Guia de Visitação da UFRJ

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Guia de Visitação Escolar ao Museu Nacional/UFRJ Iniciação à Ciência em 60 minutos

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O maior e mais antigo museu do Brasil O Museu Nacional/UFRJ é a mais antiga instituição científica do Brasil(*). Seu acervo com 20 milhões de itens abrange áreas da ciência como Zoologia, Arqueologia, Etnologia, Geologia, Paleontologia e Antropologia Biológica. Desde sua fundação, em 1818, pelo rei dom João VI, é também centro de pesquisa, vocação que se acentuou a partir de 1946, ao ser incorporado à Universidade do Brasil (atual UFRJ). Hoje, tem 90 professores pesquisadores e mais de 300 alunos de pós-graduação. Uma visita a sua exposição permite conhecer a ciência e a tecnologia brasileiras: a atual e a histórica. Exemplo disso é o meteorito Bendegó, levado para lá em 1888. O palácio onde se instala, no alto de uma colina no bairro de São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro, faz parte da História do Brasil. Cercado pela Quinta da Boa Vista, foi residência da família real brasileira, de sua chegada, em 1808, até a proclamação da República, em 1889. Dom Pedro I, chegou lá ainda criança, dom Pedro II e sua filha, a Princesa Isabel, nasceram lá. Do período imperial, ficou a Sala do Trono, mantida com a pintura da época. Entre 1889 e 1891, abrigou a primeira Assembléia Constituinte da República. Em 1892, tornou-se sede o Museu. A exposição do Museu Nacional abrange seis sessões: Evolução da Vida (a história da Terra e dos primeiros seres que a povoaram), Nos Passos da Humanidade (a evolução do Homem), Culturas Mediterrâneas (arte e artefatos greco-romanos), Egito Antigo, Arqueologia Pré-colombiana (arte e artefatos dos povos eu habitavam as Américas), Arqueologia Brasileira (onde se destaca Luzia, o esqueleto mais antigo das Américas) e Etnologia Indígena brasileira (a diversidade, a arte e o engenho dos índios brasileiros). Veja o mapa das exposições (*) Esta informação e todas as outras deste Guia foram obtidas no site do Museu Nacional/UFRJ e/ou nos textos explicativos da exposição permanente.

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Evolução da Vida Os passos da humanidade Pesquisadores dividem a evolução da Terra em grandes períodos de milhões de anos chamados eras. As eras se subdividem em épocas. Esta cronologia tem o nome de Tabela do Tempo Geológico. Começa há 4,5 bilhões de anos, com a era Pré-cambriana, que durou quase 90% deste tempo. O Homem surgiu há 195 mil anos, na era Cenozóica. Os fósseis encontrados nas bacias sedimentares contam esta história. Há 400 milhões de anos, a época Devoniana, a América do Sul, a África, a Antártica, a Arábia e a Austrália formavam um só continente chamado Gondwana. Ao sul, desenvolveram-se animais invertebrados, os malvinocáfricos. Nos mares quentes do Equador, havia corais e peixes já extintos. Restos deles viraram fósseis e permitem a paleontólogos e geólogos estudá-los. Há muitas teorias sobre esses animais e só uma certeza, A Terra e a vida estão em constante evolução, um processo que pode ser rápido ou lento. Dinossauros brasileiros Há cerca de 110 milhões de anos, o sertão Nordestino era coberto por lagos de águas doces e salgadas. Neles viviam animais como dinossauros, insetos, peixes etc. As águas secaram e deram lugar ao Planalto do Araripe, onde ossos desses animais foram preservados pelo terreno calcário. Alguns desses fósseis foram achados no século passado. O Museu Nacional/UFRJ tem vários exemplares, entre eles, o Dinodonssauro sp e o Unayssauro Tolentinoi. Megafauna de Mamíferos No Pleistoceno, há 1,8 milhão de anos, o Brasil era povoado por uma fauna que incluía grandes mamíferos. Preguiças gigantes e os tigres-de-dente-de sabre dividiam área com predadores, como a ave do terror. Eles viveram por aqui durante muitos séculos e seus fósseis, expostos no Museu Nacional/UFRJ, têm cerca de 12 mil anos de idade. Não há consenso sobre seu desaparecimento, assim como acontece com os dinossauros. A expansão humana recente Há duas hipóteses sobre a origem do Homem Moderno, o Homo Sapiens, a Origem Única e a Multirregional. Os cientistas e pesquisadores do assunto acreditam que os primeiros hominídeos surgiram há 120 mil anos, na África. Eles são divididos em quatro grupos, de acordo com o período em que viveram: australopitecíneos, o homo erectus, o homo sapiens arcaico e o homo sapiens moderno (ou homem de Cro-Magnon). O ser humano mais antigo conhecido no Brasil é Luzia, pertencente a este último grupo. Na exposição do Museu Nacional/UFRJ há fósseis de cada representante desses hominídeos, além de partes do esqueleto de Luzia e a reconstituição de seu rosto.

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Culturas Mediterrâneas As peças do acervo de antiguidade clássica do Museu Nacional são divididas em dois grupos, a Coleção Imperatriz Tereza Cristina e Egito Antigo, esta adquirida por dom Pedro I e dom Pedro II, ao longo do século XIX.

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Egito Antigo A maior parte do acervo egípcio foi comprada em leilão em 1826 por dom Pedro I. Não há registro preciso sobre sua procedência mas acredita-se que tenha vindo da região de Tebas. Outra parte foi doada, como é o caso do esquife de Sha-amu-em-su, ou comprada posteriormente. O estudo dessa coleção começou no século XX. As peças tem valor artístico e histórico-científico por trazerem informações sobre a sociedade que as produziu. O Egito se estende ao longo do Rio Nilo e tem 3.000 anos de história mas seu apogeu ocorreu séculos antes de Cristo. Foram 200 faraós e 30 dinastias. Uma sociedade hierarquizada, em que a religião ocupava papel de destaque e se ligava aos ciclos da natureza, que se sucediam com regularidade absoluta. A organização social e as artes deveriam refletir a estabilidade e o equilíbrio do cosmos e a morte fazia parte deles. A idéia de vida após a morte remonta dos primórdios do Egito, no Paleolítico Médio (5 milênios antes de Cristo), quando já se enterravam os mortos com objetos que lhe seriam úteis na nova existência. Pouco depois surge a técnica de mumificação, com fundamento religioso e uma hierarquia político-religiosa encarregada preparar os mortos para a vida futura. Através dos quase 5 mil anos de história do Egito antigo, houve uma evolução técnica e ritual da mumificação. A religião fez também a arte egípcia evoluir, especialmente para criar objetos de uso dos mortos, como shabits, esquifes (cuja decoração externa narrava a vida terrena do morto), vasos canopos, amuletos e estelas. Na coleção do Museu Nacional/UFRJ, há três múmias de valor histórico, Hori, Harsiesi e a múmia feminina, esta uma peça rara devido à técnica de enfaixamento que mantém os membros separados.

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Pompéia e Herculano A quase totalidade do acervo greco-romano da Coleção Imperatriz Tereza Cristina vem das cidades de Pompéia e Herculano, destruídas em 79 d.C. por uma erupção do vulcão Vesúvio. Eram cidades ricas, que produziam vinho, azeite e roupas, com população de classes sociais variadas. Todos ficaram sepultados sob muitos metros de cinza, o que foi uma tragédia para seus moradores, mas permitiu que se conhecesse os hábitos da civilização romana. As escavações em Pompéia e Herculano começaram em 1805 e duram até hoje A exposição greco-romana do Museu nacional tem objetos do cotidiano dos romanos: peças do toucador das romanas, vasilhames de bronze e vidro, amuletos fálicos, ânforas e todo o vasilhame usado para o consumo de vinho, a bebida mais popular dos romanos do período clássico. Há ainda um jogo de afrescos de Pompéia que nos permitem conhecer a arte daquela época.

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Arqueologia Pré-Colombiana A história da ocupação das Américas é polêmica. Há provas da presença humana há 12 mil anos, mas alguns estudos recuam a data para 50 mil anos atrás, no Brasil, Chile e Estados Unidos. O legado desses povos faz um mosaico de trajetórias e tradições, com elementos comuns que indicam haver uma identidade na as forma de pensar. Uma visão de mundo baseada no equilíbrio entre forças opostas, que regem a vida. O tempo era o responsável pela transformação e era contado com base na observação dos astros. Os habitantes das Américas se espalhavam por todo o continente, mas estudos arqueológicos indicam algumas semelhanças nos objetos deixados por eles, sinal de que estes povos tinham traços culturais comuns e uma dinâmica rede de troca e de difusão ideológica. Entre os povos andinos, esculturas de animais de noturnos (morcegos, serpentes, corujas etc) e de figuras demoníacas e a domesticação da lhama são traços comuns a quase todos os grupos. A representação de animais e plantas e a presença de instrumentos musicais também são uma constantes. Na coleção do Museu Nacional/UFRJ, há dos povos andinos Mochica, Chimu, Nasca, Chankay e Incas. Há ainda múmias andinas que diferem das egípcias: algumas são artificiais como a Aymara, o menino mumificado e as múmias de cabeças. Mas há também as múmias naturais, como a índia brasileira encontrada em Minas Gerais e o corpo achado em Chiu-Chiu, no deserto de Atacama, no Chile

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Arqueologia brasileira Há vestígios dos primeiros ocupantes do território brasileiro em todo o país, mas em Lagoa Santa, Minas Gerais, são mais abundantes. Lá foi encontrado o esqueleto mais antigo das Américas, popularmente conhecido como Luzia, datado de 12 mil anos atrás. As pesquisas, neste sítio arqueológico, aconteceram em etapas sucessivas. Os conhecimentos de uma missão eram o ponto de partida da seguinte. O primeiro pesquisador de Lagoa Santa foi o paleontólogo dinamarquês Peter Lund, em 1824. Em 1926, pelo naturalista Padberg Drenkpõhl deu início a novos estudos e, nos anos 1970, o Museu Nacional/UFRJ participou de uma missão franco-brasileira que achou o crânio de Luzia. Esta equipe era coordenada pela arqueóloga Annette Laming-Emperaire. Esses achados, raros no continente, são fundamentais para compreender a ocupação humana das Américas. Para isso, foi fundamental a reconstrução do rosto de Luzia e a coleta dos artefatos deixados por seus contemporâneos. Peças que foram encontradas também em sambaquis e permitiram conhecer o cotidiano e a perícia desses povos. Eram caçadores-coletores e controlavam grandes territórios. No milênio anterior à chegada dos europeus, dividiam-se em dois grandes grupos, Tupiguarani, no litoral atlântico, e os povos da Amazônia. Na coleção do museu encontram-se exemplos da cerâmica Tupiguarani, dos habitantes da região de Santarém (sul do Pará), da ilha de Marajó (foz do Rio Amazonas) e Miracangueira (Rio Solimões). Deve-se dar especial atenção às urnas funerárias, enormes potes onde se enterravam os membros de uma mesma família. Há também vestimentas de indígenas de países distantes, como o manto Owhyeen, presenteado a dom Pedro I pelo governante deste povo havaiano, em 1824.

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Etnologia Indígena - Brasil Os europeus que chegaram ao Brasil há mais de 500 anos encontraram aqui uma natureza e povos totalmente distintos deles. Eram homens e mulheres fortes e habilidosos, que usavam adornos de penas e fibras, fabricavam instrumentos musicais, armas e utensílios para seu dia a dia, em cerâmica ou fibra vegetal. No entanto, guardavam muitas diferenças entre si, na língua, costumes e no aspecto físico. Logo foram dominados, tiveram seus adornos banidos e sua cultura material desalojada. Ser índio tornou-se sinônimo de atraso que só podia ser atenuado com o esquecimento de suas origens. Quem não aceitava era classificado como “índio bravo” a quem se permitia escravizar. Ainda assim, os índios resistiram, sobreviveram fisicamente, mantiveram e reelaboraram suas culturas. A exposição do Museu Nacional é um testemunho dessa riqueza cultura, que manteve suas características e vigor. Aqui estão objetos de sua cestaria, de cerâmica, armas e armadilhas, seus instrumentos musicais e sua arte plumária. Seus rituais e crenças também são abordados em dois painéis e um vídeo exibidos na mesma sala. São dados culturais que encantaram o Padre Antônio Vieira, que deixou-lhes este elogio: “Uma árvore lhes basta para o necessário da vida: com as folhas se cobrem, com os frutos se sustentam, com os ramos se armam, com os troncos se abrigam e sobre a casca navegam.”

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Como organizar a visita Uma visita ao Museu Nacional/UFRJ é um programa lúdico e educativo, que pode ser uma atividade complementar à sala de aula. Esta vocação existe desde os anos 1920, quando o professor e indigenista Edgar Roquette Pinto criou o Serviço de Asssistência ao Ensino (SAE). Desde então, milhões de estudantes visitaram o Museu e conheceram seu acervo. Para melhor aproveitar a atividade, veja como prepará-la: As visitas devem ser agendadas previamente pelo por telefone (2562-6924, 2562-6923 e 8195-6882) informando o dia e a hora da visitação, número de aluno e a série que eles estudam. A exposição fica aberta de terça-feira a domingo, das 10 às 16 horas. Escolas (com alunos uniformizados) e universidades públicas têm acesso gratuito, desde que acompanhados pelo professor em visita agendada. Escolas privadas, com alunos uniformizados e acompanhado por professores em visita agendada pagam R$ 1,00. Não há limite do número de visitantes, mas os grupos grandes serão divididos em turmas de 120 alunos que entraram sucessivamente na área da exposição. Cada grupo de dez estudantes deverá ter um professor como acompanhante. Guias turísticos devidamente identificados têm acesso gratuito. Não é permitido comer ou beber na área de exposição, mas há um restaurante dentro do museu, que funciona de 8 às 16 horas. Fotos são permitidas, mas sem flash, cuja luz deteriora as peças, especialmente as milenares, como da Coleção Egito Antigo e da Coleção Mediterrânea. Os alunos devem evitar correr ou falar alto na área da exposição para não perturbar outros visitantes. Além das visitas escolares, o SAE tem outros programas educativos, como Vendo, Tocando e Aprendendo, , Manhãs no Parque, Coleção de Empréstimos e Treinamento de Professores, quando especialistas da instituição percorrem toda a instituição dando subsídios para a programação de atividades pedagógicas. Todas estas atividades são agendadas nos mesmos telefones das visitas escolares e algumas (como Manhã no Parque e Vendo, Tocando e Aprendendo) podem ser realizadas no mesmo dia da visita. Ficha técnica como agradecimento

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Planta baixa do 1° pavimento (acima) e do 2° pavimento (ao lado) do Museu Nacional/UFRJ. Atualmente, só a área frontal do 2° pavimento está aberta à visitação. As seções de Zoologia e Mineralogia estão fechadas Planta baixa do 1° pavimento (acima) e do 2° pavimento (ao lado) do Museu Nacional/UFRJ. Atualmente, só a área frontal do segundo pavimento está aberta. As seções de zoologia a Mineralogia estão fechadas.

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O Museu Nacional foi criado por Dom João VI em 6 de junho de 1818, com o nome de Museu Real. Antes dele, no período colonial, o vice-rei Dom Luiz de Vasconcelos havia criado a Casa dos Pássaros, onde espécimes brasileiros eram empalhados e colecionados. Este acervo foi incorporado ao novo museu, que foi instalado no Campo de Santana (atual Praça da República, no centro do Rio de Janeiro), no local onde hoje está erguido o Arquivo Nacional. Desde sua fundação, foi uma instituição científica. Em 1892, três anos após a proclamação da República, foi transferido para o palácio da Quinta da Boa Vista, onde sua sede até hoje.

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O acervo histórico e científico do Museu Nacional é composto animais, vegetais e fósseis do Brasil e de outras partes do mundo, esqueletos (parte deles completos) pré-históricos, objetos de uso dos povos que viviam na América do Sul (Brasil incluído) antes da chegada do europeu e objetos dos índios brasileiros de hoje. De sua coleção histórica, destacam-se a Egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Dom Pedro I e Coleção Imperatriz Teresa Cristina, de arte e artefatos greco-romanos, trazida pela mulher do imperador Dom Pedro II. Sua origem está nos gabinetes das mara- vilhas, comuns nos séculos XVIII e XIX, quando nobres colecionavam objetos curiosos e estranhos a seu cotidiano e os exibiam aos amigos. Ao longo de seus quase 200 anos, o acervo cresceu como resultado das pesquisas científicas lá realizadas. Como todo museu, só uma pequena parte do acervo está exposta de forma contemplativa, ou seja, os objetos devem ser vistos e não tocados, embora a Seção de Assistência ao Ensino mantenha o programa Vendo, Tocando e Aprendendo, em que os participantes manuseiam peças originais da reserva técnica.

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Zoologia é a ciência que trata dos animais. Do grego: zoo = animal + logos = estudo, saber.

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Arqueologia é o estudo do passado da humanidade a partir da análise de vestígios materiais. Do grego: arque = antigo ou poder + logos = estudo, saber.

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Etnologia é o estudo histórico dos povos e suas culturas. Do grego éthos = povo, raça + logos = estudo, saber.

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Geologia é a ciência que estuda a Terra, sua composição, estrutura, propriedades físicas, história e os processos que lhe dão forma. Do grego: geo = Terra + logos = estudo, saber. Abaixo, o meteorito Bendegó e uma pedra de quartzo.

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Paleontologia é a ciência que estuda a vida no passado da Terra, seu desenvolvimento ao longo do tempo. Seu objeto imediato de estudo são os fósseis. Do grego: palaiós = antigo + óntos = ser + logos = estudo, saber.

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Antropologia Biológica (ou Física) é o estudo da biologia humana dentro da evolução, com ênfase na interação entre a Biologia e cultura. Do grego: antropós = Homem + logos = estudo, saber; bios = vida + logos = estudo, saber.

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João Maria José Francisco Xavier de Paula Luiz António Domingos Rafael de Bragança (nomes de batismo de Dom João VI) nasceu em Lisboa 1767 e governou Portugal de 1792 até sua morte, em 1826, primeiro como Príncipe Regente, devido à incapacidade mental de sua mãe, Maria I, a Rainha Louca, e depois coroado rei. Em 1808, fugindo do exército de Napoleão Bonaparte, transferiu a corte de Lisboa para o Rio de Janeiro (com uma breve passagem por Salvador) e elevou o país de colônia a integrante do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve. Com a derrota de Bonaparte, foi obrigado a voltar a Portugal (em 1821), deixando aqui seu filho mais velho que proclamou a Independência (em 1822) e tornou-se o imperador Dom Pedro I. Segundo consta, por orientação do próprio Dom João VI.

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O meteorito Bendegó foi achado em 1784, pelo menino Domingos da Rocha Botelho, junto ao riacho que lhe deu o nome, perto de Monte Santo, interior da Bahia. A tentativa inicial de tirá-lo de lá fracassou devido a seu peso e tamanho (2,2 m x 1,45 m x 0,58 m, pesando 5,6 toneladas), mas o achado ganhou fama e foi visitado por cientistas que passavam pelo Brasil, como os alemães Carl von Martius e Johann Baptiste von Spix, em 1820. Em 1887, o imperador Dom Pedro II encarregou o comandante José Carlos de Carvalho trazê-lo para o Rio de Janeiro. Ele realizou a tarefa com apoio da Sociedade Brasileira de Geografia e o patrocínio do Barão de Guahy. Levou quase um ano na viagem e chegou ao Museu Nacional em 27 de novembro de 1888, onde está desde então. As placas de informação desta peça têm a grafia desta época.

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A região onde se situa o Museu Nacional, no bairro de São Cristóvão, era terra dos jesuítas até expulsão deles em 1759. Em 1803, o terreno foi comprado por Elias Antônio Lopes, traficante de escravos, que construiu a primeira casa e a cedeu à família real portuguesa em 1808. A partir de 1810, a construção inicial foi acrescida de novas dependências e mais um andar para ter a imponência que se esperava da família real. Chácaras seu redor foram incorporadas ao terreno e o conjunto passou a chamar-se Paço de São Cristóvão. Lá viveram dom João VI, e todos os seus descendentes que governavam o Brasil (dom Pedro I, dom Pedro II e a princesa Isabel). O palácio é cercado pela Quinta da Boa Vista, jardim projetado pelo paisagista francês Auguste Glaziou em 1869. Em 1938, o imóvel foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que havia sido fundado dois anos antes.

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O endereço do Museu Nacional é Quinta da Boa Vista – São Cristóvão, Rio de Janeiro. Para ir de metrô ou trem, deve-se descer na estação São Cristóvão que fica próximo a uma das entradas da Quinta da Boa Vista. Quem vem da Zona sul pega as linhas 460, 461, 462 e 463. Vindo do centro a linha é 284. Da Zona Norte deve-se pegar os ônibus que têm parada na estação São Cristóvão ou no Largo da Cancela, no mesmo bairro. Há estacionamento para carros de passeio e ônibus de turismo.

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Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Ciriano Serafim de Bragança e Bourbon (nomes de batismo de Dom Pedro I) nasceu em Queluz em 1798, e morreu na mesma cidade, em 1834. Sua vida foi curta e movimentada. Chegou ao Brasil com 10 anos de idade, acompanhando a corte portuguesa na fuga do exército de Napoleão Bonaparte. Quando seu pai, Dom João VI voltou, em 1821, Dom Pedro permaneceu aqui. Em 1822, proclamou a Independência, e foi coroado imperador. Após a morte de seu pai, Dom João VI, em 1826, tornou-se o 28º rei de Portugal, com o título de Dom Pedro IV, mas abdicou em favor de sua filha, Maria da Gloria. Dificuldades políticas no Brasil o fizeram abdicar aqui, em 1831, em favor de seu filho Pedro, de seis anos. De volta a Portugal, combateu o irmão, Dom Miguel, numa guerra civil que durou dois anos e qual saiu vencedor. Com isso, garantiu o trono para sua filha, que tornou-se a rainha Maria II. Personagem polêmico, é descrito pelo historiador Murilo de Carvalho como um homem “impulsivo, autoritário, ambiciosos, generoso, grosseiro, sedutor”.

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Dom Pedro II e a família às vésperas da República. A imperatriz Tereza Cristina está sentada e a princesa Isabel lhe dá o braço. Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança e Bourbón (nomes de batismo de Dom Pedro II) foi o segundo e último imperador do Brasil. Governou quase 50 anos, de 1840, quando foi coroado, com 14 anos de idade, até 1889, ano da Proclamação da República. Neste período, conciliou e usou a seu favor as correntes liberais e conservadoras que dominavam a política nacional e se alternavam no poder. Com isso, manteve todo o território brasileiro íntegro, enquanto América espanhola se subdividia em vários países. No plano cultural, correspondia-se com cientistas, como Louis Pasteur e Charles Darwin, e com escritores, como Victor Hugo. Trouxe ao Brasil inovações tecnológicas da época, como a fotografia e o telefone. Era considerado um homem de idéias arrojadas, mas não acabou com a escravidão, o que só ocorreria em 1888, quando sua filha a Princesa Isabel, ocupava o trono interinamente. Com a Proclamação da República, dom Pedro II exilou-se com a família na França e morreu em Paris, em 1891.

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Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbón (nomes de batismo de da princesa Isabel) nasceu em 1846 e ocupou o trono como regente por três vezes, na qualidade de sucessora de seu pai, dom Pedro II. Na terceira vez, em 1888, assinou a Lei Áurea, que acabou com a escravidão no Brasil. No entanto, não chegou a ser coroada, pois no ano seguinte a República foi proclamada e a família imperial foi exilada. A princesa Isabel era casada com o príncipe francês Gastão de Orleáns , o conde d’Eu e, por isso, seus descendentes, até hoje usam os sobre nome de Orleáns e Bragança. Ela morreu em 1921, na França.

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As pinturas com motivos da mitologia grega são do artista italiano Mario Bragaldi no estilo renascentista. No teto, Júpiter preside uma assembléia no Olimpo, ladeado por Vênus e Cupido (deuses da beleza e do amor) à direita; Mercúrio (deus do comércio e da comunicação) e Minerva (deusa do amor) à esquerda. Nos quatro ângulos do teto da sala, figuras representam as virtudes capitais: Justiça, Fortaleza, Temperança e Prudência. O ritual de beija-mão dos imperadores acontecia nesta sala uma vez por semana. O trono e demais móveis estão no Museu Imperial de Petrópolis.

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Rui Barbosa, constituinte de 1891 Em 1890, foi eleita uma assembléia para elaborar a Constituição da República recém proclamada. Suas reuniões aconteciam no Paço de São Cristóvão, sem uso depois do exílio da família real. O projeto, em grande parte de Rui Barbosa, foi aprovado com poucas mudanças, após três meses de discussão. Inspirada na Constituição dos Estados Unidos da América, determinava que o Brasil era uma república presidencialista e federativa com 20 Estados com autonomia para eleger governador (chamado de presidente da Província) e deputados estaduais. Garantia a independência dos três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), direitos e liberdades individuais dos cidadãos. No entanto, só os homens, maiores de 21 anos e alfabetizados votavam, o que reduzia o eleitorado a 5% da população. A primeira Constituição Brasileira regeu o país até a Revolução de 1930 e foi substituída, em 1934, por outra Carta Legal.

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As eras, as épocas e os seres que apareceram em cada uma delas estão neste painel, na entrada da área de exposição do Museu Nacional/UFRJ. As eras não têm uma divisão simétrica. A Pré-Cambriana corresponde a 90% da cronologia e as eras seguintes vão diminuindo à medida que se aproximam dos nossos dias. Veja a tabela abaixo: Pré-cabriano – 4,5 bilhões a 630 milhões de anos atrás Paleozóico – 540 milhões a 300 milhões de anos atrás Mesozóico – 250 milhões a 145 milhões de anos atrás Cenozóico – 65 milhões de anos atrás até hoje

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: As eras se sucederam assim (*): Pré-cambreana Edarqueano Paledarqueano Mesodarqueano Neodarqueano Paleoproterozóico Mesoproterozóico Neoproterozóico ou Edcardiano Paleozóico Cambriano Oredoviciano Siluriano Devoniano Carvonífero Permiano Mesozóico Triássico Jurássico Cretáceo Cenozóico Período Peleógeno: Paleoceno, Eoceno, Oligoceno Período Neógeno: Mioceno, Plioceno, Pleistoceno, Holoceno (*) no quadro ao lado, a Tabela começa nos dias de hoje. No painel do museu, começa no Pré-cambreano

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É a era em que vivemos. Começou há 65 milhões de anos.

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Os organismos se desintegram quando morrem. Se forem soterrados rapidamente, suas conchas, carapaças ou ossos podem virar fósseis, um processo geológico que os conserva na forma original. Devido à constante evolução dos organismos, cada período do tempo geológico é caracterizado por um conjunto único de fósseis, o que permite ao paleontólogo inferir as idades relativas dos mesmos. É através deles que os pesquisadores contam a história da Terra e dos animais que a habitam ou habitaram. Por exemplo, a presença, em uma rocha, de fósseis de animais que hoje vivem no mar indicam que a área onde ela se situa já foi um ambiente marinho.

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Bacia sedimentar é uma depressão, como o fundo do mar, o leito dos rios ou uma região desértica, onde se acumulam rochas formadas por areia, argila ou outros materiais. Nelas são encontrados também os fósseis. O Brasil tem dezenas de bacias sedimentares de eras diferentes. A bacia do rio Amazonas, por exemplo, é paleozóica (tem entre 540 e 300 milhões de anos), enquanto a bacia do Rio São Francisco, é meso- cenozoica (ou seja, tem cerca de 100 milhões de anos). Um quadro na entrada da exposição do Museu Nacional/IFRJ traz o mapa do Brasil com suas bacias sedimentares, indicando as eras a que elas pertencem.

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O nome malvinocáfricos refere-se à junção que havia das ilhas Malvinas (ou Falklands) com a África, ao sul de Gondwana. Aí surgiu uma fauna de invertebrados marinhos diferente da que havia nas águas quentes de outras regiões do planeta e bem diferentes dos atuais. Geralmente tinham duas conchas e eram chamados braquiópodes. Outros animais, já extintos, eram os trilobitas (porque suas conchas tinham três lobos, como na imagem à direita) artrópodes (que tinham patas), as colunarias (um tipo de esponja marinha) e os equinodermas (um tipo de ouriço). Seus fósseis podem ser encontrados no Paraná, Mato Grosso e Goiás. São comuns também na Bolívia e África do Sul, indicando que o mar Malvinocáfrico se estendia além de nosso território, como mostra o painel abaixo.

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Um exemplo de mudança rápida e facilmente observável é o aparecimento de ilhas devido a erupções vulcânicas no mar, como ocorreu com o arquipélago de Fernando de Noronha (na foto). Já o movimento dos continentes e a evolução da vida são tão lentos que não os percebemos só com nossos sentidos.

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Do grego: deinos = gigantesco, terrível + sauros = lagarto, réptil. Como o nome indica, os dinossauros são répteis que surgiram no fim do Triássico (230 milhões de anos atrás) em quase todos os continentes e dominaram a fauna terrestre até o fim do Cretácico (65 milhões de anos atrás). Não se sabe por que todas as suas linhagens se extinguiram, com exceção das aves.

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A Chapada do Araripe (no mapa, à esquerda à na foto à direita) é um planalto com cerca de 160 quilômetros de extensão, na direção leste oeste, e de 30 a 50 quilômetros, na direção norte-sul, situado entre os estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. Há cerca de 115 milhões de anos era formada também por lagos de água doce, em cujos arredores desenvolveu-se um ecossistema continental, formado por diversos grupos de insetos, escorpiões, aranhas, plantas, anuros, lagartos, peixes e pterossauros, como o Tupandactylus Imperator, e outros répteis. Os fósseis de dinossauros expostos no Museu Nacional/UFRJ foram encontrado lá no fim do século passado, preservada em rochas de calcário laminado.

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O dinodontosauros sp é um herbívoro conhecido como dicinodonte (dois dentes de cão, em grego), cujo tamanho podia ir de um rato até 1,8 metro de altura, ou 3,5 metros da cabeça à cauda. Na exposição, ele está enterrado, como foi encontrado em Santa Maria, no Rio Grande do Sul,

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O Unaysaurus tolentinoi é o primeiro exemplar de um Prossaurópode (bípede) encontrado no Brasil. Este grupo tem corpo volumoso e cabeça pequena sustentada por um longo pescoço. Seus membros anteriores eram proporcionalmente mais curtos que os posteriores, conferindo a este animal a postura bípede. Era herbívoro e viveu no Triássico (há 220 milhões de anos). Seu nome vem do Tupi (unay = água negra) e do grego (sauros = lagarto). Tolentinoi é uma homenagem a Tolentino Flores Marafiga, que o encontrou em 1998, em São Martinho da Serra, no Rio Grande do Sul. O material ósseo original está depositado na Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

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O Museu Nacional/UFRJ tem, em exposição, duas espécies de preguiças-gigante: a Glossotherium robustum e a Eremotherium laurillardi. A primeira ocorre, em território brasileiro, apenas no Rio Grande do Sul, mas é encontrada também no Uruguai, Chile, Paraguai, Bolívia, Equador e Estados Unidos. Eram animais terrestres, que alcançavam até 3 metros de comprimento e pesavam cerca de 1,5 tonelada. Eram herbívoros e tinham dentes que lhes permitiam mastigar vegetais duros e ásperos. O exemplar exposto no Museu Nacional/UFRJ é uma réplica montada no início do século XX. A Eremotherium laurillardi ocorre em quase todo o Brasil, inclusive no Rio de Janeiro. Pertencente ao grupo dos Xenartha (do grego: xenon = estranho + arthron = articulação). Podiam ter até 4 toneladas (peso de um caminhão) e atingir 4 metros de altura, o que lhes permitia se alimentar de folhas de árvores. Gramíneas também faziam parte de sua dieta. O exemplar do Museu Nacional/UFRJ foi descoberto na cidade de Jacobina, na Bahia, e foi montado no início do século XX, usando material de vários indivíduos da espécie, o que o caracteriza como um esqueleto compósito.

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O Smilodon populator, conhecido como tigre de dente de sabre, é a maior espécie de felinos sul-americana. Os primeiros ossos foram achados em Lagoa Santa, Minas Gerais, em 1839, mas há registro deles também no Ceará, Paraíba, Sergipe, Bahia, Brasília e Mato Grosso do Sul. Eram carnívoros e tinham dentes caninos superiores bastante arqueados, achatados, de bordas afiadas e serrilhadas, podendo chegar até 30 cm de comprimento. Uma articulação especial na mandíbula permitia que se formasse um ângulo de 95º de abertura bucal, podendo a mesma ficar perpendicular ao crânio. Podiam alcançar 3 m de comprimento e pesar cerca de 300 kg, sendo maiores e mais robustos que uma onça ou leão. O exemplar exposto no Museu Nacional/UFRJ é uma réplica da montagem original, realizada no início do século XX.

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O Paraphisifornis brasiliensis (do grego: para = próximo de + physis = natureza + ornis = ave), nome científico da Ave do Terror, era carnívoro e podia atingir cerca de 2 m de altura e pesar até 200 quilos. Não voava e, provavelmente, perseguia suas presas por terra como faziam os dinossauros terópodes. É possível que utilizasse o bico para dilacerar sua presa, sendo conhecida como ave assassina. Viveu no Oligoceno Superior (25 milhões de anos atrás) e seu esqueleto foi encontrado em Tremenbé, São Paulo, entre 1976 e 1978. O original está depositado no Museu de Ciências da Terra, no Rio de Janeiro e o Museu Nacional tem uma réplica em tamanho natural.

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A Origem Única ou da Eva Mitocondrial é a hipótese mais aceita pelos especialistas. O nome se refere ao material utilizado nas análises (o DNA mitocondrial), passado das mães para filhos e filhas. Essa hipótese propõe que o Homo sapiens moderno surgiu a partir de um grupo isolado na África em torno de 200 mil anos atrás, e emigrou para os outros continentes, substituindo todas as outras formas de hominídeos até então existentes. A hipótese Multirregional sugere que, pelo menos desde 1 milhão de anos atrás, houve cruzamentos entre os vários grupos de hominídeos da África, Ásia e Europa, originando o Homo sapiens moderno simultaneamente em várias partes do planeta. As diferenças entre os diversos grupos se deveriam apenas a adaptações aos diferentes climas e meio ambientes regionais. No quadro abaixo, o mapa da Origem Única.

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Hominídeos são família de mamíferos primatas, com um só gênero (Homo) e uma só espécie, a que pertence o homem. São mais robustos que os outros primatas, têm crânio maior e cérebro mais desenvolvido, polegar opositor aos outros dedos e as fêmea, geralmente, têm um só filhote a cada gestação.

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Os australopitecíneos ou australopithecus (do latim: macaco do Sul) estão entre os primeiros ancestrais reconhecidos como sendo da família dos Hominídeos, da qual fazemos parte. Eram bípedes que viviam em ambientes de transição entre florestas e savanas africanas. Apareceram há cerca de 4,5 milhões de anos e se extinguiram em torno de 1,5 milhão de anos atrás. Existiram pelo menos oito espécies, geralmente agrupadas em dois grandes ramos: os gráceis (‘delicados’) e os robustos (Paranthropus). Os australopitecíneos não deixaram vestígios da sua cultura ou fabricação de instrumentos, mas muitos pesquisadores acreditam que usavam pedaços de pau, ossos, chifres e pedras como ferramentas simples.

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O homo erectus, homo habilis ou Pitecanthropus erectus (homem-macaco ereto, como eram chamados antigamente) media entre 1,50 (os machos)e 1,30 metro (as fêmeas). Vivia em bandos, usava o fogo e peles para se proteger do frio e fabricava instrumentos de pedra lascada. Sua dieta consistia de frutas, raízes, folhas e alguma carne, pois deve ter sido o primeiro primata caçador. Acredita-se que existiram durante 2 milhões de anos e que foram extintos há 100 mil anos, não se sabe por que. A maior parte de seus fósseis e também os mais antigos foram encontrados na África, mas há exemplares também na Ásia e na China. O Museu Nacional tem réplicas de ossos do Homo Erectus da China, cujo achado permitiu reconstituir o seu crânio, e do Garoto de Turkana, no Quênia, um raro esqueleto de criança, que morreu entre os 9 e 11 anos, há 1,6 milhão de anos.

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O Homo Sapiens Arcaico, Homo Heidelbergensis, ou Homo Neandertalensis (de acordo com o local onde foram achados) apareceram há 300 mil anos. Fósseis foram encontrados na Europa e na África. Não há consenso se eram uma ou várias espécies, pois diferiam entre si. Alguns deles viveram em períodos glaciais e se adaptaram bem ao frio, mas todos usaram fogo, fabricaram ferramentas e tinham uma organização social complexa. Não se sabe também como e por que desapareceram, embora haja fósseis deles de até 30 mil anos atrás. Podem ter sido derrotados pela tecnologia superior do Homo Sapiens moderno, vindo da África, podem ter se misturado a eles na Europa ou ainda as duas teorias, não excludentes. O Museu Nacional/UFRJ tem réplicas de seus fósseis e painéis desenhados com cenas do cotidiano deles.

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Os fósseis mais antigos do Homo Sapiens Moderno – espécie da qual fazemos parte – foram achados na Etiópia, África, e datam de 160 mil anos atrás. O mais conhecido é o de Homem de Cro-Magnon, descoberto na França em 1868 e datado de 30 mil anos atrás. Embora o Homo Sapiens Mderno de 100 mil anos atrás fosse igual ao atual fisicamente, sua cultura e seus hábitos se aproximaram dos nossos há cerca de 50 mil anos, no Paleolítico Superior, quando aparecem as primeiras pinturas em cavernas, a arte portátil (estatuetas e ornamentos) e rituais de sepultamento. Há controvérsias sobre sua habilidade de falar, mas também há indicações de que a linguagem foi fundamental para que criasse sua organização social e na revolução criativa por ele promovida. A exposição do Museu Nacional tem réplicas de fósseis do Homo Sapiens Moderno e originais de alguns de seus artefatos.

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O crânio e ossos da coxa e da bacia Luzia foram achados em 1975, em Lagoa Santa, Minas Gerais. Seu esqueleto foi datado de 11,5 mil anos atrás e ela deve ter morrido aos 25 anos. Neste século, seu rosto foi reconstituído na Inglaterra. Por ser o mais antigo fóssil humano encontrado no Brasil, Luzia merece uma sala só para ela, abrindo a seção Arqueologia Brasileira.

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Antiguidade Clássica é o período da história da Europa e de países mediterrâneos que vai do surgimento da poesia de Homero, na Grécia, no século VIII a.C., à queda do Império Romano, em 476 d.C. No Museu Nacional/UFRJ ela está na seção Cultura Mediterrânea à qual se integra também a coleção do Egito Antigo.

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Princesa do Reino das Duas Sicílias (englobava a região da Itália de Nápoles à ilha da Sicília, ao sul), Teresa Cristina de Borbone chegou ao Brasil em 1843, aos 21 anos, já casada por procuração com o imperador dom Pedro II. Trouxe na bagagem peças trazidas de escavações arqueológicas realizadas em Pompéia, Herculano e Veio (cidades próximas a Nápoles), algumas dadas de presentes por seu irmão, Fernando II, e outras de escavações promovidas pela princesa. Segundo correspondência trocada entre os dois, não era uma troca de presentes, mas um intercâmbio entre culturas de dois povos. A coleção Teresa Cristina tem cerca de 700 peças entre objetos de bronze, terracota, vidro e afresco, produzidos entre o século VII a.C e o século III d.C. A exposição do Museu Nacional está organizada de forma e informar ao público dados sobre a cultura, o cotidiano e a arte desse período. A imperatriz Tereza Cristina era chamada pelo povo de “mãe dos brasileiros”. Viveu 46 anos no Brasil, mas foi expulsa do País com a proclamação da República, em novembro de 1889. Morreu em dezembro do mesmo ano, em Portugal. volta

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O acervo egípcio do Museu Nacional é provavelmente o mais antigo e importante da América do Sul. Dom Pedro I deu início a ele e dom Pedro II trouxe outros itens nas três viagens que fez ao Egito. Situado ao longo do Rio Nilo, o maior da África e segundo maior do mundo (só o Amazonas o supera), o Egito tem uma história de 3 mil anos, tendo seu auge no período dos faraós, que vai de 3.100 a.C até o século III a.C.

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Em 1826, quando o comerciante italiano o Nicolau Fiengo, ofereceu-a em leilão no Rio de Janeiro, peças escavadas no Egito, junto com outras da antiguidade clássica, dom Pedro I arrematou e doou ao Museu Real, que havia sido fundado em 1818. Não há registro preciso da procedência deste acervo, mas há indícios de que teria vindo das escavações do explorador italiano Giovanni Battista Belzoni (no retrato), um pioneiro da arqueologia e dos estudos sobre o Egito, que escavou a necrópole do templo tebano de Karnak e as negociou entre 1816 e 1819.

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Em 1876, quando visitou o Egito pela terceira vez, Dom Pedro II ganhou de presente, do quediva (nome que se dava ao príncipe local) Ismail o esquife da bela dama Sha-amu-em-su, ricamente trabalhado. O imperador o manteve em seu gabinete até a proclamação da República, em 1889, quando a peça passou a integrar a coleção do Museu Nacional.

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Tebas foi uma das principais cidades do Egito Antigo, especialmente no período de sua hegemonia, no segundo milênio antes de Cristo. Lá foram feitas as maiores e mais acuradas escavações. Hoje, na mesma região fica a cidade de Luxor, uma das maiores do Egito.

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Em 1901, fotografias das estelas (lápides onde se escrevia a vida dos mortos) da coleção do Museu Nacional foram mandadas aos organizadores do grande dicionário hieroglífico de Berlin, mas só em 1919, o professor H. Grapow as traduziu para o alemão. Em 1912, Alberto Childe, recém nomeado conservador de Arqueologia da instituição, estudou as coleções egípcia e clássica para publicar, em 1919, o Guia das Coleções de Arqueologia Clássica.

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Na seção Egito Antigo do Museu Nacional/UFRJ, há um painel com a seguinte cronologia: - Paleolítica: 500.000 a 5.500 a.C. - Pré-dinástico: 5.500 a 3.050 a.C. - Período Arcaico (Thinita): 3.100 a 2.750 a.C., 1ª e 2ª dinastias - Antigo Império (Menfita): 2.750 a 2.260 a.C. (3ª a 6ª dinastias) - 1º Período Intermediário: 2.260 a 2.061 a.C. (7ª a 11ª dinastias) - Médio Império/ Império Tebano: 2.061 a 1784 a.C. (11ª e 12ª dinastias) - Império Intermediário: 1784 a 1570 a.C. (13ª a 17ª dinastias) - Novo Império (2º Império Tebano): 1570 a 1070 (18ª a 20ª dinastias) - 3º Período Intermediário: 1.079 a 656 (21ª a 25ª dinastias) - Período Saíta: 685 a 525 a.C. 26ª dinastia - Período tardio (Baixa Época): 525 a 343 a.C. (26ª a 30ª dinastias) - Reconquista persa (2º período persa) 343 a 332 a.C. - Período greco-romano: 332 a.C. a 395 d.C. - Período Bizantino: 395 a 640 d.C. - Período Islâmico: 640 a 1250 d.C. - Período Mameluco: 1259 a 1797 d.C. - Período Otomano: 1517 a 1805 - Período Moderno: 1805 até hoje

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No Egito faraônico, a religião ocupava um papel central na vida da população, com inúmeros deuses com formas humanas, animais ou combinando os dois elementos. Essa religião era fruto do contato dos primeiros egípcios com a natureza do vale do Nilo. Para eles, a vida fazia parte de um ciclo recorrente, que incluía morte e renascimento, ciclo que era observado no céu (o sol, a lua e as estrelas) e na terra (as inundações do Nilo e a reprodução dos animais e plantas). Essa regularidade absoluta deveria se refletir na organização social e nas artes e ainda perdurar no outro mundo, onde os mortos retomariam seu lugar na hierarquia que haviam tido em vida.

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Múmia é todo corpo de ser humano ou de animal preservado natural ou artificialmente. A palavra vem do árabe e significa coisa betumizada. No Egito, as primeiras tentativas de mumificação eram simples e pouco eficazes. O corpo do morto era coberto por gesso, o que resultava numa espécie de casca que preservava só a aparência externa do corpo. A partir do Antigo Império (século XXVII a.C.) o natrão, um tipo de sal líquido, passou a ser usado no processo que teve por uma evolução. Os corpos eram cobertos por cristais de natrão que sugavam os líquidos dos tecidos. Essa técnica de conservação foi completada pelos processos de evisceração (retirada das vísceras) e excerebração (retirada do cérebro) para evitar que sua decomposição se espalhasse pelo corpo. Só o coração, considerado o centro do pensamento, era deixado junto ao morto. A cavidade abdominal poderia ser preenchida com goma de cedro, mirra, diversos ungüentos, junto com mechas de linho ou apenas serragem, dando ao corpo sua forma original antes de ser enfaixado com tiras de linho impregnadas com goma arábica. Em seguida, uma série de faixas de tecido mais largas eram colocadas para proteger e, por último, um sudário era amarrado ao corpo com faixas horizontais. Inicialmente, só o faraó podia ser mumificado. Após o Antigo Império, o privilégio foi estendido aos nobres e, pouco a pouco, ao povo. Por ser um processo caro e demorado, praticavam-se três categorias de mumificação, segundo os recursos material da família do morto. Os sacerdotes eram pagos pela família em espécie, ouro ou prata. Não era exclusiva aos seres humanos. Como na religião egípcia os deuses poderiam se manifestar pelos animais, alguns deles, também eram mumificados e até criados para tal fim. A múmia animal mais famosa foi o touro Ápis. Â mumificação foi praticada no Egito até os primeiros séculos d.C, mas as técnicas e seus resultados variaram a cada período.

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Shabti ou ushabti são pequenas esculturas com forma de múmia colocadas na tumba para cumprir tarefas que o morto seria convocado a cumprir, a fim de que ele não fosse obrigado a cultivar o limpar campos no outro mundo. De início, colocava-se apenas um, em substituição aos escravos que ele teve em vida. Aos poucos, seu número aumentou e, no Novo Império (entre 2.000 a.C e 1.500 a.C) já se colocavam até 700 peças guardadas em caixas. Estas estatuetas eram de pedra, madeira, bronze ou faiança. Levavam uma ferramenta na mão e um cesto nas costas. Na exposição do Museu Nacional /UFRJ encontram-se shabtis de tamanhos, formas e materiais variados.

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Paralelamente à técnica de conservação, os egípcios desenvolveram uma teologia de mumificação por meio do mito de Osíris, o primeiro homem-deus a conhecer a morte. Assassinado pelo irmão Seth, seu corpo foi despedaçado e depois reunido e mumificado por sua esposa, Isis e por Anúbis, criando a primeira múmia. A mumificação era praticada por sacerdotes embalsamadores, classe que tinha uma hierarquia. Participavam também do processo artesãos encarregados de preparar o natrão, as bandagens e todo o material necessário e artesãos. O ritual funerário, no qual se incluía a mumificação, era complexo, com numerosos atos religiosos no decorrer das etapas de preparação do corpo. Os embalsamadores colocavam amuletos entre as bandagens e fórmulas mágicas eram lidas pelo sacerdote em voz alta. Pronta a múmia, havia o ritual de abertura da boca que permitia ao morto recuperar as faculdades físicas e mentais. Assim, ele renasceria como um ser divino como o próprio Osíris. Só então a múmia recebia máscara funerária e era levada até a tumba dentro do esquife, que recebia decoração apropriada.

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Os egípcios sabiam que a decomposição do corpo começava pelas vísceras. Por isso as retiravam e, pra manter a integridade do morto, enfaixavam estes órgãos em linho e os sepultavam junto à tumba em vasos canopos, nome dado pelos egiptólogos do século XIX. Os vasos canopos mais antigos datam da 4ª dinastia (por volta de 2.500 a.C). Eram sempre quatro, correspondendo a cada um dos quatro filhos do deus Horus e aos quatro pontos cardeais. Na coleção do Museu Nacional há peças em calcita, alabastro, calcário ou faiança.

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Os antigos egípcios atribuíam aos amuletos uma função protetora contra todos os males, transferindo-lhes as suas virtudes mágicas. Eram usados como jóias, em anéis, colares, pingentes, nas múmias, pois o poder se estendia aos mortos Ao longo do tempo, sua variedade de significados e formas se multiplicou, chegando a haver 300 tipos diferentes, cada um com poderes particulares e local certo para ficar junto à múmia. Podiam ter forma de animais (especialmente o escaravelho, um tipo de besouro) ou das divindades. Neste caso, acreditava-se que seus poderes se transferiam para quem as carregasse. A exposição do Museu Nacional/UFRJ tem grande variedade de amuletos.

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Estelas são lapides de pedra ou faiança em que se narrava a trajetória de uma pessoa. Colocadas nos túmulos, eram garantia de que sua vida se perpetuaria. Através delas se conhece muito da história do Egito. Em 1909, fotografias das estelas do acervo do Museu Nacional/UFRJ foram enviadas aos pesquisadores responsáveis pelo dicionário hieroglífico de Berlin. Em 1919, H. Grapow as traduziu para o alemão. Em 1919, Alberto Childe, conservador de Arqueologia do Museu, incluiu-as no seu Guia das Coleções de Arqueologia.

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Hori era alto funcionário da hierarquia egípcia, durante a 21ª dinastia (século IX a.C.). Seu corpo mumificado está em exposição e as inscrições em seu esquife indicam que ele herdou do pai os títulos de escriba real, mordomo real e superintendente do harém real da esposa divina de Amon. Hori recebeu ainda os títulos de escriba real dos documentos da corte e sacerdote diante de Amon. Este último significa que, nas procissões religiosas, ele ia à frente carregando a imagem do deus Amon.

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Devido à riqueza de seu esquife, acredita-se que Harsiese também tenha sido alto funcionário da hierarquia egípcia durante a 16ª dinastia, cerca de 650 a 600 a.C. Provavelmente viveu em Tebas pois textos de seu esquife são quase os mesmos encontrados nesta época na necrópole daquela cidade. No entanto, não dão detalhes suficientes para relacioná-lo a famílias tebanas da mesma época.

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Há pouca informação sobre quem foi a múmia feminina datada do século I d.C. Provavelmente veio de Tebas, mas o que a torna rara e preciosa é a técnica usada para enfaixa-la, envolvendo braços, pernas e dedos das mãos individualmente. Esta técnica, foi muito pouco usada e múmias assim são raríssimas em todo o mundo.

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Princesa do Reino das Duas Sicílias (englobava a região, na Itália, de Nápoles à ilha da Sicília, ao sul), Teresa Cristina de Borbone chegou ao Brasil em 1843, aos 21 anos, já casada por procuração com o imperador dom Pedro II. Trouxe na bagagem peças trazidas de escavações arqueológicas realizadas em Pompéia, Herculano e Veio (cidades próximas a Nápoles), algumas dadas de presentes por seu irmão, Fernando II, e outras de escavações promovidas pela princesa. Segundo correspondência trocada entre os dois, não era uma troca de presentes, mas um intercâmbio de culturas entre dois povos. A coleção Teresa Cristina tem cerca de 700 peças entre objetos de bronze, terracota, vidro e afresco, produzidos entre o século VII a.C e o século III d.C. A exposição do Museu Nacional está organizada de forma e informar ao público dados sobre a cultura, o cotidiano e a arte desse período. A imperatriz Tereza Cristina era chamada pelo povo de “mãe dos brasileiros”. Viveu 46 anos no Brasil, mas foi expulsa do País com a proclamação da República, em novembro de 1889. Morreu em dezembro do mesmo ano, em Portugal. volta

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Fundada pelos gregos, próxima à baía de Nápoles, Pompéia foi ocupada pelos etruscos e depois pelos romanos. Em 79 d.C. foi sepultada por uma camada de 6 metros de cinza e pedra-pomes lançadas durante quatro dias numa erupção do vulcão Vesúvio. Era uma cidade rica, com população estimada entre 20 mil e 25 mil habitantes e economia baseada na produção de vinho, azeite, na fabricação de roupas e no comércio. Herculano, cidade vizinha, tinha 5 mil habitante e ficou soterrada por uma camada maior ainda: 15 metros de cinzas e lava. As famílias ricas moravam em casas luxuosas e ricamente decoradas e os pobres, em apartamentos ou pequenos alojamentos. A imperatriz Tereza Cristina trouxe o acervo dessas cidades em sua bagagem de noiva, quando veio casar-se com Dom Pedro II, em 1842, e os doou ao Museu Real, hoje Museu Nacional/UFRJ.

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Dez anos antes de o Vesúvio entrar em erupção, tremores de terra indicavam que voltaria à atividade depois de séculos adormecido. Na manhã de 24 de agosto de 79 d.C. uma grande explosão em seu cume, com 1.300 metros de altitude, originou uma coluna escura em forma de cogumelo, composta de fragmentos de rocha, vapores e gases muito quentes, cinzas e pequenas pedras que caíram num raio de 15 quilômetros. A cidade mais próxima, Herculano, foi soterrada sob 15 metros de lama proveniente da mistura de material vulcânico com a água que se encontrava na cratera. Parte da população já fugira, mas os que ficaram foram mortos pelos fluxos piroclásticos (compostos de cinzas vulcânicas e gases quentes). Pompéia teve todas as construções soterradas. Os gases e cinzas eram tão quentes que toda a matéria orgânica (corpos, plantas etc) foi carbonizada, conservando, entretanto, a formas. Nos séculos seguintes, o Vesúvio voltou a entrar em erupção, inclusive nas últimas décadas. Na sala dos afrescos de Pompéia, há um painel mostrando em quantas camadas a cidade ficou soterrada pelas cinzas do Vesúvio. Há evidências de que as erupções vulcânicas afetam o clima em curtos períodos de tempo e talvez causem alterações de longa duração, inclusive o aquecimento global. No entanto, a relativa abundância de CO2 nos gases vulcânicos não é suficiente para contribuir significativamente para o efeito estufa. Enquanto os vulcões produzem cerca de 110 milhões de toneladas de CO por ano, as atividades industriais adicionam à atmosfera em torno de 10 bilhões de toneladas por ano.

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Os cosméticos eram importantes para as mulheres romanas. Perfumes, cremes e ungüentos eram vendidos em pequenos frascos de cerâmica, vidro ou alabastro, vindos da Grécia ou outras províncias helenísticas. A maquiagem era diluída em pequenos pratos ou pires. Os lábios e bochechas recebiam tinta vermelha obtida do fícus ou de moluscos. Os olhos eram escurecidos com cinza ou antimônio. O uso de jóias tornou-se comum após a conquista de territórios onde havia metais preciosos. Eram de ouro, prata, bronze ou ferro, muitas com incrustrações de opalas, esmeraldas, safiras e pérolas. Homens e mulheres usavam anéis. Elas também se enfeitavam com brincos, colares, pulseiras, tornozeleiras, prendedores de cabelo e broches. Como ainda não havia espelho de vidro, polia-se uma superfície de metal para se obter reflexo. Nesta vitrine do Museu Nacional/UFRJ há alguns frascos e cabos um espelho trazidos das escavações de Pompéia e Herculano.

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Bronze é a liga metálica em que entra o cobre e proporções variáveis de outros metais como estanho, chumbo, alumínio etc. Sua popularidade, desde a antiguidade, se deve à resistência estrutura, à facilidade de fundição e a sua beleza pois, quando polido chega ao amarelo ouro e é usado até em esculturas. Foi amplamente utilizado na fabricação de utensílios de cozinha romanos por distribuir igualmente o calor. No entanto, quando em campanha, soldados romanos levavam consigo pequenas caçarolas e outros objetos de ferro ou alumínio. Na seção Cultura Mediterrânea do Museu Nacional/UFRJ encontramos alguns desses objetos de uso doméstico ou de campanha.

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A técnica do vidro soprado (para fazer garrafas, vasos e recipientes) foi descoberta no século I a.C. Barateou o processo e possibilitou massificação objetos utilitários e decorativos, como o vaso trípode (com três pés, à direita), os frascos quadrangulares (abaixo) e frasco de perfume (à esquerda, em tamanho natural, 11 cm). Produzia-se vidro do em todo o Império Romano, muitas vezes m trabalhos muito elaborados. Líquidos valiosos eram vendidos em elegantes garrafas com alças, reutilizadas para guardar alimentos. Vidro quebrado era reciclado desde então.

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Os amuletos fálicos eram usados para invocar prosperidade, fertilidade e felicidade, sem a conotação pornográfica ou erótica que teriam hoje. Muitas vezes, têm formas aladas, símbolo de força, rapidez e triunfo, atributos ligados também a divindades, como Apolo, (acima), Baco (esculpido por Michelangelo, abaixo) e Osíris (alto, à direita) que, embora egípcio, era cultuado em Roma.

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Do grego: amphi = dois lados, duplo + phoreus = carregador. Originárias da Palestina, as ânforas eram usadas pelos gregos (e depois pelos romanos) para transportar vinho, azeite e fazer salmoura desde o século XV a.C. Eram sempre grandes e deviam ser carregadas por duas pessoas (daí o nome). Eram usadas também em cerimônias religiosas. Na foto acima, tipos variados de ânforas romanas. Na vitrine ao fundo da foto abaixo, ânforas da coleção do Museu Nacional/UFR.

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O vinho era a bebida popular em Roma, onde não havia chá ou café. O sol e a terra mediterrânea favoreciam o plantio da uva nas vilas que os cidadãos romanos tinham fora da cidade. Podia ser seco, doce, vermelho, branco ou amarelo, mas todo vinho devia ser consumido em três ou quatro anos e misturado com água.Bebê-lo puro era considerado costume provinciano ou dos bárbaros. Em Pompéia, com 20 mil habitantes, foram identificadas 200 tabernas. Havia vasilhas próprias para armazenar o vinho (canastras, à direita), servir (enócoa, abaixo, à esquerda) e servi-los (cálices e vasos variados) As enócoas e canastras eram decoradas com cenas romanas de lutas, disputas esportivas ou domésticas e estes desenhos permitem hoje saber da indumentária, hábitos e até o tipo físico dos romanos e romanas, que também eram retratadas. A coleção do Museu Nacional/UFRJ tem vasilhames no corredor que dá acesso à seção de Cultura Mediterrânea e na sala das peças vindas de Pompéia e Herculano.

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Afrescos são pinturas murais feitas no reboco fresco, daí o nome. Os afrescos do Museu Nacional/UFRJ chegaram ao Brasil em 1855, presente do rei das Duas Sicílias, dom Fernando II, irmão da Imperatriz Teresa Cristina. Não se conhecia sua origem, mas gravuras do Templo de Ísis, em Pompéia, um dos sítios arqueológicos mais visitados, indicam que podem saído de lá.

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Havia desde os Guaranis no sul da América do Sul, aos Astecas, no México, já na América do Norte. O mapa ao lado está na sala que abre a seção de Arqueologia Pré-Colombiana. Nele estão distribuídos os diversos povos que habitaram as Américas antes da chegada dos europeus, no século XV.

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São figuras cuja face expressa um transe. O xamã, pajé ou sacerdote – os nomes variavam de acordo com o contexto social – as usavam pois eram as pessoas indicadas pela comunidade como intermediários entre o universo sobrenatural e a vida em sociedade. Sua autoridade advém da capacidade de ouvir e transmitir a “palavra divina” ao homem comum. Objetos como estes vieram de diversas regiões da América Latina e eram usados em rituais religiosos.

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A lhama é um mamífero ruminante, da família dos camelídeos (como a alpaca, o guanaco e a vicunha), das grandes altitudes da cordilheira dos Andes. Foi domesticada para o transporte na pré-história, o que permitiu ampliar e dinamizar a dinamização da rede de troca entre os povos da região. Sua pelagem fornece lã. Éra comum representá-la em objetos de tecido, metal, cerâmica ou madeira, de uso cotidiano ou para funerais. Junto a este exemplar empalhado, há há vários objetos em que a lhama é representada.

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A representação de animais é um dos temas mais recorrentes na cerâmica pré-colombiana, pois a interação de animais e plantas com os seres humanos regia o princípio do equilíbrio da natureza e do cosmo. Os animais variavam de acordo com a fauna local. Nas regiões de floresta tropical, aparecem jaguares, jacarés, corujas, morcegos e macacos. Na costa atlântica, há animais marinhos, como peixes, tubarões, arraias e lagostas. Predadores como felinos, aves de rapina e serpentes são comuns a todo o continente. A peça da esquerda copia formas de felinos enquanto as da direita, da exposição permanente, têm formas de pássaros.

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Como aprimoramento do cultivo do milho, feijão, cacau, abóbora, mandioca, milho e pimenta, as populações indígenas pré-colombianas ampliaram sua dieta alimentar, até então baseada na coleta de frutos silvestres e tubérculos, na caça e na pesca. Eles tornaram-se sedentários e o excedente da produção dinamizou o comércio. Mas houve também uma hierarquização das funções sociais e a formação de uma sociedade estratificada e complexa.

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Narrativas históricas do século XVI e XVII destacam a importância da música na vida dos indígenas e como os instrumentos musicais eram usados nas festas e rituais religiosos. Inúmeros instrumentos foram encontrados no contexto de enterramento, tendo a função de acompanhar o indivíduo na vida pós morte. A exposição do Museu Nacional/UFRJ tem alguns desses instrumentos, quase nenhum deles usado na música comercial dos dias de hoje.

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Os povos andinos tentavam preservar os corpos dos mortos, técnica aprendida na conservação dos alimentos ou na observação dos corpos naturalmente preservados. Estas práticas também tinham cunho religioso e seguiam rituais. As notícias mais antigas de mumificação na América vêm de países andinos como Chile e Peru, cujo clima seco ajudava a desidratar e a conservar os corpos, enterrados com suas roupas e adornos e embrulhados como fardos. Hoje em dia, chamados de múmias a todos os corpos de homens ou animais conservados artificial ou naturalmente. A nova tecnologia (tomografias computadorizadas, radiografias, DNA, microscopia, exames parasitológicos etc) ajudam a conhecer as características biológicas e as doenças dos povos que a mumificação. Os exemplares expostos no Museu Nacional/UFRJ quase só têm pele e osso e estão articulados na posição em que foram sepultados. Mumificar os mortos esteve muito em moda no século XVIII na Europa, onde alguns frades tornaram-se grandes peritos. A prática chegou ao século XX, destacando-se os casos de grandes personalidades, como Vladmir Lenin e Evita Perón.

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O corpo mumificado de um índio Aymara, grupo que vivia junto ao Lago de Titicaca, entre o Peru e a Bolívia, abre a série de múmias andinas da exposição do Museu Nacional/UFRJ. É um homem entre 30 e 40 anos, cuja cabeça foi deformada, prática comum entre alguns povos daquela região. Os mortos Aymara eram mumificados vestidos, sentados com o queixo nos joelhos e amarrados. Tecia-se uma cesta em torno do defunto, deixando de fora apenas as pontas dos pés e o rosto. Roupas e objetos pessoais podiam também ser colocados dentro da cesta. Não há referência ao período em que ele viveu. Na mesma sala em que esta múmia se encontra há outras duas múmias, a de um menino e de uma índia brasileira com dois bebês. Esta, uma múmia natural.

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O corpo mumificado de um menino foi doado ao Museu Nacional/UFRJ pelo governo do Chile. Esteve enrolado em tecidos que deixaram marcas em sua pele e foi enterrado sentado em posição fetal. A cabeça está separada do corpo, mas pode-se ver uma enorme fratura em seu crânio. Não há informações sobre a causa de sua morte, seu grupo étnico, época ou lugar onde viveu. No entanto, sua cabeça foi comprimida para ter o formato modificado, tal como a múmia Aymara.

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Alguns povos da Amazônia criaram técnicas de mumificar cabeças humanas ou de animais se preservavam por anos. apesar do clima úmido e quente da floresta. A cabeça mumificada do Museu Nacional/UFRJ é, provavelmente, dos Jivaros, grupo que viveu na Amazônia equatorial. Após retirar o crânio de dentro da pele, deixavam o cabelo e encolhiam a pele, sem que perder a fisionomia. É uma das mais extraordinárias técnicas de mumificação. O processo era realizado em meio a rituais complexos.

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Corpos humanos, de animais ou plantas se conservar após a morte por meios naturais, como acontece com fósseis e múmias encontradas em pântanos gelados, sob areias de desertos, geleiras, solos muito salinos, turfeiras, catacumbas muito fritas, secas e ventiladas, como as da Europa. Há corpos muito bem preservados, como mamutes da Sibéria, crianças Incas do alto dos Andes e Otzi (na foto), o homem neolítico encontrado nos Alpes. Normalmente, cabelos, unhas, dentes e ossos perduram por serem mais resistentes. A pelo também, se for seca rapidamente.

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No Brasil, a preservação natural é rara devido ao clima tropical e ao solo ácido, que aceleram a decomposição do corpo. Por isso, a índia com duas crianças é tão interessante. Seus corpos foram achados em Goiana, Minas Gerais, no século XIX, e dados ao imperador dom Pedro II pela dona do terreno, a cafeicultora Maria José de Santana. O clima seco e fio de serra explica este achado raro no Brasil. A mulher teria entre 24 e 26 anos, 1,48 metro de altura e deve ter morrido há cerca de 600 anos, antes da chegada dos europeus. Os bebês têm um mês e um ano de vida. Embora seus corpos tenham sido encontrados juntos, na mesma caverna com restos de outros indivíduos, não é possível afirmar que sejam mãe e filhos. Seus corpos foram amarrados junto a ossos, bolsas trançadas em fibras, rede de dormir, uma conta grossa e uma cruz de fios. Estes objetos e o local achados indicam que ela seria do grupo botocudo, da etnia Maxakali, Kanacam ou Makuni. A caverna certamente era usada como cemitério.

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A múmia de um homem com cerca de 40 anos, sentado com as mãos entre as pernas fecha a exposição de múmias americanas do Museu Nacional/UFRJ. Foi achada na localidade de Chiu-Chiu, no deserto de Atacama, a 2 mil metros de altitude, no Chile, e o tipo de sepultura em que se encontrava era comum há cerca de 4 milênios, quando os grupos que ali viviam começaram a viajar em caravanas. No frio deserto era comum dormir sentado com a cabeça apoiada no joelho, possivelmente uma forma de aquecer-se sob os ponchos e gorros de lã de lhama. Nesta posição os mortos eram enterrados, com seus pertences e suas roupas. Este homem sofreu uma lesão na face esquerda, talvez uma fratura que pode não ter sido a causa de sua morte. Os moradores do deserto de Atacama (atacamenhos) não tinham tradição guerreira, embora tenham, em alguns momentos, praticado rituais violentos.

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O crânio, parte do osso ilíaco (bacia) e do fêmur (coxa) de uma mulher foram achados, em 1975, na gruta Lapa Vermelha, em camadas datadas entre 9.000 e 12.000 anos atrás. A pesquisa tinha se iniciado no início dos anos 1970. Fragmentos de esqueletos humanos foram encontrados na região, na década de 1920, mas não um conjunto tão grande e tão significativo de um indivíduo. Só no fim do século XX foram criados os testes capazes de assegurar que Luzia (como foi apelidado o esqueleto) tem cerca de 11.500 anos.

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Quase tudo que sobre Luzia foi descoberto no estudo do que restou de seu esqueleto. A partir da análise de sua pelve (bacia) e do foi possível reconhecer que tais restos pertenceram a uma mulher com cerca de 25 anos à época de sua morte. Pelo comprimento dos ossos longos, sua altura é estimada em torno de 1,5 metro. O que aconteceu com Luzia e seu povo ainda é um mistério. Provavelmente não haverá uma explicação única. Dispersos pelo continente, é possível que diferentes grupos, representantes dos primeiros colonizadores, tenham encontrado destinos variados. Destinos estes que apenas através de novas pesquisas serão conhecidos.

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A importância de Lagoa Santa para a pré-história brasileira e mundial veio a público no século XIX. Em 1824, o paleontólogo dinamarquês Peter Vilheim Lund (foto) iniciou suas pesquisas em grutas da região e descobriu ossos de animais atuais, de grandes mamíferos extintos e esqueletos humanos praticamente fossilizados. Tais ossos foram encontrados em condições que sugeriam o convívio de grupos humanos e grandes mamíferos há muito desaparecidos (com as preguiças gigantes e os tigres-de-dentes-de-sabre). Esse dado apontou uma antiguidade o Homem americano inesperada naquela época. Na foto abaixo, o depósito onde Lund guardava seus achados.

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Em 1926, o Museu Nacional enviou o naturalista Padberg Drenkpõl à região de Lagoa Santa para esclarecer a antiguidade da presença humana no Brasil. Em uma única gruta, a Lapa Mortuária, ele recuperou fragmentos de mais de 80 esqueletos humanos, mas nenhuma prova do convívio entre o Homem e os mamíferos extintos. A partir de 1933, os pesquisadores Harold Walter, Arnaldo Cathoud e Aníbal Matos (foto), da Academia de Ciências de Minas, passaram a investigar a questão e descobriram na Lapa dos Confins, em Lagoa Santa, dados que apontavam para a associação entre humanos e a fauna extinta, aumentando a controvérsia. Mais duas missões do Museu Nacional foram à região nos anos seguintes: uma só com brasileiros, em 1937 e outra mista de brasileiros e norte-americanos, em 1956. Esta usou o método de datação Carbono 14, que certificou a antiguidade dos achados com precisão e comprovou que Lagoa Santa já era habitada há pelo menos 10.000 anos.

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Esta expedição franco-brasileira encontrou, em 1975, na Lapa Vermelha, o crânio, parte do osso ilíaco (bacia) e do fêmur (coxa) de uma mulher. Estavam em camadas datadas entre 9.000 e 12.000 anos atrás. Anteriormente, fragmentos de esqueletos humanos haviam sido encontrados lá, mas nunca um conjunto tão grande e significativo de um só indivíduo. Só no fim do século XX foram desenvolvidos testes que asseguram que Luzia (como foi apelidado o esqueleto) tem cerca de 11.500 anos. As pesquisas prosseguem ainda hoje, como mostra a foto à direita.

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As técnicas reconstituir rostos vêm século XVIII e hoje usam recursos digitais. Tendo os ossos da cabeça preservados, como é o caso de Luzia, são marcados cerca de 20 pontos antropométricos onde as medidas da espessura das partes moles são conhecidas. Com base no sexo e na idade do morto, é possível saber detalhes como o tamanho da boca, a altura das orelhas e a distância entre os olhos. Com estas informações, o rosto é recriado. O de Luzia foi montado em 2000, pelo artista médico Richard Neave, da Universidade de Manchester, na Inglaterra. O crânio tomografado e reconstituído no computador. Com essa imagem tridimensional, foi feita uma cópia em nylon, técnica conhecida como prototipagem rápida. Nesta peça, Neave esculpiu os músculos e os órgãos da cabeça, colocou os olhos e a pele. O rosto é muito parecido com o real, mas alguns detalhes precisam ser imaginados: a espessura e a forma dos lábios, a forma das orelhas, da ponta do nariz, os cabelos e a cor da pele,que não têm relação com os ossos. Os artistas usam os conhecimentos sobre o povo a que pertencia o indivíduo para recriar algo bem parecido. Por isso, Luzia não tem cabelos, e a escultura vem com a cor marrom da argila de que foi feita.

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Há alguns exemplares deste artefatos na sala que abre a seção Arqueologia Brasileira no Museu Nacional/UFRJ, geralmente feitos de rochas (pedras, sílex, quartzo ou outros minerais) ou ossos. Provavelmente havia artefatos de madeira, fibras e resinas, mas estes não resistem à ação do tempo.

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Sambaqui é o testemunho da ocupação de um sítio arqueológico. É uma elevação construída com de restos de animais (conchas, ossos de peixes, aves, mamíferos e répteis), dispostos junto com esqueletos pessoas, restos de fogueiras e, eventualmente, evidências de habitação. Geralmente são cobertos de conchas para que o material calcário preserve o que foi ali deixado. Há ainda estatuetas que geralmente reproduzem animais e cujo acabamento indica aprimorado sentido estético de quem as fez. A semelhança entre estatuetas encontradas em sítios distantes sugerem que estes grupos trocavam informações entre si. Artefatos utilizados para pescar, caçar e preparar alimentos e corantes também aparecem nos sítios que variam de dimensão. Os maiores sambaquis, com mais de 30 metros de altura, estão em Santa Catarina, como marcos para se destacarem na paisagem, em locais estratégicos da costa brasileira, próximo a enseadas, desembocadura de rios ou canais, lagunas, restingas, manguezais e florestas. Dois exemplares de sambaquis estão na seção de Arqueologia Brasileira do Museu Nacional/UFRJ.

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Quando os portugueses chegaram ao Brasil, no século XVI, o litoral era dominado por tribos Tupi, com enorme diversidade entre si. Estudiosos as dividiram em dois grandes grupos, os Tupinambá (no Norte, Nordeste e Sudeste) e os Guarani (no Sul, Argentina Paraguai e Uruguai). Um dos destaques de sua cultura é a cerâmica, notadamente policrônica, com desenhos geométricos e sinuosos em vermelho e preto sobre base branca. Há um debate sobre a origem e a trajetória dos Tupiguarani. A teoria mais aceita estabelece o Médio Amazonas como seu ponto de partida e as datações indicam que o movimento a partir dessa região se deu há mais de 2.000 anos.

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Provavelmente os primeiros povoadores usaram artefatos de materiais resistentes como pedras e ossos ao lado de outros que se deterioram rapidamente, como madeira e fibras vegetais. No entanto, só os utensílios feitos com os primeiros chegaram até hoje e incluem pontas de projéteis para caçar e outros instrumentos para lascar, gravar, talhar, cortar e furar (como os da direita). A partir dessas evidências, a Arqueologia busca reconstituir a vida dos antigos habitantes. Eles tinham grande conhecimento do meio ambiente, controlavam grandes territórios, recolhendo plantas e frutas (como coquinhos, licuri, pequi etc) e caçando pequenos animais para servir de alimento, para fins medicinais e para se enfeitarem. remédios ou para fins estéticos. Usavam plantas (madeira, fibra e resina) para os mesmos fins. Deviam ser hábeis caçadores, pois vestígios de animais de pequeno e grande porte (como veados e antas) foram encontrados em sítios arqueológicos mais antigos. Mas não há evidência de que a megafauna (preguiça-gigante e outros) tenha sido a base de sua dieta. Alguns desses objetos de pedra e outros materiais podem ser visto na sala que abre a seção Arqueologia Brasileira do Museu Nacional. Na foto à esquerda, artefatos da exposição do Museu Nacional/UFRJ..

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A cultura Santarém só se tornou conhecida do europeu no século XVII, quando os colonizadores chegaram à margem direita Baixo Amazonas, onde viviam suas tribos. Era uma sociedade fortemente hierarquizada, com chefias centralizadas e escravos. Cultivavam milho, mandioca, algodão, tabaco e uma espécie de arroz amazônico. Guerreiros expansionistas, sua área de influência estendeu-se por cerca de 180 km. Também eles produziram cerâmica com decoração complexa, classificada de “barroca”, em que incisões, pontos e faixas se distribuem pelos vasos, em gargalos e pedestais. Há representações de animais, como macacos, cotias, morcegos, jacarés, urubus e gaviões, além de seres fantásticos de duas cabeças. Alguns elementos de sua cultura mostram clara influência do Caribe, Peru e Colômbia, o que sugere contato com povos dessas áreas.

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Os primeiros marajoaras chegaram à ilha 15 séculos antes de Cristo, mas o apogeu de sua cultura deu-se por volta do século V d.C., com uma rede de troca entre os diversos povos ilhéus e também com outros do continente. A coesão do grupo era garantida por praticas cerimoniais. Os principais aterros eram locais de celebração ritual e neles eram feitos sepultamentos indivíduos de maior prestígio social, em urnas funerárias extremamente elaboradas e com uma ornamentação bastante complexa. Ao que tudo indica, essas peças eram produzidas por artesãos especializados. Supõe-se a cultura Marajoara durou um milênio e entrou em colapso devido à competição de grupos rivais. Pouco antes da chegada do europeu, em 1500 d.C., já estava em declínio.

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No cemitério de Miracanguera foram encontrados diferentes tipos de urnas funerárias e outros vasilhames relacionados ao rituais fúnebres. Os mortos eram cremados e as cinzas guardadas nessas urnas que tinham bojo, gargalo e tampa. Havia peças mais elaboradas, certamente para pessoas de posição elevada dentro do grupo. A cerâmica de Micarangüera recebia um banho de tabatinga (tipo de argila com material orgânico) e eventualmente uma pintura com motivos geométricos, além da decoração plástica que destacava detalhes específicos.

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O rei Tamehaimeha II e a rainha Tamehamalu levaram 82 dias para vir das Ilhas Sandwich (hoje Havaí) até o Rio de Janeiro, no navio L’Aigle. Estavam a caminho da Inglaterra e foram recebidos pelo imperador dom Pedro I e houve a protocolar troca de presentes. O imperador ofereceu rei uma rica espada e a sua esposa um anel de brilhantes. Recebeu, como retribuição, um manto real de plumas, de uso pessoal do soberano, presente logo incorporado à coleção do então Museu Real. O manto fecha a seção de Arqueologia Pré-Colombiana do Museu Nacional, numa sala em que há outros exemplares de vestuário de indígenas de outros países que não o Brasil.

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Não se sabe ao certo quantos indígenas havia no território brasileiro na chegada do primeiros europeus em 1500. Um levantamento de paróquias feito em 1822, às vésperas da Independência estimava em 800 mil o número de ”índios bravos”, representando 20% da população total (aí incluídos os índios cristianizados). O primeiro censo brasileiro, em 1872, indicava que quase um milhão de brasileiros era de “caboclos”(indígenas e seus descendentes), correspondendo a 6% da população. No período republicano, o criador do Serviço de Proteção aos Índios (SPI) Cândido Rondon, os dimensionou em 1,5 milhão de pessoas e os colocou legalmente sob o instituto jurídico da tutela (ou seja, não podiam tomar decisões sobre suas vidas nem eram responsáveis por seus atos). A criação do Parque Nacional do Xingu, em 1961, foi o primeiro reconhecimento efetivo dos direitos dos indígenas sobre partes significativas do território. Criou também um novo parâmetro de demarcação de terras indígenas, levando em conta as peculiaridades de cada grupo. A Constituição de 1988 ratificou que devem ser consideradas indígenas todas as terras de ocupação tradicional dessas coletividades. Embora a demarcação seja lenta fora da Amazônia, onde vivem 60% da população indígena, seus efeitos já se sentem no plano demográfico. Nos anos 1950, o SPI calculava a população indígena em, no máximo, 100 mil pessoas. No censo de 2.000, 740 mil brasileiros se auto classificaram como indígenas.

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O trançado com fibras rígidas visando à confecção de recipientes é geralmente denominado cestaria, um vocábulo que confunde a técnica com o objeto. O termo trançado é mais preciso, uma vez que a técnica de trançar fibra rígida é usada de várias formas: na confecção de casas, como base de máscaras, em instrumentos musicais ou em adornos. Não é um artesanato específico dos indígenas, embora artefatos feitos de fibra rígida estejam presentes no cotidiano de todos os grupos brasileiros no âmbito doméstico, no desempenho ritual e como bem comerciável. O acervo de trançado do Museu Nacional/UFRJ tem 913 peças representando 70 grupos. Acima, cesto Nambiklwara e abaixo a vitrine de cestaria indígena.

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Cerâmica é a prática de confeccionar artefatos de argila e submetê-los à combustão em alta temperatura. No século XIX, o grau de evolução de um povo era medido pela existência ou não da produção de cerâmica e por seu apuro técnico. Grupos como os Botocudos que, presumia-se, não eram capazes de produzir louça, eram considerados rudimentares. No século XX, a comparação com a cerâmica popular produzida em diversas regiões era pretexto para aferir queda de qualidade e originalidade da cerâmica indígena. No entanto, as peças expostas na seção de Etnologia Indígena Brasileira permite uma comparação entre a produção tradicional e a atual, fonte de renda importante para muitos povos. Alguns deles passaram inclusive a produzir seguindo o gosto e os temas do colonizador, como acontece com o vaso do canto direito da foto acima. Na foto abaixo, um vaso pintado Kadiwéu.

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As armas e armadilhas de guerra e de caça são objetos importantes para os índios e um dos itens mais numerosos do acervo etnológico do Museu Nacional/UFRJ. Aparentemente simples, apóiam-se em conhecimentos e tecnologias complexos, sendo muitas vezes adornadas com motivos elaborados. Para os indígenas brasileiros, a guerra foi uma instituição fundamental, fator de ordenamento da vida coletiva e da unidade social, mas não era uma disputa por terra, trabalho ou recursos ambientais, como na Europa. Com pax colonial imposta pelo colonizador, muitos destes objetos perderam a antiga função, outros foram reapropriados. Passaram a ser usados em cerimônias políticas, como símbolo da cultura originária, como motivo de orgulho e de reafirmação identitária. No século XX, alguns índios entenderam ser preciso usar outras armas. Os Xavante lembram que seu antigo líder Apoena, insistia em que eles aprendessem a usar a caneta – instrumento do branco colonizador - como sua arma mais poderosa. Nos anos 1980, Mário Juruna (na foto com o presidente João Figueiredo), outro líder Xavante, registrava promessas governamentais num gravador, prática que lhe deu notoriedade e o levou a ser o primeiro – e até hoje único – indígena a eleger-se deputado e atuar no Congresso Nacional.

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Os relatos da importância da música entre os indígenas são recorrentes , mas só em 1912, quando o médico e antropólogo Edgar Roquette Pinto (na foto abaixo) fez contato com os índios Pareci e Nambikuara, na Serra do Norte, foram feitas as primeiras gravações dessa música. Roquette Pinto levou os mais modernos equipamentos da época, inclusive um fonógrafo portátil movido a corda que permitia a gravação em cilindros de cera. Eles foram mostrados a músicos brasileiros como Heitor Villa-Lobos e Oscar Lorenzo Fernandes. Na seção de Etnologia Indígena, estão expostos tantos os instrumentos musicais quanto o equipamento usado para gravar a música dos Pareci e dos Nambukuara.

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Embora quase todos os grupos tenham bons exemplos de arte plumária, a exposição da seção de Etnologia Indígena Brasileira se atém à produção do Rikbaktsa, povo que habita as margens do rio Juruema, no noroeste do Mato Grosso, e que foi contatado nos anos 1960. Cada objeto tem um nome e um significado específico, mas eles os chamam genericamente de enfeite. Além das penas de pássaros são usados sementes, conchas e outros materiais para se criar cocares, adornos de nariz e outros artefatos usados como símbolo de identidade de clã ou posição social. Nas fotos abaixo, à esquerda, uma touca com manto de penas dos Mundurukú. À direita, um pente com pingente do grupo Tukano.

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Jesuíta português que viveu entre Portugal, Brasil e Roma, no século XVII, o Padre Antônio Vieira (1608-1697) defendeu os direitos dos povos indígenas e combateu sua escravização. Por isso, recebeu deles o nome de Paiaçu (pai grande, em Tupi). Foi um dos mais influentes oradores e políticos e oradores de sua época e um dos críticos mais ferozes da Inquisição. Seus sermões são considerados obras primas da literatura barroca

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Antes, durante e depois da visita Visitar museu é sempre uma atividade lúdica. Para ter eficácia pedagógica, é preciso planejar as atividades de antes, durante e depois da visita. O professor deve estar consciente de que não é uma programação recreativa, mas uma atividade didática, que exigirá disciplina e atenção dos alunos. Devido à diversidade de seu acervo, o Museu Nacional/UFRJ se presta a muitas abordagens e dá muitas opções. Por isso, é conveniente escolher previamente o que será tratado na visita: se uma visão geral de toda a exposição, se uma seção específica ou ainda determinado aspectos em cada uma das seções. Há professores que exploraram apenas a seção Egito Antigo ou Etnologia Indígena, por exemplo. Outros tratam de uma questão - a arte ou a indumentária - dos povos retratados em cada um das seções. O Treinamento de Professores é um excelente meio de conhecer a exposição e suas possibilidades pedagógicas. O SAE recomenda que a visita dure uma hora pois os alunos costumam perder a atenção em períodos mais longos. Mas não há limite máximo ou mínimo. Sua sensibilidade e experiência vão determinar o tempo de duração ideal. Aqui vão algumas dicas para seu planejamento. Antes A turma deve ser preparada com uma motivação específica. Para isso: - mostre o motivo da visita e a ligação com o programa da disciplina ou da série dos alunos - recomende-lhes levar caderno, lápis e borracha para anotações - estabeleça regras de comportamento (não falar alto, não correr, evitar brincadeiras, ceder o lugar a outros etc) - anote as perguntas dos alunos para posterior resposta e esclarecimento - informe-se quanto ao tempo gasto para ir de sua escola ao Museu e o marque o horário de saída com a antecedência necessária para chegar na hora marcada. Durante - chegue ao Museu na hora estabelecida - oriente o grupo andando normalmente e falando com um tom de voz natural - mantenha os alunos um pouco afastados da vitrines para que todos possam observar as peças - faça e encoraje perguntas e veja se as dúvidas foram esclarecidas - incentive a tomada de notas, esquemas e desenhos Depois - promova debates: questione e ouça respostas sobre os temas tratados, sobre a contribuição da visita para o assunto em estudo e sobre a conduta da turma - organize grupos de trabalho e peça relatórios sobre as atividades - avalie também a capacidade de observação, de retenção e expressão das informações obtidas - agradeça a seus colaboradores e veja com eles o que pode ser aproveitado na próxima visita.

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Antes, durante e depois da visita Visitar museu é sempre uma atividade lúdica. Para ter eficácia pedagógica, é preciso planejar as atividades de antes, durante e depois da visita. O professor deve estar consciente de que não é uma programação recreativa, mas uma atividade didática, que exigirá disciplina e atenção dos alunos. Devido à diversidade de seu acervo, o Museu Nacional/UFRJ se presta a muitas abordagens e dá muitas opções. Por isso, é conveniente escolher previamente o que será tratado na visita: se uma visão geral de toda a exposição, se uma seção específica ou ainda determinados aspectos em cada uma das seções. Há professores que exploraram apenas a seção Egito Antigo ou Etnologia Indígena, por exemplo. Outros tratam de uma questão - a arte ou a indumentária - dos povos retratados em cada um das seções. O Treinamento de Professores é um excelente meio de conhecer a exposição e suas possibilidades pedagógicas. O SAE recomenda que a visita dure uma hora pois os alunos costumam perder a atenção em períodos mais longos. Mas não há limite máximo ou mínimo. Sua sensibilidade e experiência vão determinar o tempo de duração ideal. Aqui vão algumas dicas para seu planejamento. Antes A turma deve ser preparada com uma motivação específica. Para isso: - mostre o motivo da visita e a ligação com o programa da disciplina ou da série dos alunos - recomende-lhes levar caderno, lápis e borracha para anotações - estabeleça formas de comportamento (não falar alto, não correr, evitar brincadeiras, ceder o lugar a outros etc) - anote as perguntas dos alunos para posterior resposta e esclarecimento - informe-se quanto ao tempo gasto para ir de sua escola ao Museu e o marque o horário de saída com a antecedência necessária para chegar na hora marcada. Durante - chegue ao Museu na hora estabelecida - oriente o grupo andando normalmente e falando com um tom de voz natural - mantenha os alunos um pouco afastados da vitrines para que todos possam observar as peças - faça e encoraje perguntas e veja se as dúvidas foram esclarecidas - incentive a tomada de notas, esquemas e desenhos Depois - promova debates: questione e ouça respostas sobre os temas tratados, sobre a contribuição da visita para o assunto em estudo e sobre a conduta da turma - organize grupos de trabalho e peça relatórios sobre as atividades - avalie também a capacidade de observação, de retenção e expressão das informações obtidas - agradeça a seus colaboradores e veja com eles o que pode ser aproveitado na próxima visita.

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Vendo, Tocando e Aprendendo Os alunos manuseiam peças autênticas do acervo do Museu Nacional/UFRJ. O objetivo desta atividade é estimular a percepção e a curiosidade do aluno e induzi-lo à reflexão e ao questionamento através do contato direto com o seu objeto de estudo.

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Roteiro histórico ambiental na antiga Quinta Imperial. O objetivo é estimular e desenvolver no aluno o interesse pela preservação da natureza e pela história do Brasil, destacando a importância e a função de uma Área de Preservação Ambiental, como a Quinta da Boa Vista, e do importante patrimônio instalado no Museu.

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Coleção de Empréstimos A Seção de Assistência ao Ensino (Sae) tem uma coleção didática de empréstimo às escolas e/ou instituições científicas, com material em meio líquido, taxidermizado ou montado em caixas de madeira, para ser usados em palestras, aulas, exposições escolares etc.

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Treinamento de professores Tem por objetivo dar subsídios e conscientizar o professor da importância de uma visita bem orientada ao Museu, explorando as múltiplas possibilidades de seu acervo. Através de práticas pedagógicas museais busca dar condições para que a visita seja uma atividade extra-classe eficiente, produtiva e prazerosa.

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Ficha técnica como Agradecimento Este Guia de Visitação Escolar (Iniciação à Ciência em 60 minutos) foi criado como trabalho de conclusão (TCC) do Curso de Especialização em Divulgação da Ciência, da Tecnologia e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC), Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) e Casa de Ciência da UFRJ e Fundação Cecierj, turma de 2010. Foi realizado com a orientação da professora Sibele Cazelli, no segundo semestre deste ano, após pesquisa com as alunas do Treinamento para Professores do Museu Nacional/ UFRJ de 19 a 22 de outubro, com os profissionais da Seção de Assistência ao Ensino (SAE) da instituição e após o acompanhamento de visitas escolares em novembro. Só foi possível realizá-lo graças à generosidade e disponibilidade da equipe do SAE (Mara Regina Leite, Guilhermina Guarabiraba Ribeiro, Ana Paula Tatagiba, Sônia Regina Camargo e Flávio Baptista da Silva). Tem a pretensão de ser uma ferramenta auxiliar ao precioso trabalho destas pessoas, fundamentais para que o Museu Nacional/UFRJ cumpra sua função educativa, para o qual se volta, pioneiramente, desde os anos 1920. Sua boa vontade para explicar, informar, ler o trabalho e apontar os pontos fracos foi fundamental para a sua realização. Agradeço também a Fernanda Guedes (da Seção de Comunicação e Eventos) que me abriu à porta da instituição, à direção da mesma, que permitiu minha entrada, e aos funcionários que me incentivaram durante sua realização. As professoras que participaram do Treinamento também deram grande ajuda, respondendo com paciência ao questionário, às questões que lhes coloquei e testando o trabalho pronto, com propostas de correção imprescindíveis para cumprir o objetivo proposto: auxiliar o professor a programar sua visita didática ao Museu Nacional/UFRJ, mas poderá ser usado por qualquer pessoa que visite a instituição. A orientação – delicada, interessada, severa e incansável – da professora Sibele Cazelli foi determinante para apontar caminhos, corrigir percursos e sugerir procedimentos. A ela atribuo os acertos deste Guia. As falhas – todas – são minhas mesmo. Agradeço ainda aos professores do Curso que, em momentos diversos e mesmo sem perceber, deram idéias para melhor desenvolver o trabalho. E não poderia deixar de citar os colegas da turma de 2010, uma convivência curta que criou laços para sempre. Rio de Janeiro, dezembro de 2010 Beatriz Coelho Silva (Totó)

Summary: Este é um guia com as descrições do Museu e sua história.

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