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Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 1 Tema: “A Água” A minha Antologia Poética “ A água e a poesia são irmãs... pelos remoinhos das palavras, pelo ir e vir das ondas que nos trazem palavras de longe e de perto…” (Autor desconhecido)
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 2 Introdução Esta é a minha Antologia Poética pessoal, cujo o Tema principal é a água, mas também outros, tais como a Praia, as lágrimas, Amor, entre outros que estejam relacionados. Contudo, serão apresentados Dez poemas de Três poetas diferentes acompanhados das suas breves biografias. Cada poema terá uma breve explicação e um comentário pessoal. No final, serão apresentados dois poemas elaborados por mim e com alguma ajuda de outros, tendo estes também os seus comentários.
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 3 Biografias Dos Poetas Poemas Comentários “ É precisa mais água quente para tornar a água fria quente que água fria para tornar a água quente fria. “ (Autor: Jon Blummer)
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 4 Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de Novembro de 1919, no Porto e Faleceu aos 84 anos a 2 de Julho de 2004, em Lisboa. Em 1946 casou-se com o jornalista Francisco Sousa Tavares e foi mãe de cinco filhos, foram eles que a motivaram para escrever contos infantis. Foi a primeira mulher portuguesa a receber o prémio literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999. Algumas Obras: A Menina do Mar (1958) A Fada Oriana (1958) O Cavaleiro da Dinamarca (1964) A Floresta (1968) Sophia de Mello Breyner
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 5 “ Mar “ De todo os cantos do Mundo Amo com um amor mais forte e mais profundo Aquela praia extasiada e nua Onde me uni ao mar, ao vento e à lua. Poema
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 6 Comentário Neste poema o sujeito poético é uma pessoa que realmente ama amar, mas de todos os cantos do Mundo aquela praia é e sempre será muito especial. É um poema muito pequeno mas com um grande e bonito valor sentimental pois retrata como nos sentimos bem em estarmos num lugar que gostamos.
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 7 As ondas quebravam uma a uma Eu estava só com a areia e com a espuma Do mar que cantava só para mim Poema
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 8 Comentário Neste Poema o sujeito poético encontra-se numa fase um bocado complicada e confusa da sua vida e sente necessidade de parar para pensar e reflectir um pouco, junto ao mar. Escolhi este poema porque me identifiquei com ele, também gosto de vez em quando parar e olhar o mar e por vezes parece que ele nos responde, ao ouvirmos o seu “cantar”, o seu bonito barulho calmo e espectacular.
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 9 “ Dia do Mar no ar “ Dia do mar no ar, construído Com sombras de cavalos e plumas Dia do mar no meu quarto – cubo Onde os meus gestos deslizam Entre o animal e a flor como medusas. Dia do mar no ar, dia alto Onde os meus gestos são gaivotas que se perdem Rolando sobre as ondas, sobre as nuvens. Poema
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 10 Comentário O dia do mar para esta poeta é muito importante e cheia de imaginação. Onde ao mesmo tempo o sujeito poético se sente preso ao considerar um quarto – um cubo, mas por outro lado livre como as gaivotas. Gostei muito de ler este poema, devido ao que referi em cima. Por vezes sentimo-nos presos e livres ao mesmo tempo. É uma situação muito complicada.
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 11 Miguel Torga Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia Rocha, nasceu a 12 de Agosto de 1907 em São Martinho de Anta, Vila Real. Faleceu em Coimbra, a 17 de Janeiro de 1995. Foi um dos mais importantes escritores portugueses do século XX. Os seus Livros, estão traduzidos para diversas línguas, algumas vezes publicados com um prefácio seu: espanhol, francês, inglês, alemão, chinês, japonês, croata, romeno, norueguês, sueco, holandês, búlgaro. Algumas Obras: Cântico do Homem, 1950 Bichos, 1940; Traço de União, 1955
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 12 Ariane é um navio. Tem mastros, velas e bandeira à proa, E chegou num dia branco, frio, A este rio Tejo de Lisboa. Carregado de Sonho, fundeou Dentro da claridade destas grades... Cisne de todos, que se foi, voltou Só para os olhos de quem tem saudades... Foram duas fragatas ver quem era Um tal milagre assim: era um navio Que se balança ali à minha espera Entre as gaivotas que se dão no rio. Poema Mas eu é que não pude ainda por meus passos Sair desta prisão em corpo inteiro, E levantar âncora, e cair nos braços De Ariane, o veleiro. “ Ariane “
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 13 Comentário Para o poeta , Ariane é um navio, um veleiro, é algo que o faz movimentar e sair daquela prisão, a sua vida, em que se encontra. Por vezes sentimo-nos presos e queremos fugir, mas nem sempre isso pode ser possível e não há nada melhor que usarmos os nossos sonhos, a nossa imaginação, apesar de isso não fazer muita diferença, pois os problemas continuam a existir, apenas nos iludimos.
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 14 Regresso às fragas de onde me roubaram. Ah! Minha serra, minha dura infância! Como os rijos carvalhos me acenaram, Mal eu surgi, cansado, na distância! Cantava cada fonte à sua porta: O poeta voltou! Atrás ia ficando a terra morta Dos versos que o desterro esfarelou. Depois o céu abriu-se num sorriso, E eu deitei-me no colo dos penedos A contar aventuras e segredos Aos deuses do meu velho paraíso. Poema “ Regresso “
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 15 Comentário Neste poema o poeta fala sobre o seu regresso às fragas, ao regresso as suas origens, à sua Terra, que relembra com saudade que lhe roubaram quando ainda era criança. Gostei muito deste poema, porque sei o que é sentir ser levado para outro lado , sem ter decisão de escolha por sermos novos, ainda crianças. Perder os velhos amigos e ganhar outros, mudar totalmente de vida. E hoje posso voltar ao sitio onde cresci. O Regresso às origens é sempre algo que recordamos.
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 16 Sei um ninho. E o ninho tem um ovo. E o ovo tem lá dentro um passarinho Novo. Mas escusam de me atentar: Nem o tiro, nem o ensino. Quero ser um bom menino E guardar Este segredo comigo E ter depois um amigo Que faça o pino A voar... Poema “ SEGREDO “
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 17 Comentário O sujeito poético tem um poema que não quer contar, é misterioso Gostei de ler este poema, porque há segredos que são só nossos e ninguém precisa de saber. Só os nossos amigos. Como no caso do ovo que se tornará num passarinho
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 18 Mário Cesariny de Vasconcelos Mário Cesariny de Vasconcelos nasceu em Lisboa a 9 de Agosto de 1923 e Faleceu em Lisboa a 26 de Novembro de 2006. Foi um pintor e poeta, considerado o principal representante do surrealismo português. Algumas Obras: Corpo Visível, 1950; Um Auto para Jerusalém, 1964; Titânia, 1994.
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 19 “ Poema “ Em todas as ruas te encontro Em todas as ruas de perco Conheço tão bem o teu corpo Sonhei tanto a tua figura Que é de olhos fechados que eu ando A limitar a tua altura E bebo a água e sorvo o ar Que te atravessou a cintura Tanto tão perto tão real Que o meu corpo se transfigura E toca o seu próprio elemento Num corpo que já não é seu Num rio que desapareceu Onde um braço teu me procura Em todas as ruas de encontro Em todas as ruas te perco Poema
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 20 Comentário Neste poema o sujeito poético encontra-se confuso em relação ao amor. Ele ama e muito o «tu» mas não é correspondido. E muitas vezes é isso que acontece. Desde a primeira vez que li este poema, adorei-o logo, é um bocado estranho, mas verdadeiro. Pois, o pior de estar longe é estar perto e não poder tocar e Amar sem ser correspondido.
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 21 Poema “ Lembra-te “ o horizonte e que dessa procura extenuante e precisa não teremos sinal senão o de saber que irá por onde fomos um para o outro vividos (Ibidem) Lembra-te que todos os momentos que nos coroaram todas as estradas radiosas que abrimos irão achando sem fim seu ansioso lugar seu botão de florir
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 22 Comentário O «Eu» tenta lembrar ao «Tu» o passado deles. Gostei muito de ler este poema, é bonito e simples. Pois em poucas palavras o poeta consegue descrever e nós conseguimos imaginar tal e qual a cena que está a acontecer.
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 23 eu tinha um velho tormento eu tinha um sorriso triste eu tinha um pressentimento tu tinhas os olhos puros os teus olhos rasos de água como dois mundos futuros entre parada e parada havia um cão de permeio no meio ficava a estrada depois tudo se abarcou fomos iguais um momento esse momento parou Poema ainda existe a extensa praia e a grande casa amarela aonde a rua desmaia então ainda a noite e o ar da mesma maneira aquela com que te viam passar e os carreiros sem fundo azul e branca janela onde pusemos o mundo o cão atesta esta história sentado no meio da estrada mas de nós não há memória dos lados não ficou nada “ História de Cão ”
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 24 Comentário Neste poema o «Eu» poético caracteriza-se como sendo uma pessoa triste e insegura, com um grande sofrimento e com um grande medo de perda. Contudo, o «Tu» poético era tal e qual o oposto. Era uma pessoa com grande visão para o Futuro e com uma grande esperança. Porém, existiu um momento, “fomos iguais por um momento”, em que eles se transformaram num só e único ser, foi realmente um grande amor. Gostei muito de ler e trabalhar este poema na aula, daí a minha interpretação ser melhor para este poema. Apesar de ser um poema um bocado triste, é muito bonito. Realmente os opostos atraem-se.
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 25 Poemas Pessoais
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 26 Na Praia há diversão. Sem preocupações. O único problema São os tubarões! As ondas do mar Começam-se a agitar Com o brilho do Sol Parecem acenar. O mar é festa, Alegria e emoção Mas tem cuidado Para não caíres do colchão! Os gelados no Verão São uma doçura Para enfrentar-mos o calor Com a sua frescura. Verão sem gelados É como praia sem mar E ainda bem, que o Verão Já está a começar. Neste tempo de calor O sol está quente E desperta nas pessoas Uma paixão ardente. Poema Realizado por: Ana Isabel Santos Andreia Filipa Almeida Patrícia Galamba Almeida
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 27 Este poema mostra claramente como eu e as minhas amigas, que me ajudaram a realizar este poema, gostamos e estamos desesperadas não só pelo Verão, mas também pela Praia, dos tempos de diversão, dos gelados, ou seja, resumindo … Das Férias de Verão! Comentário
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 28 Um dia caminhei e cheguei até não sei onde, Descobri um manto leve e maravilhoso, A sua magia era eterna e brilhante, O meu olhar espantava-se por tanta luz cintilante. Vi que no seu leito de margem Ingénuo, puro e sincero Se escondia um belo e bonito Anjo Com um doce olhar de desejo. Eu chorei de tal forma que as minhas lágrimas formaram um novo rio Esbelto, quente e frio. Ele perguntou: - Porque estás a chorar? Eu respondi: - Ensinaste-me a amar! Ao teu lado, eu sou feliz porque tu me fazes feliz Amo-te muito Anjo. - Eu também te amo muito. Isso é verdade Um amor de pura e eterna Felicidade. Poema realizado por: Ana Isabel Santos Pedro Filipe Lino
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 29 Comentário Este poema tem um grande significado sentimental, pois é a história de um amor à primeira vista. Quando as coisas não correm tão bem, as pessoas merecem uma segunda oportunidade sim, mas têm que ir à luta, e voltar a ganhar a confiança. Mas se essa pessoa ama realmente a outra vai lutar e vai provar a todos o que é o verdadeiro Amor!
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 30 Conclusão Após a realização da Antologia conclui que a Poesia é um tesouro, e as palavras que lemos têm sempre algo para ser descoberto, é preciso é saber entendê-la e descobrir os seus misteriosos segredos.
Escola Secundária de Santo Andre - Barreiro Ana Isabel Lima Santos 10ºA Nº3 Lingua Portuguesa 2007/2008 31 Livro Consultado: Nome: Plural 10.º ano Autores: Elisa Pinto, Paula Fonseca, Vera Baptista Editora: Porto Editora Sites Consultados: http://pt.wikipedia.org Fontes De Informação
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