Gestão do Risco Empresarial e dos Negócios

+12

No comments posted yet

Comments

Slide 1

XII CONGRESSO DE CONTABILIDADE RESPONDENDO À MUDANÇA GESTÃO DO RISCO EMPRESARIAL E DOS NEGÓCIOS INTERVENÇÃO DE MANUEL MENDES DA CRUZ

Slide 2

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 2 INTRODUÇÃO O inesperado é o dia a dia das empresas... Pelo que os gestores têm também de prever o inesperado... Ninguém está livre de acidentes e eles acontecem nas mais diversas situações.

Slide 3

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 3 INTRODUÇÃO 1982 – Adoptada directiva do Conselho da Europa 82/501/EEC, na sequência de acidente em instalação química produtora de pesticidas e herbicidas, em SEVESO (Milão – Itália); 1984 – Fuga de 40 ton. de metil-isocianato (nuvem tóxica), em BHOPAL (Índia); 1986 – Elevadas concentrações de mercaptanos nos fumos resultantes de incêndio – água de combate ao incêndio contaminada com mercúrio, pesticidas e outros químicos, em BASILEIA (Suíça).

Slide 4

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 4 INTRODUÇÃO 1987 – Em consequência dos acidentes de BHOPAL e BASILEIA, verificaram-se emendas à Directiva SEVESO: Directiva 87/216/EEC (19/Março); 1988 – Directiva 88/610/EEC (26/Novembro): um “apertar” da Directiva inicial, incluindo armazenagem de substâncias perigosas; 1996 (9/Dezembro) – Directiva SEVESO II: 96/82/CE, incluindo controlo de acidentes graves. Transposta para o direito interno pelo DL 164/2001, de 23/Maio.

Slide 5

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 5 INTRODUÇÃO 2003 (16/Dezembro) – Adoptada a Directiva 2003/105/CE, que altera a anterior; transposta para o direito interno pelo DL nº 254/2007, de 12/Julho; OBJECTIVO CENTRAL: “A prevenção de acidentes graves que envolvam substâncias perigosas e a limitação das suas consequências para o Homem e para o ambiente, com vista a assegurar um elevado nível de protecção…”. ÂMBITO: Aplica-se à presença de substâncias perigosas nos estabelecimentos. Alguns dos acidentes mais graves têm ocorrido com sub-produtos…

Slide 6

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 6 DIRECTIVA 2003/105/CE (DL 254/2007, DE 12/7) Decreto-Lei impõe a adopção de um SISTEMA DE GESTÃO DE SEGURANÇA constituído por: Estrutura organizacional e recursos existentes para o pôr em prática; Definição de responsabilidades em matéria de segurança; Procedimentos; Registos operacionais e em matéria de segurança.

Slide 7

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 7 SISTEMA DE GESTÃO DE SEGURANÇA Deve incluir pelo menos as seguintes funções: Organização e pessoal; Identificação e avaliação dos riscos de acidentes; Controlo de exploração; Gestão das modificações; Planeamento de emergências; Fiscalização de Resultados; Controlo e análise.

Slide 8

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 8 PORQUÊ A GESTÃO DE RISCOS EMPRESARIAIS? As entidades começam a constatar que o essencial dos seus riscos não são seguráveis, como é o caso, por exemplo, dos riscos que incidem sobre os elementos incorpóreos do respectivo património. A primeira reflexão para a perpetuidade duma empresa – ou de um projecto – não deve ser prioritariamente a de segurar, mas antes prevenir eventuais riscos. Neste sentido vieram a ser desenvolvidas, no âmbito do acordo de Basileia II (2004), exigências para que as empresas suportem as suas necessidades de crédito num relatório que, entre outros aspectos, focalize “de forma estruturada, global e credível os seus riscos de negócio”.

Slide 9

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 9 O relato dos métodos de gestão do risco empresarial prosseguidos pelas empresas, tem uma importância fundamental no contexto de Basileia II, sobretudo por se tratar de um elemento que informa, suporta e documenta os aspectos relevantes da gestão dos riscos do negócio. O aumento da complexidade e da incerteza que envolve todo o processo de gestão, o acréscimo de responsabilidades cívicas e penais dos órgãos sociais e as exigências de transparência na governação empresarial, levaram a que a gestão do risco empresarial venha constituindo uma prática, indispensável, de gestão socialmente responsável. PORQUÊ A GESTÃO DE RISCOS EMPRESARIAIS?

Slide 10

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 10 Seguindo as novas orientações da designada Directiva Basileia II, as instituições bancárias deverão utilizar no seu processo de decisão de financiamento determinadas regras e procedimentos de análise do risco, razão pela qual, os interessados haverão de adoptar processos integrados de gestão de risco dos negócios e prestar mais credível e circunstanciada informação financeira sobre estes mesmos riscos empresariais. A ausência deste relato das medidas de inventariação, protecção e controlo dos riscos do negócio, terá como consequência imediata o agravamento das taxas de juro aplicáveis a um dado (projecto de) investimento do cliente, que deriva directamente do maior valor de capitais que o banco tem de afectar pela referida insuficiência de informação. PORQUÊ A GESTÃO DE RISCOS EMPRESARIAIS?

Slide 11

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 11 GESTÃO DO RISCO Pode definir-se como o processo para a conservação dos activos e do poder gerador de benefícios de uma empresa, mediante a minimização do efeito financeiro das perdas acidentais. OU Como um conjunto de técnicas e reflexões que concorrem para a protecção do património da empresa contra os riscos susceptíveis de colocarem em perigo a actividade e sobrevivência da empresa.

Slide 12

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 12 CLASSES DE RISCOS NA EMPRESA Riscos da propriedade (físicos) Riscos de produção e do pessoal Riscos pessoais Riscos de vendas Riscos financeiros Riscos de responsabilidade Riscos de reclamação judicial Riscos do meio ambiente (poluição)

Slide 13

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 13 CONSEQUÊNCIAS DA EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E ECONÓMICA Crescente dimensão física de instalações Utilização de novas técnicas, matérias-primas ou produtos Crescente especialização das unidades de produção Reforço da protecção dos trabalhadores e dos consumidores Aumento da dependência financeira das empresas.

Slide 14

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 14 OBJECTIVO DA GESTÃO DO RISCO A planificação efectiva dos recursos para recuperar o equilíbrio financeiro e a efectividade operativa na sequência de uma perda fortuita e, desta forma, obter a curto prazo uma estabilidade do custo dos riscos e a longo prazo a minimização dos riscos.

Slide 15

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 15 RISCOS DO NEGÓCIO Próprios da actividade normal da empresa (respeitando ao desenvolvimento natural do negócio) De natureza acidental, aleatórios. Exigindo um conjunto de acções preventivas com o objectivo de os tentar reduzir a um valor não crítico.

Slide 16

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 16 FASES DO PROCESSO DE GESTÃO DE RISCOS IDENTIFICAÇÃO QUANTIFICAÇÃO REDUÇÃO E CONTROLO FINANCIAMENTO

Slide 17

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 17 IDENTIFICAÇÃO, AVALIAÇÃO E CONTROLO DOS RISCOS Com efeito: Riscos que podem afectar a empresa no decurso da sua actividade são heterogéneos, difusos e podem afectar diferentes áreas e funções. Técnicas de avaliação de riscos são imperfeitas e estão em pleno desenvolvimento. Administrações tendem para uma visão optimista sobre a capacidade para compreender e controlar o nível dos riscos.

Slide 18

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 18 IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS Elaboração de um inventário dos riscos: – PONTOS PERIGOSOS (susceptíveis de dano) – PONTOS NEVRÁLGICOS (associados à actividade normal) Avaliação de danos: – QUALITATIVA – QUANTITATIVA Perdas e danos a terceiros Não se pode prevenir, eliminar ou reduzir os riscos sem a sua identificação e avaliação correctas.

Slide 19

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 19 QUANTIFICAÇÃO (AVALIAÇÃO) DOS RISCOS Tomando por base a: - FREQUÊNCIA (PROBABILIDADE) - INTENSIDADE e recorrendo a métodos científicos e matemáticos, Procede-se à classificação geral dos riscos em: LEVES, cujo dano financeiro não implica transtorno para a empresa GRAVES, cujos danos económicos são significativos CATASTRÓFICOS, que podem conduzir à ruína.

Slide 20

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 20 REDUÇÃO E CONTROLO DOS RISCOS Formas de actuação sobre os riscos: Redução da probabilidade e da intensidade dos riscos Eliminação e/ou redução dos riscos Análise do custo das medidas de protecção e prevenção e do custo dos riscos Há uma diferença fundamental entre: Controlo dos riscos (prevenção), e, Controlo dos danos (resposta a emergências).

Slide 21

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 21 FINANCIAMENTO DOS RISCOS Consequências de um acontecimento lesivo: Imputação directa do respectivo custo na conta de resultados da empresa, ou, Financiamento do seu custo mediante diferentes técnicas: - Auto-seguro (retenção prudencial) - Seguro convencional - Transferência de riscos - Diversificação de riscos

Slide 22

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 22 TRATAMENTO FINANCEIRO DOS RISCOS

Slide 23

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 23 TRATAMENTO FINANCEIRO DOS RISCOS Decisão: Retenção ou assunção dos riscos leves Combinação retenção/transferência dos riscos médios a graves Transferência dos riscos catastróficos

Slide 24

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 24 CUSTO DOS RISCOS Numa óptica de custo-benefício, A LONGO PRAZO É MAIS RENTÁVEL A ADOPÇÃO DE MEDIDAS DE PROTECÇÃO QUE O MONTANTE DOS PRÉMIOS DE SEGURO.

Slide 25

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 25 CUSTO DOS RISCOS vs. NOVO CONCEITO DE GESTÃO EMPRESARIAL A REALIZAÇÃO DOS RISCOS (EVENTO) CONDICIONA E LIMITA A ACTIVIDADE EMPRESARIAL... Pelo que as empresas deverão adequar o risco total (custo) das consequências não desejadas à sua capacidade financeira.

Slide 26

Mendes da Cruz ISCA_UA, 20-22/Nov./2008 26 PERSPECTIVAS DA GESTÃO DO RISCO EMPRESARIAL MUITO OBRIGADO PELA ATENÇÃO. ATÉ SEMPRE!...

Summary: Gestão do Risco Empresarial e dos Negócios Manuel Mendes da CRUZ – Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa

Tags: gestão risco contabilidade isca-ua congresso

URL: