Os Sermões de Jesus

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Os Sermões de Jesus Pesquisa e Formatação Música: We will share eternity-Ernesto Cortazar Transição manual dos Slides 04/03/18 15:05:18 HELIO CRUZ

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Em seu messianato, Jesus proferiu sermões públicos e privados, com destinação certa e procurando atingir seus objetivos. Os públicos eram feitos em lugares que marcaram a passagem do Mestre, que ensinava caminhando (Peripatético). Os privados, feitos em reuniões fechadas com seus discípulos. Os Evangelhos nos dão conta de quatro sermões proferidos por Jesus Cristo: O primeiro deles e o mais importante é o Sermão da Montanha, também chamado das Bem-Aventuranças. O segundo é o Sermão Profético. O terceiro é denominado Sermão do Cenáculo, e o último representa uma severa reprimenda e ríspida admoestação aos seus figadais detratores, os escribas e fariseus: é o Sermão dos Oito “Ais”.

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O primeiro deles e o mais importante foi pronunciado na fralda de um monte e teve caráter coletivo, considerando-se que foi dirigido a todas as pessoas que o seguiam: seu conteúdo pode ser considerado como Plataforma do Reino de Deus, porque trouxe os fundamentos do Cristianismo; deu-nos um código moral que, sozinho, nos orientaria; afirmou que o Reino de Deus não é desse mundo. Logo de início, vêm as oito Bem-Aventuranças, nas quais o Mestre formula várias promessas, e proclama felizes, precisamente, aqueles que o mundo considera infelizes: os pobres, puros, mansos, pacificadores, perseguidos etc. Em seguida, chama a nossa atenção para a necessidade da prática dos ensinamentos que transmitia, estimulando, em nós, o que temos de melhor, convidando-nos a sermos perfeitos como o Pai Celestial o é.

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Percebemos, claramente, com isso, que a distinção entre felicidade e gozo, infelicidade e sofrimento é encontrada em todo o Evangelho, e só compreendida por aqueles que já despertaram para a consciência da sua condição de Espíritos imortais. O Sermão da Montanha representa, assim, o mais violento contraste entre os padrões do homem material e o ideal do ser espiritual. Por exemplo: o homem material acha um absurdo amar os que não lhe querem bem, fazer bem aos que o caluniam; sofrer mais uma injustiça do que revidar a sofrida. Sob a perspectiva do homem que vive, essencialmente, as experiências materiais, ele tem razão. Mas Jesus nos convida a irmos além.

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Pede para entrarmos em uma nova dimensão de consciência, ultrapassando a materialidade e entrar em um campo inédito, grandioso, com uma visão cósmica do outro, a prática da indulgência, porque só assim entenderemos a constante transitoriedade de tudo que seja material, para nos atermos àquilo que é essencial e perene: a vida do Espírito. Como entender o advento do Reino de Deus, por exemplo, se cada homem, individualmente, não o realizou dentro de si mesmo? Somos esse homem e podemos fazer isso. Que tal reservar, em cada dia, um tempo “para se interiorizar no seu Eu Divino, no seu Cristo Interno”, revendo ideias, atitudes, buscando pensar e fazer melhor do que pensou e fez ontem? Que tal substituir valores materiais por valores divinos, esvaziando-se do humano e abastecendo-se de Deus,

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como na Parábola do Filho Pródigo, que se afasta do pai e, depois, arrependido, busca reencontrá-lo, vencendo suas imperfeições? Terminadas as “Bem-Aventuranças”, Jesus nos alerta para vivenciarmos esses ensinamentos, e por isso nos exalta, procurando destacar o que temos de melhor, mostrando que aqueles que seguem Suas palavras, que as exemplificam, são considerados o sal da terra, porque estão preservados da corrupção; que Seus ensinamentos são a luz espiritual do mundo que deve ser espalhada e não escondida. A luz destrói as trevas. O conhecimento destrói a ignorância. Assim é o discípulo de Jesus: todos o observam a ver se desmente com atos o que prega com as palavras.

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Continua o Mestre, ainda, alertando-nos que não veio destruir a lei ou os profetas; ao contrário, veio dar-lhes cumprimento, ensinando aos homens como seguir à risca as orientações. Fala do progresso contínuo daquele que se propõe ao entendimento da prática das Suas palavras, da responsabilidade dos que ensinam. Pede que nos reconciliemos com nossos adversários, enquanto estivermos na matéria, nós e eles, mudando ações e não pagando o mal com o mal. Convida-nos a termos a mesma atitude da viúva que dá da sua necessidade e não do seu supérfluo, ou seja, não fazermos caridade com ostentação, para que a mão esquerda não saiba o que faz a direita. Leva-nos, por fim, a refletir sobre a oração. Recomenda que oremos, secretamente, dentro do nosso quarto e como um ato sagrado que é, que a oração seja realizada na maior simplicidade possível ...

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... e na mais perfeita humildade e harmonia. Deixa-nos, então, a oração universal por excelência: o Pai Nosso. (Veja esse sermão comentado no meu Blog:) Sermão Profético: No segundo sermão, pronunciado no Horto das Oliveiras, Jesus fala sobre a Parábola do bom e do mau servo, uma exortação ao trabalho e à vigilância, para que estejamos preparados para quando chegar a hora do retorno à Pátria Espiritual; fala da Parábola da Figueira Seca; conta, também, a Parábola das Dez Virgens, que nos adverte que não é na hora da morte que se deve preparar para a desencarnação e que, ao desencarnar, cada qual irá para o Plano Espiritual na condição em que se encontra, ou seja, no nível evolutivel que preparou para si próprio;

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a Parábola dos Dez Talentos, a qual mostra que os recursos materiais são oferecidos a todos para serem empregados em benefício próprio e do próximo, através das quais Jesus mostra as consequências das nossas atitudes, com o não cumprimento dos deveres assumidos. E podemos perceber nele, ainda que de forma velada, a amargura do Cristo com a incompreensão dos homens, diante das mensagens de Vida que Ele veio trazer. Consistiu numa série de acontecimentos que adviriam nos séculos subsequentes, devido à recalcitrância dos homens em compreenderem que o objetivo básico da mensagem cristã era o de promover a reforma moral e espiritual da Humanidade, com fundamento na sentença: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

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O Mestre abordou questões profundas, tais como o início das dores que viriam sobre o mundo, pelo fato de não terem os homens conhecido a hora da visitação do Meigo Nazareno, ou por não terem percebido que os tempos das grandes reformas espirituais da Terra são chegados. Nessas tribulações, o Mestre incluiu também os seus próprios discípulos, pois muitos deles tragariam também a taça da amargura. Discorreu ainda sobre o surgimento de falsos profetas e a necessidade de vigilância constante contra as investidas das trevas. Nesse Sermão, empregando também a sistemática das Parábolas, Jesus deixou bem explícita a responsabilidade dos seres humanos, que devem procurar, cada vez mais, aproximar-se do Criador. O Mestre vaticinou a destruição do Templo, dizendo que não restaria dele senão escombros, ou pedra sobre pedra.

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Esse acontecimento teve lugar no ano 69 d. C. em que as hostes romanas invadiram Jerusalém a fim de sufocar uma rebelião. Muitos judeus entrincheiraram-se no Templo, pois, pensaram que o comandante romano preservaria aquele famoso patrimônio. Entretanto, isso não aconteceu, pois embora Tito não desejasse a destruição do suntuoso santuário, o fato de ele ter sido transformado em fortaleza obrigou-o a destruí-lo. Em seguida, o Meigo Rabi falou sobre a necessidade de cautela contra os falsos profetas e falsos cristos, os quais enganariam muitos. Na realidade, uma quantidade incomensurável de homens tem surgido e enganado grandes multidões, pois falsos profetas ou falsos mentores são também aqueles que apregoam inverdades, que distorcem os ensinamentos evangélicos, dando-lhes caracteres que não possuem.

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Ensinam doutrinas de homens, relegando para plano secundário a doutrina de Jesus. São os que fazem com que os interesses imediatos de grupos e de pessoas prevaleçam contra as ideias centrais trazidas pelo Cristo. São os que disseminam o fanatismo e a discórdia, a superstição e o erro. Os que sobrecarregam os seus seguidores com fardos demasiadamente pesados, que eles nem com os dedos ousam tocá-los. São os que ordenam: façam o que nós mandamos e não o que fazemos. Os escribas e fariseus. que mereceram tão severas admoestações por parte de Jesus, não foram somente aqueles que viveram em Sua época, porém eles têm existido em todos os séculos e continuam a ser passíveis das mesmas recriminações. Levantar-se-ão nações contra nações, reino contra reino e haverá fome, dor e enfermidades.

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Na realidade, o egoísmo e o orgulho, tão severamente condenados pelo Mestre, têm sido o apanágio de muitos povos. As guerras fratricidas têm-se sucedido em todos os tempos, semeando a orfandade e a viuvez, a dor e a desolação, tudo em flagrante atentado contra o preceito cristão do amor ao próximo. A fome ronda muitos lares, as enfermidades acometem muitas famílias. Afirmou, ainda, o Mestre, que ocorreria a multiplicação da iniquidade, a tal ponto que resfriaria a fé de muitos. Na realidade, a violência e a iniquidade reinaram e reinam em todas as épocas da Humanidade, no entanto na atualidade estão se multiplicando de intensidade a tal ponto de levar muitos a indagarem: "Estamos fora das vistas de Deus?" ou "Deus se esqueceu do mundo?". A fase mais intensa dessa profecia foi consumada nos séculos que se sucederam ao advento de Jesus

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Na Idade Média até os filhos delatavam os pais, pais acusavam os filhos, e assim continuamente. Os tribunais religiosos confiscavam os bens dos chamados hereges, porém prometiam aos filhos que delatassem os pais que eles ficariam com esses bens, por isso cenas clamorosas e dilacerantes tiveram lugar nessa época de obscurantismo e de fanatismo. Finalmente fez caloroso e veemente convite a todos para que abalizem seus rumos pelas leis do amor, pois quando soar a hora da redenção espiritual os Espíritos que não estiverem enquadrados nos preceitos de caridade e solidariedade, sofrerão danosas consequências, as quais, implicitamente, cumprir-se-ão no desenrolar de amargos sofrimentos expiatórios, na pauta da Lei da Reencarnação.

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E lembra, ainda, que é preciso ficar atentos, orando e vigiando para que estejamos preparados a fim de passar pelas duras provas como verdadeiros cristãos, tirando delas o máximo proveito para o burilamento do Espírito. Não haverá, portanto, isenção de provas, mesmo para aqueles que já estão estudando e compreendendo o Evangelho. Sermão do Cenáculo O terceiro sermão, pronunciado num cenáculo, ou seja, num recinto fechado, logo após a chamada última ceia, antes de sua prisão, foi essencialmente dirigido aos seus apóstolos, os quais, logicamente, eram os únicos que estavam capacitados para a assimilação dos temas que constituíam a motivação do advento de Jesus entre nós.

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O objetivo da reunião do Mestre com Seus discípulos era complementar as recomendações e a preparação dos discípulos para as difíceis provas que enfrentariam, pois sabia que, em breve, não estaria mais entre eles. Depois de repartir o pão, simbolizando a doutrina que trazia, e o vinho (como essência da vida), representando o Espírito que há de vivenciá-la sempre; de ter lavado os pés dos discípulos em sinal de humildade e pureza de alma, inicia seu discurso com memoráveis palavras de conforto, esperança e resignação: “Não se turbe vosso coração; credes em Deus? Crede, também, em mim: na casa de meu Pai há muitas moradas”. Jesus prossegue, despertando neles a certeza da imortalidade do Espírito, conscientizando-os de que Ele é a Verdadeira Videira e que eles, os discípulos, eram seus galhos. Os galhos saem do tronco e dão folhas, flores e frutos.

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Que assim deveriam ser os discípulos do Mestre, pois o galho que não der frutos será cortado e lançado fora, mostrando a necessidade do trabalho espiritual. Pediu que permanecessem em Seu amor e que se amassem, uns aos outros, como Ele os amou. Insistiu que todos esperassem a vinda do Espírito de Verdade, o outro Consolador, que viria explicar o que Ele não pôde, e lembrar o que eles esqueceriam. Disse palavras de consolação, antes da partida para a casa do Pai. Despediu-se dos amigos e encerrou o sermão com uma prece dedicada não só aos discípulos que o acompanhavam, mas a todos nós que procuramos segui-Lo e exemplificá-Lo. Nele, o Mestre falou sobre as muitas moradas da Casa do Pai, significando os múltiplos mundos que giram no espaço infinito ...

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... e que servirão de futuras moradas para os Espíritos dos homens, quando estes tiverem atingido um maior grau de pureza, no qual teriam ultrapassado o limite de perfeição comportado pelo nosso mundo. Abordou ainda a vinda do Consolador, o Espírito de Verdade, com a finalidade de restabelecer na Terra todos os Seus ensinamentos, em seus devidos lugares. Falou finalmente ser ele a Videira verdadeira e que toda vara que nessa videira não der fruto, será extirpada, uma vez que o Pai, que é o Agricultor, limpará a árvore para que os galhos que dão frutos tenham condições de produzir ainda mais. Como súmula desse Sermão, o Mestre deixou transparecer a profunda identidade que existe entre a criatura e o Criador.

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Sermão dos Oito “Ais” Na “Introdução” de O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec sustenta que os fariseus “tomavam parte ativa nas controvérsias religiosas. Eram servis cumpridores das práticas exteriores do culto e das cerimônias, cheios de um zelo ardente de proselitismo, inimigo dos inovadores e afetavam grande severidade de princípios; mas, sob as aparências de meticuloso devotamento, ocultavam costumes dissolutos, muito orgulho e, acima de tudo, excessiva ânsia de dominação. Tinham a religião mais como um meio de chegarem a seus fins, do que como objeto de fé sincera. De virtude nada possuíam, além das exterioridades e da ostentação; entretanto, por uma ou outras, exerciam grande influência no povo, a cujos olhos passavam por santas criaturas.

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Daí o serem muito poderosos em Jerusalém”. Jesus recomendou a Seus discípulos, certa feita, que se precavessem dessas doutrinas que são como o fermento que leveda a massa toda, tornando-a vistosa e volumosa aos olhos dos homens, mas oca e sem consistência por dentro. Esse sermão é uma advertência aos escribas; ensinavam e interpretavam a lei para o povo e, como os fariseus, não toleravam inovações, aos fariseus e ao povo todo, incluindo-se as autoridades, alertando-os para o fato de que esses homens estavam sentados na cadeira de Moisés e, por essa razão, fizessem tudo que eles ordenassem, mas que não agissem em consonância com o que praticassem, pois estavam longe de exemplificar o que ensinavam. Proferiu oito “ais”, dizendo, por exemplo:

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PRIMEIRO AI - “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas por dentro estais cheios de rapina e iniquidade”. o Mestre os recrimina pelo fato de preocuparem-se em demasia com os bens terrenos e, a pretexto de prolixas orações em favor das almas dos esposos, extorquiam parte da fortuna das viúvas, e de quem necessitasse de suas orações para abrandar a justiça divina, em benefício pessoal ou do Templo e sinagogas. Advertiu-os sobre a excessiva preocupação com as aparências exteriores, descuidando-se da reforma interior, ostentando ares de bondade, sendo amáveis e corteses por fora, e verdadeiros lobos em peles de cordeiro.

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Disse Jesus, nesse discurso, que se assemelham a sepulcros caiados, formosos por fora, mas, por dentro, cheios de ossos de mortos e imundícies. Chamou a atenção para a sustentação de postulados de uma religião dogmática, impregnada de fanatismo e que se comprazia na observância de vãs tradições. Adverte sobre o dízimo (décima parte de tudo ou parte do que lucravam) que eles davam ao Templo, porque julgavam que isso era o suficiente para estarem de acordo com a lei divina, mostrando a excessiva importância às coisas materiais, em detrimento do Espírito. Davam o dízimo e não exerciam a misericórdia com os sofredores: viam impurezas e heresias demais nos outros; humilhavam e maltratavam os subalternos; desvalorizavam as pessoas que realmente possuíam qualidades nobres.

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Não compreendendo a extensão da mensagem de Jesus e com sentimentos de ódio em relação a Ele e às Suas ideias, manipularam a verdade de forma a atender aos seus interesses, colocando entraves para impedir que o povo e eles próprios percorressem o caminho da salvação. SEGUNDO "AI" - "Aí de vós, escribas e fariseus hipócritas, que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós". Na realidade, grandes esforços eram dispendidos por esses homens para fazerem mais um prosélito, porém, após conquistá-lo impunham-lhe a observância de tantos dogmas e de tantos ritualismos, que eles ficavam perdidos no cipoal do obscurantismo, detendo-se na prática de vãs tradições, retardando a marcha ascensional rumo ao Criador.

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Passavam a se apegar ao formalismo das letras que matam, relegando para planos secundários o espírito que vivifica. Tornavam-se também inimigos dos inovadores, encastelando-se na intolerância, tornando-se assim passíveis de serem qualificados como autênticos mentores das trevas. TERCEIRO "AI" - "Ai de vós, guias cegos! que dizeis: Quem jurar pelo Templo, isso nada é: mas o que jurar pelo ouro do Templo, fica obrigado. Insensatos, como verdadeiros cegos não percebiam, no dizer de Jesus, que mais importante do que a própria oferenda era o altar que a santificava. Um verdadeiro contrassenso foi aí apontado por Jesus: as coisas materiais prevaleciam sobre as coisas espirituais, a oferta que estava sobre o altar tinha muito mais valor que o altar em si mesmo.

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Quem jurasse pelo Templo, nada lhe sucederia, mas quem jurasse pelo ouro que estava sobre o altar assumiria grande responsabilidade . Após proferir essas palavras, perguntou Jesus: - "Insensatos, o que é maior, o ouro que está sobre o altar ou o altar que santifica o ouro?" Na realidade, a cogitação primária girava em torno do ouro, dando pouco apreço às qualidades santificantes do altar. QUARTO "AI" - "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas por dentro estais cheios de rapina e iniquidade." Condutores cegos! Que coais um mosquito e engolis um camelo. Fariseu Cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo, acrescentou o Mestre.

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O Cristo se refere aos que se preocupam mais com as aparências exteriores, descurando da reforma interior. Adornam-se com ares de virtude, ostentam o qualificativo de bons, são amáveis e corteses com os de fora, mas tornam-se verdadeiros tiranos no recesso dos seus lares. Preconizam os direitos do próximo, mas fazem com que seus subordinados, seus filhos e esposa, vivam num regime de escravidão. Vestem-se de forma impecável, mas trazem nos corações a maldade, a inveja. o orgulho e outros vícios tenebrosos. QUINTO "AI" - "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora parecem formosos mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundice."

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De forma idêntica, o Mestre demonstra que os escribas e fariseus, os quais existirem em todas as épocas da Humanidade, procuram aparentar virtudes que não possuem, mas interiormente são orgulhosos, prepotentes e vaidosos. Alimentavam costumes dissolutos, mas gostavam de ser respeitosamente saudados em praças públicas e ser aplaudidos pelos homens. Interiormente, estavam repletos de imundícies e de imoralidade. SEXTO "AI" - "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pois que edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos" e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices no sangue dos profetas." E Jesus acrescenta: "Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas.

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Enchei, pois, a medida dos vossos pais. Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno? Muitos profetas e grandes emissários do Mundo Maior foram mal compreendidos e até sacrificados pelos antigos judeus. Os profetas, pelo fato de enfrentarem os desmandos dos sacerdotes e dos governantes, foram repudiados e mortos. Por isso exclamou Jesus, certa vez: "Jerusalém, Jerusalém, que mata os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como galinha ajunta os seus pintainhos debaixo das asas, e tu não quiseste! Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta. Porque eu vos digo que desde agora me não vereis mais até que digais: "Bendito o que vem em nome do Senhor" A recriminação do Mestre recaiu sobre os Seus contemporâneos que condenavam a atitude dos seus antepassados, ...

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... sacrificando profetas e missionários. Mas disse o Cristo: "encheis a medida dos vossos pais", o que implica em dizer que eles alimentavam os mesmos sentimentos de ódio contra os inovadores, prova disso que não hesitaram em crucificar o maior dos missionários: o próprio Jesus. SÉTIMO "AI" - "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais, nem deixais entrar os que estão entrando". Os escribas e fariseus sustentavam a ferro e a fogo os postulados de uma religião superada, impregnada de fanatismo e que se comprazia na observância de vãs tradições. Essa religião estava fundamentada sobre dogmas arcaicos que representavam flagrante atentado à verdade.

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Tais dogmas representavam verdadeira barreira à marcha ascensional dos homens, dificultando sobremaneira a caminhada, rumo ao Criador de todas as coisas. Foi no tocante a esse estado de coisas que o Mestre recomendou aos Seus contemporâneos: "Conhecereis a verdade e ela vos libertará" Os dogmas eram entraves. Não se libertavam os escribas e fariseus dos seus inconvenientes, não davam um passo além no caminho da evolução, porém, também não deixavam os outros homens fazerem-no. A religião havia se petrificado e os ensinamentos dos seus mentores constituíam verdadeira barreira a impedir a conquista de virtudes santificantes por parte dos adeptos.

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A prova mais patente disso residia no fato de os judeus aguardarem ansiosamente o advento do Messias prometido, e quando surgiu Jesus Cristo no cenário do mundo, em vez de locupletarem-se com os Seus maravilhosos ensinos, preferiram antes seguir o que lhes era recomendado pelos seus guias religiosos. Por isso preferiram Barrabás e preteriram Jesus Cristo. OITAVO "AI" – “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.” Os escribas e fariseus tinham em alta conta dar o dízimo de alguns produtos de suas terras. Eles compartilhavam da opinião de que dando ao Templo uma décima parte de tudo ou de parte do que representava lucro, ...

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... era o suficiente para enquadrarem-se nos ditames das leis, mesmo que isso viesse a representar um menosprezo às coisas mais relevantes, as coisas do Espírito. Cumprindo uma prática de natureza profundamente humana, eles julgavam que isso era o suficiente para ajustarem-se com compromissos mais relevantes, aqueles que realmente conduziam à reforma interior. Davam o dízimo, mas não exerciam a misericórdia para com os sofredores e desafortunados de todos os matizes. O juízo sobre as demais pessoas era dos mais aberrantes, pois em todos os homens eles viam impurezas e heresias. Mancomunavam-se com os potentados e com aqueles que lhes eram subservientes e oprimiam ou desprezavam os que estavam situados em condições subalternas.

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No tocante aos ensinamentos de fé, subestimavam os valores daqueles que realmente eram portadores de qualidades nobres, mas que, por uma contingência ou outra, estavam situados em condições humildes: por isso somente consideravam valida a fé por eles esposada, tachando de obscurantismo ou heresias a fé dos pequenos e dos inovadores. Era a mais expressiva demonstração do orgulho e da vaidade. Conclusão do estudo: A ideia equivocada de que matando o homem matar-se-ia a mensagem não aconteceu, e a Doutrina de amor que Ele veio trazer aí está como árvore frondosa a cobrir os sedentos de justiça, aflitos, mansos, pacificadores e todos que buscam consolo, ...

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... esperança e refazimento dos seus corpos e Espíritos para que, fortalecidos nas palavras de vida eterna, prossigam destemidos em direção ao Pai. Por essa razão, mais do que nunca, o alerta do Cristo é para os dias atuais, porque todos esses homens sempre existirão. Nunca se fez tão necessário, como hoje, conhecer ou lembrar, em regime de urgência, os ensinamentos deixados por Ele e, sobretudo, manter em mente que nos Evangelhos encontramos as soluções para os problemas que nos angustiam. Sendo a linguagem inacessível “para uma parcela dos que os manuseiam, torna-se necessário que vários temas abordados por Jesus sejam elucidados à luz do Espiritismo, doutrina consoladora, que vem, em época propícia, dar cumprimento às suas promessas”.

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Muita Paz! Visite o meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados. Leia Kardec! Estude Kardec! Pratique Kardec! Divulgue Kardec!

Summary: Mensagem espírita

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