Overmundo Lab: "Sabedoria das Massas" (James Surowiecki)

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Wisdom of Crowds por que muitos é melhor que poucos e como a sabedoria coletiva molda nossos negócios, nossa economia, nossas sociedades e nossas nações

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bibliografia SUROWIECKI, James. The wisdom of crowds. 2nd ed. New York: Anchor Books, 2006.

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primeira proposição vocês conseguem adivinhar meu peso e minha altura?

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tipologia de problemas problemas que têm solução definitiva problemas cuja solução depende da ação subsequente de outros interagentes problemas cuja solução depende da ação subsequente do grupo pp. XVII-XVIII Quem vai ganhar a Copa do Mundo? Quanto o país vai crescer este ano? Onde encontrar a melhor comida da cidade? Como uma empresa deve organizar suas operações? Como dirigir em segurança e evitar congestionamentos? Devo pagar meus impostos? Como as nações devem lidar com o aquecimento global?

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problemas de cognição Sir Francis Galton • cientista britânico que, em 1906, visitou uma exposição agropecuária e observou o comportamento de visitantes que apostavam sobre o peso de um boi gordo. Galton era obcecado por dois temas em suas pesquisas: medidas antropométricas e procriação humana, apostando que poucos nas espécie humana realmente detinham as características necessárias para manter equilibrada e saudável uma sociedade. Em sua pesquisa de campo, relata que comprou os 787 tíquetes de apostadores, no intuito de provar que a maioria apostava aleatoriamente, e se surpreendeu quando descobriu que a média entre as apostas totalizava um palpite de 1,197 libra. O boi pesava 1,198 libra. pp. XI-XIII problemas de cognição

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problemas de cognição John Craven • Em maio de 1968, o submarino americano US Scorpion desapareceu no Atlântico Norte. A área possível para o naufrágio era de 30km de diâmetro e milhares de metros de profundidade. Após uma série de tentativas de localização da embarcação, baseadas nos cálculos de especialistas, John Craven reuniu um grupo de matemáticos, marinheiros e homens comuns e pediu que cada um desse seu melhor palpite para onde estaria naufragado o submarino. Utilizando uma fórmula que o permitiu compilar todos os palpites e chegar a um resultado final, Craven chegou a uma área que nenhum dos membros do grupo apresentou como possível e que estava a apenas 200m do paradeiro real da embarcação. pp. XX-XXI problemas de cognição

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casos comentados  O acidente com a espaçonave Challenger, em 1986, desencadeou uma série de reações no mercado de ações, indicando a queda das ações de empresas fornecedoras de equipamentos para a NASA. 21min após o acidente ao fim do pregão de 28 de janeiro pp. 7-11

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casos comentados  O algoritmo de PageRank do Google capitaliza a estrutura de links que compõe a internet em uma ferramenta organizacional. (p. 16) outros exemplos

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casos comentados  O algoritmo de PageRank do Google capitaliza a estrutura de links que compõe a internet em uma ferramenta organizacional. (p. 16) outros exemplos  O programa “Who wants to be a millionaire?”, similar à franquia “Show do Milhão”, de Sílvio Santos, oferecia uma forma de ajuda em que o participante podia perguntar ao auditório a resposta certa. (p. 3-7)

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conceito fundamental  Grupos não precisam ser dominados por pessoas excepcionalmente inteligentes. (p. XIII)

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decisão centralizada ou descentralizada

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as “massas ignorantes” friedrich nietzsche • filósofo, século XIX • a loucura é exceção nos indivíduos mas regra nos grupos thomas carlyle • historiador, século XIX • não acredito na sabedoria coletiva do indivíduo ignorante gustave le bon • escritor, século XIX • uma multidão é mais do que a soma de seus membros, ela é um tipo de organismo independente jack b. soll e richard larrick • sociólogos, século XX • nós sentimos necessidade de buscar e descobrir algum ‘expert’

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formas de compreensão  Modos diferentes de apreender que tipo de conhecimento detém um determinado grupo. (p. 22) sufrágio algoritmos computacionais apostas flutuações de mercado

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as “massas inteligentes” • sabedoria das massas 1 2 diversidade (de opinião) • quanto mais abrangente for o grupo, mas confiável será sua decisão independência • evita erros em série e garante autonomia ao grupo 3 descentralização • facilita a especialização de tarefas e permite que os indivíduos se diferenciem no grupo 4 agregação • permite a circulação da informação em esferas distintas e especializadas do grupo p. 10

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tipologia de problemas p. 27 e p. 110

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problemas de coordenação problemas de coordenação  Problemas de coordenação exigem a testagem de diversas hipóteses e o levantamento de possíveis soluções  Numa colmeia, as tarefas são divididas e especializadas entre os indivíduos; as abelhas-sentinelas (scout bees) são responsáveis por vasculhar o território ao redor  O processo de testagem de diversas possibilidades acontece também em novos mercados, como na internet: é a chamada “era pré-Cambriana”, de diversidade cognitiva p. 27

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diversidade diversidade (de opinião) p. XIX e cap. 2 “A diversidade facilidade não apenas adicionando diferentes perspectivas à visão do grupo, mas também tornando mais fácil ao indivíduo expressar sua opinião” (p. 39)  Quanto maior e mais abrangente for o grupo, mais confiável seu resultado será  “Grupos homogêneos são mais coesos que grupos heterogêneos, e conforme se tornam mais coesos se tornam também mais dependentes do grupo, mais isolados em relação a opiniões externas e mais convencidos de que o juízo do grupo está correto”  “Decisões coletivas são produto de desacordo e contestação, não consenso e compromisso” (p. XIX)

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diversidade diversidade (de opinião) p. XIX e cap. 2  Não existe um expert em tomadas de decisão (p. 32)  Experts são como pessoas normais: eles reiteradamente superestimam a probabilidade de estarem certos (p. 33)

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diversidade diversidade (de opinião) p. XIX e cap. 2

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diversidade diversidade (de opinião) p. XIX e cap. 2  De acordo com o psicólogo Irving Janis, grupos homogêneos compartilham um desejo de racionalizar e espantar possíveis contra-argumentos à posição do grupo; nas palavras de Surowiecki, tais grupos compartilham uma espécie de “ilusão de invulnerabilidade” (Surowiecki, p. 36)  “A diversidade não apenas adiciona diferentes perspectivas ao grupo, mas também torna mais fácil ao indivíduo expressar sua opinião” (p. 39)

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independência independência  O mesmo aspecto que faz uma colônia de formigas trabalhar bem coletivamente na maior parte das situações é o que as prende a uma armadilha (“circular mill”)  Entre as formigas, cada movimento depende, em última instância, do movimento tomado pela sua companheira: uma formiga não pode agir de forma independente cap. 3

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independência independência  Pierre Lévy ~ “Em um formigueiro, os indivíduos são ‘bestas’, não possuem nenhuma visão de conjunto e não sabem como o que eles fazem se compõe com os atos dos outros indivíduos.” (Lévy, p. 30)  Pierre Lévy ~ Não se deve confundir “inteligência coletiva” com projetos “totalitários” de subordinação dos indivíduos a “comunidades transcendentes e fetichizadas” (id., p. 31) cap. 3 o formigueiro é o exemplo contrário da inteligência coletiva, ele é pré-humano (id., p. 31)

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independência independência 1 2 a independência evita sucessões de erros a independência permite que informação nova circule dois fatores pelos quais a independência é importante • (p. 41) a independência garante a autonomia, que está no centro das sociedades liberais ocidentais (Surowiecki, p. 42) cap. 3

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influencialidade independência cap. 3 influencialidade Quanto mais influêcia um membro do grupo exerce sobre outro e quanto mais contato pessoal eles mantiverem entre si, menos provável será que as decisões do grupo sejam sábias. (p. 42) Quanto mais influência nós exercemos um sobre o outro, mais provável será que acreditemos nas mesmas coisas e cometamos os mesmos erros. Isto significa que é possível que nos tornemos inidivualmente inteligentes e coletivamente ignorantes. (p. 42)

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influencialidade independência cap. 3 influencialidade Nós deveríamos parar de seguir apenas os conselhos de nossos amigos (p. 59) Quando maior for um grupo, mais influente ele se torna para indivíduos isolados (p. 43) 1 2

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não se trata de “conformismo”, mas de uma racionalidade que enxerga no grupo uma motivação para a mímese • quando não há certeza, o melhor a fazer é seguir a massa (p. 43 e 54) imitação independência cap. 3 imitação  Um estudo dos psicólogos sociais Stanley Milgram, Leonard Bickman e Lawrence Berkowitz mostrou que uma pequena fração de pessoas que olhava para o céu quando um único indivíduo parava para olhar, mas 80% das pessoas levantava a cabeça quando pelo menos cinco indivíduos olhavam.  O estudo comprava o chamado conceito de “prova social” (social proof), isto é, de que há uma tendência do ser humano a assumir que algo está certo quando muita gente acredita.

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imitação independência cap. 3 imitação  As pessoas seguem as outras porque acreditam que estão aprendendo algo novo. (p. 54)  O problema acontece quando todos adotam a mesma estratégia. (p. 43) efeito cascata • a imitação sempre pressupõe uma estrutura minimamente “top-down” (p. 59)

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inovação e invenção independência cap. 3 inovação e invenção  A invenção pode ainda ser uma iniciativa individual – embora em alguns casos tenha também uma dimensão de grupo --, mas selecionar quais as invenções serão bem sucedidas é uma tarefa eminentemente coletiva (p. 60)  Nicola Nosengo ~ “O processo de desenvolvimento de uma tecnologia se dá de forma que invenção e difusão se confundem” (Nosengo, p. 304)

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descentralização descentralização  Com o passar do tempo, a CIA se fragmentou em National Security Agency, National Imagery and Mapping Agency, National Reconnaissance Office, Defense Intelligence Agency e as inteligências de cada uma das forças armadas. O presidente da CIA, em tese, comandava tudo, mas na realidade exercia apenas um papel de supervisor. Paul Keller @ Flickr CC A CIA foi criada em abril de 1946, a partir da proposta do General Wild Bill Donovan, após a II Guerra, de q os EEUU precisavam centralizar sua inteligência para a política externa – por causa da falta de centralização, Pearl Harbor ocorreu. centralização  Em 11 de setembro de 2001, a CIA não foi capaz de prever os atentados terroristas, justamente pq cada órgão da inteligência não se comunica entre si. Após os atentados, o Senador Richard Shelby argumentou novamente que faltava centralização. cap. 4

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descentralização descentralização centralização descentralização  A centralização conduz a uma hierarquia “top-down” e concentra o processo decisório numa única instância.  A descentralização encoraja a independência e especialização das tarefas, mas não garante que a informação valiosa circule em todas as partes do conjunto. cap. 4, pp. 66-69

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descentralização descentralização cap. 4, pp. 71 e 77-83 organização “bottom-up” autonomia entre as partes especialização das tarefas dificuldade em lidar com a circulação da informação entre as partes dificuldade em lidar com o “conhecimento tácito”

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agregação agregação centralização descentralização agregação cap. 4

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agregação A agregação pode ser vista como uma curiosa forma de “centralização” e é, por essa razão, paradoxalmente importante para o sucesso de um modelo baseado na descentralização (p. 75) ex.: movimento do software livre Descentralização não funciona sem agregação (p. 74) agregação cap. 4

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problemas de coordenação problemas de coordenação O que define um problema de coordenação é o fato de que, para solucioná-lo, o indivíduo precisa pensar não apenas no que ele acredita ser a resposta correta, mas também no que outras pessoas pensam ser a resposta correta. E é por isso que, nestes casos, o que o indivíduo faz ou deixa de fazer afeta e depende do que os demais farão, e vice-versa. (p. 86) A realidade não existe fora do grupo, como nos problemas cognitivos ex.: adivinhar o “vencedor” ou a resposta certa cap. 5

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problemas de coordenação problemas de coordenação O que define um problema de coordenação é o fato de que, para solucioná-lo, o indivíduo precisa pensar não apenas no que ele acredita ser a resposta correta, mas também no que outras pessoas pensam ser a resposta correta. E é por isso que, nestes casos, o que o indivíduo faz ou deixa de fazer afeta e depende do que os demais farão, e vice-versa. (p. 86) Fatores que moldam o comportamento das multidões 1 2 3 4 instituições normas história cultura (a cultura cria normas) cap. 5

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problemas de coordenação Thomas C. Schelling • economista e cientista social americano que propôs aos alunos a seguinte questão: “Se você tivesse de encontrar alguém que você não sabe quem é em algum lugar que você não sabe qual é, para onde você iria?” Na sequência, tornando o desafio ainda mais complexo, Schelling inquiriu: “E se este encontro fosse num horário desconhecido, a que horas você iria?” problemas de coordenação cap. 5

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problemas de coordenação cap. 5, pp. 94-95 problemas de coordenação

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problemas de coordenação Stanley Milgram • psicólogo americano que pediu aos alunos que, ao voltarem para casa de metrô, de maneira cordial mas direta, se dirigissem a uma pessoa que estivesse sentada pedindo para sentarem-se em seu lugar. Inicialmente, apenas um aluno aderiu. E ele acabou descobrindo que 50% das pessoas saía de seus lugares, mesmo sem nenhuma razão aparente para o pedido feito. Outros alunos então também aderiram à pesquisa. problemas de coordenação cap. 5

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problemas de cooperação problemas de cooperação cap. 6 Os problemas de cooperação parecem-se com os problemas de coordenação, porque, em ambos os casos, uma boa solução requer que as pessoas atentem para as ações de outros indivíduos. Mas se o mecanismo estiver certo, problemas de coordenação podem ser solucionados apenas com a busca direcionada ao interesse particular [...]. Para solucionar problemas de cooperação [...], os membros de um grupo ou de uma sociedade precisam adotar uma definição de interesse particular mais abrangente do que a visão míope da maximização de lucros e demandas no curto prazo. E devem confiar naqueles que estão ao seu redor. (pp. 110-111) Robert Axelrod ~ “O fundamento da cooperação não é exatamente a confiança mas a durabilidade da relação” – é o que se define como “a sombra do futuro” (apud Surowiecki, pp. 139-140)

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problemas de cooperação problemas de cooperação – “Ultimatum game” “Public goods game” cap. 6, pp. 139-140

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casos comentados caso 1 • O pedágio para automóveis que entram no perímetro do Centro de Londres e o pedágio “automático” de Cingapura. caso 2 • O rodízio de automóveis baseado nos finais das placas na Cidade do México – resultado: muitos motoristas adquiriram outro carro – e solução possível: tornar a obrigatoriedade do rodízio numa espécie de pedágio. caso 3 • Em agosto de 1997, um grupo de pesquisadores na Califórnia criou um sistema de trânsito automatizado, em que os veículos são conduzidos automaticamente, de forma sincronizada e ajustada. Mas seria esta a solução ideal: tirar o controle dos motoristas e entregá-lo ao Estado? A diversidade é positiva na maioria das situações que envolvem a circulação do conhecimento nos grupos, mas, em determinados problemas de coordenação, pode se tornar um problema. • ex.: a diversidade de reações dos motoristas pode causar congestionamentos (p. 153) cap. 7

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casos comentados caso 1 • Newton aponta que o saber é cumulativo com a ambígua citação de que “nós nos apoiamos nos ombros de gigantes” – na verdade, uma piada mordaz, direcionada a seu rival Robert Hooke, que era anão. caso 2 • O objetivo individual dos cientistas é adquirir notoriedade, mas o resultado comum do processo de pesquisa e revisão entre pares é o conhecimento coletivo. caso 3 • O sistema de patentes resguarda o direito autoral, limitando os usos da descoberta pela comunidade, mas obriga o autor a documentar sua invenção (p. 168) – qual a contrapartida de modelos flexíveis de patentes e propriedade intelectual? cap. 8

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caso 1 • Grupos pequenos podem tomar más decisões – especialmente porque, quanto menor o grupo, mais chances ele tem de seus membros influenciarem uns aos outros mais fortemente. (p. 176) caso 2 • Cientistas sociais classificam júris em: caso 3 • O erro maior de pequenos grupos é sua ênfase no consenso sobre o dissenso. Isso porque o dissenso altera as posições relativas das pessoas no quadro geral. E as pessoas, de maneira geral, não gostam de ter suas posições relativas alteradas. casos comentados cap. 9 júri baseado em evidência: só toma a decisão após a apresentação das provas júri baseado em veredito: vê sua missão como devendo tomar uma decisão mais rapidamente possível, por isso, evidencia o consenso

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caso 1 • Não há um modelo perfeito de organização de negócios. Maneiras de se coordenar um negócio (Teoria dos Gângsteres): casos comentados cap. 10 “O poderoso chefão”: um CEO atua com sua empresa em diferentes ramos de negócios; cada subordinado o representa; e, assim, ele é capaz de se fazer “presente” em vários lugares ao mesmo tempo e maximizar seus lucros “Fogo contra fogo”: um grupo pequeno – portanto, ágil e especializado – de ladrões coordena uma série de golpes; por ser pequeno, o grupo não tem fôlego para crescer demais; por outro lado, estabelece entre seus membros uma relação de confiança e controle mútuos “Cães de Aluguel”: um grupo seleto se junta para um determinado golpe e depois se dispersa; esta união permite incorporar diversas habilidades, mas é muito custoso colocar este tipo de grupo em operação (p. 198-199)

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casos comentados caso 1 • Entre os anos 1950 e 1960, os Estados Unidos viram as pistas de boliche se tornarem um negócio rentável, com um boom impressionante no número de praticantes, uma verdadeira “bolha”. Bolhas e crashes são exemplos de processos de tomada de decisão coletiva que deram errado – justamente porque todas as condições que tornam um grupo inteligente desaparecem: independência, diversidade e julgamento privado. cap. 11 caso 2 • No mercado comum, quando compramos um bem, ele tende a se desvalorizar. No mercado de ações, quando compramos uma ação, a expectativa é de que ela se valorize. Isso torna a habilidade de revender muito importante – e, para que o modelo funcione, é preciso compreender o que os outros pensam, descobrir o timing. Não há resposta certa ou errado, mas uma resposta certa aos olhos dos outros, i.e. da média das pessoas.

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casos comentados caso 1 • A importância da democracia deliberativa como experiência de não obter tudo o que se quer (p. 271). Muitas das pessoas que atuam como líderes na democracia representativa – mesmo em esferas majoritárias – não foram eleitos. ex.: Donald Rumsfel e Colin Powell. cap. 12 caso 2 • The voice of the people (James Fishkin). A democracia deliberativa pode responder ao maior problema de cooperação e coordenação já formulado: como viveremos em paz juntos? (p. 271)

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posfácio • sabedoria das massas 1 2 responsabilidades compartilhadas • quanto mais responsabilidades os indivíduos têm em seus ambientes, mais engajados eles serão (p. 212) papel do expert • em certo sentido, a massa é cega para sua própria sabedoria; paradoxalmente, muitas vezes, elas precisam de um expert para lhes apontar seu valor (pp. 36 e 280) posfácio

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Viktor Chagas Jornalista, escritor, professor do Departamento de Estudos Culturais e Mídia da UFF, mestre e doutorando em História, Política e Bens Culturais (Cpdoc/FGV). <viktor@contoaberto.org>

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