A Descolonização da África e da Ásia

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A DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA E DA ÁSIA

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1 – As origens do processo descolonizador II Guerra Guerra Fria Lutas dos nativos 1.1 – A Conferência de Bandung Em 24 de abril de 1955, terminou a Conferência de Bandung, que reuniu 29 países do chamado Terceiro Mundo, que não se consideram participantes dos dois grandes blocos que se digladiavam durante a Guerra Fria. (...) Todo tipo de colonialismo e imperialismo foi condenado. A conferência de Bandung marcou a presença política dos países do Terceiro Mundo e levaria à formação do Movimento dos Países Não-Alinhados, o bloco alternativo às duas superpotências.  http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=3788

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Os Dez Princípios da Conferência de Bandung Respeito aos direitos fundamentais, de acordo com a Carta da ONU Respeito à soberania e integridade territorial de todas as nações. Reconhecimento da igualdade de todas as raças e nações, grandes e pequenas. Não-intervenção e não-ingerência nos assuntos internos de outro país. (Autodeterminação dos povos) Respeito pelo direito de cada nação defender-se, individual e coletivamente, de acordo com a Carta da ONU Recusa na participação dos preparativos da defesa coletiva destinada a servir aos interesses particulares das superpotências. Abstenção de todo ato ou ameaça de agressão, ou do emprego da força, contra a integridade territorial ou a independência política de outro país. Solução de todos os conflitos internacionais por meios pacíficos (negociações e conciliações, arbitragens por tribunais internacionais), de acordo com a Carta da ONU. Estímulo aos interesses mútuos de cooperação. Respeito pela justiça e obrigações internacionais.

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Indonésia, Afeganistão, Arábia Saudita, Birmânia, Camboja, Laos, Líbano, Ceilão, República Popular da China, Filipinas, Japão, Índia, Paquistão, Turquia, Síria, Israel, República Democrática do Vietnã, Irã, Iraque, Vietnã do Sul, Nepal, Iémen do Norte, Etiópia, Líbia, Libéria e Egito. Conferência de Bandung

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2 – A descolonização da Ásia Imperialismo Japonês (II Guerra) 2.1 – A Independência da Índia Colonização britânica Partido do Congresso (hindu) Liga Muçulmana Gandhi

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2 .1.1 – A partilha da Índia O grupo que se destacou foi o Partido do Congresso, que reunia os hindus. Contava com um líder extraordinário, o advogado Mohandas Gandhi, chamado de "Mahatma" ou "Grande Alma", nome que ele mesmo rejeitava. Gandhi pregava a resistência à dominação e a luta contra os britânicos por meio da não-violência e da desobediência civil, métodos que já havia empregado contra o Apartheid, na África do Sul, onde vivera. (...) Em 15 de agosto de 1947, a independência da Índia foi concedida. O país, porém, ainda enfrentava forte tensão entre os grupos religiosos rivais e se fragmentou em dois, a Índia propriamente dita e o Paquistão, sendo que este estava geograficamente dividido em Oriental e Ocidental, com um enclave indiano entre ambos.

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3.1 – A guerra em Timor Leste Colonização portuguesa/Negociação A Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente ou FRETILIN foi o movimento de resistência que lutou pela independência de Timor-Leste, primeiro de Portugal e depois da Indonésia, entre 1974 e 1998. Desde o início dos anos 1990, uma lei indonésia aprovava milícias que “defendessem” os interesses da nação, em Timor-Leste, o exército indonésio treinou e equipou diversas milícias, que serviram de ameaça contra o povo durante o referendo. Apesar das ameaças, mais de 98% da população timorense foi às urnas no dia 30 de agosto de 1999 para votar na consulta popular, e o resultado apontou que 78,5% dos timorenses queriam a independência.

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3 – A descolonização da África Fronteiras Naturais x Fronteiras Artificiais

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3.1 – Argélia (1962) Colonização francesa Em 1830 a França invadiu a Argélia, com a intenção de dominar o seu litoral. Em 1857 ocorreu a dominação definitiva dos franceses no território argelino. A luta pela independência se intensificou principalmente após a II Guerra Mundial, com o levante popular de 1945, porém eles foram reprimidos com muita violência por parte dos franceses.  A FLN (Frente de Libertação Nacional) foi organizada em 1954, e deu início a uma luta armada contra a dominação da França. Somente em 1962 os franceses reconheceram a independência da Argélia.

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3.2 – O Congo Belga No século XIX, a ação imperialista belga se estabeleceu na região do Congo, na parte central do continente africano. (...) Luta pela independência Passadas apenas dez semanas da sua eleição, foi deposto juntamente com o seu governo num golpe de estado, aprisionado e assassinado em janeiro de 1961, em circunstâncias que indicaram provável cumplicidade e apoio dos governos da Bélgica e dos Estados Unidos. A partir de então, o país, que era chamado de República do Zaire, passou a ser nomeado como República Democrática do Congo. Até hoje, o Congo enfrenta sérios desafios não somente relacionados ao fortalecimento de suas instituições políticas. Uma antiga crise econômica, as disputas étnicas e as facções políticas rivais completam a formação desse quadro de difícil resolução.

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3.3 – Angola, um país dilacerado (1975) MPLA (Marxista) FNLA (Anticomunista) UNITA (Maoista, Anticomunista) Revolução dos Cravos (1974) Guerra Civil

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3.4 – O Apartheid na África do Sul Apartheid (significa "vidas separadas" em africano) era um regime segregacionista que negava aos negros da África do Sul os direitos sociais, econômicos e políticos.  Entre as principais leis do apartheid, podemos citar: - Proibição de casamentos entre brancos e negros - 1949. - Obrigação de declaração de registro de cor para todos sul-africanos (branco, negro ou mestiço) - 1950. - Proibição de circulação de negros em determinadas áreas das cidades - 1950 - Determinação e criação dos bantustões (bairros só para negros) - 1951 - Proibição de negros no uso de determinadas instalações públicas (bebedouros, banheiros públicos) - 1953 - Criação de um sistema diferenciado de educação para as crianças dos bantustões - 1953

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3.4 – O Apartheid na África do Sul Ainda estudante de Direito, Mandela começou sua luta contra o regime do apartheid. No ano de 1942, entrou efetivamente para a oposição, ingressando no Congresso Nacional Africano (movimento contra o apartheid). Foi preso em 1962 condenado a cinco anos de prisão, por incentivo a greves e viagem ao exterior sem autorização. Em 1964, Mandela foi julgado novamente e condenado a prisão perpétua por planejar ações armadas. Mandela permaneceu preso de 1964 a 1990. Neste 26 anos, tornou-se o símbolo da luta anti-apartheid na África do Sul. Mesmo na prisão, conseguiu enviar cartas para organizar e incentivar a luta pelo fim da segregação racial no país. Neste período de prisão, recebeu apoio de vários segmentos sociais e governos do mundo todo.  Em 1994, Mandela tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul. Governou o país até 1999, sendo responsável pelo fim do regime segregacionista no país e também pela reconciliação de grupos internos. 

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