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Nome do livro : Meia Hora para Mudar a Minha Vida Autora: Alice Vieira Editora: CAMINHO
Este livro narra a vida de uma menina chamada Branca que nasceu no meio de uma “salva de palmas”. E a expressão é mesmo para ser levada à letra…
“Feira “ era o nome daquele teatro, e Branca sempre vivera ai com a sua mãe. Adorava os espectáculos á noite e a plateia contente a aplaudir. Branca sentia que aquele era o seu mundo. Branca nascera numa noite de espectáculo ali , na Feira. Toda a gente lhe contava que ela tinha nascido nos bastidores do palco, no preciso momento em que a peça tinha acabado e o público tinha começado a bater palmas.
No teatro todos tinham dois nomes : Mercúrio às segundas – feiras era o Sr. Vicente; Teodora era a D. Adelina; O Diabo era o Vicente Luís; Marta-a-Mansa era a Fernanda; (A sua mãe) Branca-a-Brava era a Branca; Justina era a Teresa; Doroteia era a Belmira; … Todos tinham nomes normais às segundas-feiras, pois era quando a Feira fechava e cada um ia à sua vida.
A mãe de Branca andava sempre cheia de dores, mas tirando isso a vida corria-lhes bem, até ao dia em que Elas apareceram (A-mais-velha e A-mais-nova) e disseram que eram a LEI e que Branca tinha que frequentar a escola. Branca foi mandada para uma escola, mas Elas continuavam a aparecer dizendo que a Feira não tinha condições e que tinham que tirar Branca dali.
Certo dia a sua mãe disse-lhe que lhe iria pintar o cabelo de azul. Era a sua forma de despedida, para Branca se lembrar dela. Branca nunca percebera o que ela queria dizer com aquilo. Mas quando percebeu era tarde de mais. Ela lembra-se de ver uma senhora de cabelos grisalhos à porta da Feira e Elas atrás da senhora com um leve sorriso. Disseram - lhe que iria viver para casa da sua avó.
Branca entrou num casa escura com as janelas fechadas, corredores longos… A avó de Branca chamou Natália (que era a sua empregada) e disse-lhe para a acompanhar ao seu quarto. Branca adormeceu profundamente e quando acordou perguntou a Natália pela sua mãe, ela não lhe respondeu. Perguntou-lhe vezes sem conta até que Natália disse que a sua mãe tinha falecido.
Branca e a sua avó não se davam muito bem por isso a sua companhia era Natália. O tempo passou e Branca fez dezoito anos, nesse dia o seu pai bateu á porta dizendo que queria passear com ela. O seu pai perguntou-lhe se queria voltar consigo para a Suíça, Branca recusou. O pai foi-se embora, mas ofereceu-lhe um telemóvel para Branca lhe ligar se mudasse de ideias...
Branca voltou para casa e foi para o seu quarto. Abriu a sua pequena gaveta da mesa de cabeceira ,tirou de lá uma agenda e telefonou para a Feira. Ninguém atendeu... mas ela não perdeu a esperança pois sabia que ia voltar para a sua verdadeira casa. Catarina Silva Nº6 \ 6ºA
Summary: leit EA
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