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Wilson Lorena MEMÓRIAS DA MINHA INFÂNCIA 1919 - 1929 Parte 3
No fundo do quintal, havia uma privadinha feita de tijolos, cimentada e somente com um vaso. Não tinha descarga, pois, nesse tempo não existia água encanada nem rede de esgotos na cidade. Mas apesar de tudo, vivíamos felizes e meu pai, sempre de bom humor, contava suas anedotas para nos fazer rir. Aproximava-se o dia 25 de dezembro de 1925, dia de Papai Noel e o meu pai não deixava de comemorar. Além dos presentes, minha mãe fazia aquele almoço gostoso e, na passagem do ano, era também a mesma alegria. E iniciava o ano de 1926 com dias de Sol quente e de chuva à tarde e de esperança de dias melhores. Em casa, eu ouvia falar da folia do próximo carnaval e já alguns comentários sobre o meu aniversário e o do Milton, meu irmão. MEUS 7 ANOS COMEMORADOS NA NOVA RESIDÊNCIA. Assim, passaram-se os meses, e chegava o dia 18 de abril de 1926 quando eu completava meus 7 anos de existência, a festa já estava programada e seriam dois dias de verdadeira alegria.
Meus pais, entretanto, estavam um pouco tristes por não terem conseguido me matricular no grupo escolar. Quando fiquei bom da mordida do cachorro Bilontra, já havia passado o período de matrícula. Mas no dia 18 de Abril, como de costume, a casa foi enchendo de convidados e de toda a parentela. Eu e o Milton ganhamos muitos presentes, e foram dois dias de grande felicidade pra nós. Foi o nosso primeiro aniversário na nova morada da Rua São Sebastião. Passei o dia brincando de pique, jogando bolinha de gude e improvisamos um futebol no quintal, terminando o jogo quando a bola de borracha caiu dentro da cacimba. À tarde minha irmã Ínes, que eu sempre considerei minha segunda mãe, me deu um banho e me vestiu todo bonito para eu apagar as 7 velinhas em cima do bolo. Todo aniversário, meu e do Milton, era uma festa inesquecível. “NA CABEÇA DE QUEM CAIR, É PADRE!” Passaram 3 meses sem novidades, mas já estava demorando e aconteceu o seguinte: No portão de entrada da nossa casa, minha irmã Áurea estava conversando com seu namorado, Reginaldo, irmão do Sr. João Nóbrega, gente boa!
Ao passar por eles, a Áurea perguntou: “Onde vai o Louro, já vai fugindo?”, ao que respondi: “Minha mãe me deixou ir na casa do Fausto, brincar um pouco”, e ela então me alertou: “Não vai fazer arte, hem?” Descendo a rua, ao lado da calçada, eu ia pulando e querendo correr, então, peguei um caco de vidro, joguei pra cima e disse: “Na cabeça de quem cair, é padre!” Joguei pra cima e corri, ao parar, peguei um caco de telha já bem maior, joguei pra cima e disse: “Na cabeça de quem cair, é padre!” Dei outra corridinha e então, peguei um tijolo inteiro, joguei pra cima e repeti: “Na cabeça de quem cair, é padre!” Mas não tive força pra jogar o tijolo pra trás, joguei pra frente, dei uma corridinha, parei e o tijolo também parou na minha cabeça. Dei um grito e fui desmaiando... O Reginaldo, que estava me observando, correu e me pegou do chão, desacordado, com a cabeça saindo sangue e me levou para dentro de casa. Foi uma correria e minha mãe, coitada, mais uma vez me pegou no colo, estancando o sangue de minha cabeça. Foi essa mais uma arte e mais um acidente ocorrido comigo no mês de Setembro de 1926. E como resultado, até hoje, trago a moleira afundada pela tijolada que recebi.
CASTIGO IMEDIATO. Em novembro de 1926, já recuperado da tijolada na cabeça, fizemos um futebol na rua em frente a minha casa e a do Sr. Viana, que ao passar por nós, disse, “Vou falar com o prefeito para acabar com esse jogo de bola na rua”, e entrou em sua casa. Então, ajeitei a pelota em cima de um montinho de areia e caprichei o chute em direção à casa do Sr. Viana. A bola bateu na janela e espatifou três vidros. Eu, o Fausto, o Almir, o Neco e o Juquinha, saímos correndo, cada um para seu canto. E o castigo veio de imediato! Ao pular a cerca da casa da dona Ramira, mãe do Neco, pisei num caco de garrafa que entrou no calcanhar do meu pé esquerdo, sangrando e doendo horrivelmente. Fui para casa pulando numa perna só, feito um saci-pererê. Meu pai me segurou, minha mãe sapecou iodo puro na ferida e a dor foi tanta que eu mijei pelas pernas abaixo. E o Sr. Viana, tendo tomado as providências para acabar com o futebol de rua, disse: “Bem feito! Esse moleque recebeu o castigo que merecia, estou vingado.” Essas palavras ele falou para o Sr. Maylard, que era seu vizinho e este, mais tarde, contou ao meu pai.
CHEGOU O NATAL! FELIZ ANO NOVO! (1926) - (1927) Todas as crianças acreditavam muito em Papai Noel e aguardavam ansiosas o dia 25 de dezembro, quando ele vinha pelo telhado e descia pela chaminé. Foi o melhor tempo de criança, a melhor ilusão da minha vida. Meu pai se sacrificava, mas não deixava de dar a cada um de nós um presentinho e, na passagem do ano, à meia noite sempre havia ceia, acompanhada de bolos, castanhas, nozes e frutas. Só não se faziam orações por que meu pai ainda tinha suas dúvidas, pois, sempre foi materialista. Apesar de que, o fato de a Áurea ter ficado obsedada por 4 meses, já o tinha bem transformado. Meu pai, nessa época, já procurava as práticas espíritas, mas vacilava, precisava de outras provas, que viriam mais tarde por meu intermédio. O ano de 1927 iniciou com tudo em paz! Agora só se falava no Carnaval do “Prazer das Morenas”, que ficou famoso por todo o Vale do Paraíba. Meu pai foi presidente dessa sociedade por muitos anos, ele me levava nos ensaios carnavalescos e me deixava bater o pandeiro, pois, era para ele uma satisfação em ver que eu tinha jeito pra coisa, vocação.
AOS 8 ANOS NA ESCOLA DO PITÉU. Em 18 de abril de 1927, eu completava 8 anos de idade e o Milton, no dia seguinte, 12 anos. Foi a festança, que todos já conhecem, muita alegria, muita comida e muitos doces. Mas com 8 anos de idade, estava eu sem saber ler nem escrever e o motivo, como vocês já sabem, foi o acidente com o cachorro Bilontra. Mas os meus pais, conseguiram fazer minha matrícula na Escola do Pitéu, com a professora Dona Julieta, mulher maravilhosa, física e espiritualmente, de moral exemplar e que me educou no 1º e 2º ano do curso primário. Todos os dias ela ia para a Escola de charrete e nos levava, eu, o Almir, o Lacyr e a Idelvia, sobrinhos do Sr. Motta, com quem meu pai permutou nossa casa. Aprendi ler e escrever rapidamente, minha mãe me ensinava as lições diariamente e eu tinha sede de saber. Meu pai, nesse aniversário deu-me de presente um copinho de alumínio para tomar água na escola e eu o tenho guardado, até hoje, na gaveta da minha escrivaninha. É uma relíquia que guardarei toda a minha vida, recordando, com saudade, o meu adorável pai.
Chegava ao fim o ano de 1927, com paz e alegria e, em nossa casa a festa de sempre. E enquanto se aproximava o Carnaval, minha mãe costurava, fazia fantasias para as mocinhas e bordava o estandarte com o qual a Áurea, minha irmã, era a porta bandeira. INCIDENTE NO PITÉU. Completei meus 9 anos de idade no dia 18 de Abril de 1928, sem outras novidades. A festa do meu aniversário e do Milton, já era tradicional, dançava-se de radiola e a casa passou a ficar mais cheia de gente. Eu estava indo muito bem na Escola e, pelos colegas, já era considerado aprovado para o 3º ano. Cada vez que Dona Julieta ia tomar minha lição, ficava admirada em ver que eu já sabia as lições posteriores e as lia corretamente. Certo dia, na hora do recreio, jogávamos futebol na rua em frente à Escola. E quando já ia bater o sinal para terminar o recreio, dei um chute muito bem dado na bola, ela correu por cima do arame farpado e se dividiu em duas metades.
O Lacyr, dono da bola, começou a chorar e o Almir, que era o maior da turma, veio me bater. Corri para fora do pátio, para a estrada de rodagem, a campainha tocou e todos se voltaram para a sala de aula. E eu, como já estava na estrada, segui em direção a minha casa. Chegando mais cedo e meio ressabiado, minha mãe observou e me deu aquele aperto, e eu tive que contar a verdade. No dia seguinte eu não queria mais ir a Escola e o meu pai teve que me levar na marra. Chegando lá, conversou com a Dona Julieta e tudo se normalizou. E no fim do ano, passei para o terceiro ano, com distinção. A APOSTA DOS PIRÚS! Uma noite, estávamos eu, o Fausto e o Maneco, sentados na calçada de casa falando sobre namoradas. Cada um falava da sua e fomos ficando entusiasmados e eu, apesar de ser o mais novo dos três, era o mais homem. A noite estava clara, a lua estava bem alta e o luar maravilhoso! Então o Maneco, que era o mais sabido, teve uma ideia: “Vamos ver qual de nós três que é mais homem?”
Eu, ainda inocente, perguntei: “Como assim, de que jeito?” E o Maneco respondeu: “Aquele que tiver o pirú maior do que os outros.” Foi só risada, e daí, pusemos os pirús para ver o luar e demos aquela esfrega nos coitados. E depois que os três estavam ao ponto de briga, ficamos de pé na calçada, medindo um no outro para ver qual era o maior. Apesar de o Maneco e o Fausto serem mais velhos, perderam para o pirú mais novo, que era o meu. Ganhei a aposta, mas ganhei também o maior sopapo na bunda, pois, minha mãe ao escutar nossas risadas, olhando pela veneziana a tudo presenciou, chamou meu pai e mostrou o tipo de aposta que nós estávamos fazendo. Meu pai saiu na calçada indignado, deu-me aquele aperto de orelha acompanhado com um tamanho sopapo na bunda, que na mesma hora o meu pirú sumiu e, também o Maneco e o Fausto sumiram da rua. Foi a primeira vez que meu pai me bateu de verdade. E esta foi, para mim, a maior arte ocorrida!
NATAL DE 1928, UMA GRANDE DESILUSÃO. Depois desse fato, em que meu pirú ficou conhecido e afamado, chegou o Natal e meu pai comprou um peruzão, já pronto para nosso almoço. Porém, esse apesar de morto, era perú mesmo e todos comemos uns bons pedaços no almoço. Esse Natal de 1928, com a idade de 9 anos, foi o pior da minha vida. Tenho sempre na memória a grande desilusão que passei quando, de manhã, olhei o meu sapato debaixo da cama, pronto para receber mesmo que fosse uma bolinha de Papai Noel. Ao vê-lo vazio, chorei em silêncio, mas fiz-me de duro e não toquei no assunto com o meu pai. E, até hoje, acho que foi um castigo que recebi por causa da aposta do pirú. E dessa data para cá, nunca mais o Papai Noel veio me visitar na casa de meu pai. O fim do ano chegou e, como de costume, minha família comemorava a passagem do ano com uma ceia mas, geralmente por causa da hora, quase não havia crianças. E mais um Carnaval, veio e passou com a alegria de sempre.
Fui matriculado no 3º ano primário do Grupo Escolar, e entrei para a classe do Professor Edgard Ferraz. Ele era muito mau e violento e batia nos alunos com vontade, eu não tinha ainda apanhado, mas morria de medo! A VISÃO DO MEU AVÔ RANDOLFO. Meus filhos, devo relatar-lhes duas passagens importantíssimas, que vieram iluminar os caminhos de meu Pai, aumentando e consolidando sua fé religiosa, pois, as provas que ele recebeu por intermédio da Áurea, não foram suficientes para modificá-lo totalmente, era preciso um outro tipo de mediunidade, em outra pessoa da família. Então, na ocasião certa fui por Deus escolhido, recebi dons de vidência e audiência, comecei a ver pessoas já falecidas e escutar suas vozes. Tinha já completos os meus 10 anos de existência quando houve o primeiro fato. Eu estava em casa descontraído, sentado no sofá da sala de visitas em frente a porta que dava para o jardim, que era fechado com uma cerca de bambu e um portão que dava para a rua.
De repente, uma cabeça foi aparecendo por cima da cerca, o que me despertou curiosidade. No princípio não dei importância, mas a aparição continuou a se desenvolver e surgiu um busto completo. Reconheci um homem de barba comprida e cabelos compridos como de mulher e que, olhando para mim, sorriu. Prestei mais atenção e reparei que, através da cerca, eu não via o corpo do homem. Olhei para um retrato na parede da sala e achei parecidíssimo com o meu avô Randolfo. Olhei espantado para a cerca e o busto disse: “Sou eu mesmo!” Levei um choque, gritei e o meu pai veio logo. Contei-lhe a visão e ele acreditou que era de fato o meu avô. Eu estava trêmulo, minha mãe trouxe água com açúcar e meu pai me fez relatar a visão para todos os parentes que chegavam. Ele também comentou a minha visão no centro espírita e andava empolgado com a novidade. AFOGAMENTO NO POÇO DA GROTA. Agora vou lhes contar o segundo fato, que foi o da audição, nesse mesmo ano de 1929. Eu era amigo do Silvio, irmão da Alaíde Rangel, uma linda menina que eu considerava minha primeira namorada e não saía de sua casa.
Eu era já bem molecão e queria muito aprender a nadar. Um belo dia, fomos dispensados da escola mais cedo e o Silvio Rangel nos convidou, eu e o Darwin, filho da minha irmã Dulce, irmão do Ismar, para irmos nadar no poço da Grota, que ficava no campo do Sr. Ciano Moreira, onde hoje é o Parque Primavera. Topamos o convite, mas chegando lá tive medo, o poço era enorme e tão fundo que a água era escura. Mas logo na entrada era raso, então eu e o Silvio ficamos pelados e entramos na água. O Silvio explicou-me como devia fazer para nadar, puxando a água com as mãos e batendo os pés e, assim, fez-me deitar, colocou seus braços por baixo da minha barriga e foi me levando para o lugar mais fundo. Eu comecei a gritar de medo e o Darwin, de pé na beirada do poço, ficou imóvel, estatelado. O Silvio já era moço feito, alto e, estando com a água pelo peito, disse como eu devia fazer e se afastou de mim, nadando.
Tentei fazer como ele ensinou, mas foi inútil, na mesma hora fui para o fundo do poço e quando o Silvio olhou pra trás e não me viu, ficou apavorado a me procurar. E foi aí que se deu comigo o primeiro fato de audição. Debaixo da água eu só pensava na minha mãe e no meu pai e, nervoso, falei: “o papai vai dar em mim...a mamãe vai dar em mim...” E cada vez que eu falava, ouvia em seguida uma voz que dizia num tom sussurrado: “não fale...não fale...” Eu ficava quieto, mas a aflição voltava, o ar do meu pulmão se extinguindo, eu tornava a falar, “o papai vai dar em mim...a mamãe vai dar em mim...” E novamente dizia a voz, “não fale...não fale...” e assim mais uma vez, até que meu corpo virou de cabeça para baixo. Senti que não tinha mais forças para falar, mas só pensava no papai e na mamãe, então o meu corpo boiou e os meus pés apareceram à flor da água. E o Silvio, nervoso e chorando, encontrando meus pés, puxou-me para fora do poço e me atirou na grama em estado desesperador.
Ele movimentava meus braços, fazia fricções no peito e no coração, e ouvindo umas pancadas muito lentas, enfiou o dedo na minha garganta e eu vomitei um colosso de água suja. Meu estômago, que estava crescido, foi voltando ao normal e fui recobrando os sentidos. Abrindo os olhos, vi tudo amarelo embaçado e pensei que tinha desencarnado. O céu, o campo, o Silvio, tudo era de uma só cor, “amarelo”. Olhei para o Silvio e, num esforço, disse: “o papai vai dar em mim...a mamãe vai dar em mim...” Ele me consolou e disse: “veste a roupa vamos embora”. Ao passar pelo Darwin, o coitado estava rígido, gelado, os olhos arregalados na direção do lugar onde eu afundei, e só depois de muito chamá-lo e sacudi-lo foi que ele despertou. E olhando na minha cara e perguntando, “que dê o Lau? que dê o Lau?”, demorou para ele deixar de tremer, até que parou, mas ainda ficou chorando de nervoso. DE VOLTA PRA CASA. Ao chegar na cidade, paramos debaixo de uma árvore frondosa, perto do repuxo em frente a igreja de São Sebastião e ficamos estudando como chegaríamos em casa, qual a desculpa para a nossa ausência.
Foi quando o Milton, meu irmão, que me procurava por todo lado nos encontrou e, certificando-se de toda a verdade, me levou para casa. Eu me tranquei no quarto com medo de apanhar e o Milton contou tudo para a minha mãe. Ela me repreendeu, me deu conselhos e, abraçada comigo, chorou muito. Depois me deixou preso no quarto, só de blusa, sem calças, de castigo para eu não sair novamente. E logo meu pai chegava furioso, disposto a me bater, mas minha adorada mãe disse que já tinha me dado umas chineladas e que eu estava de castigo. Esta foi uma das artes mais violentas que eu pratiquei. E no dia seguinte, meu pai quis que eu lhe contasse como tudo aconteceu e eu calmamente relatei tudo, tim-tim por tim-tim. E quando terminei, meu pai disse: “É meu filho, você tem boa mediunidade, precisa se desenvolver. Sabe, você vai me convencer nesta nova fé religiosa. Fique sabendo que eu tenho uma bola de cristal e você vai desenvolver sua vidência nesta bola. Daqui para a frente, nós dois vamos estudar a doutrina dos Espíritos.” Pois, o meu pai achou importante a voz ter falado comigo debaixo d’água...
WILSON LORENA - 1994 Durante a sua passagem pelo planeta Terra, a criança de coração puro e singelo que aqui encontramos, nunca o abandonou. E, para os que tiveram o privilégio da sua companhia, permanece junto à saudade a esperança de um reencontro, talvez em uma outra realidade, numa dimensão exclusiva de Amor.
Comemoração do aniversário de 76 anos do Maestro José Randolfo Lorena em 04-02-1952. 1- Raimundo Leão, 2- Áurea, 3- Ádila, 4- Geysa, 5- Sebastião de Castro, 6- Ideusa, 7- Hiltinho, 8- Zélia, 9- Elza, 10- Jairo, 11- Miltinho Café, 12- Nelson, 13- Ínes, 14- Eladir, 15- Nini, 16- Carmen, 17- Milton, 18- Izilda, 19- Jair Bittencourt, 20- Dalvinha, 21- Yvone, 22- Sylvia, 23- Ismar de Castro, 24- Paulo Gestal, 25- Zezinho, 26- Cid de castro, 27- Benilda, 28- Celina, 29- Wilson. Ao Centro, Maestro Lorena e Mãe Dudu. Sem identificação, amigos da família. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29
Músicas Quizás,quizás,quizás/Perfídia/El Reloj, Adiós/Frenezi/ Eu sei que vou te amar - Ivanildo “Sax de Ouro” Ave Maria - Carmen Monarcha Formatado por Milton Lorena Novembro - 2008
Summary: Memórias de Wilson Lorena em apresentação nos blogs http://museumaestrolorena.blogspot.com e http://oslorenas.blogspot.com
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