Redes Sociais Desafios e Armadilhas

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Iº FÓRUM DAS ENTIDADES NÃO GOVERNAMENTAIS SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE BOMBINHAS – SC 30-MAIO-2011

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Os Desafios e as Armadilhas para se Construir um Trabalho em Rede

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MURMURATION (VÍDEO)

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REDES SOCIAIS MÍDIAS SOCIAIS

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REDES SOCIAIS MÍDIAS SOCIAIS

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Rede Distribuída Rede Centralizada Rede Descentralizada Tipologia das Redes. Paul Baran, 1960

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ECA, art. 86. "A política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente far-se-á através de um conjunto articulado de ações governamentais e não-governamentais, da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios." A ARTICULAÇÃO é o elemento constitutivo da definição da política de atendimento à criança e ao adolescente SEM ARTICULAÇÃO fragilizamos o princípio estruturador da política de atendimento à criança e ao adolescente.

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Sem um substancial aumento dos níveis de articulação e de mobilização da sociedade organizada, os Conselhos de Direitos (Nacional, Estaduais e Municipais) jamais terão força suficiente para cumprir efetivamente o importante papel que a legislação lhes reservou. PRINCÍPIOS ESTRUTURADORES (1) Descentralização (2) Participação (3) Articulação (4) Sustentabilidade (5) Mobilização

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Marcas dos vícios herdados do nosso passado oligárquico, populista e autoritário, tais como: O clientelismo e o fisiologismo em nossa cultura política; A burocracia e o corporativismo em nossa cultura administrativa; A auto-suficiência e o formalismo em nossa cultura técnica; A passividade e a submissão em nossa cultura de relacionamento usuário-serviço público; O imediatismo e o setorialismo em nossa cultura empresarial. PRINCÍPIOS ESTRUTURADORES (1) Descentralização (2) Participação (3) Articulação (4) Sustentabilidade (5) Mobilização

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Fuja da Armadilha Um problema comum na formulação de projetos de rede é prever uma soma muito grande de recursos para a construção e reforma de prédios, da própria prefeitura ou das entidades. Um bom projeto de rede, ao contrário, deve privilegiar os aspectos organizacionais, de capacitação, modernização gerencial, planejamento e mobilização. Esta preocupação visa a cuidar da sustenta ilidade do projeto. Não pensar em recursos específicos para estruturação da rede eletrônica – tal como equipe e estratégias necessárias para desenvolvê-la – também pode ser uma armadilha. A Constituição de uma Rede A construção de uma rede social de atenção à criança e ao adolescente é análoga à montagem de um quebra-cabeça. “As peças estão todas presentes: entidades governamentais e não-governamentais, programas, políticas sociais, recursos públicos e privados, conselhos, dentre outros”. O grande desafio é estabelecer uma harmonia neste conjunto para funcionar melhor.

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Fuja da Armadilha O anúncio de um projeto de rede e as repercussões que ele causa não podem gerar o sentimento de que tudo está começando do zero, nem desprezar iniciativas já existentes no município. O projeto de rede não é a “verdade absoluta” que substitui tudo que já está sendo feito: se adotarmos essa perspectiva na mobilização, vamos gerar ressentimentos, resistências e afastar os participantes ao invés de uni-los. A rede vem para fortalecer o que está sendo feito, e não para “corrigir” erros. Mobilização Logo em seu início, o projeto de constituição de uma rede requer uma ação estratégica: a mobilização e o envolvimento de todos os atores. Na fase intermediária do projeto pode haver a constituição de um Comitê Gestor. No entanto, até este momento, todas as ações de mobilização, implantação e realização de atividades deverão ser coordenadas pelo grupo que elaborou o projeto, com participação do CMDCA e da secretaria municipal responsável pela área de crianças e adolescentes.

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Fuja da Armadilha Em alguns municípios, o início de implantação do projeto de rede foi feito na forma da criação de um fórum de entidades. Isso levou a uma politização do processo e ao surgimento de “rachas” típicos de assembléias. O fórum é um ótimo local de participação e discussão. Ele pode se tornar o próprio espaço de funcionamento da rede, mas é um resultado da articulação, não seu ponto de partida. A estratégia de mobilização em torno de uma reunião de trabalho preparatória dos processos de capacitação e montagem da rede eletrônica evita essa armadilha. Implantação A primeira reunião de trabalho, anunciada no evento de lançamento, é o início efetivo da implantação. Ela lança as bases do trabalho que será desenvolvido. A presença de um número significativo de entidades nessa reunião está diretamente ligada ao sucesso do evento de lançamento. A energia empregada agora para mobilizar é um investimento para a continuidade do processo.

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Fuja da Armadilha As características participativas e decisórias do processo de capacitação exigem que os participantes possam falar por suas entidades. No entanto, quem participa geralmente são técnicos, enquanto os dirigentes se mantêm à distância. Isso pode levar a situações em que as decisões e consensos alcançados na rede não sejam acatados pelos dirigentes das entidades. Seminários curtos, de duas horas, com a participação de todos os dirigentes de entidades no decorrer do processo de capacitação. Capacitação O processo de capacitação pode ser formado por um conjunto de seis a oito cursos, de um ou dois dias inteiros de duração, realizados a cada quinze dias. A formação pode tanto abarcar temas de interesses específicos como também podem ser de caráter mais geral (como gestão pública). Além disso, vale lembrar que as necessidades dos agentes poderão ser identificadas durante o decorrer do processo.

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Fuja da Armadilha Comprar um software pronto ou proprietário pode parecer uma facilidade. No entanto, em curto, médio e longo prazos, pode representar o aparecimento de outros problemas como: alto custo para a manutenção do software e projetos reféns de empresas. Outro ponto a ser considerado é a pouca sinergia entre rede social e rede eletrônica, pouca apropriação do desenvolvimento do software pelos participantes. Rede Eletrônica Há uma confusão comum que precisa ser desfeita: uma rede de comunicação e informação, na internet, conectando diversas entidades, não constitui sozinha um projeto de rede social.

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Fuja da Armadilha Muitos municípios procuram elaborar diagnósticos tendo como base a população infanto-juvenil atendida pelas entidades assistenciais. Com isso, caímos em um círculo vicioso: abordamos exatamente os problemas que já estão sendo enfrentados. Diagnóstico A realização de um diagnóstico da situação das crianças e adolescentes é indispensável para a constituição de uma rede. O diagnóstico vai fornecer os dados reais, os problemas a serem enfrentados para que se possa alcançar a proteção integral. Um diagnóstico precisa responder a três questões: quais são os problemas, onde estão os problemas e como se faz para medi-los. Um diagnóstico com base em população atendida pode ajudar na melhoria da qualidade do atendimento, mas é pouco útil para planejar uma política municipal de proteção integral. ECAMETRO

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Fuja da Armadilha Nesta fase, várias formas de atuação e mesmo várias crenças já foram postas em cheque, mas nada apareceu ainda em seu lugar. Cadê a rede? Cadê o diagnóstico? Cadê mais recursos? É uma situação para a qual é preciso ter muita atenção, a fim de evitar o surgimento de uma crise no projeto. O comitê gestor / secretaria-executiva desempenharão papel fundamental nesse momento, por meio da manutenção da comuni- cação e criação de fatos aglutinadores. O Trabalho em Rede Os seis primeiros meses da implantação da rede são os mais intensos, em termos de mobilização e atividades. Ao final desse período, entramos em uma fase de transição. O final dos processos simultâneos de capacitação, elaboração da rede eletrônica e proposição do diagnóstico desembocam em um período de “espera” que parece significar que as coisas “pararam de acontecer”.

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Fuja da Armadilha Um processo coletivo e participativo é naturalmente mais lento do que decisões executivas. Isso pode levar a um impulso, por parte do governo municipal, de “resolver” as questões mais rapidamente, executá-las e apresentá- las depois como fato consumado. É um fenômeno de “prefeiturização” da rede. Esse processo de “consumação” da rede por um determinado órgão também pode ocorrer por parte do comitê gestor, CMDCA etc. Sustentabilidade Após o desenvolvimento dessas etapas de formação de uma Rede, entra-se um novo ciclo de atividades: a sustentação desse sistema. A princípio, a Rede já conta com: . Forma de organização e decisão Coletiva . Mecanismos de comunicação com a sociedade, via site; . Diagnóstico territorializado da realidade da proteção integral; . Sistema de cadastro dos atendimentos unificado com o software; . Primeiro ciclo de capacitação com os atores do SGDCA.

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Os Desafios e as Armadilhas para se Construir um Trabalho em Rede Bibliografia: Formação de uma rede de atendimento Concepção: Kairós Desenvolvimento Social. Versão adaptada e desenvolvida pelo Portal Pró-Menino. Disponível em http://ow.ly/55Cjq (short URL)

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O Buraco no Muro (Vídeo)

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Rede Pró Infância e Adolescência | Rede PIÁ http://redepia.ning.com Rede Social do Projeto Agente da Paz http://agentedapaz.org Rede Social Todos Pela Educação de Itajaí http://todospelaeducacaoitajai.ning.com Rede Social Arca de Noé | A Defesa Civil Somo Todos Nós http://arcadenoe.ning.com

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Raciel Gonçalves Junior arete@institutoarete.org 47 | 9983 7443 Twitter @raciel | @institutoarete | @redepia Facebook http://www.facebook.com/racieljr

Summary: Apresentação no Iº Fórum das Entidades Não-Governamentais sobre os Direitos da Criança e do Adolescente de Bombinhas (SC), em 30 de maio de 2011.

Tags: setor terceiro ongs forum rede sociais desafios armadilhas

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