Curso_Deficiência_Visual_2010_AEE_2[1]

+8

No comments posted yet

Comments

Sanchotene (7 months ago)

gostaria de baixar esse video, tem como??

Slide 1

Cegueira e Baixa-visão: Um olhar para além da deficiência

Slide 2

Conceituando Cegueira e Baixa-Visão O termo deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento clínico e/ou cirúrgico e uso de óculos convencionais.

Slide 3

Cegueira E ou ausência total da resposta visual . Há assim um desenvolvimento mais aguçado dos sentidos remanescentes, sendo estes utilizados de forma complementar.

Slide 4

Ray Charles (Albany, 23/09/1930 – Los Angeles, 10/06/2004). Foi um pianista pioneiro e cantor de música soul que ajudou a definir o seu formato ainda no fim dos anos 50. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Slide 5

Baixa visão A diminuição da resposta visual pode ser leve, moderada,severa, profunda (que compõem o grupo de visão subnormal ou baixa visão).

Slide 6

Pedagogicamente, delimita-se como pessoa com baixa visão, aquela que lê tipos impressos ampliados ou com o auxílio de recursos ópticos específicos. Considera-se, então: * desde condições de indicar projeção de luz até o grau em que a redução da acuidade visual interfere ou limita seu desempenho.

Slide 7

De acordo com a idade de início, a deficiência pode ser: congênita : malformações oculares, glaucoma congênito, catarata congênita; ou adquirida: traumas oculares, catarata, degeneração senil de mácula, glaucoma, alterações retinianas relacionadas à hipertensão arterial ou diabetes.

Slide 8

Se está associada a outro tipo, como surdez, por exemplo, a deficiência pode ser múltipla (surdocegueira) ou não.

Slide 9

A fim de compreender a dimensão da deficiência visual, no que diz respeito à capacidade de ver das pessoas, são apresentadas a seguir imagens, simulando a percepção visual de uma pessoa com visão normal e a percepção visual de pessoas com deficiência visual (baixa visão) causada por diferentes patologias.

Slide 10

VISÃO NORMAL

Slide 11

PERDA DA VISÃO CENTRAL (Ex: DMRI, Stargardt)

Slide 12

PERDA DA VISÃO PERIFÉRICA (Ex: Glaucoma, Retinose Pigmentária)

Slide 13

PERDA DIFUSA DE CAMPO VISUAL (Ex: Retinopatia Diabética)

Slide 14

DIMINUIÇÃO GLOBAL DA SENSIBILIDADE (Ex: Catarata)

Slide 15

DADOS ESTATÍSTICOS Segundo a OMS-Organização Mundial de Saúde, cerca de 1% da população mundial apresenta algum grau de deficiência visual. Mais de 90% encontram-se nos países em desenvolvimento. Nos países desenvolvidos, a população com deficiência visual é composta por cerca de 5% de crianças, enquanto os idosos são 75% desse contingente.

Slide 16

CAUSAS De maneira genérica, podemos considerar que nos países em desenvolvimento as principais causas são infecciosas, nutricionais, traumáticas e causadas por doenças como a catarata. Nos países desenvolvidos são mais importantes as causas genéticas e degenerativas.

Slide 17

FATORES DE RISCO Não realização de cuidados pré-natais e prematuridade. Não utilização de óculos de proteção durante a realização de determinadas tarefas (por exemplo durante o uso de solda elétrica). Não imunização contra rubéola da população feminina em idade reprodutiva, o que pode levar a uma maior chance de rubéola congênita e conseqüente acometimento visual.

Slide 18

DIAGNÓSTICO Obtido através do exame realizado pelo oftalmologista que pode lançar mão de exames subsidiários. Nos casos em que a deficiência visual está caracterizada, deve ser realizada avaliação por oftalmologista especializado em baixa visão, que fará a indicação de auxílios ópticos especiais e orientará a sua adaptação.

Slide 19

Avaliação Funcional da Visão Considera-se: Acuidade visual: distância de um ponto ao outro em linha reta, por meio da qual um objeto é visto. Campo visual: amplitude e abrangência do ângulo da visão em que os objetos são focados. Eficiência da visão: qualidade e aproveitamento do potencial visual. ( estimulação e ativação das funções visuais).

Slide 20

A avaliação funcional da visão revela dados quantitativos e qualitativos de observação sobre o nível de consciência visual, a recepção, assimilação, integração e elaboração dos estímulos visuais, bem como sobre o desempenho e o uso funcional do potencial da visão.

Slide 21

RECURSOS ÓPTICOS E NÃO ÓPTICOS

Slide 22

Recursos Ópticos Os recursos ópticos são lentes especiais que possibilitam o aumento da imagem, para as pessoas com baixa visão.            Eles são classificados: Para perto: São utilizados lentes positivas de grau elevado; Exemplos: lentes esféricas, lupa manual, lupa de apoio e lentes filtrantes. Para longe:Podem ser monoculares (em um olho) ou binoculares (nos dois olhos), sistema telescópicos (telelupas) e telelupas mais acoplagem.

Slide 23

Recursos não ópticos São recursos que não usam lentes para melhorar o desempenho visual, porém complementam a melhor utilização dos recursos ópticos. Iluminação adequada Caderno com pautas ampliadas Lápis 6B ou 3B Canetas ponta porosa preta que permitem maior contraste Livros didáticos CCTV(circuito fechado de TV) Livros falados ( I. Dorina Nowil)‏ Revistas e jornais ampliados Baralhos com figuras e números maiores

Slide 24

Recursos tecnológicos A apropriação de recursos tecnológicos modifica significativamente o estilo de vida. Existem programas leitores de tela com síntese de voz e uma infinidade de aplicativos operados por meio de comandos, de teclados que dispensam o uso do mouse. Programas mais conhecidos: DOSVOX, VIRTUAL VISION, JAWS. Os meios informáticos facilitam as atividades dos educadores e educando porque possibilitam a comunicação, a pesquisa e o acesso ao conhecimento.

Slide 25

O DESEMPENHO VISUAL NA ESCOLA Alguns sinais são característicos da presença da deficiência visual na criança : desvio de um dos olhos, Esfregar excessivamente os olhos; Balançar a cabeça ou movê-la para frente ao olhar um objeto próximo ou distante;

Slide 26

5- VISÃO RESIDUAL Havendo indícios de que a criança possui alguma baixa visão, deverá ser imediatamente desenvolvido um programa de estimulação visual, de forma integrada às demais funções: sensório-motoras, cognitivas, psico-afetivas e sociais. Assim, a criança será motivada a usar o resíduo visual com eficiência nas atividades lúdicas, de vida diária e na locomoção, garantindo, futuramente a sua autonomia, independência e adequação social.

Slide 27

Alfabetização e Aprendizagem Para que a aprendizagem seja significativa, é importante possibilitar a coleta de informações por meio dos sentidos remanescentes. A linguagem amplia o desenvolvimento cognitivo porque favorece o relacionamento e proporciona os meios de controle do que está fora de alcance pela falta da visão, sendo um valioso instrumento de interação com o meio físico e social, aprimorando as habilidades de falar e ouvir, ler e escrever.

Slide 28

Envolva-se de corpo e alma na educação de seu aluno

Slide 29

1 – Ajude-o desde os primeiros meses, com estímulos e brincadeiras,a participar do ambiente e interagir com pessoas e objetos.

Slide 30

2 – Ajude-o a educar e refinar seus sentidos: tato, audição, olfato paladar para aprender a reconhecer tudo o que ele não pode ver.

Slide 31

3 – Como ele não pode aprender pela imitação visual, faça com ele cada movimento; ensine-o desde as posturas mais simples até as mais complexas: juntar as mãos, firmar a cabeça, agarrar objetos, engatinhar, andar, comer, vestir, tomar banho, brincar etc.

Slide 32

4 – Adapte seus brinquedos e materiais escolares para que ele possa senti-los e tirar proveito deles pelo tato, audição, olfato e paladar.

Slide 33

5 – Ajude-o a aprender conceitos com objetos do ambiente, brinquedos e materiais preparados por você.

Slide 34

6- Dê-lhe pequenos objetos misturados para ele separar e colocar em potes.

Slide 35

7- Dê-lhe bem cedo, brinquedos que lembrem o sistema braille para ele ir se familiarizando e começar a fazer letrinhas.

Slide 36

8- Dê-lhe muitas miniaturas que imitem objetos reais e que de outra forma seriam impossíveis de serem conhecidos pelo tato: um elefante, um leão, um prédio, uma cobra, etc.

Slide 37

9- Ajude-o a aprender a contar com objetos concretos.

Slide 38

10-Crie situações que lhe possibilitem entender coisas que ele nunca vai ver: um peixinho de plástico que nada, uma ave de madeira que bate as asas etc.

Slide 39

11 - Deixe-o brincar com massa de modelar, argila, incentive-o a reproduzir objetos, representar cenas etc.

Slide 40

12 – Deixe que ele ajude nas tarefas da casa. 13 – Ele precisa participar da vida familiar, das refeições, das festas etc.

Slide 41

14-Ele deve sair à rua em todas as oportunidades, deve se sentir um membro participante da família, da comunidade e da sociedade. 15 – Leve-o com você para fazer compras. 16 - Deixe-o escolher seus objetos pessoais.

Slide 42

17- Ajude-o a ser independente a ter autonomia para se locomover. 18- Ele precisa aprender a fazer sozinho sua higiene, saber se alimentar e se vestir. 19- Fale com ele sobre os alimentos e sua origem. Deixe-o tocá-los.

Slide 43

20 - Ensine-o a combinar roupas, arrumá-las e guardá-las. Fale da relação entre as estações do ano e suas roupas. 21 – Ajude-o a conhecer o seu próprio corpo. Diga os nomes das partes do corpo, mostre, faça comparações de seu corpo com o de outras pessoas.

Slide 44

22 – Ajude-o a fazer gestos e expressões faciais corretos. 23 – Fale sobre sentimentos como: alegria, tristeza, raiva, e diga que ele pode expressar tudo isto em seu rosto e corpo.

Slide 45

24- Converse muito com ele, conte-lhe tudo o que está acontecendo, só assim ele poderá saber. Diga-lhe os nomes dos objetos, sentimento, pessoas etc. 25- Sempre que puder, leia para ele conte histórias descreva os personagens, vivencie os personagens com expressão teatral. 26- Cuide de sua linguagem, explique-lhe tudo, corrija-o, ajude-o a ampliar o seu vocabulário.

Slide 46

27- Desperte a sua curiosidade na procura dos objetos. 28- Ajude-o a se orientar no espaço, fale o que é frente, costa, esquerda. Direito, em cima, embaixo; desperte o seu sentido de busca e direção. 29- Explique a respeito dos sons que ele escuta o tempo todo.

Slide 47

30- Explique a respeito dos sons que ele escuta o tempo todo. 31- Ajude-o a entender o que é tempo, minuto, hora, dia semana, ano, falando das coisas que acontecem a cada hora, em cada dia etc. 32- Ajude-o a entender o tempo e a temperatura: chuva, vento, frio, calor, estações do ano.

Slide 48

32- Explique sobre coisas que ele não pode tocar: lua, sol, estrelas, montanhas etc. 33 – Fale das coisas da natureza: o campo, as árvores, as flores, a grama, os arbustos, deixe-o tocá-los. 34- Fale sobre rios, lagos e mares. Leve-os à praia sempre que possível. Pedrinhas.wmv

Slide 49

35- Se possível, deixe-o ter contato com pequenos animais: gato, cachorro e galinha. 36- Incentive-o a cantar, conhecer músicas, mexer no gravador, toca- fitas, discos rádios instrumentos musicais. 37- Fale sobre os aromas, perfumes, cheiros dos alimentos e materiais de limpeza, ajudando-o a identificá-los. Dê-lhe as embalagens para cheirar e identificar.

Slide 50

Atendimento Educacional Especializado Sala recurso; Atendimento complementar: Metodologia diferenciada; Orientação e mobilidade; Atividade de vida diária; Orientação Familiar; Aprendizagem do código Braille e Sorobã:(www.braillevirtual.fe.usp.br)‏ Confecção de materiais adaptados; Orientação para o uso de materiais adaptados; Apoio à classe comum;

Slide 51

Sites Importantes Fundação Dorina Nowill (1946): www.fundacaodorina.org.br Instituto Benjamin Constant (1854) : www.ibc.gov.br Fundação Laramara (1991): www.laramara.org.br Bengala Legal: www.bengalalegal.com Lar das Moças Cegas www.lardasmocascegas.org.br

Slide 52

Obrigada... Márcia e Marta

URL:
More by this User
Most Viewed