”, que faz crônica de costumes com o tempo, ao se modernizar, ganha ênfase a subjetividade do narrador foi considerada “gênero menor”, o que mais próximo chegou da linguagem coloquial; “Não tem pretensões de durar, é filha do jornal e da era da máquina, onde tudo acaba tão depressa”, diz Antonio Cândido
cultura e imprensa alternativa anos 1960 e 1970 durante o período da ditadura: censura nos espetáculos e nos jornais a imprensa nanica passa a chamar a atenção engajamento político principal exemplo: “O Pasquim” (1969) humor, linguagem informal não poupava críticas ao regime apoiava liberação dos costumes
cultura e imprensa alternativa anos 1980 só aí “O Globo” lança seu Segundo Caderno e os dois principais jornais de São Paulo (“Estadão” e “Folha”) vão sintetizar a cobertura cultural; cultura jovem ganha força nos jornais, consolida-se a cobertura de rock
anos 1990 agenda cultural época em que a agenda cultural passa a ganhar mais espaço que os debates e a crítica; e em que se marca a presença cada vez maior de assuntos como moda, gastronomia e design nos cadernos culturais, antes dedicados apenas às sete artes (literatura, pintura, escultura, música, arquitetura, teatro e cinema)
jornalismo cultural: questões o tempo passa, as mídias mudam, mas certas características e dilemas se mantêm confusão entre a figura do crítico e do artista críticos que querem ser escritores ou músicos relacionamento próximo entre o crítico e o artista elitismo vs. populismo estrangeiro vs. nacional agenda vs. reflexão e, como sempre... como dar conta de tudo? 90 80 70 60 00
“elitismo” e “populismo” ALTA CULTURA CULTURA POPULAR CULTURA DE MASSA “elitismo”: algumas questões um filme-pipoca de Hollywood é cultura? Ou só entretenimento? coisa “de elite” é de qualidade? Música de Pixinguinha é de elite? determinado tipo de arte deve se destinar a poucos eleitos? ainda há espaço para revistas destinadas a fãs de alta cultura? elas se sustentam?
“elitismo” e “populismo” ALTA CULTURA CULTURA POPULAR CULTURA DE MASSA “populismo”: algumas questões tudo que faz sucesso é bom e merece virar notícia? há só um tipo de sucesso? e de qualidade? qualificação prévia é perigosa publicações não devem endossar apenas o que atrai o leitor; nem deixar de falar do que teoricamente não faz sucesso (ainda)
“nacionalismo” e “estrangeirismo” “nacionalismo” qual o equilíbrio ideal? para alguns, relatar e analisar eventos culturais estrangeiros significa compactuar com certa “submissão colonizada”, que diz que tudo que vem de fora é melhor; será? por outro lado, qual é o critério para tratar de uma exposição que não deve vir ao país em detrimento de uma em cartaz aqui? tudo depende do enfoque importante não ignorar o que está sendo feito em outros países, até para traçar paralelos vs.
“agenda” e “reflexão” “agenda” e “reflexão” ao longo dos últimos anos, “agenda” e “serviço” vêm ganhando cada vez mais espaço nas páginas culturais; TV e rádio também as variedades e as erudições: separação entre conteúdo “intelectual” (em suplemento próprio) e noticiário cultural, em geral calcado na “agenda” online privilegia “agenda”, “celebridades”, “fofocas”? Ênfase multimídia?
assessoria de imprensa e “jabá” “agenda” e reflexão qual o limite do “jabá”? a síndrome de “fulano viajou a convite...” episódio do iPod de Maria Rita, em 2005 veículos ficam dependentes das gravadoras e produtoras, a ponto de não poderem falar mal? jornalismo de assessoria de imprensa: repórter cada vez mais preso nas redações, pautados por assessores provocação do artista plástico Yuri Firmeza
crise no jornalismo cultural? crise do jornalismo cultural na grande imprensa? revistas culturais já não têm a mesma influência de antes críticos parecem definir cada vez menos o sucesso ou o fracasso de uma obra ou evento grande domínio de assuntos como “celebridades” e “variedades” textos cada vez mais próximos de press-releases busca pelo “furo”, pela novidade – análise em baixa fim da crítica? enquanto isso... proliferam blogs, coletivos e sites sobre poesia, literatura, cinema, música e temas segmentados, como cultura japonesa, cultura nerd, games...
jornalismo cultural e novas mídias Reggae, a resistência da periferia Arte e cultura fazem a cara alegre do Piauí O papel dos stickers Hoje no teatro tem circo Mães e modernas Japonês seduz potiguares Seu Alves, o sapateiro Antônio Porto: tuareg global Farkas: “Fotógrafo não tem que escrever nem falar” Pirapora do Bom de Jesus, celeiro da cultura popular O avesso do avesso – carnaval, baile funk e metal Assunto: lonelygirl15 Sobá, mania campo-grandense A voz do público é que decide Os Sertões em Quixeramobim e Canudos Da buchada às telas de cinema
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by viktor | Added: 1 year ago
Language: Portuguese (Detected) | Topic: Art & Culture
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