|
|
Pais e filhos, onde estão os limites? http://annapon-coisasdaalma.blogspot.com/ Apresenta
Pais e filhos, onde estão os limites? Todos precisamos definir papéis, a fim de conhecer os limites. Até que ponto os pais devem ser obedecidos? Até que ponto os filhos podem fazer o que querem? E onde estão os limites entre a autoridade dos pais, o terrorismo doméstico e a ditadura do lar?
Muitos pais interferem em demasia na vida dos filhos, sem respeitar sua privacidade. Impõem, às vezes, um sem número de proibições e exigências, estatuindo leis e mais leis dentro de casa. Ao agirem assim, costumam provocar imensa carga de revolta naqueles que fazem o papel de filhos. Criaram a fantasia de que o lar é um campo de batalha, e a família e os filhos, um batalhão que deve obediência aos generais do lar. A repressão, as proibições, os tabus e os regimes terroristas no lar encontram seu termo quando os filhos, revoltados, se lançam prematuramente a certas experiências da vida. Em casos extremos, porém mais corriqueiros do que se imagina, observa-se o triste fim daqueles que, admitidos no submundo do narcótico, são adotados por traficantes e outros indivíduos incautos em relação à preciosidade da vida. Educar não é reprimir nem impor.
Os espíritos que têm reencarnado na Terra, notadamente nas últimas três ou quatro décadas, são dotados de senso crítico apurado. Não aceitam idéias impostas apenas por força da autoridade e questionam as opiniões preconcebidas formuladas ou reproduzidas por muitos pais, sabe-se lá de que geração. Não são apenas os filhos que carecem de senso de limite, mas também certos pais. O adolescente e o jovem da atualidade não aceitam imposições e repressões. Isso é um fato, que se constitui na realidade para eles, e que deve ser levado em conta por pais ou educadores ao lidarem com as novas gerações. Sem uma explicação inteligente, que fale ao bom senso e seja capaz de convencer o jovem a agir desta ou daquela maneira, toda idéia apresentada será rejeitada de imediato. Afinal, por que os filhos têm que obedecer simplesmente, sem questionar? Isso não é autoridade moral _ é abuso de poder.
Fazer com que o jovem e o adolescente acatem certas normas e restrições dos pais não significa que compreenderam ou aceitaram a situação. Não se iluda. Nos casos em que a vontade dos pais é apresentada como lei irrevogável, surge a revolta muda ou declarada e, como conseqüência, a mentira e a tentativa de fuga da repressão. Pronto: abrem-se assim as portas para grandes perigos, que desejamos manter longe de nossos lares. Pare um pouco, mulher! Reflita, homem, sobre suas atitudes! O mundo mudou, e aqueles espíritos que hoje desempenham o papel de seus filhos não são seres de menor inteligência ou perspicácia _ eles pensam, não os subestime. Eles sabem pensar e questionar, são seres livres, embora temporariamente sob seu jugo. Que tal experimentar o diálogo?
Talvez você me diga que em sua casa não existe possibilidade de diálogo. Mas então por que você não muda o seu jeito de agir, suas atitudes dominadoras e seu sistema de educação? Qualquer pedagogia ou metodologia educacional é preferível ao estilo arcaico e ultrapassado do abuso de autoridade. O que você tem produzido e quais resultados tem obtido ao longo dos anos com seu método de condução da família e dos filhos? Você acha que é amado ou temido? Será que você conquistou parceiros em seus filhos ou impôs o regime absolutista aos súditos do lar? É bom refletir um pouco sobre isso. Aliás, é urgente uma reflexão a respeito do método de educação no lar. Imposição não é educação, e trazer os filhos sob regime militar também não resolve os problemas morais deles nem os seus. Ainda que aparentemente possa funcionar, o sistema entrará em colapso quando faltar a sua mão de ferro. Não será mais difícil transformar as coisas já no entardecer da existência? Somente fazendo as coisas de modo diferente é que elas serão realmente diferentes.
É preciso mudar seu jeito de ser, de ver a vida,de agir e de tratar a família. Se o método antigo mostra-se falho e obsoleto, então ouse modificá-lo. Modifique-se! Tente mudar seu método de trabalho e de ação junto à família. Reconquiste seus filhos, procure entendê-los e manifestar seu afeto; torne-se parceiro deles no processo de aprendizado. Desenvolva sintonia com o momento evolutivo familiar e, sem imposições ou cobranças, abuse do diálogo, da compreensão e do amor. Ao agir assim, você, seja mãe ou pai, alcançará o respeito que deseja e naturalmente se estabelecerão os limites, tanto para os filhos, quanto para você. Uma relação de parceria e respeito na família, com a construção de um futuro feliz, é possível mediante a compreensão, a cumplicidade nas coisas boas e o caminhar em conjunto.
No momento histórico em que vivemos, os regimes despóticos e tirânicos, de norte a sul do planeta, aos poucos encontram seu fim, diante do progresso social e das leis. Que justificativas há para mantermos em casa uma situação de abuso do poder? As políticas sociais e econômicas passam por transformações; ao redor do globo, as nações buscam adaptar-se aos novos tempos. Como esperamos manter o lar à margem de toda essa reflexão, repetindo as práticas habituais? A família é a célula da sociedade. Se a célula se deixa destruir em seu núcleo, em breve poderá aparecer uma enfermidade ainda mais grave. Urge que pais e filhos encontrem os limites de sua ação e delimitem seu papel para a construção da felicidade no ambiente familiar.
Psicografia: Robson Pinheiro por Everilda Batista. Trecho extraído do livro: Uma alma do outro mundo me fez gostar do meu mundo. Imagens: Gifs, internet. Música: We are the world, Richard Claydeman. Formatação: Anna Pon http://annapon-coisasdaalma.blogspot.com/
by Annapon | Added: 1 year ago
Language: Portuguese | Topic: Spirituality
| 113 Views | 94 Downloads | 1 Embeds |
Summary: mensagem espírita
| URL: |
No comments posted yet
Comments