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XII CONGRESSO DE CONTABILIDADE E AUDITORIA A DIVULGAÇÃO DO CUSTEIO BASEADO NAS ACTIVIDADES NAS PME’S INDUSTRIAIS PORTUGUESAS Maria João Machado
OBJECTIVO Contribuir para o conhecimento sobre a divulgação do custeio baseado nas actividades nas pequenas e médias empresas (PME’s) industriais portuguesas. DELIMITAÇÃO DO UNIVERSO : empresas classificadas pelo IAPMEI como excelência-industria no presente século (2000 e 2001), o que totaliza um universo de 163 empresas.
PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO (1) Foram identificados três grandes paradigmas de investigação em contabilidade: Investigação tradicional ou positivista. Investigação interpretativa. Investigação critica. OPÇÃO: paradigma de investigação tradicional.
QUESTÃO DE ESTUDO ABORDAGEM TEÓRICA : teoria da contingência. Com base nos princípios desta teoria foram formuladas as seguintes questões de estudo: QUESTÃO A – Qual a taxa de utilização do custeio baseado nas actividades nas PME’s industriais portuguesas? QUESTÃO B – Qual a taxa de divulgação do custeio baseado nas actividades nas PME’s industriais portuguesas? QUESTÃO C – Existe relação entre a divulgação do custeio baseado nas actividades e determinadas variáveis contingênciais?
QUESTÃO A Vários são os autores que atribuem ao custeio baseado nas actividades uma supremacia evidente relativamente à determinação do custo de cada produto (Cooper, 1988; Swenson, 1995; Johnson, 1988; Kennedy e Affleck-Graves, 2001). Essa resulta da forma como são tratados os custos que não estão relacionados com o volume de produção mas sim com outros factores como o número de ordens de produção ou o número de produtos.
QUESTÃO B Dearman e Shields (2001) concluem que mesmo utilizando métodos de repartição dos custos indirectos teoricamente inadequados, os gestores podem tomar decisões de gestão correctas. Se os gestores tiverem conhecimentos sobre custeio baseado nas actividades, têm consciência de que a informação sobre custos traduzida pela utilização de bases de repartição relacionadas com o volume está distorcida, tomando decisões adequadas a esse reconhecimento.
QUESTÃO C São diversos os autores que consideram importante conhecer os factores responsáveis pela difusão dos métodos de contabilidade de gestão, nomeadamente Shields (1998), Clarke et. al.(1999) e Cohen et. al. (2005). Os factores analisados por estes autores são características dos próprios responsáveis pela contabilidade, como a formação e a idade.
RECOLHA DE DADOS (1) Optou-se pela realização de entrevistas para obter informação: Mais rica Mais fidedigna As entrevistas foram realizadas com o responsável pela contabilidade interna de 58 empresas, de 11 Distritos de Portugal, entre Julho de 2005 e Julho de 2006.
TAXAS DE RESPOSTA: Presente estudo: 36% Drury e Tayles (1994): 35% Haldma e Lääts (2002): 34% Innes e Mitchell (1995): 25% Innes et. al. (2000): 23% Joshi (2001): 24% Rodrigues et. al. (2001): 21%.
TRATAMENTO DA NÃO RESPOSTA Não se encontraram indícios de existir distorção provocada pelas empresas não respondentes: Representatividade geográfica do universo. Mesma dispersão de sectores de actividade das empresas respondentes e das não respondentes. O factor dimensão foi analisado com base no nº de trabalhadores. O teste t resultante da comparação do grupo de respondentes com os não respondentes não sugere diferenças estatisticamente significativas.
CONCLUSÕES Questão A: nenhuma das empresas entrevistadas utiliza o custeio baseado nas actividades. Questão B: Qual a taxa de divulgação do custeio baseado nas actividades nas PME’s industriais portuguesas?
QUESTÃO B - Divulgação
QUESTÃO C – Existe relação entre a divulgação do custeio baseado nas actividades as características dos próprios entrevistados, como o nível hierárquico que ocupam na empresa, a formação académica ou a idade?
a) - Nível hierárquico do responsável
Relação conhecimento/nível hierárquico
b) – Formação do responsável
Relação conhecimento/formação
c) – Idade do responsável
Relação conhecimento/idade
FIM DA APRESENTAÇÃO
Summary: A divulgação do custeio baseado nas actividades nas PME’S industriais portuguesas Maria João Cardoso Vieira MACHADO – ISCTE
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