Belo Monte e a morte do Rio Xingu - um grande crime

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Belo Monte e a morte do Rio Xingu: um CRIME.

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640 km2 serão alagados, nos municípios de Altamira, Brasil Novo e Vitória do Xingu, no Pará, 20 mil pessoas desalojadas e outras 80 mil afetadas.

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Em 1975, o Governo da Ditadura Militar inicia os estudos na Bacia do Xingu, no Pará, para implementar grandes projetos hidrelétricos. Restou o que hoje é Belo Monte. O clima atual parece o daquela época: “Ali se proíbe tudo: o acesso das pessoas, fotos, filmagens e especialmente, manifestações. Tudo dentro do Estado de Direito, armado!” (Padre Antônio Claret, do MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens)

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“Belo Monte não é um problema apenas daqueles que vivem na região do Xingu. É um problema de todo o Brasil”. (Felício Pontes Jr – Ministério Público Federal/PA)

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“O conceito de diálogo do governo não passa de imposição de seus interesses econômicos privados em detrimento dos direitos invioláveis dos povos.” (Padre Antônio Claret) A energia de Belo Monte é para beneficiar em primeiro lugar as grandes empresas ALCOA e VALE.

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“Madeireiros têm licença para desmatar área no polígono das obras. Famílias ribeirinhas de Assurini choram suas incertezas”. (Padre Antônio Claret)

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5293230238224586 “Verdade é que um rolo compressor está passando por cima de todos nós. (...) O governo empurra sim Belo Monte goela abaixo! (...) Nunca houve diálogo com o povo daqui, nem com índios, nem com ribeirinhos, nem com o povo da cidade. O governo traiu o povo que o elegeu e ri-se de quem defende os índios, os ribeirinhos, os pobres atingidos pela barragem.” D. Erwin Kräutler, bispo católico do Xingu

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A construção de Belo Monte destruirá totalmente a curva do rio, chamada VOLTA GRANDE, conhecida pela sua riquíssima biodiversidade. Dependente do volume d’água do Rio Xingu, Belo Monte produzirá energia durante 4 meses por ano, utilizando apenas 40% de seu potencial!

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A CCBM (Consórcio Construtor Belo Monte) já iniciou o barramento do Rio Xingu. Esta ensecadeira já atingiu a outra margem.

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100 km do rio Xingu secarão com a barragem de Belo Monte. Se o rio é o meio de transporte e de sobrevivência, como este povo viverá?

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“Quanto custa Volta Grande do Xingu? Quanto custam 100 km2 da Volta Grande do Xingu destruída? Quanto custam 273 espécies de peixes desaparecidas? Quanto custam 5.300 km2 de floresta desmatada? Isso é uma afronta muito grande para nossa geração.” (Felício Pontes Jr.)

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“Até quando será preciso avisar que os danos às comunidades locais e a todo o país serão irreversíveis?” (Felício Pontes Jr.)

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Nenhum banco privado aceitou financiar Belo Monte, que está sendo financiado com dinheiro público, através do BNDES.

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“Vocês pensam que índio não é gente e que não tem valor? Mas nós somos gente iguais a vocês brancos. Temos o mesmo valor que vocês. Vocês podem governar na cidade de vocês, mas no rio, na nossa aldeia, não é vocês que governam. Tente respeitar o nosso direito e o que é nosso. Não queremos barragem. Não queremos Belo Monte.” (Mobu-Odu Arara – indígena da aldeia Arara do Maia.)

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A população ribeirinha tem o peixe como alimento básico. E o peixe vai acabar. Se morre o rio, morre o povo.

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Serão afetados direta ou indiretamente 300 municípios, 21 comunidades quilombolas e 30 Terras Indígenas. Para onde irão?

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“Os primeiros atos dessa ópera trágica que é Belo Monte em todos os sentidos - ambiental, social e econômico - mostram que somos colônia.” (Felício Pontes Jr.)

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“Muito tempo se passou desde que os Cabanos fizeram sua revolta contra a exploração, mas talvez seja um pouco do espírito de resistência deles que anda nos faltando nesses tempos tão modernos.” (Felício Pontes Jr.)

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Altamira virou um caos em todos os sentidos. Nada do prometido saneamento básico, uma das condicionantes do IBAMA para dar licença para iniciar a obra! Não tem leito nos hospitais, não há vaga nas escolas, homicídios na ordem do dia, prostituição a céu aberto no centro da cidade. Os aluguéis de uma casa simples pularam de 300 para 2.000 Reais. Os preços de alimentos triplicaram. O trânsito é uma calamidade. Acidentes a toda hora”. D. Erwin Kräutler, bispo do Xingu.

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Cerca de 100 mil serão atraídas para a região de Altamira causando impactos que ainda não foram analisados pelo Governo. “As consequências desse drama, de uma cidade que nota, a olhos vistos, o seu crescimento repentino e totalmente desordenado, recai primeira e pesadamente sobre os empobrecidos.” (Padre Antônio Claret)

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Na zona rural serão inundados 1.000 imóveis e 18 escolas. “A remoção de milhares de famílias não é obrigação legal, mas limpeza social. Parece que gente é coisa feia e povo é coisa suja...” (Padre Antônio Claret )

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Fotos aéreas mais recentes feitas pelo Greenpeace revelam a destruição anunciada. Veja em http://www.xinguvivo.org.br/2012/04/20/o-crescimento-e-desenvolvimento-de-belo-monte/

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“Até quando a sociedade fará abaixo-assinados sem ser ouvida?” (Felício Pontes Jr)

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Que vamos fazer?

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Fontes consultadas: Vídeo “Povos do Xingu contra a construção de Belo Monte” (Greenpeace) “O Belo Monte e o Belo Castelo - uma resposta a ‘Tempestade em copo d’água’” ( Gabriel Barcelos) www.youtube.com/watch?v=1pNHd158FsM Documentário “As margens do Xingu - vozes não consideradas” (Damià Puig) www.vimeo.com/24443990 Documentário e debate Felício Pontes Jr e Ildo Sauer discutem Belo Monte em São Paulo www.xinguvivo.org.br/2011/09/12/documentario-e-debate-com-felicio-pontes-e-ildo-sauer-discutem-belo-monte-em-sp/ Movimento Xingu Vivo para sempre www.xingu-vivo.blogspot.com ; www.belomontedeviolencias.blogspot.com Cadê a discussão sobre Belo Monte? www.espacodiscursivo.blogspot.com.br/2012/01/cade-discussao-sobre-belo-monte.html

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FICHA TÉCNICA Pesquisa e coordenação: Gislene Margarida Pereira (Gisa) Montagem: Lígia Carneiro e Ruben Siqueira Música: “Porto da Saudade”, de Alceu Valença, interpretada por Sagrama Seleção de textos: Bruno Eduardo Carvalho Fotografias: João Zinclar (registradas no período de 5 a 20 de janeiro de 2012) Foto slide 3: http://cotrionline.blogspot.com.br/2012/04/belo-monte-tragedia-ecologica.html Foto slide 29: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=201630926566853&set=a. 201630689900210.52213.100001598404747&type=3&theater Textos: - Padre Antônio Claret, Chegou o Inv(f)erno! - Em Altamira, Belo Monte www.gilvander.org.br/artigos/156-chegou-o-invferno-em-altamira-belo-monte Felicio Pontes Jr, Belo Monte: O Pará colônia http://www.xinguvivo.org.br/2011/09/08/felicio-pontes-belo-monte-o-para-colonia/ Felicio Pontes Jr, Belo Monte - até quando será preciso alertar que o rei está nu? http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/04/opiniao-belo-monte-ate-quando-sera-preciso-alertar-que-o-rei-esta-nu.html D. Erwin Krautle, "O governo empurra sim Belo Monte goela abaixo", diz Erwin Kräutler, bispo do Xingu. http://www.brasildefato.com.br/content/o-governo-empurra-sim-belo-monte-goela-abaixo-diz-erwin-kr%C3%A4utler-bispo-do-xingu Colaboradores: Elva Ross, Terezinha França, Alexandre Gonçalves e Maria do Rosário de O. Carneiro, Fr. Gilvander Moreira, Ingrid Campos. Março/Abril 2012 - Belo Horizonte/MG e Salvador/BA, Brasil

Summary: Os males causados ao povo do Xingu pela Usina de Belo Monte, nas fotografias de João Zinclar.

Tags: usina de belo monte xingu indios joao zinclar meio ambiente

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