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O Grande Terramoto de Lisboa História e Geografia de Portugal 18.11.2010 Bernardo Araújo Casal, nº 2 6º 4
Onde aconteceu? Em Lisboa, sentindo-se sobretudo na baixa da cidade. No Campo Grande e em Belém não se sentiu com tanta intensidade. Há notícias da época que relatam que o sismo se sentiu na costa litoral ocidental até Leiria, Ourém e Espinho, em Santarém, de Setúbal a Sines e no Algarve.
Quando aconteceu? Em 1755, no dia 1 de Novembro, sábado, dia de Todos-os-Santos. Pelas 9:45h da manhã, “sentimos o mais horrível tremor de terra”, segundo o relato da Rainha D. Mariana Vitória numa carta escrita à sua mãe. Outros relatos referem que a terra começou a estremecer às 9:00h e outros às 9:30h.
Vista de Lisboa antes do terramoto (gravura da segunda metade do séc. XVIII)
Breve descrição do acontecimento Há relatos que referem que o terramoto destruiu Lisboa em 8 minutos. Houve incêndios que passaram de uma para outra casa, percorrendo toda a cidade e durando mais do que um dia. O Palácio Real, o Teatro, a Alfândega e os armazéns ficaram incendiados. As igrejas estavam cheias de fiéis que ficaram debaixo das abóbadas que desabaram.
A multidão morre esmagada nas ruelas estreitas e tortuosas quando caem as varandas e saliências de pedra. Soltam-se jactos de vapor de água e enxofre do solo. Os habitantes fogem para o porto (marítimo) mas espera-os um maremoto com ondas que despedaçam os navios e inundam a zona baixa da cidade. Durante vários dias há abalos secundários.
Lisboa durante o terramoto (gravuras da época)
As consequências do terramoto Faltam alimentos e os sobreviventes estão em estado de choque. Os padres distribuem a absolvição aos moribundos. Os mortos são lançados ao Tejo para prevenir a sua decomposição no local. O primeiro-ministro, Sebastião de Carvalho e Melo, manda lançar cal sobre os escombros: nada se pôde fazer pelos que ficaram soterrados.
Os guardas são requisitados para controlar a multidão que foge da capital. Na cidade há patrulhas formadas por um juiz, um confessor e um carrasco, que despacham os saqueadores para a forca. Muitas pessoas, incluindo a família real, viveram em tendas durante algum tempo. O primeiro-ministro quis reconstruir a cidade segundo um modelo moderno de urbanismo.
As personagens envolvidas na reconstrução O primeiro-ministro pediu, a vários engenheiros e arquitectos, planos para a reconstrução da cidade, destacando-se Gualter da Fonseca e Manuel da Maia. A decisão real, apoiada por Sebastião José, foi a que previa uma cidade geométrica edificada sobre os escombros da Lisboa antiga. Entre as propostas apresentadas, foi a planta de Eugénio dos Santos a escolhida: as ruas eram perpendiculares e paralelas, com quarteirões rectangulares, edifícios geométricos e duas praças principais (Praça do Comércio e Rossio). O Major Carlos Mardel chefiou as obras após a morte de Eugénio dos Santos.
Lisboa reconstruída após o terramoto de 1755 e respectiva planta urbana
Fontes utilizadas: Manual de História e Geografia de Portugal de 6º ano, Porto Editora Manual de História do 8º ano, volume 1, Texto Editores Memórias do Mundo, das origens ao ano 2000, Círculo de Leitores História da Arte, Círculo de Leitores História de Portugal, volume VI, Edições Verbo
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