O que une Manoel de Oliveira a Padre1

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O que liga Manoel de Oliveira a Padre António Vieira? Pregador português do séc. XVI com projecção internacional Cineasta português de renome internacional nos séc XX e XXI 21-03-2009 Fernanda Afonso

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Vieira e Oliveira – o testemunho do seu tempo transmitido por imagens 21-03-2009 Fernanda Afonso A beleza das imagens fixadas pela palavra escrita – uma forma de pensar e de dizer o mundo; Em 2008 comemoram-se os 400 anos do seu nascimento A beleza das imagens fixadas pelo cineasta – uma forma de pensar e dizer o mundo. Um mestre da 7ª arte ( cinema). Realizou Palavra e Utopia, um filme sobre P. António Vieira A 11 de Dezembro de 2008, celebrou o seu 100º aniversário, continuando a filmar

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Manoel Oliveira, o cineasta 21-03-2009 Fernanda Afonso Ver mais! http://www.madragoafilmes.pt/manoeloliveira/# http://www.youtube.com/watch?v=t5eMoZfAjpw&feature=email * Clickar com o botão do rato e seleccionar “abrir hiperligação” «Há precisamente 100 anos nascia no Porto Manoel de Oliveira. Ao mesmo tempo dava os seus primeiros passos uma arte, a sétima, que não só iria transformar a vida de todos como elevaria aquela criança a um estatuto ímpar. É assim Manoel de Oliveira. Uma vida que se funde com o cinema e a qual é impossível de dissociar. Manoel de Oliveira é, como todos sabem, o realizador activo mais idoso do mundo. Tendo granjeado inúmeras ovações (mais do público internacional do que do português), foi alvo de várias distinções e é, sem dúvida, das figuras mais emblemáticas e carismáticas da cultura do nosso país. Tendo começado pelo desporto (foi atleta profissional e chegou a ser campeão nacional), foi o documentário vanguardista Berlim, Sinfonia de uma Cidade, de Walther Ruttmann que originou o fascínio de Oliveira pelo cinema. Nascido no seio de uma família burguesa de classe alta, Manoel decidiu criar o seu próprio documentário sobre a cidade do Porto e actividade fluvial do Douro: Douro, Faina Fluvial (1931). Como quase sempre o filme recebeu aplausos da crítica estrangeira mas foi um fracasso em Portugal. (…) tendo participado como actor no célebre Canção de Lisboa de 33, Oliveira iniciou a sua obra ficcional como realizador com o Aniki-Bobó em 1942». * Em 2000 fará Palavra e Utopia, uma longa metragem sobre a vida do Padre António Vieira. *Ler mais em (fonte) : http://takea-break.blogspot.com/2008/12/manoel-de-oliveira-biografia.html

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O que liga Manoel de Oliveira a Vieira? O fascínio pela figura do Padre patente em Palavra e Utopia (filme de 2000) 21-03-2009 Fernanda Afonso http://www.youtube.com/watch?v=Mw71inAzUpI

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Sinopse de Palavra e Utopia (2000) 21-03-2009 Fernanda Afonso Ver mais sobre o filme! Links*: http://www.amordeperdicao.pt/basedados_filmes.asp?filmeid=236 http://www.palavraeutopia.com/indexport.html http://www.youtube.com/watch?v=Mw71inAzUpI * Clickar para activar hiperligação Em 1663, o Padre António Vieira é chamado a Coimbra para comparecer diante do Tribunal do Santo Ofício, a terrível Inquisição. As intrigas da corte e uma desgraça passageira enfraqueceram a sua posição de célebre pregador jesuíta e amigo íntimo do falecido rei D. João IV. Perante os juízes, o Padre António Vieira revê o seu passado: a juventude no Brasil e os anos de noviciado na Bahia, a sua ligação à causa dos índios e os seus primeiros sucessos no púlpito. Impedido de falar pela Inquisição, o pregador refugia-se em Roma, onde a sua reputação e êxito são tão grandes que o Papa concorda em não o retirar da sua jurisdição. A rainha Cristina da Suécia, que vive em Roma desde a abdicação do trono, prende-o na corte e insiste em torná-lo seu confessor. Mas as saudades do seu país são mais fortes e Vieira regressa a Portugal. Só que a frieza do acolhimento do novo rei, D. Pedro, fazem-no partir de novo para o Brasil onde passa os últimos anos da sua vida. fonte : sttp://lerparacrer.wordpress.com/2008/01/25/quatrocentos-anos-do-nascimento-do-padre-antonio-vieira.

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Nota biográfica do Padre António Vieira 1608 – nasce em Lisboa 1614 – embarca para o Brasil com os pais e fixa-se na Baía. 1623 - inicia o noviciado na Companhia de Jesus; ordenado sacerdote em 1635, exerce as funções de pregador nas aldeias baianas da Baía 1641 - regresso a Portugal para a corte de D. João IV, após a restauração da independência do reino que estivera sob domínio castelhano 1646 – início das missões diplomáticas na Europa. 1653 – regresso ao Brasil (Maranhão); intervém os conflitos entre jesuítas e colonos, lutando contra a exploração dos indígenas. 1654 - prega o " Sermão de Santo António aos Peixes ". 1661 - expulso do Maranhão pelos colonos, regressa a Lisboa. 1665 - preso em Coimbra pelo Tribunal do Santo Ofício acusado de acreditar nas profecias do poeta Bandarra. 1668 – amnistiado, retoma as pregações em Lisboa 1669 - partida para Roma e grande sucesso como pregador; combate o Tribunal do Santo Ofício, defendendo os judeus perseguidos 1675 - regresso a Portugal; sem apoios políticos e desiludido, retira-se de vez para a Baía em 1681 onde se entrega ao trabalho de compor e editar os seus Sermões. 1697 – morre na Baía (Brasil) Pela arte da palavra buscar a mudança Uma vida e uma missão 21-03-2009 Fernanda Afonso

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Obra legada por Vieira Sermão da Sexagésima Sermão de São José (1642) Maria Rosa Mística Sermão de Santo António aos Peixes Sermão de Nossa Senhora do Rosário Sermão da Quinta Dominga da Quaresma Sermão do Mandato Sermão de Santa Catarina Virgem e Mártir Sermão da Primeira Dominga do Advento (1650) Sermão de Todos os Santos Sermão do Espirito Santo Quarta parte, licenças e privilégio real Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal Contra as de Holanda Sermão do Bom Ladrão (1655) Clavis Prophetarum Defesa do livro intitulado Quinto Império   ALGUNS SERMÕES ALGUNS PENSAMENTO S DE VIEIRA Neste mundo há muita miséria que não são ignorâncias, e não há ignorância que não seja miséria. Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras. O mal não está em ser tentado; está em ser vencido Cuidais que para mentir e para dizer testemunhos falsos é necessário mudar, diminuir ou acrescentar as palavras que ouvistes? Não é necessário nada disso: basta mudar-lhes o sentido, ou a intenção 21-03-2009 Fernanda Afonso

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A importância da palavra-imagem em Vieira Em 2008, celebraram-se os 400 anos do nascimento do maior orador e cultor da língua portuguesa – P. António Vieira . A sua prosa viva oferece-nos imagens fabulosas através das quais cativava o ouvinte, de então, e atrai a atenção do leitor actual. Aproximemo-nos, sem receios, deste autor e, em particular, do Sermão de Santo António aos Peixes. Neste texto o pregador simula falar aos peixes, queixando-se da indiferença dos homens que se recusam a ouvi-lo. Recorrendo a este processo retórico, o pregador capta a atenção de um público desinteressado dos males da sociedade, denunciando-os. Serve, assim, a imagem dos peixes - «grandes» e «pequenos» - para uma feroz e lúcida crítica social. 21-03-2009 Fernanda Afonso

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O simbolismo das palavras – o valor metafórico de “comer” (…) A primeira coisa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contrário, era menos mal. Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande. (…) Olhai, peixes, lá do mar para a terra. Não, não: não é isso o que vos digo. Vós virais os olhos para os matos e para o sertão? Para cá, para cá: para a cidade é que haveis de olhar. Cuidais que só os Tapuias se comem uns aos outros? Muito maior açougue é o de cá, muito mais se comem os brancos. Vedes vós todo aquele bulir, vedes todo aquele andar, vedes aquele concorrer às praças e cruzar as ruas; vedes aquele subir e descer as calçadas, vedes aquele entrar e sair sem quietação nem sossego? Pois tudo aquilo é andarem buscando os homens como hão-de comer e como se hão-de comer.» Sermão de Santo António aos Peixes (excerto) 21-03-2009 Fernanda Afonso

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A arte sacra barroca (séc XVII) Igreja de São Roque, em Lisboa, procurada pelos fiéis para escutarem o famoso pregador, Padre António Vieira. Ouvir o sermão de um importante pregador era, à data, um momento de espectáculo. Toda a imponência das igrejas reflecte esta nova forma de religiosidade (ostentatória) que caracteriza o homem do barroco. A pintura e a música sacra complementavam a envolvência sumptuosa do acto religioso. Observe como a música de Carlos Seixas cria a atmosfera espiritual em: http://www.youtube.com/watch?v=BojPOJveHZQ&feature=related 21-03-2009 Fernanda Afonso

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O barroco (séc. XVII) 21-03-2009 Fernanda Afonso A palavra barroco é portuguesa e designa uma pérola colorida, cintilante, de forma irregular Este movimento artístico tem a sua origem na Itália. Afirmando-se contra a austeridade religiosa dos templos protestantes (movimentos religiosos como o liderado por Lutero), o catolicismo deste período concebe a ideia do esplendor para o espaço onde se desenrola o culto sagrado. A arte teria como objectivo fundamental «provocar o fervor das multidões, criar surpresa, encantamento, deslumbramento» ( Everard Upjohn, História mundial da arte) A concepção coperniana (1543) do universo , ao demonstrar que os sentidos humanos são enganadores ( a Terra não é estática, move-se como disse Galileu), contribuiu para uma consciência da fragilidade da condição humana. O homem do barroco vive de forma paradoxal: perante a fragilidade da vida, opta pelo gozo dos bens terrenos; - Consciente da morte, defende a humildade, o fervor religioso e o despojamento material mas assume a vida como um espectáculo de ostentação, de demonstração de riqueza. Active a hiperligação e veja imagens do barroco, ao som de Vivaldi ( compositor barroco) http://www.youtube.com/watch?v=hrkOnEkFYLk

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Pintura e música do Barroco – temas religiosos Active a hiperligação e ouça Bach, Paixão Segundo São Mateus; http://www.youtube.com/watch?v=f7ADZNa6R1Q&feature=related 21-03-2009 Fernanda Afonso Rubens, A elevação na cruz Caravaggio, Descida da Cruz

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George La Tour 21-03-2009 Fernanda Afonso O Barroco e a consciência da fragilidade humana: Alguns símbolos da precariedades da condição humana: - chama da vela : a vida que se vai extinguindo, a passagem do tempo - caveira : a inevitabilidade da morte; - tons claro/escuro ( vida fugaz e treva/morte)

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Pintura do Barroco – figuras mitológicas 21-03-2009 Fernanda Afonso Contraste entre as tonalidades claras e escuras; tons vivos e fortes - a luminosidade - os dourados - a exuberância, o excesso - a reflexão sobre a condição humana, o auto-conhecimento - símbolos da fragilidade: o vidro, o espelho Caravaggio BACO NARCISO o

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Barroco - um olhar sobre as pessoas 21-03-2009 Fernanda Afonso Velasquez, Las meninas Vermeer, Rapariga com brinco de pérola

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O ócio e o conhecimento em evolução 21-03-2009 Fernanda Afonso George La Tour, Os jogadores Vermeer, O astrónomo e o geógrafo

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21-03-2009 Fernanda Afonso Bernini, O extâse de Santa Teresa Bernini, La Fontana di Trevi A escultura barroca http://www.youtube.com/watch?v=V06dbGkSJYQ&NR=1 (active a hiperligação -Te Deum de Domingos Bomtempo

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Arquitectura barroca portuguesa http://www.youtube.com/watch?v=V06dbGkSJYQ&NR=1 (active a hiperligação -Te Deum de Domingos Bomtempo 21-03-2009 Fernanda Afonso Jean-Baptiste Robillion, Palácio de Queluz Biblioteca do Convento de Mafra

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