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2 Objetivos Sistematizar um roteiro de análise de obsolescência e depreciação, com enfoque na contabilidade gerencial, no planejamento da alocação de custos e substituição de ativos de alta tecnologia. Objetivos específicos Analisar a depreciação e as diferentes possibilidades de cálculo da mesma; Apresentar estudos sobre fatores envolvidos na obsolescência, na determinação da vida útil, na manutenção e no valor residual; Apresentar as análises destas variáveis em um caso específico; Sistematizar um modelo básico para a determinação da depreciação e a reposição do ativo objeto do estudo.
3 Metodologia Características do estudo: teórico-empírico do tipo estudo de caso. A parte teórica é baseada em uma pesquisa na literatura das áreas da contabilidade, economia, engenharia, administração etc. A parte empírica tem por objeto o aparelho de hemodinâmica de um hospital universitário público.
4 Metodologia A coleta de dados empíricos foi realizada junto: ao representante do fabricante do equipamento e outro representante de empresa concorrente; a uma empresa especializada na manutenção destes equipamentos; a outros hospitais e clínicas particulares; a engenheiros autônomos e do próprio hospital; a administradores de setores do HU; a pessoas relacionadas ao setor de hemodinâmica.
5 Metodologia A coleta de dados foi realizada durante visitas aos setores por meio de conversas com as pessoas envolvidas em todas as fontes, com constatações e observações do pesquisador. Além disso, coleta de dados quantitativos e documentais durante os meses de fev./2006 e jun./2007.
6 Depreciação Existem diferentes conceitos de depreciação: Redução de valor (diferença entre o valor do “ativo velho” e o valor do mesmo “ativo novo”); Amortização de custo (utilizado pela contabilidade), como amortização de um custo que foi antecipado no momento da aquisição do ativo; Diferença entre o valor do ativo velho e um ativo novo hipotético, como padrão de comparação; Perda de utilidade por causas físicas ou perda de eficiência. (BONBRIGHT apud GRANT, IRESON, LEAVENWORTH, 1982). Porém, também, há a visão de que a amortização do custo é a reposição de caixa dos gastos com aquisição e se torna uma “reserva” para a reposição do ativo.
7 Métodos de cálculo da parcela de depreciação Método linear baseado no tempo. Parcelas lineares; ignora o valor do dinheiro no tempo e modificações no volume de uso. Método alternativo Utilização do Custo Anual Equivalente de Capital (CAEC). Consideração do valor do dinheiro, valor residual, possibilidade de projeção da necessidade de capital para a reposição do ativo.
8 Obsolescência e vida útil Ativos de alta tecnologia têm desgaste físico, porém podem se tornar, rapidamente, equipamentos ultrapassados tecnologicamente. Assim a vida útil pode acabar antes de todos os custos terem sido amortizados. Neste caso, se acentua a característica da utilidade do ativo e não o estado físico. Diversas vezes a obsolescência dos equipamentos de alta tecnologia é operacional. Depois de algum tempo, o hardware não suporta mais as atualizações do software (que são constantes). Algumas vezes, esta obsolescência é induzida pelo fabricante do equipamento e do software (ex: computadores).
9 Valor residual Estimar o valor residual é extremamente difícil. Na dúvida, comumente desconsidera-se a possibilidade de existir um mercado para o bem no fim da sua vida útil. Bens que possibilitam upgrades podem ter mais chance de possuir valor de mercado ao final da vida útil. Pode ser considerado valor residual o valor de mercado do bem quando o ativo é substituído antes do final da sua vida útil.
10 Manutenção Ao final da vida útil os valores de manutenção tendem a se acentuar. Assim, há um período ao final da vida útil que é o período de descarte, onde a utilização se aproxima do fim ou há a necessidade de uma reforma ou upgrade. Fonte: Lucatelli (2004, p. 90).
11 Discussão dos resultados A capacidade de atualização possui um limite. A capacidade de gerar caixa cai ao final da vida útil. Em contrapartida o custo de manutenção e o risco de falhas aumentam.
12 Discussão dos resultados Considerando o nível de utilização, quanto menor o volume de utilização, maior o prazo de recuperação dos custos. Quanto maior o prazo de recuperação, maior o risco de perdas por obsolescência. A consideração da obsolescência + valor de mercado, possibilitam a determinação de um ponto de substituição do ativo no tempo.
13 Sistematização de um modelo As etapas não são perfeitamente encadeadas, pois existem diferentes níveis de interdependência e a necessidade de análise conjunta ao final do estudo.
14 Conclusão A forma de cálculo da parcela de depreciação deve considerar o risco de obsolescência e a queda na capacidade de prestar serviços e na capacidade de geração de caixa. É importante a determinação de um ponto ideal de substituição do ativo, que influencia nos custos de manutenção, risco de obsolescência e valor residual. Com o uso da fórmula do CAEC, a soma das parcelas amortizadas se aproxima ao máximo do valor de reposição do ativo (parcelas amortizadas + valor residual = valor de reposição). Com o uso do modelo foi planejado o ponto de substituição do ativo, antes dos custos de manutenção se tornarem maiores e enquanto o bem ainda possui valor de mercado como ativo usado.
15 Referências ATKINSON, A. A. et al. Contabilidade gerencial. São Paulo: Atlas, 2000. BERLINER, C.; BRIMSON, J.A. Gerenciamento de custos em indústrias avançadas. Base conceitual CAM-I. São Paulo: T.A.Queiroz. 1992. BRASIL. Lei n. 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõem sobre as Sociedades por Ações (versão consolidada até 01 de novembro de 2001). Disponível em: <http://www.cvm.gov.br/>. Acesso em: 17 Julho 2006. Legislação Tributária Federal. CARMO, R.; CASTILHO, M.; HEXSEL, R. Aparafusando parafusos: um modelo de laboratório de computação com qualidade e otimização de recursos. Departamento de Informática da Universidade Federal do Paraná: [2001?]. Disponível em: <http://www.inf.ufpr.br/marcos/wei01/>. Acesso em: 15 Abril 2007. DYE, G. K. Casting up a projection: forecasting depreciation with graphs and charts. Management accounting (pre-1986). v. 51. iss. 8. p. 45-48. Feb. 1970. ECKEL, L. G. Arbitrary and incorrigible allocations. The accounting review. v. LI. n. 4. p. 764-776. Oct. 1976. FARO, C. de. Elementos de engenharia econômica. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1979. FIPECAFI – FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISAS CONTÁBEIS, ATUARIAIS E FINANCEIRAS. Manual de contabilidade das sociedades por ações: aplicável às demais sociedades. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2003. GLAUTIER, M. W. E.; UNDERDOWN, B. Accounting theory and practice. 5. ed. London: Pitman Publishing, 1994. GRANT, E. L.; IRESON, W. G.; LEANVENWORTH, R. S. Principles of engineering economy. 7. ed. New York: John Wiley & Sons, 1982. GRINYER, J. R. A new approach to depreciation. Abacus. v. 23. n. 1. p. 43-54. 1987. HENDRIKSEN, E. S. Accounting theory. 4. ed. Homewood: Irwin, 1982. HIRSCHFELD, H. Engenharia econômica e análise de custos: aplicações práticas para economistas, engenheiros, analistas de investimento e administradores. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2000. HOLT, W. L. A short analysis of depreciation: depreciation as a cost allocation problem may result in a tax postponement. Management accounting (pre-1986). v. 52. iss. 8. p. 21-22. Feb. 1971. IUDÍCIBUS, S. de. Teoria da contabilidade. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1997. KIESO, D. E.; WEYGANDT, J. J. Intermediate accounting. 9. ed. New York: John Wiley & Sons, 1998. MOREIRA, A. L. Princípios de engenharia de avaliações. 4. ed. São Paulo: Pini, 1997. OLIVEIRA, J. A. N. de. Engenharia econômica: uma abordagem às decisões de investimento. São Paulo: McGraw-Hill, 1982. SÁ, A. L. de. Depreciações, obsolescência e recomposição do capital. [19--?]. Disponível em: <http://www.borkenhagen.net/artigos/deprcapit.htm>. Acesso em: 15 Abril 2007. SOUZA, A.; CLEMENTE, A. Decisões financeiras e análise de investimentos: fundamentos técnicos e aplicações. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2001. STICKNEY, C. P.; WEIL, R. L. Contabilidade financeira: uma introdução aos conceitos, métodos e usos. São Paulo: Atlas, 2001. WALTER, M. A. Análise e controle do imobilizado técnico. Rio de Janeiro: CNI/SESI-DN, 1981. WEYGANDT, J. J.; KIESO, D. E.; KIMMEL, P. D. Contabilidade financeira. 3. ed. São Paulo: LTC, 2005.
Planejamento e alocação de custos, e substituição de ativos de alta tecnologia: os efeitos da depreciação e da obsolescência Charles Albino Schultz, M. Sc. (TU-Chemnitz) charles-albino.schultz@s2008.tu-chemnitz.de Prof. Dr. Altair Borgert (UFSC) borgert@cse.ufsc.br Marcia Zanievicz da Silva, M. Sc. (UNERJ) marciaza@unerj.br
Summary: XII congresso de contabilidade e auditoria, Nov. 2008 - ISCA-UA Planejamento e alocação de custos, e substituição de ativos de alta tecnologia: os efeitos da depreciação e da obsolescência Charles Albino SCHULTZ – Technische Universitat Chemnitz Altair BORGERT – Universidade Federal de Santa Catarina Márcia Zanievicz da SILVA – Centro Universitário de Jaraguá do Sul
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