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Causas da infertilidade e Técnicas de reprodução assistida
Causas da infertilidade e Técnicas de reprodução assistida No âmbito da disciplina de Biologia Autores: . Turma H Margarida, nº 15 Maria João, nº 16 Pedro Filipe, nº 21 Vanessa, nº 26 Escola Secundária Alves Martins 2008/09
Índice Índice Diapositivo 3 Introdução Diapositivo 4 Causas da infertilidade Diapositivo 5 No homem e na mulher Diapositivo 6 No homem Diapositivo 7 Na mulher Diapositivo 10 Testes Diapositivo 13 Tratamentos Diapositivo 14 Técnicas de reprodução assistida Diapositivo 15 Inseminação artificial Diapositivo 16 Hiperestimulação controlada dos ovários Diapositivo 18 Fecundação in vitro Diapositivo 20 Microinjecção intracitpolasmática de espermatozóide Diapositivo 22 Micromanipulação Diapositivo 24 Conclusão Diapositivo 25 Bibliografia Diapositivo 26 3
De forma a garantir a perpetuação da sua espécie na Terra, o Homem necessita de se reproduzir. Normalmente, ocorre a união dos gâmetas feminino e masculino, no interior do sistema reprodutor feminino, sem qualquer problema. Porém, devido a anomalias, isso pode não se verificar, tendo de se recorrer a outros métodos. Este trabalho foi realizado com o objectivo de divulgar as causas da infertilidade, bem como os seus tratamentos, tais como as técnicas de reprodução assistida. Introdução 4
Causas da infertilidade 5
Pesticidas; Metais pesados; Radiações ionizantes; Tóxicos; Álcool; Drogas Stress; Tabaco; Avanço na idade; Distúrbios na quimiotaxia espermatozóide-oócito II. No homem e na mulher Infertilidade é a incapacidade de um casal conceber um filho, após um ano de relações sexuais sem uso de contraceptivos. Existem muitas causas para a infertilidade, quer no homem, quer na mulher:
Doenças no complexo hipotálamo-hipófise: Aparecimento de doenças de origem genética, tumores, mal formações, inflamações, degenerações, traumatismos externos ou cirúrgicos, aneurismas, doenças sistémicas como diabetes, hipotiroidismo, obesidade severa, enfartes ou ainda produção excessiva de hormonas poderão desencadear uma função testicular reduzida – hipogonadismo. Doenças primárias dos testículos: • Varicocele, uma doença nas veias escrotais; • Criptorquidia; • Infecções nos testículos e/ou epidídimos devido muitas vezes às DSTs; • Exposição prolongada dos testículos a altas temperaturas; • Prostatite. No homem
Alterações no transporte de espermatozóides: • Anormalidades nos epidídimos e canais deferentes; • Disfunções ejaculatórias: distúrbios hormonais, diabetes, lesões dos nervos da medula ou pélvicos, cirurgias pélvicas, distúrbios da próstata, disfunção eréctil peniana, ejaculação precoce; Azoospermia; Teratospermia; Astenospermia; Oligospermia.
Varicocele, uma doença nas veias escrotais. Os homens possuidores desta doença têm varizes no escroto, isto é, dilatações venosas que dificultam a circulação sanguínea nessa zona, fazendo com que haja um aumento da temperatura escrotal, dificultando a produção de espermatozóides. Anormalidades nos epidídimos e canais deferentes. Pode existir ausência de uma ou das duas estruturas, problemas no armazenamento e/ou transporte de espermatozóides ou ainda obstrução dos epidídimos e/ou canais deferentes.
Falência da ovulação; Obstrução das trompas; Doenças do útero; Muco cervical desfavorável; Abortos de repetição; Infecções pélvicas; Desequilíbrios hormonais; Lubrificantes vaginais; Alterações cromossómicas. Na mulher
Falência da ovulação Entre 20 a 25% dos casos de infertilidade feminina são causados por falência da ovulação, tendo como sintoma menstruações irregulares ou mesmo ausentes. Há numerosas causas para a falência da ovulação: • secreção de hormonas reduzida, pela hipófise; • existência de ovários poliquísticos; • stress; • tumores; • perda de peso; • síndrome de Cushing; • deficiências nos ovários. Geralmente o tratamento com medicamentos é muito eficaz, existindo casos em que será necessário recorrer a uma cirurgia aos ovários ou até mesmo à FIV. Caso haja insuficiência dos ovários, não existe nenhuma possibilidade de tratamento.
Doenças do útero A endometriose é uma doença que afecta 5% das mulheres inférteis, durante a qual o tecido intrauterino começa a desenvolver-se para a cavidade abdominal (pélvis e ovários), causando menstruações dolorosas e um processo de cicatrização do endométrio muito lento. Deste modo, o útero não tem condições para alojar o novo ser, podendo assim causar infertilidade. Os miomas (tumores uterinos benignos) atingem 20% das mulheres com mais de 30 anos. Podem ser subserosos se localizados na parede externa do útero, submucosos se ocuparam a cavidade uterina ou intramurais se estiverem localizados dentro da parede uterina. Os pólipos têm origem inflamatória ou traumática e admite-se que possa dificultar a implantação do embrião na parede do útero. Cancros como os do colo do útero ou então carcinomas do endométrio podem causar infertilidade. Uma fase luteínica inadequada pode ser igualmente uma causa de infertilidade devido a uma anomalia na produção de progesterona por parte do corpo amarelo, levando à não preparação do endométrio para o acolhimento do novo ser.
Espermograma Análise ao sangue Exame do colo cervical Teste do muco cervical Ecografias Testes hormonais Exames radiológicos Falência da ovulação Testes de infertilidade
Medicamentos que aumentam a fertilidade Cirurgia Inseminação intra-uterina Doação de esperma Técnicas de reprodução assistida Tratamentos
Técnicas de reprodução assistida 15
Inseminação Artificial (IUI) Recorre-se à IUI quando, no caso do homem, existem anomalias na libertação dos espermatozóides ou teratospermia e, no caso da mulher, anomalias congénitas, obstrução ou alteração das trompas ou muco cervical desfavorável. Este processo tem como finalidade aproximar os gâmetas masculinos dos femininos e a fecundação ocorre no interior do sistema reprodutor feminino.
Em posição ginecológica e tendo acesso ao colo do útero, desinfecta-se o orifício externo do colo e introduz-se um cateter no útero, ficando a 1 cm do fundo uterino. Injecta-se o concentrado de espermatozóides, que pode ter sido alvo de selecção caso haja teratospermia. Esta técnica não implica repouso ou modificação da vida pessoal da paciente. Contudo, é aconselhável a administração de suplementos de progesterona, de modo a evitar necrose e/ou contracções do útero. Este suplemento pode ser administrado por via intramuscular, e deve durar até à 7º semana de gestação, altura em que o embrião deve começar a produzir hCG (gonadotropina coriónica humana).
Hiperestimulação controlada dos ovários Esta técnica é muito utilizada para complemento de outras. É também utilizada em casos de anomalias na secreção hormonal (lesões no hipotálamo, …) e problemas na ovulação. Consiste na indução da maturação de vários folículos simultaneamente. Porém, por implicar um tratamento hormonal, implica vários e severos efeitos secundários, como acessos de calor, síndrome de hiperestimulação ovárica, ovulação múltipla, ganho de peso, alteração ao nível dos orgãos dos sentidos, …
Existem vários procedimentos para esta técnica, dependendo de grupo para grupo. Pode utilizar-se citrato de clomifeno (agonista parcial dos receptores dos estrogénios), FSH e agonistas da LH. O tratamento hormonal é efectuado no início do ciclo sexual. É introduzida FSH, activando a maturação de vários folículos, que no 10º dia devem ser visíveis num exame ecográfico. Quando o desenvolvimento folicular é o desejado, passa-se a administrar LH ou hCG (gonadotropina coriónica humana), provocando a ovulação. Antes de ocorrer esse fenómeno, procede-se à recolha dos folículos por laparoscopia, que está a cair em desuso, ou por aspiração transvaginal, em que uma agulha perfura a parede vaginal, atingindo o ovário, tudo acompanhado por ultrasonografia. Este último procedimento é mais simples, menos invasivo e mais barato.
Fecundação in vitro (FIV) A FIV é uma técnica utilizada em casos de astenospermia, oligospermia ou anomalias na libertação dos espermatozóides, no homem, e anomalias congénitas (disfunção ovárica grave, obstrução das trompas, …) ou muco cervical desfavorável, na mulher.
A FIV consiste na fecundação do oócito II por um espermatozóide dos muitos que o rodeiam. Porém este fenómeno ocorre fora do corpo da paciente, em laboratório, daí in vitro. O procedimento inicia-se com a hiperestimulação controlada dos ovários, de modo a proceder à recolha de vários oócitos II. Seguidamente são colocados juntamente com espermatozóides (100 mil espermatozóides para cada oócito II), numa caixa de Petri, criando-se um ambiente nutritivo, húmido e à temperatura corporal, 37 ºC, onde permanecem até se completar a segmentação do ovo. Os embriões resultantes são transferidos para o útero, aproximadamente 72 horas após a captação dos oócitos II que lhes deram origem. Assim pode haver nidação e desenvolvimento do novo ser. São recolhidos e fertilizados vários oócitos II, pois muitos deles acabam por ser eliminados devido a abortos espontâneos.
Microinjecção intracitoplasmática de espermatozóide (ICSI) A ICSI é utilizada quando existem factores que impedem a fecundação, quer sejam eles astenospermia, teratospermia, anomalias na libertação dos espermatozóides, anticorpos antiespermatozóides, algumas anomalias congénitas dos testículos , ou portadores do HIV, no caso do homem, ou obstrução das trompas, infecções ou muco cervical desfavorável, no caso da mulher, ou ausência de quimiotaxia no encontro dos gâmetas. Para efectuar correctamente os procedimentos conducentes à fecundação, deve-se utilizar equipamento adequado: microscópios de micromanipulação, micropipetas de injecção, micropipetas de sucção, … Apesar de ser uma técnica aparentemente infalível, apenas 5% a 10% dos oócitos II são correctamente fertilizados.
O procedimento está dividido em duas fases. Primeiro é necessário recolher os espermatozóides. Em alguns casos é necessário o recurso à aspiração percutânea de espermatozóides do epidídimo (PESA), aspiração percutânea de espematozóides do testículo (TESA) ou extração de tecido testicular por biopsia (TESE).. Seguidamente é necessário escolher o espermatozóide no microscópio e imobilizá-lo, aplicando ligeiras pressões sobre a peça intermédia, tentando simultaneamente quebrar a cauda. Este é aspirado para uma micropipeta de injecção. O segundo passo corresponde à selecção do oócito II a fecundar. Para isso pode recorrer-se à hiperestimulação controlada dos ovários seguida de aspiração dos oócitos II. O oócito está seguro por uma micropipeta de sucção quando se injecta o espermatozóide previamente seleccionado no interior do ooplasma.
Micromanipulação
Com este trabalho foi possível dar a conhecer as causas da infertilidade e das principais técnicas de reprodução assistida. Agora, e depois de um esclarecimento imparcial dos factos, é possível tirar boas conclusões e emitir uma opinião consistente e válida. Podemos ver o quanto a ciência evoluiu nas últimas décadas, concretizando objectivos inimagináveis há pouquíssimos anos atrás, tais como permitir a casais inférteis ter os seus filhos, evitar a infertilidade ou ainda projectar soluções para a combater. Conclusão 26
MATIAS, Osório; MARTINS, Pedro. Biologia 12. Porto. Porto Editora. SILVA, Amparo Dias da; e outros. 2006. Terra, Universo de Vida: Biologia 12º ano. Porto. Porto Editora. DECHERNEY, Alan H.; NATHAN, Lauren; e outros. 2007. 10ª Edição. Current Diagnosis & Treatment Obstetrics & Gynecology. Mc Graw Hill. ROURA, Luís Cabero; e outros. 2003. Tratado de Ginecología, Obstetricia y Medicina da la Reproducción: Tomo 2. Madrid. Editorial Medica Panamericana. BEREK, Jonathan S.; e outros. 1996. 12ª Edição. Novak’s Gynecology. Pensilvânia. Williams and Wilkins. http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/biologia/biologia_trabalhos/infertilidadehumanab.htm visitado em 10/10/2008; http://calazans.ccems.pt/cn/12textosapoio/Causas%20da%20Infertilidade.doc visitado em 10/10/2008; http://joaogil.planetaclix.pt/ps07.htm visitado em 10/10/2008; http://www.ghente.org/temas/reproducao/art_notaRA.htm visitado em 10/10/2008; http://www.ghente.org/temas/reproducao/art_inseminacao.htm visitado em 10/10/2008; http://www.abdelmassih.com.br/am_fotos_e_videos.php visitado em 10/10/2008; http://www.ghente.org/temas/reproducao/art_fiv.htm visitado em 10/10/2008; http://www.abdelmassih.com.br/am_tecnicas_e_procedimentos.php visitado em 10/10/2008; http://biologia-rma.blogspot.com/2007/12/blog-post_5274.html visitado em 10/10/2008; http://pt.wikipedia.org/wiki/ICSI visitado em 10/10/2008; http://www.gineco.com.br/infertilidade_icsi.htm visitado em 10/10/2008; http://www.abdelmassih.org/tv/icsivideo.htm visitado em 10/10/2008; http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Reprodu%C3%A7%C3%A3o visitado em 10/10/2008; http://www.nature.com/fertility/content/fig_tab/ncb-nm-fertilitys19_f1.html visitado em 10/10/2008; http://www.ivfbedi.com/art/icsi.htm visitado em 10/10/2008; http://www.profertilidade.org.br/paginas_dinamicas/detalhes.asp?iType=73&iPic=585 visitado em 10/10/2008; http://www.cookmedical.com/wh/dataSheet.do?id=1689 visitado em 10/10/2008; http://www.cookmedical.com/wh/dataSheet.do?id=1682 visitado em 10/10/2008; http://www.cookmedical.com/wh/dataSheet.do?id=1690 visitado em 10/10/2008; http://cpma.ch/e/?p=96 visitado em 10/10/2008; http://www.madrefert.com.br/lst_videos.php visitado em 10/10/2008; http://www.nature.com/nprot/journal/v2/n2/fig_tab/nprot.2007.7_F4.html visitado em 10/10/2008; http://www.jornallivre.com.br/14032/possiveis-causas-da-infertilidade-masculina-.html visitado em 10/10/2008; http://www.obgyn.net/Frontiers_In_Reproductive_Medicine/IVF_overview.asp visitado em 10/10/2008; http://www.fertilityportugal.com/portugal/concern/Infertility_in_Females/index.jspv visitado em 10/10/2008; http://www.sexualidades.com/sections.php?op=listarticles&secid=13 visitado em 10/10/2008; Bibliografia
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Summary: Trabalho no âmbito da disciplina de Biologia 12ºAno - Divulgar causas da infertilidade, os seus tratamentos, tais como as técnicas de reprodução assistida.
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