MORROS DE PORTO ALEGRE - MORRO SANTANA

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MORROS DE PORTO ALEGRE MORRO SANTANA

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NÃO HÁ PREOCUPAÇÃO EM PRESERVÁ-LOS O desprezo pela preservação dos morros de Porto Alegre é uma constante por parte do Poder Público

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Morro Santana Henrique Wittler henrique@wittler.com.br

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O Morro Santana esta localizado entre as Avenidas Bento Gonçalves, Protásio Alves e Antônio de Carvalho. É o ponto mais alto do município com 311 m acima do nível do mar. Tem uma área de 1000 hectares dos quais 600 pertencem á UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O morro tem importância histórica por ter abrigado, em 1740, uma sentinela de propriedade de Jerônimo de Ornelas, o fundador da cidade de Porto Alegre.

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Representa um dos últimos remanescentes naturais da cidade, onde vivem em harmonia campos, lagos, cachoeiras e cascatas. É a unidade geomorfológica local com maior cobertura vegetal nativa, sendo que quase dois terços estão ocupados por Mata Atlântica e pouco mais de um terço por campos sulinos. A riqueza e a diversidade de espécies vegetais na área de campos são bastante expressivas, sendo estimadas em torno de 400 espécies. A fauna nativa do morro apresenta importantes espécies locais e regionais e uma grande diversidade de animais. O total de registros para todo o morro ultrapassa cem espécies, sendo que cerca de 10% destas espécies são migratórias, e chegam ao morro na primavera, ali permanecendo até o verão. Para os mamíferos, foram registradas 14 espécies nativas.

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Dossiê Morro Santana - Comissão de Instalação da Futura Unidade de Conservação da UFRGS (28 de novembro de 2003) Levantamento de espécies do Morro Santana NADA DISTO ESTA SENDO FEITO E NÃO TEM DIVULGAÇÃO

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Morro Santana Área Total Delimitação feita baseada em descrição, pode ser imprecisa.

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Morro Santana Área UFRGS Delimitação feita baseada em descrição, pode ser imprecisa.

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Morro Santana Área TOTAL e UFRGS Delimitação feita baseada em descrição, pode ser imprecisa.

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IMAGENS 2

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Ocupação na parte elevada do morro, primeiros indícios de ocupação 2

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3 Vista mais próxima: Ocupação na parte elevada do morro, primeiros indícios de ocupação

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4 Ocupação na parte inferior do morro, junto a Alta Tensão e Av. Bento Gonçalves

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5 Vista mais próxima: Ocupação na parte inferior do morro, junto a Alta Tensão e Av. Bento Gonçalves

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6 Ocupação na parte mediar do morro, após a Alta Tensão próxima a Faculdade de Agronomia

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7 Ocupação na parte média e alta do morro mais afastada da av. Bento Gonçalves.

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Nestas quatro imagens que vimos anteriormente, constata-se uma ocupação desordenada, tecnicamente irregular, podendo, por falta de proteções vir a criar caminhos preferenciais para a água da chuva, provocando erosão e possivelmente, no futuro, escorregamento do maciço.

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Nas duas imagens que vamos ver á seguir, da parte mais alta do morro na parte oeste, encontramos passagens feitas por pedestres e pequenos veículos, com razoável movimentação. Aqui também encontramos uma total falta de Fiscalização por parte do Município

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Como em todas as áreas ocupadas indevidamente, vemos aqui a omissão municipal como uma concordância tácita do Prefeito em permitir a ocupação imobiliária desta área.

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8 Ocupação na parte alta do morro mais afastada ainda da av. Bento Gonçalves.

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9 Ocupação na parte alta do morro já próxima a Av. Protásio Alves

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A seguir veremos áreas junto a Antônio de Carvalho. Também aqui a falta de autoridade municipal é criminosa. Atesta o Prefeito Municipal uma total subordinação aos especuladores imobiliários, fazendo da omissão o consentimento.

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10 Ocupação na parte baixa do morro próxima a Av. Antônio de Carvalho. Vemos áreas totalmente desmatadas e que possivelmente virão á ser causa de erosão e possivelmente causadora da destruição de áreas inferiores. O lixo começa a tomar conta de parte desta área.

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11 Ocupação na parte baixa do morro próxima a Av. Antônio de Carvalho, um pouco acima da anterior. Vemos áreas desmatadas e que possivelmente virão á ser causa de erosão e possivelmente causadora da destruição de áreas inferiores. Vemos bem a direita ocupação por rua sem calçamento..

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12 Ocupação na parte baixa do morro próxima a Av. Antônio de Carvalho, mais para o lado da Av. Protásio Alves. Vemos áreas desmatadas, mostrando como se dá a urbanização em áreas de morro. Inicialmente, invasões, depois regularização e ai entra os especuladores imobiliários. Veja as ruas sem calçamento Áreas sem o mínimo controle municipal.È uma atitude criminosa dos Prefeitos, que mais querem é especular o dinheiro do povo e poder Político. Pedreira, hoje empoça água

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13 Ocupação na parte baixa do morro próxima a Av. Antônio de Carvalho, mais para o lado da Av. Protásio Alves. Vemos áreas desmatadas, mostrando como se dá a urbanização em áreas de morro. No canto inferior direito é a pedreira vista no anterior Começa c/ casas no mato

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14 Ocupação na parte média do morro próxima a Av. Protásio Alves. Vemos bem a direita ocupação por rua sem calçamento.. Área de risco. Pedreira Urbanização clandestina subindo o morro

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15 Ocupação na parte alta do morro próxima a Av. Protásio Alves. Vemos início de caminhos, indício de ocupação. Área de risco. Pois esta água drena para a Protásio Alves, descendo o morro. Desmoronamentos em época de chuva

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16 Ocupação na parte alta do morro próxima a Av. Protásio Alves. Vemos início de caminhos, indício de ocupação. Área de risco. Pois esta água drena para a Protásio Alves, descendo para a parte mais baixa. Zona de erosão

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17 Vista ampliada da anterior Área de risco, por escorregamento. Um paredão a cima das casas.

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18 Área junto a av. Protásio Alves perto da Manoel Elias. Apresenta os mesmos problemas da ocupação irregular de áreas com a complacência do poder Público. Vemos erosões que em época de chuvas intensas poderão causar danos as habitações que se localizam á baixo Embora de boa qualidade este solo poderá gerar uma tragédia

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19 Área junto a av. Protásio Alves mais perto da Manoel Elias. Apresenta os mesmos problemas da ocupação irregular de áreas com a complacência do poder Público.

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20 Área junto a av. Protásio Alves logo após a Manoel Elias. Apresenta os mesmos problemas da ocupação irregular de áreas e abertura de caminhos com a complacência do poder Público. Nesta área a urbanização já se inicia, também sem controle do Poder Público

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Até agora, todas as imagens nos mostram a incompetência do Poder Público em manter o controle sobre as ocupações das áreas. Esta falta de controle se dá por negligencia, omissão e por prevaricação.

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21 Área junto a av. Protásio Alves logo após a Manoel Elias numa posição mais ampliada. Apresenta os mesmos problemas da ocupação irregular de áreas e abertura de caminhos com a complacência do poder Público.

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22 Área junto a av. Protásio Alves já próximo a entrada da estrada do Trabalhador no Índio Jarí. Apresenta os mesmos problemas da ocupação irregular de áreas, desmatamento e abertura de caminhos com a complacência do poder Público.

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23 Área junto a estrada do Trabalhador no Índio Jarí. Apresenta os mesmos problemas da ocupação irregular de áreas, desmatamento e abertura de caminhos com a complacência do poder Público. Desmatamento Nascente destruída

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24 Área junto a estrada do Trabalhador no Índio Jarí mais para a Bento Gonçalves. Apresenta os mesmos problemas da ocupação irregular de áreas, desmatamento e abertura de caminhos com a complacência do poder Público. Ocupação irregular

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25 Uma ampliação do canto inferior esquerdo da imagem anterior. Mesmos problemas de invasão, construções clandestinas e sem controle municipal. Na parte superior vemos erosão, ou trabalhos de escavação.

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26 Uma ampliação da imagem anterior. Mesmos problemas de invasão, construções clandestinas e sem controle municipal. Na parte superior vemos erosão, ou trabalhos de escavação.

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27 Área um pouco mais a baixo da anterior. Mesmos problemas de invasão, construções clandestinas e sem controle municipal. Na parte superior vemos erosão. Área acidentada e de risco.

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28 Área um pouco mais a baixo da anterior. Aparece a Av. do Trabalhador próximo a Bento Gonçalves. Mesmos problemas de invasão, construções clandestinas e sem controle municipal. Na parte superior vemos erosão. Área acidentada e de risco.

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29 Área um pouco mais a baixo da anterior. Mesmos problemas de invasão, construções clandestinas e sem controle municipal. Na parte superior vemos erosão. Área acidentada e de risco.

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30 Área um pouco mais a baixo da anterior. Junto e logo acima do Campus da UFRGS.Nesta parte vemos um caminho se formando.

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31 Área próxima á rótula da Antonio de Carvalho e av. Bento Gonçalves. Nesta parte vemos ocupação com plantações..

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32 Área próxima á rótula da Antonio de Carvalho e av. Bento Gonçalves. Parte baixa. Nesta parte vemos ocupação com área de risco. Áreas de ruas sem revestimento.

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33 Área próxima á rótula da Antonio de Carvalho e av. Bento Gonçalves. Parte baixa. Ampliação da área anterior. Nesta parte vemos ocupação com área de risco. Áreas de ruas sem revestimento. Vejam o desnível, que pode propiciar tragédias por deslizamentos.

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34 Área próxima á rótula da Antonio de Carvalho e av. Bento Gonçalves. Parte média. Área mais para o lado de Viamão, logo após a anterior. ÁREA da CEEE Nesta parte vemos ocupação com área de risco. Áreas de ruas sem revestimento.

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35 Área próxima á rótula da Antonio de Carvalho e av. Bento Gonçalves. Parte média. Área mais para o lado de Viamão, logo após a anterior. ÁREA da CEEE Nesta parte vemos ocupação com área de risco. Áreas de ruas sem revestimento.

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37 Área próxima á rótula da Antonio de Carvalho e av. Bento Gonçalves. Parte alta. Área mais para o lado de Viamão, logo após a anterior. Área totalmente desordenada. Nesta parte vemos ocupação com área de risco. Áreas de ruas sem revestimento.

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38 Área próxima á rótula da Antonio de Carvalho e av. Bento Gonçalves. Parte alta. Área anterior ampliada Área totalmente desordenada. Nesta parte vemos ocupação com área de risco. Áreas de ruas sem revestimento.

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Muitas outras áreas de risco existem no Morro Santana. Esta pesquisa mostra a total ignorância do Poder Público á respeito das áreas de risco.

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A Defesa Civil, hoje em dia, mais um palanque dos políticos que governam os municípios e os Estados, do que realmente um elemento atuante, com controle da situação.

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Mostrei aqui o uso de um instrumento gratuito que permite cadastrar muitos pontos que deveriam ser investigados “in loco”. Uma Secretaria da Defesa Civil, com o poder que tem, tem a obrigação de conhecer muito mais e ter um plano de proteção.

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O Governo do Estado, juntamente com a Prefeitura municipal deveriam começar um planejamento destas áreas, ocupadas desordenadamente, com retirada de quem esta em área de risco, colocando-a numa área mais segura e melhorando as moradias ali existentes.

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Da maneira que esta, chegará uma hora que se tornará inviável recuperar estas áreas e quando da ocorrência de tragédias teremos um custo muito mais elevado do que aquele que teria sido investido na recuperação.

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OBSERVAÇÃO: Preocupa muito o conceito de ocupação de área pública que por Lei não podia ser motivo de “usucapião” e hoje em face de novas Leis o Governo é obrigado a regularizar a ocupação e legalizar.

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Esta nova Lei é respeitada, mas as Leis Ambientais não, pois mesmo onde o invasor destrói as áreas preservadas, passa á ser dono da área. SÃO OS DESVIOS QUE OCORREM POR CULPA DE PÓLITIQUEIROS

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Henrique Cezar Paz Wittler Engenheiro Civil henrique@wittler.com.br

Summary: Os morros de Porto Alegre, embora preservados por Lei, estão sendo invadidos, sem que o Poder Público tome alguma providência. Muitas vezes á invasão é comandada por Políticso a fim de conseguirem votos.

Tags: wittler porto alegre ambiente

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