Clonagem (filosofia) (Tânia e Vera 11º ano)

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Qual o verdadeiro eu?

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Clonagem humana

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Introdução O objectivo deste trabalho é ficarmos a conhecer melhor as implicações da clonagem. Pretendemos saber as suas vantagens e consequentemente as suas desvantagens. Resolvemos começar pela definição de clonagem, a distinção entre a clonagem reprodutiva e terapêutica; as questões legais da clonagem; a clonagem e as grandes religiões; o estado actual da tecnologia da clonagem e por fim a problematização e reflexão e questões sobre a mesma. Menu principal

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A Clonagem é a reprodução assexuada de um indivíduo. Este clone(1) de composição genética igual a do organismo que lhe deu origem tem, portanto, características físicas muito semelhantes às daquele organismo que lhe deu origem. O clone é tão semelhante ao organismo do qual teve origem como dois gémeos univitelinos o são entre si. Um clone é pois um “gémeo” de outro individuo que tem porem mais 20, 30, ou mais anos, do que o seu “gémeo”. A clonagem faz-se através da transferência nuclear, isto é, isola-se um ovócito, retirasse-lhe o núcleo, por aspiração com uma pipeta de ponta microscópica e introduz-se o núcleo de uma célula da pele ou de outro órgão retirada ao individuo que se deseja clonar(2). Em seguida provoca-se a divisão do ovocito assim preparado e vão-se dando divisões sucessivas. Colocando este produto celular no útero de uma fêmea da mesma espécie, e se as condições forem favoráveis, continua a evolução através dos estados de embrião e feto até ao nascimento de um individuo. (2) É a capacidade de fazer copias de um ser vivo copiando o seu ADN, isto é em vez de um ser resultar da combinação do ADN do pai e da mãe, resulta da copia de um só progenitor. (1) Réplica idêntica

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Quem defende a clonagem? Quantos, hoje em dia, defendem a clonagem humana com fins reprodutivos? Provavelmente muitos mais do que os que abertamente se declaram "pró-clonagem”. Há basicamente dois "grupos", ou melhor, duas "ambições" em jogo: a dos que querem demonstrar competência (e atrair atenção) no tratamento da infertilidade/assistência à reprodução e a dos que almejam alcançar a imortalidade, oferecendo "clones de si próprio" a todos os interessados em aderir a uma "nova religião". Ambos repousam inegavelmente sobre "bases científicas", embora os seus fins sejam diferentes. Ambos trabalham rodeados de segredo, para "provar no momento certo" o poder de sua técnica. Nenhum deles apresentou, até o momento, resultados concretos.

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Clonagem e as grandes religiões Existe uma enorme diferença entre a concepção da vida como dom de amor e a visão do ser humano como um produto industrial. Por estas razões o magistério da igreja condenou a hipótese da clonagem humana. O uso de embriões envolve o estado inicial da vida, daí a posição de quase todas as crenças religiosas no sentido de condenar essa nova abordagem. A igreja católica tem uma posição firme não só contra a utilização de embriões para pesquisas, como contra a própria fertilização in vitro, técnicas de clonagem terapêutica, e claro contra a clonagem humana. A vida humana é um dom de Deus, só Ele é senhor da vida, nesse sentido ela reveste-se de um carácter sagrado. O mandamento bíblico “não matarás” é indicador desta sacralidade, abrange a vida desde a fecundação até a morte natural. “Não é permitido portanto, destruir um embrião para obter células tronco, como tão pouco abreviar a vida de um ser humano para extrair órgãos para um transplante, a fim de salvar outra vida” afirma padre Monari. Assim, a clonagem com finalidade terapêutica é rejeitada pelo catolicismo, pois quando se trata de extrair células tronco de um embrião acaba-se infringindo o mandamento "Não matarás". "O embrião já é uma vida, que deve ser respeitada por inteiro", afirma padre Monari.

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Contudo existem determinadas religiões que são a favor da clonagem humana. Vejamos o caso dos raelianos que apoiam a clonagem, isto porque acreditam que a vida na Terra terá sido criada por cientistas, de outro planeta, utilizando o ADN, entre outras. O sheik Aly Abdoune, presidente da Assembléia Mundial da Juventude Islâmica da América Latina (WAMY), afirma que o Islã incentiva todo e qualquer avanço científico que venha a beneficiar o homem, mas que a clonagem é totalmente contrária aos princípios islâmicos e à dignidade do indivíduo. Com relação à clonagem humana, sheik Abdoune afirma que a hereditariedade não é respeitada, pois o indivíduo clonado é desprovido de pai e mãe.

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Será que a clonagem põe em causa os direitos de Deus? Uma das frases que a bíblia tem é: “amai-vos e reproduzirvo-os”. A clonagem assim seria só a reprodução por parte de uma pessoa, ignorando assim o sexo oposto. Por exemplo se fosse uma mulher que se quisesse clonar, não precisaria do homem para nada. Existe a diferença entre a concepção da vida como dom de amor e a visão do ser humano considerado como um produto industrial. Um clone é fabricado num laboratório, em vez de ser o fruto da união do homem e da mulher, como Deus manda. E não sabemos demais os riscos desse orgulho? A clonagem põe em causa o amor afectivo, desta forma a clonagem seria a reprodução assexuada, de laboratório, fora do calor humano de uma relação homem-mulher. Não será isto tudo brincar com Deus?

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A clonagem e a ética Quantos filhos já perderam os pais e quantos pais já perderam os filhos? Há muitas crianças no planeta que precisam da adopção, que perderam os pais ou que foram rejeitadas. Em termos de reproduzir um indivíduo simplesmente não se vê sentido. Muita gente acha que alguém que perdeu um filho, poderia ter a oportunidade de reproduzi-lo. A consequência disto seria apenas produzir problemas psicológicos e infinitos e imprevisíveis. Péssima ideia. Mesmo se pudéssemos fazer esse tipo de clonagem, não estaríamos a reproduzir uma pessoa. Poderíamos no máximo substitui-la por outra fisicamente idêntica. A personalidade seria sempre diferente, uma vez que ela não é determinada por factores genéticos apenas, mas por factores sociais, económicos, naturais, e por influências do ambiente.

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A clonagem humana recebe um juízo negativo ainda no que diz respeito à dignidade da pessoa clonada que vira ao mundo em virtude do seu ser copia (copia biológica) de outro individuo. Esta pratica gera as condições para um sofrimento radical da pessoa clonada, cuja identidade psíquica corre o risco de ser comprometida pela presença do seu outro. Visto que o ser clonado foi gerado para se assemelhar a alguém que valia a pena clonar, sobre ele recairão expectativas e atenções tão trágicas que constituirão um verdadeiro e próprio atentado a sua subjectividade pessoal. Pior que um embrião clonado e congelado depois para ser implantado para produzir um bebe, é mesmo vir a servir como banco de órgãos para um mais velho. Por causa da problematização de que a clonagem terapêutica pode ser considerada aborto, esta a pensar-se na investigação sobre células estaminais adultas, se for realizado de maneira digna, responsável e submetida a critérios éticos, representará um caminho de esperança e de futuro, e assim não originará problemas éticos especiais. No processo de clonagem, ficam pervertidos as relações fundamentais da pessoa humana: a filiação, a consanguinidade, o parentesco e a progenitura.

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Fará aumentar a convicção de que o valor do homem e da mulher não depende da sua identidade pessoal, mas apenas daqueles qualidades biológicas que podem ser apreciadas, e por isso, seleccionadas. Isto demonstra o desnorteamento terrível a que chega uma ciência sem valores, é sinal do profundo mal-estar da nossa civilização. O motivo da rejeição da clonagem esta na sua negação da dignidade da pessoa a ela sujeita e também na negação da dignidade da procriação humana. Cada individuo é único. O que é que aconteceria se fossemos feitos de encomenda? Cada pessoa tem o direito de ser ela própria, de saber que não é a reprodução de alguém, construída segundo um molde genético planeado ao capricho de alguém. Não se ve a utilidade na clonagem reprodutiva num planeta que já é superpovoado, mas ainda se esta para ver essa utilidade. Diariamente, em todos os laboratórios do mundo, manipulam-se e destroem-se vidas: ratos cães, macacos, para o “bem da humanidade”, o que se diz. Será que a clonagem humana será também para o bem da humanidade? Para ambos os casos, da pessoa que vai ser clonada como para o futuro clone? Se a clonagem reprodutiva fosse legal e possível eficazmente, haveria a tentação de manipular o código genético, ou seja poderia seleccionar-se características. Defende-se também que se se eliminasse a variação genética através da clonagem, punha em perigo o processo evolutivo. Menu

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Clonagem e as leis As leis poruguesas proíbem expressamente a clonagem reprodutiva. Portugal não só a proíbe como também a pune como crime O debate ético continua muito vivo sobre a clonagem reprodutiva que nenhum pais ainda admitiu como legal. O mesmo não acontece relativamente à clonagem terapêutica, que vai sendo consagrada nas legislações, pois pode vir a permitir a formação de tecidos, órgãos, nervos, ossos, destinados a transplantes. Só a transferência para o útero de uma mulher constitui esse crime, e não apenas a obtenção de uma cópia genética. Neste caso, estaria já a criminalizar-se a clonagem terapêutica. A verdade é que a lei no seu artigo 7.º estabelece: “é proibida a clonagem reprodutiva tendo como objectivo criar seres humanos geneticamente idênticos a outros”. E a verdade é que a lei pune com uma pena de prisão de um a cinco anos a separação de embriões e a transferência para o útero do embrião obtido através da transferência do núcleo. Menu

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A clonagem reprodutiva é na qual se faz um ser humano de uma célula única. Esta clonagem seria a que tem por fim implantar o clone no útero e levar a gestação até ao nascimento do clone Nas escassas ocasiões em que se obtem o nascimento, os animais que já foram clonados, sofrem de muitas doenças e algumas vezes de varias monstruosidades, de tal forma que com frequência morrem prematuramente. Isto parece ser causado por defeitos no processo de reprogramação genética do núcleo transferido. Em tais condições uma clonagem para fins reprodutivos não deveria ser aplicada à espécie humana, devido ao grave risco que representaria e a elevadíssima mortalidade inerente.

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Clonagem terapêutica A clonagem terapêutica é na qual se pega numa célula e a transforma, em varias células para formar um tecido que esteja comprometido. A razão mais importante, seria para transplantes. Este tipo de clonagem traz-nos muitos benefícios, enquanto que na reprodutiva não há nenhum, mas sim, muitos problemas éticos, religiosos e até mesmo técnicos. O objectivo desta não é implantar o clone no útero, mas sim aproveita-lo numa fase ainda inicial do seu desenvolvimento para lhe retirar as células internas, que tem o potencial de evoluir para quase todas as células do organismo, chamam-se células estaminais embrionárias. A ideia é usa-las para substituir, num organismo de criança ou adulto as células de órgãos, que, por qualquer razão, funcionam mal ou já não funcionam. Esta clonagem é considerada como remédio para doenças que hoje não são acessíveis à medicina. Representa, assim, uma verdadeira revolução em termos médicos e de saúde pública, ela pode tratar de doenças como leucemia e transplante de medula óssea. Esta é a razão pela qual não se deve proibir a terapêutica mas sim a reprodutiva, permitindo a continuação e desenvolvimento de toda uma linha de pesquisa da qual podem resultar enormes benefícios para toda a medicina. Por exemplo, alguns cientistas acreditam que a injecção de células cardíacas saudáveis clonadas no tecido cardíaco danificado poderá levar a cura do coração. A próxima fase do trabalho nesta área deverá consistir não só em aperfeiçoar a técnica (cuja taxa de insucesso ainda é elevada), mas também em tentar transporta-la para outras espécies, e para outros tipos de células.

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Problematização e reflexão Pensa-se que os obstáculos são mais técnicos que morais. Mas há obstáculos para a clonagem terapêutica um deles tem sido as atitudes das pessoas. Muita gente teme que se a clonagem terapêutica for feita mais cedo ou mais tarde teremos a reprodutiva. Mas há quem não acredite nisso. Mas em segundo lugar muitas são as pessoas contrárias ao uso de embriões em qualquer que seja a pesquisa. Mas infelizmente o que impede realmente de chegar ao objectivo é a falta de habilidade que ainda temos para obter materiais humanos e controlar os processos de experimentação. Se continuarmos as pesquisas em clonagem animal poderemos aprender muitas coisas novas que ajudaram mais tarde nesse sentido. Se em alguns animais já foi muito difícil, então nos seres humanos representaria um risco científico elevado. Menu

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Conclusão Menu principal Com este trabalho podemos reter uma informação mais pormenorizada à cerca dos dois tipos de clonagem existentes (terapêutica e reprodutiva) e consequentemente as suas implicações

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Se não existem duas rosas iguais porque razão existirão duas pessoas iguais?

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Clonagem Clonagem Clonagem Clonagem Clonagem Clonagem Clonagem Vamos clonar uma pessoa da mesma maneira que clonamos uma palavra??

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Será que um dia também vamos fazer isto com um ser humano? Será que está correcto?

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Observações

Summary: Trabalho realizado para a disciplina de Filosofia

Tags: filosofia

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