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Geologia Em Cantada 7º A e 7º B Escola Secundária Alcaides de Faria (Barcelos)
Fósseis Se um dinossauro viesse… passear-se pelo rio, tropeçasse numa pedra, fosse com a cabeça ao chão poderia começar mesmo aí nesse lugar a sua fossilização Vinham logo outros bichos… para se alimentarem, sobrariam só os ossos e as pegadas sobre a praia que o rio com cuidado, em memória do passado sepultou sob o seu barro E o vale foi colmatado… e depois virou montanha que o nosso céu arranha, levou chuva, levou neve, o achado está para breve das pegadas lá moldadas e dos restos das ossadas Fósseis, fósseis, das pegadas lá moldadas Fósseis, fósseis, dos restos das ossadas
Rochas magmáticas Eu sou o magma estou a 650 graus estou a subir e a arrefecer vou solidificar será que vai doer? Metade do meu coração já saiu pelo vulcão e eu aqui debaixo do chão estou a ficar dura e apertada a 1ª dose de minerais está formada. Qualquer dia estou lá em cima para ver a alvorada Magma vira lava, lava vira rocha, rocha vira magma e magma vira rocha
Rochas metamórficas Na crusta está sempre tudo a mudar devagar, devagar, devagar, a bacia sedimentar que estava a abrir agora está fechar devagar, devagar As rochas que estavam a afundar, agora estão a dobrar devagar, devagar, devagar E nós rijos argilitos, já estamos a ficar aflitos A pressão não pára de aumentar na região A pressão não pára de aumentar na região A temperatura sempre a subir o magma já deve andar aí a curtir magma não me quero queimar no teu contacto isto é um facto
Rochas metamórficas a malta lá de baixo já se está a derreter já não sabem o que hão-de fazer 1,2,3 já são magma outra vez e então, voltar p’ra casa até é bom e eu aqui a foliar, parte de mim a recristalizar em novos minerais, e outros que tais falhas, dobras, bandado ao meu lado está tudo mudado acho que já estou a perceber, vou mudar sem ter que derreter magnífico, sou metamórfico metamórfico, sou magnífico
Rochas sedimentares A chuva, o vento, o rio, o gelo e o mar, são hoje o meu tormento acho que me vão matar não param de bater até eu me desfazer já lá vão os meus pedaços, erodidos há bocado o calhau vai na ribeira pra longe da minha beira, transportado a argila já nem a vejo, deve ter chegado ao mar companheira se me ouves é a tua vez de cantar
Rochas sedimentares Olá, eu sou a argila estou no fundo do mar isto aqui está tão calmo… está um tédio de matar, espera aí vem mais malta, estão a depositar estão a ficar sobre mim e eu já nem lhes vejo o fim mas que é isto tanto peso já me estou a afundar se isto continua assim acho que algo vai mudar Ouve lá ó sedimento, chegou o nosso momento, vamos lá consolidar Se ficarmos bem juntinhos, todos bem apertadinhos, vamos formar uma rocha sedimentar
Tectónica O que posso eu fazer se a Terra quer tremer se é mesmo assim que tem que ser o decaimento radioactivo faz-me ficar pensativo como pode dar energia para toda esta magia que se transforma em movimento choques a todo o momento abre oceanos e mares, levanta continentes choques valentes, criam novos ambientes eu vou ter um choque eu sou uma placa em perigo de morte
Tectónica mergulho na fossa até me derreter levanto-me do chão, num especial vulcão sempre em produção, sempre em distensão, a provocar a colisão A tectónica, é faraónica lentamente, é o oposto da velocidade supersónica com tremores rápidos p’ra contrastar com o vagar do seu andar eu vou ter um choque eu sou uma placa em perigo de morte
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