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APOIO DISCIPLINAR ESCOLA MUNICIPAL DO BAIRRO SHOPPING PARK Direção: Janaína Rodrigues de Oliveira Vice Direção: Eliana Cândida Vitorino – Cleuber Divino de Morais Supervisoras: Sônia e Stela Professoras/colaboradoras: Lucinéia e Maria Eunice UBERLÂNDIA/MG - 2011
O QUE É? Trata-se de um trabalho colaborativo com os professores que necessitam de apoio, para a organização da vida escolar do aluno, no sentido de sanar e/ou minimizar as dificuldades que ocorrem na sala de aula, durante o processo ensino/aprendizagem, provocadas, prioritariamente, pela falta de pré-requisitos disciplinares, que impossibilitam o desenvolvimento das atividades, impede o desempenho do próprio educando que a provoca e, na maioria das vezes, dos colegas.
É preciso, entretanto, ressaltar que disciplina é uma competência da escola, onde a criança e o adolescente podem aprender como qualquer conteúdo. Quando se estabelece condição para realizar, com êxito, um projeto, ou um trabalho em grupo, ou, até mesmo, um evento na escola, certamente, essa condição está inserida numa matéria interdisciplinar, na qual todas as outras dependem dela. Lembrando que a ausência da disciplina resulta no aluno de comportamento indisciplinado, vale ressaltar, também, algumas considerações sobre o termo indisciplina.
A indisciplina é um termo de origem latina e caracteriza-se pela sua polissemia, com diferentes significados conforme o momento histórico e ideológico em que se vive. O conceito da indisciplina diz que se trata de um desvio individual ou grupal, conflito, desajustamento, revolta, evasão, violência verbal e física, agressividade, maus tratos entre iguais. Mas, ele pode variar de acordo com o contexto onde acontece (familiar, institucional, social e escolar). Por isso, indisciplina é um conceito variável. A indisciplina na sala de aula, segundo Silva (2002), refere que: “em duas salas de aula contíguas pode acontecer que um mesmo incidente, numa dessas salas, seja considerado indisciplina e na outra não, ou no caso de ser considerado em ambas as salas como indisciplina, numa ser entendido como pouco grave e na outra como muito grave”.
É uma afirmação que exige trabalho integrado entre professoras/colaboradoras, professor do aluno encaminhado, supervisor e familiares, realizando avaliação contínua e criteriosa, das atividades executadas, sem perder a coerência nos propósitos estabelecidos como alvo e resultados esperados.
QUAL A FORMA DE DESENVOLVIMENTO? Os professores de cada disciplina e/ou regente de sala encaminharão os alunos que necessitam de apoio disciplinar, para as duas professoras/colaboradoras, que ministrarão atendimento semanal, no Laboratório de Informática, na Quadra Esportiva, no Refeitório, no espaço aberto e cimentado da escola e, quando necessário na sala de aula dos alunos encaminhados. Inicialmente, será organizada uma agenda, através de uma tabela onde serão registrados, pelos professores e/ou supervisores, os nomes dos alunos, série, idade, motivo do encaminhamento, alvo a ser conquistado. As colunas que pedem o registro de estratégias e resultados serão respondidas pelas professoras/colaboradoras, e analisadas, periodicamente, com os respectivos professores. Ex:
Posteriormente, serão formados três grupos. Um grupo com os alunos de 2º ano; um grupo com os alunos de 3º ano; um grupo com os alunos do 7º, 8º e 9º anos. O atendimento acontecerá, semanalmente, para cada grupo, durante 50 minutos e em dias e horários alternados a cada semana. Esta estrutura poderá ser modificada conforme a necessidade das ações desenvolvidas em cada grupo. Primeiro momento- o aluno será convidado a falar sobre: sua vida pessoal, a escola, os professores, os colegas e a sua expectativa no Apoio Disciplinar. A liberdade de expressar, oralmente, a respeito de cada um desses aspectos, pertinentes à proximidade do seu cotidiano, fornecerá subsídios para que as professoras/colaboradoras elaborem o Plano de Ação e as suas estratégias.
Em seguida, os alunos participarão de uma série de atividades como: jogos, música, dança, interpretação de textos, vídeos, desenhos, cartazes, portfólios, roda de conversa, contação de histórias, criação e/ou encenação de peças teatrais, pesquisas na internet e biblioteca, encontros com familiares, registros digitados individuais no computador e outros conforme os acontecimentos. Para cada atividade desenvolvida será registrado o resultado obtido, ou não, de cada aluno. As experiências vivenciadas com êxito, juntamente, com as professora/colaboradoras, serão repassadas imediatamente ao professor, supervisor e os responsáveis do aluno, visando a incorporação das mesmas na sala de aula, conforme suas possibilidades de desenvolvimento junto aos demais colegas.
Obs. Se houver interesse do professor, as professoras/colaboradoras se colocam à disposição para uma primeira ação. Estas experiências serão, também, repassadas aos familiares que lidam diretamente com o aluno, através de encontros periódicos, e acompanhados de sugestões, para sua aplicabilidade em casa. Aproveitar esses momentos para esclarecer: diferenças entre autoridade e autoritarismo, o que é agir com firmeza; como estabelecer regras e cumpri-las; como agir para que a criança/ adolescente não percam a credibilidade com aqueles que, na verdade, eles contam como educadores na construção das suas histórias de vida.
O QUE SE PRETENDE E PARA QUÊ, ENTÃO? Utilizar a indisciplina como aliada no contexto escolar e possibilitar a sua aprendizagem além do espaço escola. Trabalhar de forma adequada, para conquistar os alunos e fazê-los acreditar em um novo compromisso com a vida escolar. Transmitir, exemplificar e ser referencial de como se aplica noções de limites, através de direitos e responsabilidades. Estimular a discussão e reflexão sobre o caos instalado na sala de aula, logo após o seu acontecimento e aplicar regras pré-estabelecidas para cada tipo de indisciplina. Disponibilizar recursos para o diálogo, com o objetivo de compreender o que incomoda o aluno, para que ele seja indisciplinado.
Oferecer todo tipo de material voltado para o exercício diário da afetividade, da gentileza, do respeito e do amor, entre alunos e professores, de forma que seja extensivo aos familiares. Permitir, ao aluno, compartilhar com os colegas, na sala de aula, o que ele tem aprendido no Apoio Disciplinar e como ele tem colocado em prática. Elaborar com os alunos que participam do Apoio Disciplinar, o Contrato das Boas Ações, listando o que precisa ser modificado e como deve ser feita esta modificação, com prazos para avaliação e registro dos avanços, ou não. Obs. Como todo combinado, pressupõe-se a possibilidade de rever posições, levando em consideração que não se trata de impor o que se deve e o que não se deve fazer na escola, mas, sim, definir o que é bom para todos no ambiente escolar.
"A indisciplina é uma das maneiras que as crianças e os adolescentes têm de comunicar que algo não vai bem.“ Cintia Copit Freller, professora de Psicologia Escolar do Instituto de Psicologia da USP
COMO SERÃO UTILIZADOS OS RECURSOS PEDAGÓGICOS PARA CADA GRUPO DE ALUNOS? JUNHO/2011 Apresentar o projeto aos alunos e explicar os motivos pelos quais eles participarão de atividades semanais: colaborar com mudanças significativas em relação à vida escolar, de cada um. Abrir espaço para que cada um fale sobre o seu comportamento na sala de aula com o professor, com o colega, com o seu material e os compromissos com as tarefas de casa. Elaborar o Contrato das Boas Ações do Professor e do Aluno, com os alunos, mostrar e discutir com especialistas e professores, para formatar o texto definitivo e colocado nas salas de aula.
PRIMEIRAS ATIVIDADES Desenvolvidas no mês de junho, com as professoras/colaboradoras no Apoio Disciplinar e, paralelamente, nas salas de aula, adequadas ao conteúdo: Minha Pasta, meu espelho. Dança de roda do abraço. Vamos combinar? Meu contrato de crescimento. Aprendi e continuo aprendendo... Obs. Algumas atividades terão continuidade, caso seja necessário.
Minha pasta, meu espelho Reunir várias carteiras para transformar em uma mesa retangular e comprida. Cada aluno contará o que tem na sua pasta, porque está lá dentro, quem colocou o que mais gosta, a sua necessidade ou não (esta atividade pode ser realizado durante a semana com, no máximo, cinco alunos por dia), e os demais participam fazendo comentários e perguntas, de forma organizada e gentil, orientados pelas professoras/colaboradoras.
Dança de roda do abraço Faça a roda e após uma cantiga bem conhecida, ainda de mãos dadas, todos fecham a roda em direção ao centro. Quando estiverem amontoados, peça para soltar as mãos e dar um abraço coletivo. Para cada dia da semana, reinvente o abraço: dupla, trio, quarteto, sexteto, menina/menina, menino/menino, menina/menino, todos com a professora, baixinhos com baixinhos, magrinhos com gordinhos, com a árvore mais próxima, com a ASG que está por perto, consigo mesmo etc.
Vamos combinar? Combine um dia da semana para estabelecer acordos e critérios na sala de aula e fora dela, com colegas, professores e todos os funcionários. Registrar em um caderno (individual/dupla), por ex: “Diário de Bordo” ou “Portfólio do Afeto”. Além de identificação pessoal, crie espaços onde os alunos registrem com criatividade, como: verificando minha pasta antes de dormir; o quê colocar na pasta, além do material necessário; coisas que prometi levar para alguém para colaborar na aprendizagem; quem faz aniversário e como presentear; vi boa ideia (na TV, na internet, na revista, no jornal, na rua, na casa da minha avó...).
Meu contrato de crescimento Esta atividade pode ser registrada no Diário de Bordo, periodicamente, sempre completando as seguintes frases: 1- Eu, ______________________, comprometo-me a trabalhar a favor do seguinte alvo em minha vida espiritual: deixar de ser indiferente com a minha avó (exemplo). 2- Pretendo alcançar o meu alvo assim: orar todos os dias, colocar água no filtro, aguar as plantas, varrer o quintal... 3- Sei que alcancei o alvo quando: passar a ser atencioso com minha avó, tiver orado uma semana inteira, continuo colocando água no filtro, aguando plantas, varrendo quintal.
Aprendi e continuo aprendendo No começo da semana peça para que cada aluno escreva o que ele aprendeu na última semana sobre: Minha pessoa, Deus, Minha família, Meus amigos, Meu bairro, Minha sala de aula, Minha escola, Minhas tarefas etc. Em seguida, coloque-os em círculo para que esta aprendizagem seja compartilhada. É importante que est atividade seja realizada, no mínimo, quinzenalmente.
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