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A ESCOLHA DA MELHOR PARTE Hoje é quarta-feira, 1 de agosto de 2012 Agora mesmo são 16:09 h. Música Mascarade-Ernesto Cortazar Transição manual dos Slides Pesquisa e Formatação Helio Cruz Fontes: Sabedoria do Evangelho; Evangelhos, Lucas 10:38/42 e João 11:1
No caminho de Jerusalém para Gericó, havia uma aldeia com o nome de Betânia distante a cerca de uma hora de Jerusalém. Ela era cercada por imensos campos de cevada e pequenos bosques de oliveros e figueiras que sombreavam a estrada para Gericó. O vilarejo ficava no sopé do Monte das Oliveiras, cenário de algumas passagens evangélicas. Lá viviam os irmãos Lázaro, Marta e Maria, amigos de Jesus.
Em Suas andanças, sempre que ia a Jerusalém, o Mestre se hospedava na casa de Lázaro. Os irmãos de Betânia haviam feito do Rabi da Galiléia membro da família. Ali era o único lugar onde Ele podia gozar algumas horas de sossego, de intimidade familiar, era como se estivesse em casa. Em uma das oportunidades em que Jesus foi a Betânia com Seus discípulos, aconteceu o célebre episódio em que o Mestre enfatiza a escolha da melhor parte.
No episódio, Maria, sem deveres de hospitalidade a desempenhar (Marta é a irmã mais velha, e é quem hospeda o ilustre visitante), está sentada no chão junto aos pés de Jesus, indiferente ao serviço da casa, ouvindo o Seu ensino, provavelmente, desejando beber avidamente de tudo o que saia daqueles lábios, e O ouvia atentamente, embevecida com Sua palavra suave e envolvente.
Marta, entretanto, estava atarefada com muito serviço. Exercendo as rotineiras tarefas domésticas: preparar o repasto, dispor a mesa, arrumar os leitos. Desejava oferecer a Jesus e a seus acompanhantes o melhor. Em suas idas e vindas, Marta fica aflita, ao ver que perde grande parte dos ensinos do Mestre. Mas o sentido da obrigação de dona-de-casa foi mais forte que o desejo de aprender. Aproveitando-se, então, de uma aproximação, reclama com o Rabi da Galiléia da calma despreocupada de Maria, e pede-Lhe que diga a irmã que vá ajudá-la nas tarefas.
Exercitando o dom de converter as situações mais delicadas e difíceis, e aproveitando a oportunidade para transmitir valiosas lições, Jesus fitou compassivo a sua hospedeira e respondeu serenamente: - Marta, Marta! Estás ansiosa e preocupada com muitas coisas, no entanto, poucas são necessárias, ou melhor, uma só. Como Maria escolheu a melhor parte, esta não lhe será tirada.
A resposta de Jesus é clara, e condena as preocupações de Marta, louvando a preferência de Maria. Variados problemas que enfrentamos nascem de excessivo envolvimento com situações transitórias, o excesso de preocupação com a vida material. Muitas pessoas são excessivamente preocupadas com a subsistência, com a limpeza da casa, com os negócios. Apegam-se a situações efêmeras e bens transitórios; vivem estressadas, inquietas, irritadas, abrindo campo a desajustes físicos e psíquicos.
Qual a melhor parte da vida? Para responder a esta pergunta é preciso definir o que viemos fazer na Terra, e qual a finalidade da jornada humana. O Espiritismo revela que estamos aqui como alunos num educandário, convocados ao aprendizado das leis divinas. Isto envolve o aprimoramento espiritual, a aquisição de valores e de virtudes, o desenvolvimento de nossas potencialidades criadoras. Escolhem a melhor parte as pessoas que orientam suas ações em direção a esses objetivos, desapegando-se dos interesses do mundo.
Daí, podemos concluir que, de bem pouco precisa o homem na Terra para seu sustento. As complicações e complexidades são criadas pelos desejos do próprio homem, não pela necessidade. Não há razão para preocupações desnecessárias. O essencial é pouca coisa; aliás, o essencial é apenas uma coisa: o reino de Deus.
Assim sendo, Maria é que estava com a razão. Escolheu o que é bom, a “PARTE BOA”, e esta jamais lhe será tirada. Trata-se da conquista do Espírito que, à medida da evolução, aprende a selecionar o essencial do supérfluo. Uma lição curta em seus termos, mas profunda em seus significados. MUITA PAZ!
Summary: Mensagem Espírita
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