Introdução aos Evangelhos e Atos

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1 INTRODUÇÃO AOS EVENGELHOS E ATOS Contexto histórico. O caráter da narrativa do NT. Os Evangelhos sinóticos. Questionário. Bibliografia.

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2 Contexto histórico Como os Evangelhos e Atos abordam o nascimento de Cristo até a formação e perseguição da igreja primitiva, vamos ver o contexto histórico de Israel, local onde aconteceram a maioria do eventos registrados nestes livros. Quando Jesus nasceu Israel estava sob o domínio Romano. Vejamos alguns detalhes deste império nos tempos de Jesus até 70dC.

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3 Contexto histórico Os imperadores Romanos de Jesus até 70 dC. 27aC - 14dC: César Augusto. 14-37dC: Tibério. 37-41dC: Calígula. 41-54dC: Claúdio. 54-68dC: Nero. 69dC: Galba, Oto, Vitéllio. Período da Revolução Judaica. 69-70dC: Vespasiano.

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4 Contexto histórico Mapa do império Romano nos tempos de Jesus.

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5 Contexto histórico Mapa da Judéia, Samaria e Galiléia nos tempos de Jesus Judéia: Região que onde se encontrava cidades como Belém e Jerusalém. Samaria: Região onde se encontrava Emaus e Cesaréia. Galiléia: Região onde se encontrava Cafarnaum, Caná e Nazaré.

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6 Contexto histórico Os governadores Romanos de Jesus até 70 dC. Herodes o “grande” governou sobre a Judéia, Samaria e Galiléia até sua morte em 4 dC. - Mateus 2:19-22. Com a morte de Herodes, seu Reino foi dividido entre seus filhos: Arquelau e Herodes Antipas. Arquelau governou a Judéia e Samaria, mas em pouco tempo foi acusado de mau governo e, por isso, foi banido no ano 6 d.C, como resultado estas regiões ficaram sob a administração de uma série de prefeitos, que mais tarde foram conhecidos como procuradores. Pôncio Pilatos foi o procurador da Judéia durante o ministério de Jesus. - Lucas 23:6-15.

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7 Contexto histórico Os governadores Romanos de Jesus até 70 dC. Herodes Antipas governou a Galiléia. Mais adiante no ano 41 dC. a Galiléia passou para as mãos de Herodes Agripa, que era amigo do Imperador Romano Cláudio. Este declarou Agripa governador da Galiléia, Judéia e Samaria. A popularidade de Agripa era grande entre os Judeus; mas o seu reinado foi curto. Perseguiu os apóstolos e, quando não recusou ser adorado como Deus, foi castigado com uma doença e morrreu em 44 dC. - Atos 12:19-23.

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8 Contexto histórico Os governadores Romanos de Jesus até 70 dC. O território de Agripa voltou às mãos de outros governantes Romanos, embora uma pequena porção de terra tenha sido repassada a seu filho Agripa II. - Atos 25:13. A tensão entre Judeus e Romanos aumentou durante este período, o que levou a uma revolta no ano 69 dC. No ano 70 dC. Jerusalém e o templo foram destruídos depois de terrível sofrimento.

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9 Contexto histórico A revolta Judaica em 70 dC. segundo Dio Cássio Historiador Romano “Na época do cerco Romano, duas das mais combativas facções nacionalistas judaicas, os zelôtes e os sicários, tinham assumido o controle do monte do Templo com a ajuda de mercenários idumeus (descendentes edomitas). Os idumeus tinham assassinado impiedosamente os saduceus e fariseus que constituíam as alas mais moderadas da sociedade e ocupavam as posições de governo. Desde o início, o objetivo dos combatentes era aniquilar as forças de ocupação Romanas e expulsar os invasores da terra de Israel. Agora que a guerra havia chegado à Cidade Santa, era vencer ou morrer.” “Para evitar que a população Judaica da cidade fugisse ao invés de lutar até a morte, os zelotes destruíram os depósitos de alimentos e proclamaram a inviolabilidade divina de Jerusalém. Como a única maneira de sair da cidade era num caixão, um dos líderes da seita dos fariseus, o rabino Yochanan ben Zakkai, escapou escondendoose num deles e rendendo-se ao General Romano Vespasiano.”

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10 Contexto histórico A revolta Judaica em 70 dC. segundo Dio Cássio Historiador Romano “Ao ser levado à presença do general, o prisioneiro dirigiu-se a ele como imperador e disse que Deus só permitiria que Sua Cidade Santa fosse conquistada por um grande soberano. Segundo a tradição, naquele mesmo instante chegou um mensageiro vindo de Roma para comunicar que o imperador havia morrido e que Vespasiano tinha sido escolhido como seu sucessor.” “Impressionado com a profecia do rabino, o novo imperador permitiu-lhe proteger os rolos da Torá e os eruditos que se dedicavam ao seu estudo na cidade de Yavneh. Assim, embora o Templo tenha sido destruído, a Torá foi preservada; e, embora Jerusalém tenha sido arrasada, o judaísmo foi poupado.” “Uma vez começado o incêndio do Templo, os Romanos cortaram as árvores daquela área para fazer uma grande fogueira em torno da estrutura. A umidade acumulada nos blocos de pedra calcária do Templo se expandiu com a alta temperatura e explodiu as paredes, e todo o edifício sagrado ruiu num só dia.”

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11 Contexto histórico A revolta Judaica em 70 dC. segundo Flávio Josefo Historiador Judeu (Guerras dos Judeus, livro 5,6 e 7 - 75dC). “É um caso miserável, uma visão que até poria lágrimas em nossos olhos, a fome foi demasiadamente dura ... a tal ponto que os filhos arrancavam os próprios bocados que seus pais estavam comendo de suas próprias bocas, e o que mais dava pena, assim também faziam as mães quanto a seus filhinhos ... quando viam alguma casa fechada, isto era para eles sinal de que as pessoas que estavam dentro tinham conseguido alguma comida, e então eles arrombavam as portas e corriam para dentro ... os velhos, que seguravam bem sua comida eram espancados, e se as mulheres escondiam o que tinham dentro de suas mãos, seu cabelo era arrancado por fazerem isso ... ". "Ela então tentou a coisa mais natural, e agarrando seu filho, que era uma criança de peito, disse, 'Oh, pobre criança' Para que eu te preservarei nesta guerra, nesta fome e nesta rebelião? ... Logo que acabou de dizer isto, ela matou seu filho e, então, assou-o, e comeu metade dele, e guardou a outra metade escondida para si."

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12 Contexto histórico A revolta Judaica em 70 dC. segundo Flávio Josefo Historiador Judeu (Guerras dos Judeus, livro 5,6 e 7 - 75dC). "Eu falarei portanto aberta e francamente aqui de uma vez por todas e brevemente: Que nenhuma outra cidade sofreu tais misérias nem nenhuma era produziu uma geração mais frutífera em perversidade do que esta, desde o começo do mundo." "Ora, uma vez que César não foi de modo algum capaz de conter a entusiástica fúria dos soldados, e o fogo avançava mais e mais... assim foi a sagrada casa queimada, sem a aprovação de César."

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13 Contexto histórico A revolta Judaica em 70 dC. segundo Jesus E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! Se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas, agora, isso está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todas as bandas, e te derribarão, a ti e a teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação. (Lucas 19:41-44).

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14 Contexto histórico Gráfico ilustrativo dos imperadores e governantes Romanos

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15 O caráter da narrativa do NT Embora os Evangelhos e Atos contenham muitas informações históricas e biográficas, não se resumem apenas nisto, pois o caráter da narrativa do Novo Testamento é evangelizar! Ou seja, difundir as boas novas da graça através de Jesus Cristo. Vejamos alguns exemplos: Os 04 Evangelhos possuem particularidades textuais e teológicas. Os Evangelhos de Marcos e João não mencionam detalhes sobre o nascimento de Jesus. Em todos os Evangelhos foi registrado somente um acontecimento da vida de Jesus quando jovem (Lc 2.41-52).

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16 O caráter da narrativa do NT Conclusão Uma grande porção de cada Evangelho é dedicada à última semana do ministério de Jesus. Em Atos, somente dois apóstolos, Pedro e Paulo, ocupam um lugar de proeminência. Além disso, o autor dedica quase o mesmo espaço, tanto para os dois anos de prisão na vida de Paulo quanto às três viagens missionárias do apóstolo, que duraram, pelo menos, sete anos. Estes livros não foram escritos para satisfazer todas as nossas curiosidades históricas e biográficas, e sim para proclamar as Boas novas.

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17 Os Evangelhos sinóticos Mesmo uma lida rápida nos quatro Evangelhos nos revelam que três deles Mateus, Marcos e Lucas são parecidos, especialmente quando contrastados com o Evangelho de João. Devidos à estas semelhanças, os primeiros três Evangelhos são chamados de sinóticos. Uma comparação mais detalhada, entretanto, revela uma grande variedade de diferenças verbais, narrativas e cronológicas mesmo entre os Evangelhos sinóticos.

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18 Os Evangelhos sinóticos Exemplo de diferenças - Mateus 20:29-30: E, saindo eles de Jericó, seguiu-o grande multidão. (30) E eis que dois cegos, assentados junto do caminho, ouvindo que Jesus passava, clamaram, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós. - Marcos 10:46-47: Depois, foram para Jericó. E, saindo ele de Jericó com seus discípulos e uma grande multidão, Bartimeu, o cego, filho de Timeu, estava assentado junto ao caminho, mendigando. (47) E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar e a dizer: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! - Lucas 18:35-38: E aconteceu que, chegando ele perto de Jericó, estava um cego assentado junto do caminho, mendigando. (36) E, ouvindo passar a multidão, perguntou que era aquilo. (37) E disseram-lhe que Jesus, o Nazareno, passava. (38) Então, clamou, dizendo: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!

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19 Os Evangelhos sinóticos Exemplo de diferenças Mateus focalizou o evento de forma geral, narrando dois cegos saindo de Jericó. Marcos e Lucas focaram o evento de forma parcial, citando apenas um cego que na perspectiva deles estava chegando a Jericó. Outras diferenças entre os Evangelhos sinóticos também podem ser encontradas: Na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (Mateus 21:6-7, Marcos 11:6-7, Lucas 19:34-35) Na ida de Jesus a Gadar (Mateus 8:28, Marcos 5:1-2, Lucas 8:26-27).

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20 Os Evangelhos sinóticos Teorias Buscando compreender estas diferenças alguns eruditos elaboraram as seguintes teorias: - Teoria do esboço: Teoria que aponta um Evangelho como esboço para os demais. (Não há unanimidade quanto ao Evangelho que foi escrito primeiro). - Teoria da dupla fonte: Teoria que aponta além de um Evangelho, uma outra fonte (desconhecida atualmente) como esboço para os demais. Teoria da tradição oral: Teoria que aponta uma tradição oral como esboço para a escrita dos Evangelhos sugerindo sua interdependência literária.

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21 Os Evangelhos sinóticos Conclusão Embora o trabalho dos eruditos na história e na literatura não devam ser, de maneira alguma, rejeitado, já que muitas vezes tem trazido luz sobre o texto. A nossa confiança na veracidade das Escrituras não depende da habilidade destes especialistas, mas na sua unidade, continuidade, exatidão e sobrevivência!

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22 Os Evangelhos sinóticos Conclusão - Lucas 1:1-4: Muitos já se dedicaram a elaborar um relato dos fatos que se cumpriram entre nós, (2) conforme nos foram transmitidos por aqueles que desde o início foram testemunhas oculares e servos da palavra. (3) Eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo, e decidi escrever-te um relato ordenado, ó excelentíssimo Teófilo, (4) para que tenhas a certeza das coisas que te foram ensinadas. - 2 Timoteo 4:13: Quando você vier, traga a capa que deixei na casa de Carpo, em Trôade, e os meus livros, especialmente os pergaminhos.

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23 Os Evangelhos sinóticos Conclusão Isaias 55:10-11: Assim como a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para ele sem regarem a terra e fazerem-na brotar e florescer, para ela produzir semente para o semeador e pão para o que come, (11) assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: Ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei. 1 Pedro 1:24-25: Pois, "toda a humanidade é como a relva, e toda a sua glória, como a flor da relva; a relva murcha e cai a sua flor, (25) mas a palavra do Senhor permanece para sempre". Essa é a palavra que lhes foi anunciada.

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24 Questionário Assinale com "X" as alternativas corretas. 1. Durante os eventos registrados nos Evangelhos e Atos, o Judeus estavam sob o domínio do império: a) [ ] Babilônico. b) [ ] Medo-Persa. c) [ ] Grego. d) [ ] Romano. 2. Jesus nasceu em: a) [ ] Belém. b) [ ] Jerusalém. c) [ ] Nazaré. 3. O Governo de Herodes o Grande estendia-se por toda: a) [ ] Judéia. b) [ ] Samaria. c) [ ] Galiléia. d) [ ] Ou todas estas regiões.

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25 Questionário Assinale com "X" as alternativas corretas. 4. Durante a crucificação de Jesus, Pilatos era: a) [ ] Governador. b) [ ] Imperador. c) [ ] Juiz. d) [ ] General. 5. O carater da narrativa do NT é: a) [ ] Biográfico. b) [ ] Histórico. c) [ ] Cientifico. d) [ ] Evangelistico. 6. Recebem o nome de "sinóticos" os Evangelhos que apresentam: a) [ ] Grandes diferenças nas narrações dos fatos. b) [ ] Grandes semelhanças nas narrações dos fatos. c) [ ] Grande síntese nas narrações dos fatos.

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26 Questionário Marque "C" para Certo e "E" para errado. 7. [ ] Segundo os Evangelhos, Jesus passou grande parte de sua vida na Judéia, Galléia e Samaria. 8. [ ] Evangelho significa "Boa nova", "Notícia abençoada". 9. [ ] Os Evangelhos de Mateus, Marcos Lucas e João são considerados pelos eruditos como sinóticos. 10. [ ] Embora a explicação dos eruditos nos auxiliarem na interpretação da Bíblia, nossa confiança na veracidadedas Bíblia como Palavra de Deus esta na sua unidade, continuidade, exatidão e sobrevivência.

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27 BIBLIOGRÁFIA Bíblias de estudo: Pentecostal, Genebra e Aplicação pessoal. Manual do curso básico de teologia do IBADEP. Diversos sites da Internet.

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28 FIM Autor: José Antonio de Camargo Filho (Pr. Téo). Fone: (43) 9924-6369 MSN: pastorteo@vidanova.info E-mail: pastorteo@vidanova.info Site: www.vidanova.info Blog: www.prteo.blogspot.com

Summary: Módulo do Estudo Teológico Básico elaborado pelo Pastor Téo da Comunidade Evangélica Vida Nova - Londrina - PR.

Tags: vida nova estudo biblico teología teo pastor

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