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Pinte a Vida com o Seu Sentimento José Oliva
As cores, Deus as inventou quando menino, por certo. E brincava com elas com a mesma paixão e sem cerimônia de quem, um dia, ainda faria tudo o que existe.
Misturando umas às outras e esparramando-as pelo firmamento, punha-se a imaginar planícies e bichos, montanhas e mar, passarinhos e canções, poentes e pirulitos.
Às vezes, quando não saia a correr com as luzes pelo infinito, passava manhãs inteiras, fechado, em silêncio, em seu universo, a encher-se de luz, a cada nova cor que descobria.
Ora lhe pareciam solenes como deveriam ser as florestas, ora preciosas como desejava pérolas e joaninhas.
Mas o que mais o encantava nas cores era o fato de serem cores simplesmente e, todavia, brincarem com seus olhos, darem asas a seus sonhos e povoarem sua alma de sentimentos.
Se um dia criasse o mundo, ele pensava, haveria de dar-lhe cores. E se houvessem pessoas nesse mundo, haveria de dar a elas a capacidade de perceberem, nas cores, a mesma magia que Ele testemunhava.
Percebê-las significaria terem as cores dentro delas almas coloridas, corações de aquarela. Assim saberiam reconhecer na própria vida toda maravilha que ela encerra.
Outra vez, como num sonho, teve uma visão de arco-íris. As próprias pessoas teriam o dom de serem cores.
E de alegrarem-se umas às outras, de encantarem-se umas às outras, de amarem-se em gestos de luz.
A felicidade seria a tradução desse desejo. Ah como ele gostaria de ver, um dia, todas as pessoas felizes.
Haveria cor em profusão, luzes em toda a terra, nunca mais a escuridão. Assim seja menino.
Formatado por Shirley Bruschi de Abreu junho/2010 Texto de José Oliva Música: Aquarela-Toquinho (Richard Clayderman e Toquinho) Imagens: Internet-Google imagens. Bjs Shi.
Summary: As cores, Deus as inventou quando menino, por certo. E brincava com elas com a mesma paixão e sem cerimônia de quem, um dia, ainda faria tudo o que existe.
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