Estalinismo e tentativas da Frente Popular

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A ERA ESTALINISTA NA URSS

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A era estalinista Lenine morre em 1924; Estaline: põe fim à NEP; Colectivização e Nacionalização dos meios de produção; Planificação da Economia: definição de objectivos de produção = Planos Quinquenais.

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Os Planos Quinquenais Duração: 5 anos, aproximadamente. 1º plano: indústrias pesada, eléctrica e nos transportes; 2º plano: indústrias alimentar e têxtil; 3º plano: indústrias químicas e siderúrgicas (interrompida com a 2ª Guerra Mundial)

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Na agricultura O domínio da agricultura foi organizada em: Sovkhozes – Propriedades do Estado exploradas por camponeses assalariados; Kolkhozes – Cooperativas de produção agrícola exploradas em comum pelos camponeses. Os Kulaks (antigos proprietários das terras) vão destruir colheitas e a produção e vão ser enviados para campos de concentração (na Sibéria).

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A violência totalitária Controlo do partido Comunista e por Estaline; Culto da Personalidade; Uso indiscriminado de propaganda (jornais, rádio, literatura, cinema e cartazes) a enaltecer as obras do regime e da figura de Estado – Estaline; Feroz perseguição, tortura, deportação e eliminação aos opositores políticos: artistas, kulakes (camponeses ricos), escritores, cientistas, militantes e funcionários do partido, etc – clima de terror; Utilização de polícia política: a Tcheca e posteriormente o KGB.

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FRENTE POPULAR: Aliança de diferentes partidos de esquerda: Partido Comunista Francês (PCF) Partido Socialista (SFIO: Section Française de l´Internationale Ouvrière) Partido Radical A FRENTE POPULAR governou a França desde Junho de 1936 a Abril de 1938, presidida por Léon Blum (líder do Partido Socialista, o SFIO)

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I - A chegada ao poder

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A - Muitas manifestações Em 1931 a França foi afectada pela crise (desemprego, falências, baixa das exportações, …). Os partidos de extrema-direita acusam o regime parlamentar da III República Francesa de ser incapaz de acabar com a crise. Estes partidos organizam grandes manifestações na Praça da Concórdia e frente ao Palácio Bourbon, durante as quais se dão violentos confrontos. Os partidos de esquerda respondem com uma manifestação para lutar contra o que eles chamam o “perigo fascista”.

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B – A vitória nas eleições legislativas As eleições ocorrem em 26 de Abril e 3 de Maio de 1936 Comparativamente com as eleições anteriores, de 1932, a esquerda ganha 300 mil votos, enquanto que a direita perde 70 mil votos, na 1ª volta.

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PCF – 12% SFIO – 24% Radicais – 27% Direita – 37% A Frente Popular ganha, assim, 63% dos votos, contra 37% dos conservadores de Direita. Léon Blum foi eleito presidente do conselho e depois chefe de Estado.

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II – As reformas sociais A – As reformas sindicais Em 7 de Junho de 1936, no hotel Matignon, foram assinados os “Acordos Matignon”, entre: A CGPF (Confederação Geral do Patronato Francês), representando o patronato; A CGT (Confederação Geral do Trabalho), representando os trabalhadores assalariados; O Estado, sob a presidência de Léon Blum. Estes acordos previam: Um aumento dos salários em 12%; 15 dias de férias pagas (subsídio de férias) aos trabalhadores; A semana de 40 horas de trabalho.

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B – As nacionalizações O governo da Frente Popular também tomou medidas económicas, nomeadamente nacionalizando certos sectores de actividade económica: Indústrias de armamento; A Banca; Os caminhos-de-ferro, criando a SNCF: Sociedade Nacional dos Caminhos-de-Ferro)

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II - A queda do governo da Frente Popular

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A – O ressurgimento das alianças de extrema-direita Desde o Verão de 1936, a Frente Popular foi confrontada com o 1º desentendimento: Blum decide não ajudar os republicanos que lutavam contra as tropas do General Franco, em Espanha, indo contra a vontade do PCF. Depois surge o caso “SALENGRO”: O presidente da câmara de Lille, Jacques Salengro foi acusado pela imprensa de extrema-direita de ter usurpado as suas condecorações durante a 1ª Guerra Mundial. O escândalo foi enorme e embora infundado, levou Salengro ao suicídio.

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B – A recessão económica Por último, as medidas sociais tomadas pelo governo, levaram à quebra do valor do franco, desvalorizado por Blum em 1936. O défice continuou a aumentar e Blum anunciou uma “pausa” nas reformas.

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Léon Blum acabou por se demitir em 21 de Junho de 1937. Em 13 de Março de 1938 retornou ao cargo de Primeiro Ministro e então abriu as fronteiras com a Espanha para permitir o envio de armamentos, a Direita reagiu violentamente e em 10 de Abril o seu governo caiu. Com a invasão da França pelos alemães, Blum fugiu para o sul do país, mas foi preso pelo governo de Pétain (em Vichy), sendo julgado como traidor em Fevereiro de 1942 e entregue aos alemães que o mantiveram prisioneiro no campo de concentração de Buchenwald até ao final da 2ª Guerra Mundial, em 1945.

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A Guerra Civil de Espanha A Guerra Civil de Espanha

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Espanha: a vitória republicana Em 1923, o rei Afonso XIII convida o general Primo de Rivera a formar governo, impondo uma ditadura militar, até 1930; A vitória republicana nas eleições ditou o fim da ditadura militar e o exílio do rei e do general Rivera para Marrocos; Em 1936, a Frente popular, comandada por coligações de esquerda (socialistas, anarquistas e comunistas), vencem as eleições – iniciam-se o caos e a tragédia contra os conservadores e a igreja; Assassinato de Calvo Sotelo, líder do partido monárquico.

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A guerra civil (1936-39) Em 1936, o general Franco, (combatente em Marrocos), chefiou uma sublevação militar contra o poder republicano, iniciando uma luta que irá provocar uma guerra civil, entre nacionalistas e republicanos F. Franco – o “Caudilho”

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As forças de apoio na guerra civil de Espanha - internas Os Nacionalistas, de direita e fascistas, eram apoiados, pelos conservadores, pelos monárquicos, pelos falangistas*, pelas forças da igreja católica e pelo exército, incluíndo os destacamentos de Marrocos. * Falangistas: movimento de direita, fundado por Primo de Rivera, em 1933

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As forças de apoio na guerra civil de Espanha - internas Os republicanos eram apoiados pelas: forças da frente popular: comunistas, anarquistas e socialistas; da marinha espanhola; dos operários; das frentes nacionalistas bascas e catalãs (estas províncias, defensoras de independência e separação política)

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As forças de apoio na guerra civil de Espanha - externas A nível externo: Os Nacionalistas eram apoiados pela Legião Azul (Itália fascista), pela Legião Condor (Alemanha nazi) e indirecta e discretamente por Portugal, no controlo de fugitivos junto às fronteiras e prisão de desertores. Os republicanos, tinham ajuda das chamadas Brigadas Internacionais: França, Inglaterra e alguns pequenos contingentes dos EUA e, com armamento e dinheiro da força soviética (comunista).

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A Guerra Civil Espanhola As forças franquistas tiveram um apoio significativo da Alemanha, esta que aproveitou o conflito interno espanhol para testar o seu armamento e material bélico, nomeadamente no que toca à aviação – Legião Condor. A Guerra Civil durou 3 anos, onde se verificou um saldo desastroso de 400.000 mortos e dezenas de cidades destruídas. O caso mais célebre, a cidade basca de Guernica Acerca desta cidade, Ernest Hemingway escreveu uma obra intitulada: “Por Quem os Sinos Dobram”

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Propaganda das forças Franquistas/ Nacionalistas Republicanos

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