O Que são Espíritos Agêneres

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O Que são Espíritos Agêneres? Pesquisa e Formatação Música: The Journey home-Aeoliah Transição manual dos Slides 04/02/18 16:07:13 HELIO CRUZ

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O que é um agênere? Kardec explica que é uma aparição de um espírito, em que o desencarnado se reveste de forma mais precisa das aparências de um corpo sólido, a ponto de causar completa ilusão ao observador, que supõe ter diante de si um ser corpóreo. Kardec informa ainda que o fenômeno, por mais extraordinário que possa parecer, não seria mais sobrenatural que outros estudados em “O Livro dos Médiuns”. Seria uma espécie de aparição tangível, em que o Espírito se reveste de forma física, aparentando uma pessoa encarnada, como já foi dito, sendo diferente dessa apenas pelo fato de não ter sido formada segundo as leis da Biologia convencional. Na verdade, após o advento das materializações e seu estudo minucioso por parte de diversos investigadores, não há dificuldade em se entender o que seria um agênere e mesmo os mecanismos que norteiam a sua aparição.

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Esse fato ocorre devido à natureza e propriedades do perispírito que possibilitam ao Espírito, por intermédio de seu pensamento e vontade, provocar modificações nesse corpo espiritual a ponto de torná-lo visível. Há uma condensação (os Espíritos usam essa palavra a título de comparação apenas) tal, que o perispírito, por meio das moléculas que o constituem, adquire as características de um corpo sólido, capaz de produzir impressão ao tato, deixar vestígios de sua presença, tornar-se tangível, conservando a possibilidades de retomar instantaneamente seu estado etéreo e invisível. Para que um Espírito condense seu perispírito, tornando-se um agênere, são necessárias, além da sua vontade, uma combinação de fluidos afins peculiares aos encarnados, permissão, além de outras condições cuja mecânica se desconhece.

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Nesses casos a tangibilidade pode chegar a tal ponto que é possível ao observador tocar, apalpar, sentir a resistência da matéria, o que não impede que o agênere desapareça com a rapidez de um relâmpago, através da desagregação das moléculas fluídicas. Os seres que se apresentam nessas condições não nascem e nem morrem como os homens; daí o nome: agênere - do grego: a privativo, e géine, géinomai, gerado: não gerado, ou seja, que não foi gerado. Podendo ser vistos, não se sabe de onde vieram, nem para onde vão. Não podem ser presos, agredidos, visto que não possuem um corpo carnal. Desapareceriam, tão logo percebessem a intenção diferente ou que os quisessem tocar, caso não o queiram permitir. Se tomam um corpo aparente, algumas vezes, é para gozarem as paixões humanas.

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Os agêneres, embora possam ser confundidos com os encarnados, possuem algo de insólito, diferente. O olhar não possui a nitidez do olhar humano e, mesmo que possam conversar, a linguagem é breve, sentenciosa, sem a flexibilidade da linguagem humana. Não permanecem por muito tempo entre os encarnados, não podendo se tornar comensais de uma casa, nem figurar como membros de uma família. A questão dos agêneres é muito curiosa para estudos, não só do ponto de vista científico, envolvendo todas as complexas situações que determinam a aglutinação dos fluidos necessários á formação, em pouco tempo, de uma estrutura praticamente idêntica ao corpo físico de um encarnado, como também do ponto de vista histórico, uma vez que aparições de agêneres são descritas pelas escrituras e são objeto de relatos muito interessantes, inseridos na literatura espírita.

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Os Espíritos que se manifestam como agêneres podem pertencer às classes inferiores ou superiores. Se ocorresse tomarem um agênere por um homem comum, e lhe desejassem fazer um ferimento mortal este desapareceria subitamente. Os agêneres, como Espíritos, têm as paixões de Espíritos segundo a sua inferioridade. Se tomam um corpo aparente, algumas vezes, é para gozarem as paixões humanas; se são elevados, tomam essa forma para um fim útil. As leis naturais ou de Deus não lhes permitem procriar, esse recurso é permitido somente aos seres encarnados. Se um agênere nos fosse apresentado dificilmente haveria um meio para reconhecê-lo, a não ser pela sua desaparição, que se faz de modo inesperado. A finalidade que pode levar certos Espíritos a tomarem esse estado corporal, de modo geral é para praticarem o mal, pois os bons Espíritos preferem agir pelo coração.

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Comumente, as manifestações físicas são produzidas por Espíritos inferiores, e estas são dessa categoria. Entretanto, os bons Espíritos também podem tomar essa aparência corpórea quando têm eles um objetivo útil. Os Espíritos no estado de agêneres podem tomar-se visíveis ou invisíveis à vontade, uma vez que poderão desaparecer quando o quiserem. Os agêneres não têm um poder oculto, superior ao dos homens senão o poder que lhes dá sua posição como Espíritos. Eles, também, não têm uma necessidade real de se alimentarem, pois o corpo que usam não é um corpo semelhante ao do homem, a não ser na aparência. As vezes, podem aparecer se alimentando (por exemplo: almoçando ou jantando) com os amigos, e lhes apertam a mão , mas vale repetir, isso é unicamente para dar uma aparência, pois esses seres não necessitam de alimentos.

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Tendo-se um agênere em casa, isso, seria antes um mal do que bem, pois de resto, não se podem adquirir muitos conhecimentos com esses seres, por isso, a aparição desses seres, designados sob o nome de agêneres, é muito rara, a duração dessa aparência está submetida a condições para nós desconhecidas. Alguns relatos sobre os agêneres: episódio envolvendo Jan Huss, o líder religioso tcheco, considerado precursor da Reforma, movimento que pretendeu revigorar o cristianismo em seus princípios originais. Quando Huss se achava preso e já próximo de perecer numa fogueira, na cidade de Constança, em 1415, aconteceu o interessante episódio com um agênere. Quem nos narra esse comovente encontro é J.W. Rochester, na obra “Os Luminares Tchecos”, romance histórico em torno das figuras de Jan Huss e Jerônimo de Praga.

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Huss, para nós, espíritas, tem grande significado, pois presume-se que tenha reencarnado, mais adiante, como, nem mais, nem menos, Allan Kardec. Aliás, vai além, quando revela uma outra personalidade que teria sido animada pelo Espírito que viria a ser Kardec, o do centurião romano Quirílius, que chegou a oferecer fuga a Jesus, quando este se encontrava preso, proposta gentilmente recusada pelo Mestre, ao revelar-lhe que “iria ainda ter a oportunidade de morrer por Ele, porém no futuro. O centurião mais tarde converteu-se ao cristianismo e passou a ser o “pai João”, retratado por Rochester na obra “Herculanum”. Huss, em sua cela, próximo da execução, ora fervorosamente e recebe uma graça do Alto.

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Conforme descreve magistralmente Rochester, surge à sua frente uma nuvem esbranquiçada, crepitando em faíscas, iluminando a cela em tons levemente azulados, dando forma, materializada, à figura alta de um homem em trajes clericais bizantinos, trazendo nas mãos uma cruz e um evangelho. Huss indaga de quem se trata e o agênere informa ser “aquele que primeiro trouxe a luz divina do Evangelho à sua pátria ( República Tcheca) e cujos restos descansam em Velegrad.” Em seguida, o agênere recomenda a Huss muita firmeza perante a morte próxima, prometendo ajuda permanente e as recompensas da vida espiritual. Um caso de agênere na Bíblia que merece nossa atenção é o citado por Kardec no capítulo XXVII, parágrafo 8 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, e também no capítulo XXV da mesma obra, no parágrafo 5, ao mencionar o agênere (“anjo”) que esteve com Tobias.

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É importante alertar que nas edições mais populares da Bíblia nada será encontrado sobre Tobias e o anjo, pois nestas não há o “Livro de Tobias”. Porém, a “Bíblia de Jerusalém”, uma das mais completas e que é utilizada comumente como fonte de pesquisa, insere no Velho Testamento “O Livro de Tobias”, narrando em detalhes o interessante episódio envolvendo o agênere. Na Revista Espírita , em diversas ocasiões, Kardec discorre sobre eles. "Uma pobre mulher estava na igreja de Saint-Roque em Paris, e pedia a Deus vir em ajuda de sua aflição. Em sua saída da igreja, na rua Saint-Honoré, ela encontrou um senhor que a abordou dizendo-lhe: "Minha brava mulher, estaríeis contente por encontrar trabalho?

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- Ah! Meu bom senhor, disse ela, pedia a Deus que me fosse achá-lo, porque sou bem infeliz. - Pois bem! Ide em tal rua, em tal número; chamareis a senhora T...; ela vo-lo dará." Ali continuou seu caminho. A pobre mulher se encontrou, sem tardar, no endereço indicado - Tenho, com efeito, trabalho a fazer, disse a dama em questão, mas como ainda não chamei ninguém, como ocorre que vindes me procurar? A pobre mulher, percebendo um retrato pendurado na parede, disse: - Senhora, foi esse senhor ali, que me enviou. - Esse senhor! Repetiu a dama espantada, mas isso não é possível; é o retrato de meu filho, que morreu há três anos. - Não sei como isso ocorre, mas vos asseguro que foi esse senhor, que acabo de encontrar saindo da igreja onde fui pedir a Deus para me assistir; ele me abordou, e foi muito bem ele quem me enviou aqui.

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Na Revista Espírita, de fevereiro de 1859, encontramos: Repetimos muitas vezes a teoria das aparições, e a lembramos em nosso último número a propósito de fenômenos estranhos que relatamos. A eles remetemos nossos leitores, para a inteligência do que se vai seguir. Todo mundo sabe que, no número das manifestações extraordinárias produzidas pelo senhor Home, estava a aparição de mãos, perfeitamente tangíveis, que cada um podia ver e apalpar, que pressionava e estreitava, depois que, de repente, não ofereciam senão o vazio quando as queriam agarrar de surpresa. Aí está um fato positivo, que se produziu em muitas circunstâncias, e que atestam numerosas testemunhas oculares.

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Por estranho e anormal que pareça, o maravilhoso cessa desde o instante em que se pode dele dar conta por uma explicação lógica; entra, então, na categoria dos fenômenos naturais, embora de ordem bem diferente daqueles que se produzem sob nossos olhos, e com os quais é preciso guardar-se para não confundi-los. Podem-se encontrar, nos fenômenos usuais, pontos de comparação, como aquele cego que se dava conta do clarão da luz e das cores pelo toque da trombeta, mas não de similitudes; é precisamente a mania de querer tudo assimilar àquilo que conhecemos, que causa decepções a certas pessoas; pensam poder operar sobre esses elementos novos como sobre o hidrogênio e o oxigênio. Ora, aí está o erro; esses fenômenos estão submetidos a condições que saem do círculo habitual de nossas observações;

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é preciso, antes de tudo, conhecê-las e com elas conformar-se, se se quiser obter resultados. É preciso, sobretudo, não perder de vista esse princípio essencial, verdadeira pedra principal da ciência espírita; é que o agente dos fenômenos vulgares é uma força física, material, que pode ser submetida às leis do cálculo, ao passo que nos fenômenos espíritas, esse agente é constantemente uma inteligência que tem sua vontade própria, e que não podemos submeter aos nossos caprichos. Suponhamos, pois, que um Espírito estenda essa aparência a todas as partes do corpo, creríamos ver um ser semelhante a nós, agindo como nós, ao passo que isso não seria senão um vapor momentaneamente solidificado. Tal é o caso do fantasma de Bayonne. Nessas mãos haviam a carne, pele, ossos, unhas reais? Evidentemente, não, não eram senão uma aparência, mas tal que produzia o efeito de realidade.

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Se um Espírito tem o poder de tornar uma parte qualquer de seu corpo etéreo visível e palpável, não há razão que não possa ser do mesmo modo com os outros órgãos. Convém destacar a diferença entre Materialização Completa e um Agênere. O Agênere é uma variedade de aparição tangível. É o estado de certos Espíritos que podem revestir momentaneamente as formas de uma pessoa viva, ao ponto de causar completa ilusão. Um Espírito materializado em plena luz, com toda a aparência de um homem normal. A materialização é um fenômeno produzido a expensas do corpo do médium, que fornece os elementos necessários, isto é, que um certo grau de desmaterialização do médium corresponde ao começo inevitável do fenômeno de materialização do Espírito. Chamamos de materialização ao fenômeno pelo qual um Espírito se mostra com um corpo físico, tendo todas as aparências da vida normal.

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Encerrando nosso trabalho sobre os agêneres, relembramos que, por mais extraordinário que possam parecer, esses fatos se produzem dentro das leis da Natureza, sendo apenas efeito e aplicação dessas mesmas leis. Recomendamos que continuem a leitura sobre o tema nas Obras Básicas e na Revista Espírita, Fevereiro de 1859, 1860 e 1863. Muita Paz! Visite o meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados. Leia Kardec! Estude Kardec! Pratique Kardec! Divulgue Kardec!

Summary: Mensagem espírita

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