AULA 1 - Introdução à arquitetura de informação

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Introdução à Arquitetura de Informação

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Definição de Arquitetura de Informação 1. O design estrutural de ambientes de informação compartilhada. 2. A combinação de sistemas de organização, rotulação, busca e navegação em sites e intranets. 3. A arte e ciência de formatar produtos e experiências de informação com base na usabilidade e “encontrabilidade”. 4. Uma disciplina emergente e comunidade focada na prática de trazer princípios de design e arquitetura para o cenário virtual.

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Mas o que eu digo pra minha Vó? Sou um Arquiteto de Informação. Eu organizo montes enormes de informação em grandes sites e intranets para as pessoas encontrarem o que estão procurando. Pense como se eu fosse um bibliotecário da internet. Sou um Arquiteto de Informação. Eu ajudo minha empresa a fazer com que seus clientes achem nossos produtos com mais facilidade no site. Eu sou um tipo de vendedor on-line. Eu aplico os conceitos de marketing, um por um, na internet. Sou um Arquiteto de Informação. Sou quem resolve o problema e excesso de informação do qual todo mundo reclama. Vó; eu trabalho com computador.

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História breve da Arquitetura de Informação Aristóteles Orador – Discurso - Auditório Quem - O quê - Para quem? Arquitetura Do grego: αρχιτεκτονική Arché – αρχι - Primeiro, ou principal Tékton – τεκτονική - Construção Informação Do latim: informationis Delinear, conceber idéia.

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Richard Saul Wurman http://www.wurman.com/rsw/ Usou pela primeira vez o termo “Arquitetura de Informação” em 1976 no livro Ansiedade de informação. Arquiteto especialista em design gráfico.

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Louis Rosenfeld e Peter Morville rosenfeldmedia.com semanticstudios.com - Introduziram a Arquitetura de Informação na internet. - Fundadores da primeira empresa a empregar conceitos de Arquitetura de informação no design de websites na empresa Argus em 1994. - Biblioteconomista e Cientista da Informação.

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Arquitetura de informação na web. Por que isso é importante? - Custo de encontrar a informação - Custo de não encontrar informação - O valor da educação - O custo da construção - O custo da manutenção - Custo de treinamento - O valor da marca - Ganhar dinheiro, economizar dinheiro, melhorar a satisfação de seus empregados ou consumidores, ou só fazer do mundo um lugar melhor...

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- Tipo de ambiente virtual (sistema off-line, Internet intranet...) - Hardware - Contexto jurídico - Capital humano de operacionalização - Metodologia de desenvolvimento - Aspectos Culturais / sociais / políticos - Aspectos funcionais - Nível econômico / social - Estado físico - Motivações Sazonais - Aspectos Psicológicos / cognitivos - Necessidades primárias / secundárias... - Ergonomia Usuário, Contexto, Conteúdo. Fundamento da Arquitetura de Informação - Metas, objetivos e implicações do cliente - Recursos financeiros - Tecnologia - Tempo - Know-how - Vídeo - Áudio - Texto - Gráficos - Animações - Imagens - Interações - Hipertexto - Aberto ou restrito - Noticioso Burocrático Oficial Entretenimento Técnico Institucional Informativo Comercial Operacional Artístico Publicitário

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User Experience HoneyComb: Fundamentos da Experiência do usuário

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Utilidade O conteúdo é o rei. O que o usuário quer / precisa? O que o cliente quer / precisa? O que se tem / ou se pode ter? Útil é tudo o que serve ao usuário final independente de sua qualificação moral; não existe produção se não houver consumo. Útil para o usuário nem sempre é útil para o Arquiteto de informação, para o cliente ou para a sociedade como um todo. O site mais inútil da internet Info Online, 2009

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Usabilidade “Usabilidade é a eficiência, eficácia e satisfação com a qual os públicos do produto alcançam objetivos em um determinado contexto.” – Eficácia: É a capacidade de executar tarefa de forma correta e completa. – Eficiência: São os recursos gastos para conseguir ter eficácia. – Satisfação: O conforto e aceitação do trabalho dentro do sistema. Usabilidade é a medida na qual um produto pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com efetividade, eficiência e satisfação num contexto específico de uso. Norma ISO 94241-11

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PhD Jakob Nielsen useit.com Diretor do Nielsen-Norman Group, uma das maiores empresas de consultoria em usabilidade no mundo.

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Cinco atributos da usabilidade (NIELSEN, 1993) - Facilidade de aprendizagem - Eficiência de uso - Facilidade de memorização - Baixa taxa de erros - Satisfação subjetiva Heurísticas de Nielsen - Feedback - Linguagem do usuário - Controle e liberdade para o usuário - Consistência e padrões de navegação - Prevenir Erros - Minimizar a sobrecarga de memória - Flexibilidade e eficiência no uso - Atalhos - Diálogos Simples e Naturais - Boas Mensagens de Erro - Ajuda e Documentação

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Steve Krug sensible.com Popularizou a usabilidade com um livro inovador, amigável e prático. Pioneiro no uso de metáforas e na didática de ensino da usabilidade.

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Encontrabilidade O que o usuário quer? Quando ele quer? Como ele quer encontrar? Que recursos ele dispõe para encontrar? Sobrecarga de informação: Em Janeiro de 2009 existiam mais de 185 milhões de sites na internet. (Nielsen- Netratings) Mais de um milhão de sites surgem por mês em todo o mundo.(NETCRAFT, 2009) Em 2006 o mundo criou 161 exabytes de informação. (IDC, 2007) Estamos diante de diversos fluxos diferentes de informações complexas tem que estar estruturadas com o objetivo de serem encontradas.

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É difícil achar uma agulha no palheiro?

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Credibilidade 10 principais fatores influenciadores da credibilidade de um site: 1 - Facilite a verificação das informações do seu site 2 – Mostre que existe uma instituição organizada real por trás do projeto 3 – Realce a experiência da sua organização nos conteúdos e serviços que oferece. 4 – Mostre as pessoas honestas e confiáveis por trás do projeto 5 – Facilite o contato 6 – O design do seu site deve parecer profissional (ou apropriado para sua finalidade) 7 – Faça seu site fácil de utilizar, e útil 8 – Atualize seu site freqüentemente (ou pelo menos mostre que foi revisado recentemente) 9 – Seja moderado com conteúdos promocionais(anúncios e ofertas) 10 – Evite todo o tipo de erro, por menor que seja. http://credibility.stanford.edu/

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Acessibilidade Sites devem ser acessíveis a todos, independente de: - Restrição física - Restrição tecnológica - Restrição financeira - Restrição social Decreto-lei 5296 de 2 de dezembro de 2004 Art. 2o Ficam sujeitos ao cumprimento das disposições deste Decreto, sempre que houver interação com a matéria nele regulamentada: I - a aprovação de projeto de natureza arquitetônica e urbanística, de COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO, de transporte coletivo, bem como a execução de qualquer tipo de obra, quando tenham destinação pública ou coletiva; Itens de hardware funcionam como extensões do corpo humano.

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Desejabilidade (credo!) Amigabilidade Nossa busca pela eficiência deve vir temperada pela apreciação do poder e do valor de uma imagem, identidade, marca e outros elementos do design emocional. Um site pode e deve ser legal, divertido de usar, desde que não hajam conflitos de prioridade. As emoções e sensações são essenciais para a convivência e sobrevivência humana. Entre dois sites igualmente eficientes, a “amigabilidade” é um dos fatores que desempata o jogo. Os paradigmas nem sempre vendem mais, e quando descobrem isso, eles começam a mudar.

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Valorabilidade (credo!) Valor Agregado Os sites devem dar resultado para quem paga. Têm que valer a pena serem pagos. Para as organizações sem fins lucrativos, a experiência do usuário deve favorecer a missão proposta. Para empresas com lucro, devem contribuir para o faturamento da empresa e aumento da satisfação do cliente. É o que manterá seu projeto no ar por todo e todo o sempre amém. Os investimentos em publicidade na internet cresceram 44% em 2008, contra 9% da média do mercado. Fonte: Meio & Mensagem Receita do Google: U$ 4,2 Bi (2008) Estimativa de prejuízo do You Tube para 2009: U$174 Mi Fonte: RampRate Receita da Rede Globo: R$7,5 Bi (2008) Fonte: Blue Bus

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E o Design?

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Arquitetura de informação Design Design de informação + = ? Denomina-se DESIGN qualquer processo técnico e criativo relacionado à configuração, concepção, elaboração e especificação de um artefato. Esse processo normalmente é orientado por uma intenção ou objetivo, ou para a solução de um problema. Alguns nomes que se veem por aí: - User Experience Design - Design de interação Design de interfaces Design de navegação - Engenheiro / analista de usabilidade

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A grande AI *O processo construtivo da experiência do usuário Dentro dessa grande AI temos outras etapas e uma delas é a própria arquitetura de informação. Essas tarefas podem ser exercidas por um mesmo profissional. Tudo depende do contexto da empresa no qual o arquiteto está inserido. *Jesse James Garrett - http://www.jjg.net/ia/

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Design de Interação / Design centrado no usuário Tá legal, mas por onde começo?

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Design de Interação / Design centrado no usuário Vamos começar entendendo os COMPONENTES BÁSICOS DE AI, conteúdo da nossa próxima aula...

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Algumas Referências: MORVILLE, Peter; ROSENFELD, Louis. Information Architecture for the World Wide Web. 2ed. Sebastopo: O'Reilly, 2006 NIELSEN, Jakob. Projetando Web Sites. Rio de Janeiro: Elsiever, 2000 Krug, Steve. Não me faça pensar. 2ed. Rio de Janeiro: Altabooks, 2006 NORMAN, Donald. O Design do dia a dia. Rio de Janeiro: Rocco, 2006 MORVILLE, Peter. User Experience Design. 2004 . Disponível em:<http://semanticstudios.com/publications/semantics/000029.php> Acesso em 12/06/09. LEI No 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000. Disponível em <http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/LEIS/L10098.htm> Acesso em 20/04/2009 AMSTEL, Frederick van. Afinal, o que é Design de Interação?. 2006. Disponível em < http://usabilidoido.com.br/afinal_o_que_e_design_de_interacao.html> Acesso em 30/06/2009. Reis, Guilhermo. Training Program: Arquitetura de Informação em Projetos web. São Paulo: Jump Education, 2009

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