Hérnia

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Hérnias Ac:Pedro Julião Zallio Coelho Prof: Daniel Bonomi (Revisão Bibliográfica) Hospital municipal de Contagem

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Conteúdo

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Introdução e conceito Define-se como a saída de um órgão ou estrutura por abertura, congênita ou adquirida, da parede que limita a cavidade no qual se encontra.

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Considerações Anatômicas Região inguinal

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Considerações Anatômicas Região inguinal

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Considerações Anatômicas Região inguinal

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Considerações Anatômicas Região inguinal

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Diagnóstico → Anamnese - Após esforço brusco, nota-se abaulamento na região inguinal aumentando progressivamente. - Desaparece ou diminui no repouso - Com ou sem dor local - Há alça no saco herniário, levando à náuseas e vômitos - Com ou sem alterações de hábito intestinal e hiperemia cutânea - Pesquisa de fatores predisponentes

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Diagnóstico → Exame físico → Inspeção → Palpação → Percussão → Ausculta - Manobra de Valsalva - Consistência da tumoração - Palpação digital -Manobra de Landivar - Presença de ruído hidro-aéreo (RHA)

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Classificação → Localização - Inguinais - Crurais - Umbilicais - Diafragmáticas - Epigástricas - Lombares ou de Petit -direta -Indireta

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→ Etiologia Classificação - Congênita - Adquirida - Pós-operatória → Redutibilidade → Conteúdo - Redutível: - Encarceradas: - Estranguladas: → Evolução - Simples - Complicadas

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Classificação de Nyhus I. Hérnia indireta, anel interno normal II. Hérnia indireta, anel interno dilatado IIIA. Hérnia direta IIIB. Hérnia indireta com fraqueza do assoalho inguinal, hérnia por deslizamento. IIIC. Hérnia femoral IV. Hérnia recidivada (A=direta, B=indireta, C=femoral; D=outra)

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Classificação → Localização - Inguinais - Crurais - Umbilicais - Diafragmáticas - Epigástricas - Lombares ou de Petit -direta -Indireta

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Incidência - Maior freqüência nos homens (3:1) - Hérnia oblíqua externa ou indireta é a mais freqüente em menores de um ano (2:1) - No adulto: Hérnia direta - Lado direito tem maior incidência → Hérnia epigástrica: (5%) → Hérnia Spiegel: rara → Hérnia Umbilical: 5% → Hérnia Incisional por incisão cirúrgica: (5%) → Hérnia Inguinal: 80% → Hérnia Crural: (5%)

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Etiopatogenia Hérnia inguinal indireta → Congênita: Persistência do conduto peritôneo-vaginal (no homem) ou do canal de Nuck (na mulher) - Passa lateralmente aos vasos epigástricos inferiores - Atravessa o anel inguinal profundo, canal inguinal e anel inguinal superficial - O saco herniário é recoberto pelas 3 túnicas do funículo espermático. → Adquirida: herniação tardia devido à insuficiência do anel inguinal profundo após esforço. Assistir ao Vídeo

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Etiopatogenia Hérnia inguinal indireta

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Etiopatogenia Hérnia inguinal direta - Fraqueza dos músculos abdominais anteriores - Não pode ser congênito - Aparece na parede posterior do canal inguinal, deixando a cavidade medialmente aos vasos epigástricos inferiores pelo Trígono de Hasselbach (ponto fraco) - Saco herniário composto só pelo peritôneo - Neste tipo de hérnia, não existe orifício natural para ocorrer o estrangulamento Assistir ao Vídeo

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Etiopatogenia Hérnia inguinal direta

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Etiopatogenia e Epidemiologia Hérnias Crurais - É sempre adquirido - Ocorre devido à fraqueza do anel crural - Ocorre mais na faixa entre 30 e 60 anos - Ocorre duas vezes mais no lado direito - Mais em mulheres (4:1) por conta da bacia → anel crural mais largo - Tem um índice de recidivas maior que o de hérnias inguinais

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Etiopatogenia e Epidemiologia Hérnia Umbilical - Mais frequente em crianças - Aparece antes do quarto mês de vida - Mais frequente nos homens - Realizar cirurgia após 2 anos de idade ou antes no caso de hérnia de grande volume. - Ocorre devido a não oclusão do anel umbilical ou a alargamento do anel

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Etiopatogenia Hérnia Epigátrica - Ocorre entre o processo xifóide e a cicatriz umbilical (linha alba) - Não é muito freqüente - Ocorre mais no homem (6:1) - Presença de orifícios para vasos e nervos → pontos fracos

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Etiopatogenia Hérnia Incisional - Hérnia que se exterioriza por incisão cirúrgica anterior - 2 a 5% de todas as cirurgias abdominais - Necessidade de técnica e fios de sutura adequados para evitar a hérnia Etiopatogenia - Infecção da ferida - Uso de dreno calibroso por muito tempo - Fechamento imperfeito da aponeurose - Reação nervosa ou muscular da região - Uso de material inadequado na sutura - Tosse forte, obesidade - Pacientes desnutridos ou com anemia

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Fatores de risco - Fatores congênitos - Idade avançada - Tosse crônica - Prostatismo - Multiparidade - Ascite - Obesidade - Traumatismo

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Diagnóstico diferencial -Hidrocele -Varicocele -Cisto de cordão espermático -Adenopatia inguinal -Endometriose -Neoplasia metastática

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Complicações Hérnias Encarceradas - Não se consegue redução - Alças ou epíplon aderidos à bolsa escrotal - Não há alteração circulatória e nem interrupção do trânsito na alça Hérnias Estranguladas - Mais freqüentes: geralmente eram encarceradas e, com grande esforço, ficaram estranguladas - São volumosas - Anel herniário estreito - Existe queda da circulação na área herniada, podendo levar a isquemia local (emergência)

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Tratamento Indicação cirúrgica Pacientes com hérnias redutíveis tem indicação cirúrgica ELETIVA. Tem indicação de cirurgia de urgência hérnias encarceradas e estranguladas. O tratamento conservador só esta indicado em casos que a condição clínica do paciente leve a grande risco cirúrgico.

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Tempos operatórios básicos - Incisão da pele e tela subcutânea - Dissecção do anel inguinal superficial - Incisão da aponeurose do oblíquo externo - Isolamento funículo espermático/ligamento redondo - Dissecção e isolamento do saco herniário - Tratamento do saco herniário - Reforço da parede posterior Tratamento Hérnia Inguinal

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Tratamento TÉCNICAS MAIS UTILIZADAS ATUALMENTE -BASSINI- reparos convencionais -MC VAY- diretas ou femorais - SHOULDICE – estranguladas com necrose, não femorais -STOPPA – recidivadas bilaterais ou muito volumosas -LICHTENSTEIN – “ tension-free” -LAPAROSCÓPICA

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Tratamento Técnica de Bassini Hérnia Inguinal Hernias inguinais indiretas Pequenas hernias diretas Característica Técnica O Tendão conjunto é suturado ao ligamento inguinal 15% de recorrências -Sutura simples com intervalos -Clique AQUI para ver a Ilustração

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Técnica de Bassini Hérnia Inguinal

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Tratamento Hérnia Inguinal e Femoral Técnica de McVay (Ligamento de Cooper) Característica Técnica O Tendão conjunto e a Fáscia Femoral são suturados ao ligamento de Cooper 3% de recorrências -Clique AQUI para ver a Ilustração Hérnias inguinais grandes, Hérnias inguinais diretas Hérnias inguinais recorrentes Hérnias femorais Indicação

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Técnica de McVay Hérnia Inguinal

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Tratamento Hérnia Inguinal Técnica de Shouldice (Canadense) Característica Técnica Correção imbricada e multilaminar do assoalho do canal inguinal Realizada em 5 planos de reparo 1% de recorrências Anestesia local Clique AQUI para ver a Ilustração Hérnias estranguladas com necrose, não femorais Indicação

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Tratamento Hérnia Inguinal Técnica de Shouldice (Canadense) Primeiro plano do reparo Segundo plano do reparo Terceiro plano do reparo Quarto plano do reparo Quinto plano do reparo

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Técnica de Shouldice (Canadense) Hérnia Inguinal Primeiro plano do reparo

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Hérnia Inguinal Segundo plano do reparo Técnica de Shouldice (Canadense)

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Hérnia Inguinal Terceiro plano do reparo Técnica de Shouldice (Canadense)

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Hérnia Inguinal Quarto plano do reparo Técnica de Shouldice (Canadense)

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Hérnia Inguinal Quinto plano do reparo Técnica de Shouldice (Canadense)

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Tratamento Hérnia Inguinal Técnica de LICHTENSTEIN – “ TENSION FREE” Característica Técnica Reparo sem tensão com tela sintética suturada ao tecido aponeurótico sobreposto ao Pubis, ligamento inguinal, tendão conjunto e músculo Oblíquo interno Técnica mais utilizada na atualidade Anestesia local >1% de recorrências Assistir ao Vídeo

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Técnica de LICHTENSTEIN – “ TENSION FREE” Hérnia Inguinal

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Estimativa do avanço do uso das técnicas de reparo das Hérnias

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Tratamento Hérnia Inguinal/Femoral Técnica Laparoscópica Característica Técnica(TAPP) Medialmente a Tela é fixada ao ligamento de Cooper, ligamento Lacunar, musculatura posterior do Músculo reto abdominal e ao arco aponeurótico do músculo transverso do abdome.Lateralmente é fixada ao Arco aponeurótico do Músculo Transverso do abdome e ao trato Íleopúbico Dor mínima e retorno rápido as atividades cotidianas Anestesia geral 1,6% de recorrências Assistir ao Vídeo Pré- peritoneal transabdominal(TAPP) Extra peritoneal(TEPA)

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Técnica Laparoscópica (TAPP)

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Bibliografia 1-WAY, Lawrence, W; DOHERTY, Gerard M..CURRENT Surgical Diagnosis and Treatment, 12e/Chapter 32. Hernias & Other Lesions of the Abdominal Wall. 2-PETROIANU, Andy. Clinica cirurgica: texto e auto-avaliação. Rio de Janeiro: Revinter, c2001 784 3-SABISTON JUNIOR, DAVID C. Tratado de Cirurgia,vol-02: as bases biológicas das práticas cirúrgicas modernas 15. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999. 4-www.medstudents.com, Hernia resume.

Summary: Apresentação- Hérnias

Tags: medicina hernia bassini mcvay laparoscopia cirurgia

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