A dor serena-O Bem sofrer -

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A Dor Serena (O Bem Sofrer) Música: Bilitis-Francis Lai Estudo e formatação: Helio Cruz (Clicar) Hoje é sexta-feira, 13 de julho de 2012 Agora mesmo são 15:16 h.

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Contam, que certo jardineiro, encantado com uma linda roseira que plantara, resolveu colher uma bela rosa para ofertá-la a quem mais estimava. Ao entregar a flor, a pessoa que a recebeu deixou sair em alto som um grito de dor. O jardineiro, desapontado e muito envergonhado, abaixou-se, e recolheu a rosa que ofertara. Desculpou-se, e saiu em retirada.

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Após alguns passos, ouviu: espere, não se vá! Ainda um pouco cabisbaixo, virou-se, e ficou a espera de possível reclamação da pessoa que presenteara com a rosa. Para sua surpresa, ouviu palavras de carinho. Perplexo, não acreditando no que acabara de ouvir, arriscou-se a fazer uma pergunta: por que palavras tão doces em retribuição por algo que lhe feriu? E a resposta que ouviu foi em suave e meiga voz: não me feriu, apenas deixará uma marca, para que eu jamais me esqueça desse seu gesto singelo.

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Essa estorinha, que circula na Internet, me lembra um comportamento na vida daquele que busca a percepção de si mesmo e do mundo que o envolve, para capacitar-se a compreender a Criação, o “bem sofrer”. A experiência da dor é comum a todos os homens. Ela se revela a cada um de modo diferente, mas a todos visita. Os pobres, sofrem pela incerteza quanto à manutenção de suas famílias; os doentes, experimentam padecimentos físicos; os idealistas, se angustiam pelo bem que tarda em se realizar. Qualquer que seja a posição social do homem, ele vive a experiência do sofrimento.

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A própria transitoriedade da vida terrena é fonte de angústias e incertezas. Pode-se muito fazer e muito angariar, mas a morte do corpo físico é uma certeza e a tudo transformará. Alguma dilaceração é inerente ao viver. Nenhum homem sensato imagina que o vigor físico o acompanhará para sempre. A universalidade da dor chama a atenção dos homens para o fato de que são essencialmente iguais. Ocupam diferentes posições e têm experiências singulares, mas ninguém é feito de material imune à ação do tempo.

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A vida material é transitória, e isto não se pode negar. Contudo, as pessoas evitam refletir sobre essa realidade. Quando apanhadas pelos fenômenos próprios da transitoriedade da vida, costumam se revoltar. Todos sofrem, mas poucos sofrem bem. Tão raro é o bem sofrer que geralmente não é sequer compreendido. Quando em face de alguma experiência dilacerante a criatura mantém a serenidade, acha-se que ela tem algum problema. Confunde-se sensibilidade à dor com escândalo. Se a pessoa não brada indignada e não procura culpados por sua miséria, entende-se que ela tem algo de obscuro em seu íntimo.

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No Sermão da Montanha, Jesus afirmou a bem-aventurança para os que choram, para os injuriados e perseguidos. Mas, certamente não estava a referir-Se aos que sofrem em meio à revoltas e desatinos. Em outra passagem evangélica, Ele afirmou que quem desejasse, deveria tomar sua cruz e segui-Lo. Portanto, trata-se de um sinal de que a conquista da redenção pressupõe algum sacrifício. O sofrimento tem a dimensão que nós lhe damos. Por vezes, mergulhamos de tal forma nos próprios problemas que não percebemos que eles são pequenos demais para nos tirar a disposição e a alegria de viver. Há momentos em que as nossas lágrimas nos impedem de perceber o remédio que está ao alcance de nossas mãos.

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Às vezes é preciso que se apresente uma situação mais grave que a nossa, ou um problema maior, para que possamos avaliar as reais dimensões de nossos sofrimentos. As experiências que atingem o ser visam a torná-lo melhor e mais sensível à dor do semelhante. A dor é inevitável; o sofrimento é opcional. Por tudo isso, devemos cessar com reclamações, não procurar culpados para nossas desditas, e não nos imaginarmos vítimas.

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Devemos aproveitar o ensejo para exemplificar nossa condição de cristão. Nossa serenidade perante a dor fará com que outros repensem a forma como vivem. Dessa forma, estaremos colaborando na construção de um mundo melhor, com menos revolta e insensatez. Quando a Doutrina Espírita se refere à dor, em hipótese alguma faz a apologia do sofrimento na ascensão humana. Porém, reconhecendo a inércia e a iniqüidade em que ainda nos envolvemos, imersos em sombras, afirma e esclarece que a dor ainda é o meio seguro de impulsionar o avanço do espírito imperfeito.

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Um bom começo para exercitar o bem sofrer seria orar, como nos ensina Maria Dolores (espírito). Por vezes, tanto empeço na estrada, Que indagas, coração, de alma desencantada, Por que meios humanos prosseguir... Entretanto, ergue a fronte ao vasto firmamento, Da nuvem mais pesada ou do céu mais cinzento Uma luz há de vir... Uma Luz

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Deus a ninguém esquece; ante a sombra noturna, Sem bússola na selva imóvel e soturna, O viajor se detém, sem coragem de agir; Pára, pensando em Deus; a névoa se condensa... Mas a oração lhe diz, além da sombra imensa; Uma luz há de vir... Abate-se na mina a sinistra barragem; Pedras, detrito e lama impedem a passagem, Vozes clamam, no fundo, a gemer e a pedir; Eis que a prece se eleva e, ao socorro da altura, Gritam vozes de irmãos, promovendo a abertura; Uma luz há de vir.

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É noite. Sobre o mar, há bulcões em batalha, relâmpagos relembram fogo de metralha No trovão a rugir; O barco, aos vagalhões, treme, estremece, estala; Pequena multidão, ora, espera e se cala... Uma luz há de vir. Desse modo, igualmente, alma fraterna, Quando a prova por sombra te governa, Qual noite que te oculta as visões do porvir, Quando tudo pareça escuridão que avança, Trabalha, serve, crê, e ouve a voz da esperança: Uma luz há de vir...

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Assim, quando uma situação estiver muito difícil, lembre-se daquela mulher da estória lá do início, que não reclamou por ter se machucado com o espinho. A vida sempre nos deixa marcas. Faça a sua luz brilhar! Muita paz! Visite o Blog Compartilhando Espiritualidade http://espiritual-espiritual.blogspot.com

Summary: Mensagem Espírita

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