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Escola Municipal Boa Vista O “BUYLLING” NO AMBIENTE ESCOLAR
Autor do projeto: Daniel França Santos – Supervisor Pedagógico (Tarde) Colaboradores: Sônia Machado - Supervisora pedagógica do AEE Maximina Ângela - Supervisora pedagógica (Tarde) O “Bullying” no ambiente escolar
O “Bullying” no ambiente escolar.
CONCEITO DE “BULLYING”
O termo “bullying” de origem inglesa, é utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por indivíduos caracterizados como Bully (valentão) ou por um grupo deles, com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma. Conceito de “Bullying” no ambiente escolar
1. Bullying direto: É a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos. 2. Bullying indireto, também conhecido como agressão social: É a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido através de uma vasta variedade de atitudes de intimidação Modalidades dessa prática no ambiente escolar.
Insultar a vítima; acusando –a de não servir para nada. Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade. Danificar livros ou material escolar, roupas, etc. Espalhar rumores negativos sobre a vítima, depreciar a vítima sem qualquer motivo. Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens. Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully. Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade etc. Isolamento social da vítima. Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento, de publicação de fotos etc). Chantagem. Expressões ameaçadoras. Grafitagem depreciativa. Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com freqüência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita"). Fazer que a vitima passe vergonha na frente de varias pessoas Características dessa prática:
O CIBERBULLYING é a versão virtual do bullying, à medida que ocorre no espaço da rede mundial de computadores (Internet). Essa modalidade vem preocupando especialistas e educadores, por seu efeito multiplicador do sofrimento das vítimas e pela velocidade em que essas informações são veiculadas. As modernas ferramentas da Internet e de outras tecnologias de informação e comunicação móveis ou fixas, são os instrumentos utilizados para disseminar essa prática com intuito de maltratar, humilhar ou constranger, sendo uma forma de ataque perverso que extrapola em muito os muros das escolas, ganhando dimensões incalculáveis, sendo elas os conhecidos orkut, msn, blogs, flogs, chats e celulares. Nestes casos, o bullying ocorre através de e-mails, torpedos e/ou scraps, muitas vezes de forma anônima. “Bullying Virtual ou Ciberbullying”
COMO OCORRE? (APRESENTAÇÃO ANIMADA)
Sinais: FALTA DE VONTADE DE IR À ESCOLA SENTIR-SE MAL PERTO DA HORA DE SAIR DE CASA PEDIR PARA TROCAR DE ESCOLA CONSTANTEMENTE. PEDIR PARA NÃO SER LEVADO À ESCOLA APRESENTAR BAIXO RENDIMENTO ESCOLAR VOLTAR DA ESCOLA COM ROUPAS OU LIVROS RASGADOS ABANDONO DOS ESTUDOS Sintomas: DEPRESSÃO AGRESSIVIDADE AUTO-DESTRUIÇÃO, SENTIMENTO DE VINGANÇA BAIXA AUTO-ESTIMA ANSIEDADE SENTIMENTOS NEGATIVOS PROBLEMAS INTERPESSOAIS Sinais e Sintomas:
São pessoas mais tímidas e retraídas, pouco sociáveis e geralmente não dispõem de recursos ou habilidades para se impor. Não conseguem reagir, são inseguras e têm dificuldades de relacionamento. Em razão disso se sentem desamparados e encontram profundas dificuldades em ser aceitos e em se adequar ao grande grupo. Não pedem ajuda e são os principais alvos de apelidos, gozações e exposição ao ridículo. Abaixa auto-estima é sempre agravada pelas intervenções críticas ou pela indiferença das pessoas frente ao seu problema. VÍTIMAS DO BULLYING
São geralmente os líderes da turma, os mais populares, aqueles que gostam de colocar apelidos e fazer gozações com os colegas mais frágeis. São aqueles que não respeitam as diferenças alheias e se aproveitam da fragilidade do colega para excluí-lo do grupo e executar as gozações e humilhações. Agressores quem são?
Baixo rendimento escolar Baixa frequência e evasão escolar Déficits de atenção e concentração Depressão Transtornos ansiosos Stress Ideias suicidas Alterações do humor Consequências
Família: É importante que os pais dialoguem sempre com seus filhos, orientando-os e participando mais de sua vida escolar e estabelecendo limites, próprios da educação. É necessário também que os pais estejam mais presentes e atentos ao comportamento de seus filhos, observando qualquer mudança brusca de suas atitudes, sempre ensinando respeito às diferenças, que é fundamental. É preciso ainda saber ouvir o filho, sem julgar ou criticar, reforçando os sentimentos de segurança e confiança no ambiente familiar, não ignorando a timidez do filho ou o seu jeito mais gozador, pois ambos precisam de ajuda e acompanhamento. Escola: As escolas devem investir mais na prevenção, através do esforço permanente de sua equipe, procurando sempre incluir nas suas práticas educacionais diárias e atividades extras, temas para discutir com a família e os alunos. Somente com o fortalecimento da relação PAIS, ALUNOS e ESCOLA, cada um colaborando dentro de sua competência, haverá resultado qualquer trabalho para coibir as manifestações de violência dentro da escola. É importante ainda estimular a discussão aberta sobre a temática juntamente ao corpo docente, pais e alunos, com a execução de propostas de atividades que trabalhem a afetividade e a emoção, o respeito e a tolerância. Prevenção
ARTIGO 146 DO CÓDIGO PENAL Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, é crime de constrangimento ilegal. ARTIGO 147 DO CÓDIGO PENAL Ameaçar alguém, por palavra, escrita ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, também é crime e o autor deverá responder na justiça. ARTIGO 5º - Lei 8.069/90 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus diretos fundamentais. ARTIGO 17 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - Lei 8.069/90 O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. Legislação
Para combater esta prática é importante a união entre escola-família-comunidade, no trabalho de conscientização e formação do indivíduo. Agradecemos pela presença de todos. Equipe organizadora UNIÃO ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA
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