CAPÍTULO I - PRÁTICA SOCIAL INICIAL

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Mayane (4 years ago)

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CAPÍTULO I Prática Social Inicial do conteúdo: o que os alunos e o professor já sabem Autor: João Luis Gasparin Síntese de Luzia Carvalho / ISECENSA – 2009 Doutora em Sociologia / UPSAM

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I- FUNDAMENTOS TEÓRICOS 1° Passo: mobilização do aluno para a construção do conhecimento escolar: é a leitura da realidade e contato inicial com o tema. O aluno assume o objeto do conhecimento; O professor desafia, mobiliza, sensibiliza o aluno; O aluno percebe a relação entre o conteúdo e sua vida, necessidades, e interesses.

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O professor cria um clima de predisposição à aprendizagem; Motiva o aluno a partir de sua prática social imediata a respeito do conteúdo a ser estudado; Professor e alunos conversam sobre a prática social mediata, (identidade cultural do aluno). Aprendizagem significativa e interessante.

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Queremos uma pedagogia que sem renunciar à exigência do rigor, admita a espontaneidade, o sentimento, a emoção e aceite como ponto de partida o “aqui e agora” dos alunos. (PAULO FREIRE)

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O professor procura conhecer o que os alunos já sabem, suas pré-ocupações e seus sentimentos. Isto possibilita um trabalho pedagógico mais adequado e significativo para os alunos.

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Os conteúdos não interessam a priori e automaticamente aos aprendentes. É necessário relacioná-los às opiniões trazidas pelos educandos, contextualizando-os.

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O professor busca a representação dos alunos sobre o conhecimento, sua visão-concepção a respeito dos conteúdos. Senso comum, síncrese.

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Parte-se do saber que os alunos possuem sobre o conteúdo. Para Vigotsky este estágio é o nível de desenvolvimento atual do educando, o aluno age com autonomia, resolvendo as tarefas diárias por si mesmo. A aprendizagem do educando inicia-se bem antes da escola (Vigotsky). Esta fase é o ponto de partida do trabalho docente na teoria histórico-crítica.

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Professores e alunos possuem níveis diferenciada de compreensão da prática pedagógica. Os alunos possuem uma visão sincrética, caótica do conhecimento, nesta fase inicial. Os professores possuem visão sintética, sistematizada, eles já percorreram todo o processo que o aluno ainda vai percorrer; além disso planejaram o trabalho para os alunos.

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Esses conhecimentos iniciais são carregados de experiência empírica. Estas devem ser exploradas como condição para a aquisição de conceitos. Relacionar o velho com o novo para facilitar a aquisição dos conteúdos.

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Prática Social: “leitura da realidade” como conteúdo e objeto de conhecimento O diálogo necessário se faz na relação professor-aluno, com o pensamento e a cultura corporificada nas obras e práticas sociais (CHAUÍ, 1980).

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O verdadeiro Processo Didático é a relação de alunos e professores com o conteúdo ou saber escolar; considerado como conteúdo social. Prática Social não é apenas o que o aluno faz ou sabe, mas traduz a compreensão que perpassa todo o grupo social. Cada indivíduo a compreende a partir dos seus filtros pessoais e sociais.

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Que procedimentos o professor pode usar para trabalhar a prática social, como leitura da realidade em cada campo específico do conhecimento?

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II- PROCEDIMENTOS PRÁTICOS DESTA FASE Professor anuncia o conteúdo e dialoga com os alunos sobre esse conteúdo. Verifica o que os alunos já dominam e que uso fazem desses conhecimentos na prática social cotidiana. Os alunos expressam suas concepções, vivências, percepções, conceitos. O professor verifica o grau de compreensão do conteúdo e sua sistematização pelos alunos.

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Ouvir os alunos possibilita ao professor tornar-se companheiro; aumenta a relação educador-educando, superando a dicotomia que possa existir entre eles. Não mais educador do educando, mas educador-educando com educando-educador, como sujeitos se educando juntos.

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Ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho. Os homens se educam em comunhão, mediatizado pelo mundo, pelos objetos do conhecimento (FREIRE, 1978).

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Professores e alunos refazem-se a cada instante, desafiando-se reciprocamente, na busca de respostas para os problemas que a prática social e os conteúdos vão colocando. Do nível do desenvolvimento inicial ou atual ao desenvolvimento superior ou proximal a que deve chegar.

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A definição desses 2 níveis possibilita selecionar os processos pedagógicos mais adequados para mediar a aquisição dos conceitos (aprendizagem). Essa Prática Social Inicial é sempre a contextualização dos conteúdos. Todo conteúdo de sala de aula já está presente na prática social, como constitutiva dela.

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Listar a unidade e os tópicos a serem trabalhados, explicitando os objetivos da aprendizagem. Anotar o que os alunos já sabem e o que gostariam de saber mais. 2.1 Como trabalhar com a Prática Social

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Procedimentos: Anunciar a unidade e as subunidades de conteúdo e os objetivos que serão trabalhados. Escolher o melhor procedimento para iniciar a prática social relativa ao tema. Esclarecer que o levantamento da realidade consistirá em questões, perguntas, constatações, informações.

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Desafiar cada educando a manifestar tudo o que já sabe sobre o tema. Anotar as percepções, as visões dos alunos. Registrar também as contribuições próprias (do professor) que enfatizem a dimensão social do conteúdo e sua inserção na trama de relações sociais. Utilizar materiais motivadores.

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IMPORTANTE! Possibilitar observações dos alunos. Registrar o estado de compreensão e de conhecimento dos alunos sobre o conteúdo. Assegurar aos alunos a oportunidade para mostrar suas curiosidades, indagações, dúvidas, desafios do cotidiano, o que não estão nos programas.

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Conteúdo: água – 5ª série Objetivos gerais: Apreender o conteúdo água em suas diversas dimensões, através da metodologia dialética de construção do conhecimento. Adquirir um novo conceito e uma consciência crítica sobre o tema, assumindo um compromisso efetivo de uso adequado da água. III- EXEMPLO

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Objetivos específicos: Explicar cientificamente a água distinguindo-a de outros líquidos usados na vida cotidiana. Explicitar os processos de transformação dos estados físicos da água, a fim de entender como o homem os utilizou e os utiliza cientificamente em seu benefício. Mostrar a água como um recurso socionatural em suas dimensões econômica, política, social, religiosa e histórica, para criar uma consciência crítica sobre seu uso pelo homem. III- EXEMPLO

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Objetivos específicos: Analisar o ciclo da água, buscando compreender sua influência sobre o homem e a agricultura. Aplicar os conhecimentos adquiridos, e com isso economizar água e não poluir os rios, as fontes. Verificar o nível de poluição dos rios próximos à cidade, à escola, a fim de encaminhar às autoridades competentes sugestões de medidas para o saneamento. III- EXEMPLO

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Os objetivos devem estar de acordo com o conteúdo e sua aplicação social. Sua formulação orienta todo o trabalho docente-discente nas cinco fases da pedagogia histórico-crítica: III- EXEMPLO 1- prática social (VER) 2- Teoria a) problematização; b) instrumentalização; c) catarse; 3- Prática Social Revisitada (AGIR) ANALISAR A REALIDADE: (JULGAR)

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A) Anúncio dos conteúdos: unidade e tópicos É importante que os educandos sejam previamente informados sobre o que será tratado com eles a fim de que saibam para onde caminhar seus esforços. Unidade: Água Tópicos: Estados físicos da água: sólido, líquido e gasoso. Importância da água para as pessoas e para a agricultura. Ciclo da água na natureza. Poluição e purificação da água. III- EXEMPLO

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B) Vivência cotidiana dos conteúdos O que os alunos já sabem O professor, inicialmente, ouve e anota tudo o que os alunos conhecem, de acordo com a listagem dos tópicos do programa. As perguntas mais prováveis para este tema poderiam ser: “o que vocês já conhecem sobre água? O que é água para vocês?”. III- EXEMPLO

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As respostas serão anotadas de modo que os educandos, aos poucos, percebam o quanto já dominam sobre conteúdo escolar a respeito da água, antes da aula do professor. É o momento da contextualização do conteúdo a ser estudado, buscando despertar a consciência crítica sobre o que ocorre na sociedade em relação água. O simples fato de terem suas contribuições aceitas sem julgamento incentiva os alunos a participarem da busca de soluções para os problemas apontados pela prática social. III- EXEMPLO

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Os educandos estão começando a tomar consciência do problema social representado, nesse caso, pela água, não apenas em relação ao conteúdo escolar, mas em relação à sua vida diária, à vida da comunidade, das instituições sociais, da política, da organização dos grupos humanos em toda a parte. Ao professor cabe fazer as ligações do conteúdo escolar com a dimensão social que ele possui. III- EXEMPLO

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O que os alunos gostariam de saber mais O professor começa a desafiar os educandos, solicitando que manifestem seus interesses em aspectos que não foram ainda apontados e que gostariam de aprofundar ou conhecer melhor. É possível que surjam questões como as que seguem: Por que é necessário pagar a água? Como a água se transforma em energia? Existe água em outros planetas? Por que a água gelada é mais gostosa? Por que a água do mar é salgada? III- EXEMPLO

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As perguntas são anotadas, mas não respondidas nesse momento. A resposta será obtida mais adiante na fase da Instrumentalização. O fundamental nessa fase é envolver os educandos na construção ativa de sua aprendizagem. III- EXEMPLO

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ATIVIDADE Prática Social é na Pedagogia Crítico Social dos Conteúdos o contexto amplo, histórico-social, na totalidade das relações entre classes antagônicas. Neste sentido, o conteúdo escolar deve situar-se dentro dessa totalidade contraditória. PRIMEIRA AULA: Escolher 3 questões e respondê-las por escrito: Capítulo I: Prática Social Inicial do Conteúdo ATIVIDADE

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Dê 2 exemplos de prática social retirando dela os conteúdos a serem trabalhados e os procedimentos para determinada série ou ano escolar. Para preencher o quadro abaixo, leia bem as páginas 22 a 31 do livro.

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