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A Guerra do Ultramar
A recusa da independência das colónias A ONU, logo após a sua criação em 1945, consagrou o direito dos povos à autodeterminação e à independência. Este princípio foi reforçado em 1955, na Conferência de Bandung.
A Conferência de Bandung A Conferência de Bandung: realizou-se na Indonésia; os líderes de vinte e nove países do Terceiro Mundo condenaram o colonialismo e manifestaram apoio aos movimentos de libertação.
Em consequência desta conferência as potências coloniais europeias (Inglaterra, França, Holanda e Bélgica), foram cedendo a independência às suas colónias. Portugal, não acatou esta decisão, porque Salazar, entendia que as suas colónias faziam parte integrante do território português.
As colónias portuguesas, com a revisão constitucional de 1951, eram consideradas Províncias Ultramarinas. Sendo Portugal um país pluricontinental e multirracial, que se estendia “do Minho a Timor”.
Guerra colonial
Designa-se por Guerra Colonial, Guerra do Ultramar ou Guerra de Libertação, o período de confrontos entre as Forças Armadas Portuguesas e as forças organizadas pelos movimentos de libertação das antigas províncias ultramarinas de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, entre 1961 e 1974.
Perante a politica integrante de Salazar, formaram-se nas colónias portuguesas movimentos independentistas: PAIGC - Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau; FRELIMO - Frente de Libertação de Moçambique;
UNITA - União Nacional para a Independência Total de Angola; FLNA - Frente Nacional de Libertação de Angola; MPLA - Movimento Popular para a Libertação de Angola. .
Conflito armado
Guiné-Bissau Na Guiné, os confrontos foram iniciados, na perspectiva portuguesa, em Julho de 1961 quando guerrilheiros do Movimento de Libertação da Guiné (MLG) lançaram ataques às povoações de S. Domingos, Suzana e Varela, junto à fronteira noroeste com o Senegal.
Desde 1961, ano em que se registaram os primeiros movimentos independentistas face ao domínio português, as províncias ultramarinas de Portugal são palco de confrontos entre as guerrilhas e soldados.
Na perspectiva guineense, os confrontos iniciaram-se em Janeiro de 1963, quando o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), sob a forma de guerrilha, desencadeou um ataque ao quartel de Tite, a Sul de Bissau, junto ao rio Corubal.
Moçambique Em Moçambique, o movimento de libertação, denominado Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), efectuou a sua primeira acção nos dias 24 e 25 de Setembro de 1964, num ataque a Chai, na província de Cabo Delgado, estendendo-se posteriormente ao Niassa, Tete e para o centro do território.
A 16 de Novembro do mesmo ano, as tropas portuguesas sofriam as primeiras baixas no Norte de Moçambique, região de Xilama. A organização e armamento dos guerrilheiros evoluía rapidamente. Também o acidentado terreno, a baixa densidade das forças portuguesas e a fraca presença de colonos facilitaram a acção da Frelimo.
Os últimos tempos de guerra caracterizaram-se pelo avanço da FRELIMO para Sul, registando acções na zona de Chimoio e agitação das populações de origem europeia. O general Kaúlza de Arriaga disponibilizava-se para continuar o comando, mas impunha condições que o Governo de Lisboa não aceitou.
Terminada a sua comissão em Agosto de 1973, foi substituído pelo general Basto Machado.
Em Angola, os efectivos militares contavam, no início de 1961, com 5000 militares africanos e 1500 metropolitanos, organizados em dois regimentos de infantaria. A densidade média era, portanto, de um soldado para cada 30 km². Imediatamente disponíveis para acorrer à zona afectada estavam apenas mil soldados europeus e 1200 africanos.
Angola O início deste episódio da história militar portuguesa ocorreu em Angola, a 4 de Fevereiro de 1961, na zona que viria a designar-se por Zona Sublevada do Norte (ZSN), que corresponde aos distritos do Zaire, Uíje e Quanza-Norte.
Esta revolta foi efectuada pela União das Populações de Angola (UPA), que em 1962 passou-se a designar por frente nacional de libertação.
A 15 de Março de 1961, a UPA, num ataque tribal, deu origem a um massacre de populações brancas e trabalhadores negros naturais de outras regiões de Angola. A actividade da UPA caracterizou-se pela guerrilha rural, realizada por pequenos grupos armados, e pelo massacre de populações, como já se previa na sua primeira acção.
O Movimento Popular de Libertação de Angola reivindicou o ataque à cadeia de Luanda, onde foram mortos sete polícias. Ao MPLA, que desempenhou um papel fundamental, há a acrescentar, a partir de 1966, a acção da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).
Consequências da guerra A guerra colonial durou 13 anos (1961 – 74), provocou milhares de mortos, feridos, deficientes e elevadas despesas económicas.
Limitou o desenvolvimento do pais, porque gastaram muito dinheiro com esta guerra e não conseguiram investir na economia. Levou ao isolamento de Portugal, em relação ao resto da Europa.
Os organismos internacionais condenaram a posição de Portugal e cortaram relações diplomáticas com o nosso país.
Conclusão Concluímos que ao longo deste trabalho a guerra colonial foi um momento marcante da história do séc. XX. Em 1945, a ONU consagrou o direito dos povos à autodeterminação e à independência. Perante a politica intransigente construíram-se nas colónias portuguesas movimentos independentistas.
A guerra colonial levou a um elevado número de mortos: * Acidente com armas, desastres de viação, doenças e outros.
Infografia http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Colonial_Portuguesa http://www.gforum.tv/board/1277/236504/guerra-colonial-portuguesa.html http://static.publico.pt/imagens.aspx/262253?tp=UH&db=IMAGENS&w=350 http://2.bp.blogspot.com/_JnWC5TmQ6_A/Sfo02Vd0THI/AAAAAAAAAdY/nzCsd_UQkks/s320/Guerra+Colonial+-+livro.jpg http://picanucu.blogs.sapo.pt/arquivo/guerra%20colonial.JPG http://www.esfcastro.pt:8079/users/franciscosilva/Contestacaoguerracolonial3.jpg http://guinecolonial.home.sapo.pt/imagens/apoioaereo.jpg http://caminhosdamemoria.files.wordpress.com/2009/05/embarquetropas.jpg http://jpn.icicom.up.pt/imagens/pessoas/25_abril_combatentes_dr.jpg http://cc3413.files.wordpress.com/2009/04/foto-3.jpg http://www.4cce.org/photos/weapons/madsen_tripod_4cce.jpg
Bibliografia Barreiro A. e Moreira M., Sinais da História, 9ºano, Edições ASA, 2009.
Escola B.I. c/J.I. Dr. Manuel Magro Machado Trabalho elaborado por: Turma do 9º A Professor: Vítor Agostinho
by PaulaMorgado | Added: 1 year ago
Language: Portuguese | Topic: Education
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Summary: Trabalho elaborado pelos alunos do 9º ano para participação no concurso nacional "Dia da História". O professor responsável foi Vitor Agostinho, docente de História deste grupo de alunos.
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