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MODELOS EDUCATIVOS Eça de Queirós, Os Maias

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Modelo Inglês - Carlos Disciplina (levantar cedo, respeitar horários) Fortalecer corpo e mente Desenvolver a robustez física (ginástica, remo, vida ao ar livre) Vivência infantil ( brincadeiras, imaginação, curiosidade) Rigor, método, ordem Valorização da razão e da vontade própria Aprendizagem das ciências, das línguas vivas Sisley

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Modelo Português - Eusebiosinho Falta de disciplina Flexibilidade excessiva nos horários Vida sedentária e caseira Superprotecção por parte das figuras femininas Manipulação da vontade; chantagem afectiva Valorização extrema da memória Ensino assente no catecismo e na cartilha Aprendizagem de línguas mortas ( o latim) Renoir

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Carlos Eusebiosinho Mente sã em corpo são: vida activa + estudo Importância da ética Visão progressista: trabalho e cultura vistos como um valores importantes Ser bom cristão Saber a doutrina (catecismo) Exibir conhecimentos superficiais (prendas») Memorização Não reconhecimento do valor do trabalho Educação – síntese dos princípios gerais

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Pedro da Maia Eusebiosinho Fisicamente frágil Inconstante, oscila entre a apatia/ misticismo e a boémia Fraqueza de carácter que o levará ao suicídio ( por não poder enfrentar a desonra) Incapacidade de enfrentar situações adversas Medíocre, sem sucesso pessoal e profissional Carácter dissimulado Falta de integridade: diz-se religioso, mas entrega-se à vida boémia com as “espanholas” Consequências da educação à portuguesa

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Consequências da educação à inglesa – perspectiva naturalista? A educação inglesa que Carlos recebeu não lhe garante um sucesso pessoal pleno. Assim: como consequência da educação: - atinge objectivos académicos ( forma-se em medicina) e formula objectivos profissionais; Supera uma tragédia pessoal (o incesto), dada a capacidade de análise e juízo crítico Foge ao padrão da educação que recebeu pois: tem objectivos profissionais e intelectuais, mas não os concretiza ( tem uma vida ociosa) - não resiste ao desejo e encontra-se com Mª Eduarda, sabendo já que é sua irmã.

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Carlos – personagem realista A vida, o destino encarregou-se de colocar Carlos perante dilemas e situações trágicas . Espelho da condição humana, Carlos hesita, nega, cede, resiste e, por fim, conforma-se. Não é, pois, uma personagem construída de acordo com o naturalismo ( o seu percurso não é determinado pelos três factores: raça/hereditariedade, meio e educação); Carlos falha, apesar da educação; isto é, educado pelos melhores métodos, nem por isso deixa de ter defeitos: projectos que não concretiza, levando uma vida ociosa, de tédio; entrega ao luxo e ao prazer, esquecendo o trabalho; perda da noção dos valores morais, ao manter um relacionamento incestuoso, já conhecedor desse facto; faz sofrer o avô que tanto ama, sem medir as consequências ( morte de Afonso); Todavia, será a educação de Carlos que lhe permitirá ter um olhar lúcido e crítico sobre si, acerca dos acontecimentos trágicos e, assim, tomar decisões racionais, práticas. Afasta-se de Mª Eduarda e de Lisboa.

Maias - Modelos Educativos

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