Epilepsia

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Epilepsia ALGUMAS NOÇÕES SOBRE A PROBLEMÁTICA

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A EPILEPSIA Não é uma doença mental A epilepsia não é contagiosa, não é causada por forças sobrenaturais, não é um castigo, não é perigosa para as outras pessoas É a doença neurológica mais comum, atingindo todas as idades, raças, camadas sociais e nacionalidades Afeta 0,5 a 1% da população (Em Portugal há 40 a 70 mil pessoas com epilepsia 75% das epilepsias controlam-se com medicamentos

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Tem múltiplas causas e pode ser causada por várias afeções cerebrais, incluindo traumatismos, infeções, acidentes vasculares e outras nem sempre conhecidas As crises representam anomalias transitórias da atividade elétrica cerebral No intervalo das crises, as pessoas com epilepsia são iguais às outras A ignorância leva frequentemente à discriminação de pessoas com epilepsia pela família, escola, empregadores e pela própria comunidade

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Epilepsia – afeção crónica caracterizada pela repetição espontânea de crises epiléticas, o que implica que, para que possamos dizer que alguma pessoa tem epilepsia, é necessário que tenha crises epiléticas e que apareçam de forma espontânea e se repitam ao longo do tempo. Um episódio de estado de mal epilético ou crises múltiplas que acontecem durante um período de 24 horas, são considerados um evento único e, portanto, não correspondem ao diagnóstico de epilepsia. A epilepsia são crises repetidas durante um determinado período de tempo da vida de uma pessoa. (uma única crise não é epilepsia)

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Crise Epilética- manifestação clínica de uma carga anómala de um grupo ou a totalidade dos neurónios cerebrais. Não são as descargas elétricas verificáveis num eletroencefalograma, mas apenas as manifestações clínicas das mesmas quando estas atingem um nível crítico de intensidade para modificarem o comportamento. É o resultado de um distúrbio temporário na atividade do cérebro. O número de crises pode variar entre menos de uma por ano e várias por dia.

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O resultado é que as mensagens cerebrais são temporariamente interrompidas ou trocadas

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Classificação das Crises Epiléticas O nosso cérebro é responsável pela maioria das funções corporais e, como tal, aquilo que cada pessoa sente durante uma crise depende da parte do cérebro que é afetada e da forma e velocidade com que se propaga. Por esse motivo, existem diferentes tipos de crise e cada pessoa vive a sua epilepsia de uma forma diferente.

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Crises Parciais ou Focais – as crises envolvem uma parte limitada do cérebro e podem ser Simples ou Complexas – algumas podem progredir para crises generalizadas, que envolvem a totalidade ou quase totalidade do cérebro

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Crises Generalizadas – envolvem a totalidade ou quase totalidade do cérebro

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Crises Parciais Simples - não provocam perda do contacto com o meio circundante ( não há perda da consciência). A crise, geralmente, afeta o órgão controlado por a parte do cérebro envolvido na crise: Os músculos: podem causar espasmos numa parte do corpo http://www.youtube.com/watch?v=9NTPhoUkkZU&feature=related

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Os órgãos Sensoriais: Nervos: podem causar uma sensação de ardor ou formigueiro numa parte do corpo, que pode propagar-se para outras partes. Olhos: podem levar a pessoa a ver luzes, objetos, animais ou outras pessoas Ouvidos: podem levar a pessoa a ouvir ruídos, vozes ou melodias Nariz: na maioria das vezes podem levar a pessoa a sentir odores: difíceis de descrever, mas quase sempre desagradáveis. Língua: sabores desagradáveis

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O Sistema Digestivo : podem provocar sensações de náusea A Memória ou as Emoções: podem provocar uma sensação de déjà-vu ( a sensação de já ter vivido uma sensação), pensamentos estranhos, sensações de medo, bem-estar ou ansiedade. O Coração, os Pulmões, as Glândulas ou temperatura podem provocar uma aceleração do batimento cardíaco, alteração do ritmo respiratório, suores, febres ou arrepios

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Em algumas pessoas pode ocorrer um aviso, designado de aura (crise parcial simples) antes de perderem a consciência. Uma aura habitualmente dura apenas alguns segundos, mas pode demorar mais tempo.

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Crises Parciais Complexas: as pessoas perdem o contacto com o meio circundante (perdem a consciência). Podem permanecer imóveis, com o olhar fixo e incapazes de reagir. Geralmente, podem engolir ou mexer as mãos. Por vezes movem-se como se estivessem conscientes, mas agem de forma estranha, não reagindo quando interpeladas ou reagindo de forma desadequada. http://www.youtube.com/watch?v=z8DA9TFxLfI&NR=1 As crises parciais complexas podem progredir para uma crise generalizada, designada tónico-clónica.

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Crises Generalizadas: Crises Tónico-Clónicas: capazes de provocar uma perda de consciência abrupta , ficando o corpo rijo inicialmente (fase tónica), seguido de espasmos nos braços e nas pernas (fase clónica). A pessoa pode morder a língua, urinar, magoar-se na queda, devido aos espasmos. A pessoa recupera gradualmente assim que a crise termina. http://www.youtube.com/watch?v=-6gzX1o4eoM&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=Wo7hpCNrz4c&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=SAo-UaE8YoY&feature=related

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Crises de Ausência: são muito curtas (duram segundos), mas podem ocorrer várias vezes ao dia. Pode ficar imóvel e alheada, com olhar fixo, mas recuperam imediatamente. Esta crise pode passar despercebida, devido à curta duração. Este tipo de crise começa geralmente na infância ou na adolescência e o principal inconveniente é que pode provocar a perda de atenção e problemas de aprendizagem . http://www.youtube.com/watch?v=e92TwULnDd0&NR=1 http://www.youtube.com/watch?v=z_ukT6XqGSE&NR=1

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Crises Mioclónicas: provocam espasmos no corpo ou membros (braços ou pernas) que podem fazer com que a pessoa deixe cair os objetos que transporta nas mãos. http://www.youtube.com/watch?v=jBnVJVJeMMY&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=QzWwpaJPS5A&feature=related Crises Atónicas: provocam uma perda súbita da força muscular e da perda da consciência, fazendo com que a pessoa caia. A recuperação é imediata, mas a gravidade deriva do risco associado à queda. http://www.youtube.com/watch?v=WPiRQSU68rU http://www.youtube.com/watch?v=kQUbKBOZuFg&feature=related

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O que fazer numa crise? Mantenha-se calmo e acalme quem assiste à crise Coloque a pessoa de lado, com a cabeça baixa, de modo a que a saliva possa escorrer para fora da boca Desaperte a roupa à volta do pescoço

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O que fazer numa crise? Ponha qualquer coisa macia debaixo da cabeça ou ampare-a com a sua mão, impedindo-a de bater no chão ou contra objetos. Não meta nada na boca da pessoa (nem colher, nem objetos de madeira, nem lenço, nem dedos). Não puxe a língua Não a tente acordar, nem a force a levantar. Fique calmo e fale tranquilamente. Não a agarre, mas bloqueie-lhe o acesso a perigos.

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O que fazer numa crise? Não lhe dê de beber Permaneça junto da pessoa até que volte a respirar calmamente e comece a acordar. Se a pessoa está agitada permaneça atrás dela. Fique até haver recuperação da consciência Ofereça para ajudar no regresso a casa ou chamar alguém da família. Algumas pessoas acordam confusas e gostarão de encontrar um sorriso e compreensão, em vez de pânico e gritos.

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O que fazer numa crise? A maioria das crises não são emergências médicas. Geralmente terminam após um ou dois minutos e não necessitam de uma ida às Urgências. No entanto, existem, por vezes, bons motivos para chamar o 112: Uma crise numa pessoa que não tem epilepsia Uma crise que dure mais de 5 minutos Uma recuperação lenta, uma segunda crise ou dificuldades respiratórias após a crise

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4. A pessoa permanecer confusa ou não totalmente consciente do local onde se encontra 5. Uma crise numa grávida, em doentes cardíacos ou com diabetes 6. A pessoa apresenta sinais de lesões ou mal-estar 7. A crise epilética acontece dentro de água 8. As crises acontecem ininterruptamente

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PROGNÓSTICO SEIS NÃO TERÃO MAIS CRISE DUAS MELHORARÃO COM MEDICAÇÃO DUAS NÃO TERÃO GRANDES EVOLUÇÕES

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RESPONDEREI AGORA ÀS VOSSAS QUESTÕES OBRIGADA!

Summary: Ação de sensibilização sobre epilepsia a turmas do 2.º e 3.º ciclos

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