Testamento de uma idosa com Alzheimer

+2

No comments posted yet

Comments

Slide 1

“Os homens que perdem a saúde para j untar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde; Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro; Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.” (Buda)

Slide 2

Testamento de uma idosa com Alzheimer (Lilian Alicke)

Slide 3

Junto com meu testamento, no qual lego a meus filhos e amigos a minha vontade de viver e meu amor a Deus e a toda a criação, faço um pedido:

Slide 4

se, por ventura, no meu cérebro a senilidade penetrar sorrateiramente, a demência se infiltrar inesperadamente e o esquecimento, a falta de lucidez e a confusão se instalarem, por favor, lembrem que eventualmente, ainda tenho uma vaga idéia de minha identidade;  

Slide 5

gosto de ser chamada pelo meu nome, aquele que meus pais me deram;

Slide 6

posso ainda saber onde estou e com quem estou; posso estar gostando ou não de onde estou e com quem estou;

Slide 7

faço ainda questão de usar aquele tipo de sapato que toda a minha vida usei;

Slide 8

gosto ainda de usar a roupa ao estilo que sempre preferi;  a roupa dos outros colocada em mim me entristece.

Slide 9

A falta de atenção em me ajudar na higiene pessoal me traz ansiedade. A comida de um estilo que não conheço não me apetece;

Slide 10

as fraldas de vez em quando me incomodam e me deixam envergonhada.

Slide 11

Gostaria, às vezes, de caminhar para espairecer e ver a natureza.

Slide 12

Receber uma palavrinha me faz lembrar que sou gente; receber visitas me faz lembrar que sou importante;  receber um abraço e um beijo me diz que alguém ainda tem afeto por mim.

Slide 13

A falta de sono não é proposital, nem intencional; a falta de interesse está além do meu controle; minha falta de jeito é inexplicável para mim mesma;

Slide 14

o esquecimento me deixa traumatizada. Tenho dores que às vezes não posso contar.

Slide 15

Nem sempre o que me fazem fazer é o que eu gostaria de estar fazendo. Meu olhar vago não reflete o que sinto.

Slide 16

E se não dou um abraço é porque os meus braços não me obedecem mais; se não dou um beijo é porque meus lábios não sabem mais o que fazer.

Slide 17

Se não te digo que valorizo sua dedicação e seu amor é porque a ponte se partiu e perdi o caminho que me levaria a compartilhar meus sentimentos com você...

Slide 18

Ass. “Um ser Humano que Envelhece"

Slide 19

"Os homens não têm muito respeito pelos outros porque têm pouco até por sí próprios." (Leon Trotsky)

Slide 20

"A vida é mais simples do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável." (Kathleen Norris)

Slide 21

O Mal de Alzheimer, ou Doença de Alzheimer ou simplesmente Alzheimer é a forma mais comum de demência. Esta doença degenerativa, até o momento incurável e terminal foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, de quem herdou o nome. Esta doença afeta geralmente pessoas acima dos 65 anos, embora o seu diagnóstico seja possível também em pessoas mais novas do que esta idade.

Slide 22

Cada paciente de alzheimer sofre a doença de forma única mas existem pontos em comum, por exemplo o sintoma primário mais comum é a perda de memória. Muitas vezes os primeiros sintomas são confundidos com problemas de idade ou de stress. Quando é suspeitado Alzheimer o paciente é submetido a uma série de testes cognitivos. Com o avançar da doença vão aparecendo novos sintomas como confusão, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória a longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade. As suas funções motoras começam a perder-se e o paciente acaba por morrer. Antes de se tornar totalmente aparente o alzheimer vai-se desenvolvendo por um período indeterminado de tempo e pode manter-se invisível durante anos.

Slide 23

Música: Felicidade. “Solo Violão.” Lupicinio Rodrigues gilmargss@yahoo.com.br

URL: