Revisão Enem - Prof. Luís Alberto

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SIMULADO DO ENEM 2009 Questões Língua Portuguesa Elaboração: prof. Luís Alberto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Redação 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60

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Questão 01 “As causas detalhadas do aquecimento global recente continuam sendo uma área ativa de pesquisa, mas o consenso científico identifica os níveis aumentados de gases estufa devido à atividade humana como a principal causa do aquecimento observado desde o início da era industrial.” A partir desse fragmento extraído da Wikipédia, analise os textos não-verbais abaixo e aponte aquele que representa apenas uma consequência do aquecimento global.

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Questão 01 Gabarito C

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Questão 02 TEXTO UM: O HOMEM É UM VÍRUS (adaptado) Por Flávio Dieguez No filme Matrix, a raça humana pode ser encarada como uma espécie de praga violenta, egoísta, insensível ao resto do mundo e ao seu próprio destino. Uma espécie de vírus. O argumento do filme é bem conhecido: sob o controle absoluto das máquinas, num futuro distante, o planeta é transformado num imenso computador em que os antes gloriosos Homo sapiens representam meras tomadas — ou "pilhas", que servem para alimentar essas máquinas. Mas não se dão conta disso porque têm o cérebro conectado em um programa de computador global, simulação perfeita de toda uma "realidade" que pensam ver, sentir, tocar. É nesse mundo virtual que trabalha o agente Smith, um programa encarregado de perseguir os seres humanos que se tornam conscientes da empulhação eletrônica. Ao capturar o líder humano, Morpheus, Smith confessa que tudo o que quer é largar o emprego o quanto antes para ficar longe do vírus da humanidade.

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Questão 02 Do ponto de vista biológico, a comparação de Smith não é descabida. Até onde sabemos, os vírus se diferenciam de outros micro-organismos por terem um comportamento autodestrutivo. Para se multiplicarem, eles atacam às cegas e terminam destruindo seus próprios meios de multiplicação. Conclusão: o êxito dos vírus, ao eliminar seus hospedeiros, é uma espécie de suicídio. São bem diferentes das bactérias, que, embora sejam mortais, também podem conviver democraticamente com as células dos outros organismos e até ajudá-las, em muitos casos. É o caso do corpo humano, que contém um número infindável de bactérias, muitas delas fundamentais em funções como a nossa digestão. É provável que o homem esteja mais próximo do ímpeto suicida dos vírus do que das bactérias. [...] A humanidade prolifera na Terra como um vírus ataca um organismo. (http://super.abril.com.br/superarquivo/2002/conteudo_245175.shtml)

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Questão 02 A analogia é, num conceito breve, uma forma de comparar. É um ponto de semelhança entre coisas diferentes, entre duas situações ou entre dois seres. A analogia central do texto acima define-se no par: a) “pilhas” – máquina; b) homem – vírus; c) homo sapiens – bactéria; d) realidade – ficção; e) humanidade – Terra. Gabarito B

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Questão 03 Dar característica a um substantivo é a principal função que um adjetivo exerce. Conforme o segundo parágrafo do texto um, assinale o único termo que não cumpre esse papel. a) “absoluto...” b) “meras...” c) “virtual...” d) “eletrônica.” e) “líder...” Gabarito E

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Questão 04 Os termos “Do ponto de vista biológico...” e “Para se multiplicarem...” indicam, respectivamente, circunstâncias de: a) conformidade – finalidade; b) causa – proporção; c) concessão – consequência; d) condição – proporção; e) conformidade – consequência. Gabarito A

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Questão 05 a) em sentido oposto. b) com significados equivalentes. c) em tom pessimista. d) de modo simplista. e) desprovida de clareza. A charge – meio de comunicação humorístico – apresenta uma linguagem verbal e não-verbal. Pode-se dizer que os interlocutores têm uma compreensão da palavra “culpa”: Gabarito A

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Questão 06 TEXTO DOIS: PRAGA MUNDIAL (adaptado) Por Marcos H. Andrade Da mesma forma com que o corpo reage aos ataques dos vírus, através do seu sistema de defesa, que são os anticorpos, o planeta também reage aos ataques dos homens através do seu único sistema de defesa, a natureza, que com erupções vulcânicas, terremotos, enchentes e furacões, começa sutilmente uma reação, da mesma maneira que ocorre com nosso organismo. [...] O vírus destrói o homem para sobreviver, sem saber que também será destruído. Enquanto isso, o homem (sem perceber que destrói a si...) destrói desordenadamente a natureza, por razões financeiras e irracionais, sem pensar no futuro e pensando somente no presente e em si próprio, mesmo sabendo que também será destruído. Então, lentamente, a natureza se vinga de seu maior vilão, seu pior vírus, o HOMEM. (http://desenvolvedores.net/modules.php?name=News&file=article&sid=75)

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Questão 06 Um dos erros clássicos da interpretação de textos chama-se CONTRADIÇÃO. Ocorre quando o autor defende ou expõe determinado ponto-de-vista. No decorrer do texto, no entanto, acaba negando o que afirmara, tornando a mensagem confusa e CONTRADITÓRIA. Assinale a alternativa que, segundo o contexto, gera uma CONTRADIÇÃO. a) “o corpo reage aos ataques dos vírus...” b) “o planeta também reage aos ataques dos homens...” c) “O vírus destrói o homem para sobreviver...” d) “o homem destrói desordenadamente a natureza...” e) “mesmo sabendo que também será destruído.” Gabarito E

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Questão 07 As conjunções são mecanismos utilizados no texto para ligar orações ou até mesmo termos de mesma função. Elas fazem o que os estudiosos da linguística textual chamam de COESÃO. Operador discursivo é outro nome pelo qual a conjunção é conhecida. O último parágrafo de “PRAGA MUNDIAL” introduz-se pela conjunção “Então”, a qual poderia ser substituída sem alteração de sentido por: a) Porquanto. b) Contanto. c) Portanto. d) Entretanto. e) Conquanto. Gabarito C

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Questão 08 Comparando-se as duas figuras, pode-se identificar, mesmo num nível não-verbal, a figura de linguagem que estabelece ideias opostas, a qual se denomina

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Questão 08 a) metáfora. b) hipérbole. c) ironia. d) antítese. e) metonímia Gabarito D

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Questão 09, 10 e 11 TEXTO TRÊS: MITOLOGIA CHINESA: PAN KU (adaptado) Pan Ku (Pangu ou Hoen-Tsin) foi o primeiro ser vivo e o criador de tudo que existe segundo a versão mais conhecida do mito da criação na mitologia chinesa. A criação do mundo não terminou até que Pan Ku morreu. Somente sua morte pôde aperfeiçoar o Universo: de seu crânio surgiu a abóboda do firmamento, e de sua pele a terra que cobre os campos; de seus ossos vieram as pedras; de seu sangue, os rios e os oceanos; de seu cabelo veio toda a vegetação. Sua respiração se transformou em vento; sua voz, em trovão; seu olho direito se transformou na lua, seu olho esquerdo, no Sol. De sua saliva e suor veio a chuva. E dos vermes que cobriam seu corpo surgiu a humanidade. Vermes (termo já em desuso pela ciência) são, em geral, parasitas de órgãos, causando-lhes muitos prejuízos em todas as suas fases de desenvolvimento. (br.geocities.com/fusaobr/panku.htm)

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Questão 09 Os três textos possuem em comum o fato de a) abordarem o tema principal com perspectivas positivas. b) reduzirem – com o uso de linguagem figurada – a figura humana. c) narrarem fatos observáveis no cotidiano. d) acusarem o homem pelo caótico aquecimento global. e) enfatizarem a importância do ser humano na recuperação de todo o ecossistema terrestre. Gabarito B VER TEXTO

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Questão 10 Uma importante ideia observada no texto três aponta a) a Terra como um organismo – antes – vivo. b) uma alusão à Bíblia, com a criação de Adão. c) o homem como responsável pelo equilíbrio climático global. d) Pan Ku como criador de tudo, inclusive do homem. e) as contradições de uma sociedade submissa aos ditames capital-consumistas. Gabarito A VER TEXTO

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Questão 11 No fragmento do texto três “Sua respiração se transformou em vento; sua voz, em trovão; seu olho direito se transformou na lua; seu olho esquerdo, no Sol”, as vírgulas estão sendo aplicadas no sentido de a) separar termos de uma enumeração. b) indicar a presença de apostos. c) indicar a omissão de verbos. d) separar sujeito do predicado. e) evitar duplo sentido ou ambiguidade. Gabarito C VER TEXTO

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Questão 12 A leitura consiste no ato de, a partir de um conhecimento prévio de determinado assunto, poder se realizar novas compreensões. Desse modo, para que se possa compreender o humor dessa charge, deve-se perceber que o autor Gabarito A a) a mulher não assimilou o termo “global” no sentido de planetário. b) denunciou a fixação do homem por programas televisivos. c) mostrou a intimidade desgastante de uma relação conjugal. d) chamou a atenção para os transtornos climáticos da Terra. e) apresentou uma forma cômica de enfrentar o calor, consequente do calor.

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Questão 13 TEXTO QUATRO: A VINGANÇA DE GAIA Por James Lovelock (O autor é um dos mais renomados cientistas ambientais do mundo. Especial para o jornal inglês 'The Independent').   Este artigo é o mais difícil que eu já escrevi (...). Minha teoria de Gaia diz que a Terra se comporta como se estivesse viva e qualquer coisa viva pode gozar de boa saúde ou adoecer. Gaia me tornou um médico planetário, e eu levo minha profissão a sério. Agora, também devo trazer as más notícias. Boa parte das terras tropicais se tornará caatinga e deserto e não servirá mais para regulação do clima; isso se soma aos 40% da superfície terrestre que nós já devastamos para produzir nosso alimento. Questão 13, 14, 15, 16 e 17

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Curiosamente, a poluição por aerossóis no hemisfério Norte reduz o aquecimento global ao refletir a radiação solar de volta ao espaço. Esse "apagamento global" é transitório e pode desaparecer em poucos dias junto com a fumaça que o carrega, deixando-nos expostos ao calor da estufa global. Estamos num clima de loucos, resfriado acidentalmente pela fumaça, e antes do fim deste século bilhões de nós morreremos e os poucos casais férteis que sobreviverão estarão no Ártico, onde o clima continuará tolerável. [...] Ao não perceber que a Terra regula seu clima e sua composição, nós cometemos a trapalhada de tentar fazê-lo nós mesmos, agindo como se estivéssemos no comando. Ao fazer isso, condenamos a nós mesmos ao pior estado de escravidão. Se escolhermos ser os guardiões da Terra, somos os responsáveis por manter a atmosfera, os oceanos e a superfície terrestre aptos para a vida. Uma tarefa que logo acharíamos impossível - e algo que, antes de termos tratado Gaia tão mal, ela fazia para nós.  Questão 13, 14, 15, 16 e 17

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Para entender o quão impossível é a tarefa, pense sobre como você regularia a sua temperatura e a composição do seu próprio sangue. Quem tem problemas renais conhece a dificuldade diária e inesgotável de ajustar sua ingestão de água, sal e proteínas. A muleta tecnológica da diálise ajuda, mas não é substituto para rins saudáveis. [...] Não somos meramente uma doença; somos, por meio da nossa inteligência e comunicação, o sistema nervoso do planeta. Através de nós, Gaia se viu do espaço e começa a descobrir seu lugar no Universo.  Nós deveríamos ser o coração e a mente da Terra, não sua moléstia. (...) Acima de tudo, precisamos lembrar que somos parte dela, e que ela é de fato nosso lar. http://www.consciencia.net/2006/0124-hipotese-gaia.html   Questão 13, 14, 15, 16 e 17

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Questão 13 No texto IV, verifica-se que o autor utiliza a) linguagem predominantemente formal, para problematizar a relação homem x Terra. b) linguagem esclarecedora e informal. c) linguagem pautada na imparcialidade. d) linguagem formal com recursos retóricos próprios do texto científico. e) linguagem criativa, uma vez que, sem abandonar o rigor científico, apresenta de forma clara uma teoria sobre o planeta em que vivemos. Gabarito B VER TEXTO

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Questão 14 Funções da linguagem são recursos de ênfase que determinam a intenção do produtor da mensagem. Cada função está centrada em um diferente elemento da comunicação. Inclusive, vale complementar que um texto pode apresentar mais de uma função enfatizada. Pode-se afirmar que a linguagem do texto quatro comporta, pelo menos, duas funções predominantes. a) Apelativa – Estética. b) Conativa – Poética. c) Fática – Metalingüística. d) Expressiva – Referencial. e) Emotiva – de Contato. Gabarito D VER TEXTO

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Questão 15 Em A VINGANÇA DE GAIA, a referência à linguagem CONOTATIVA está expressa no seguinte trecho: a) “Este artigo é o mais difícil que eu já escrevi (...).” (1º parágrafo) b) “Gaia me tornou um médico planetário...” (1º parágrafo) c) “Agora, também devo trazer as más notícias.” (2º parágrafo) d) “Boa parte das terras tropicais se tornará caatinga e deserto...” (2º parágrafo) e) “Curiosamente, a poluição por aerossóis no hemisfério Norte reduz o aquecimento global...” (3º parágrafo) Gabarito D VER TEXTO

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Questão 16 No ambiente da semântica, as figuras de linguagem são recursos utilizados por quem escreve/fala, no intuito de conferir estilo ao texto; além de, por ser criativo, fornecer uma possibilidade sedutora e interessante de interpretação ao leitor/ouvinte. Os trechos “Estamos num clima de loucos...” (3º parágrafo), “somos, por meio da nossa inteligência e comunicação, o sistema nervoso do planeta....” (6º parágrafo) e “Através de nós, Gaia se viu do espaço...” (6º parágrafo) representam, respectivamente, as seguintes figuras: a) metáfora – metonímia – ironia. b) antítese – eufemismo – sinestesia. c) hipérbole – metáfora – personificação. d) metonímia – paradoxo – prosopopeia. e) metáfora – metáfora – personificação. Gabarito C VER TEXTO

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Questão 17 Entre Pan Ku (do texto três) e Gaia (do texto quatro), pode-se apontar como contraste: a) o fato de ambos iniciarem a criação. b) o tratamento dispensado pelo homem a esses seres fictícios. c) o caráter científico de ambos. d) o reconhecimento de uma veracidade. e) a definição de morte e vida para a existência do globo terrestre. Gabarito E VER TEXTO

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Questão 18 Sabe-se que a gramática normativa não prescreve o uso de “precisamo” como primeira pessoa do plural, tempo presente, modo indicativo, do verbo PRECISAR, todavia a ocorrência de “precisamo” é bastante usual por muitos falantes da língua portuguesa; portanto, do ponto de vista comunicativo, trata-se:

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Questão 18 a) de um erro grosseiro. b) de um incremento do chargista com fins humorísticos. c) de uma variação linguística. d) de resquício de uma língua nativa, com base indígena. e) de um desvio tolerado pela norma padrão. Gabarito C

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Questão 19 Na charge, o índio menor ao falar com seu pai, dentre outras palavras, faz uso de um “porque”. Na chamada língua falada, não se faz distinção do uso do “porque”; a norma padrão (prescritiva ou escolar), entretanto, tipifica quatro tipos: POR QUE; POR QUÊ; PORQUE; PORQUÊ. Em relação à escrita, baseada na norma gramatical escolar, o tipo de aplicação adequado ao citado contexto seria: a) entendo por que (...) b) entendo por quê (...) c) entendo, porque (...) d) entendo porquê (...) e) entendo porque (...) Gabarito A

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Questão 20 TEXTO CINCO SECA LEVA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA NO CEARÁ E NO PIAUÍ (modificado) Kamila Fernandes da Agência Folha, em Fortaleza A seca já levou à situação de emergência 141 dos 184 municípios do Ceará. Por lei, 123 deles, que já tiveram a emergência reconhecida pelo governo federal, deveriam receber a ajuda de carros-pipa para o abastecimento d'água da população. Por falta de verbas, toda a ajuda federal está suspensa. No Piauí, a Defesa Civil informou que 112 dos 222 municípios decretaram estado de emergência em razão da seca. Estimativa do órgão aponta que cerca de 250 mil pessoas foram atingidas pela falta de chuvas no Estado. Na maior parte dos 112 municípios, o abastecimento está sendo feito com carros-pipa, disse o chefe da Defesa Civil do Estado, Francisco Barbosa. http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u117886.shtml

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Questão 20 Emissor, receptor, canal, código, mensagem e referente são, didaticamente, os elementos da comunicação humana. Cada função da linguagem define-se a partir de um desses componentes comunicativos. A função que determina o teor do texto cinco é a a) emotiva. b) apelativa. c) metalinguística. d) informativa. e) estética. Gabarito D

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Questão 21 Mídia de época Poucas coisas surgiram juntamente com a descoberta do Brasil. A propaganda é uma delas. Ou a carta de Pero Vaz de Caminha para o rei Dom Manuel não era um baita de um “reclame” bem bolado — muito mais que um mero relato jornalístico? Para alguns trata-se de uma das melhores malas diretas da história. Não satisfeito, Caminha ainda criou nosso primeiro slogan: “Em se plantando, tudo dá”. De lá para cá, surgiram os mascastes, a imprensa, os anúncios classificados, o rádio, a televisão, as agências de publicidade, a Internet... Gabarito C O texto acima trata do jornalismo e da publicidade também por causa das palavras que usa, como, por exemplo, (a) carta e descoberta do Brasil. (b) slogan e Pero Vaz de Caminha. (c) slogan e mala direta. (d) carta e Dom Manuel.

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Questão 22 O único espaço público que temos é o bar. Não temos outras áreas de lazer”. Folha de S. Paulo, 15/5/2006. A fala acima é do produtor cultural e poeta Sérgio Vaz. Ele coordena o projeto COPERIFA (Cooperativa Cultural da Periferia), em que poetas da periferia da Zona Sul da cidade de São Paulo reúnem-se no boteco do Zé Batidão, para realizar saraus de poesias, que chegam a reunir 400 pessoas. Com o projeto, o bar tornou-se um espaço que oferece à comunidade local acesso Gabarito A (a) à arte e ao entretenimento. (b) às notícias e informações. (c) à escolarização formal. (d) a postos de trabalho.

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Questão 23 Raiz do cabelo “Cabelo duro é lindo”, concluiu o antropólogo Raul Lody ao final do seu livro Cabelos de Axé (SENAC), que explica a simbologia dos penteados afro desde os primórdios até os dias atuais. (...) Está lá escrito que nos desenhos pré-históricos, pintados em cavernas, já se representava o homem com cabelos exuberantes. No antigo Egito, havia o hábito de se raspar a cabeça, para assim homens e mulheres poderem usar perucas com penteados especiais, ornados com ouro e pedras preciosas que, pela sua abundância ou não, revelavam a posição na hierarquia social. O Globo, 27/11/2004 (com adaptações). Gabarito A O texto acima (a) informa sobre a história dos penteados afro. (b) mostra que o cabelo afro é algo da nossa época. (c) mostra novas tendências de beleza para o cabelo afro. (d) vende um produto para usar nos penteados afro.

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Questão24 Pinturas pré-históricas de dançarinos foram encontradas em paredes de cavernas na África e no sul da Europa. Nessas pinturas, que podem ter mais de vinte mil anos, a dança aparece ligada a celebrações religiosas. O texto acima indica que a dança Gabarito C (a) foi desenvolvida pelo homem moderno. (b) faz parte da religiosidade contemporânea. (c) está presente nos primeiros registros da história. (d) perdeu a importância como manifestação de cultura.

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Questão 25 Nada impede que a mulher grávida pratique esportes, desde que moderadamente. Sem forçar o ritmo, a grávida pode e deve praticar exercícios que a ajudem a viver melhor a gestação ou a fortaleçam para o parto. A partir do quarto mês, no entanto, ela deve evitar exercícios em posição deitada de costas. Para descansar no intervalo dos exercícios, sugere-se que se deite de lado. Viva em forma o ano todo: manual prático de saúde e bemestar. Associação Pro-Teste Consumidores (com adaptações). A prática de atividades físicas é uma orientação reconhecida para a melhoria da qualidade de vida e da saúde das pessoas. No entanto, conforme as orientações do texto acima, uma gestante deve Gabarito B (a) fazer exercícios a partir do 5.º mês de gestação. (b) realizar atividades físicas com alguns cuidados. (c) deitar-se de costas para fazer exercícios físicos. (d) forçar o ritmo das atividades para ter mais força.  

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Questão 26 O anúncio, em novembro de 1991, de que o jogador de basquete Magic Johnson tinha o vírus da AIDS motivou a discussão sobre a prática de esportes por portadores do HIV. Respeitando-se as condições físicas e psicológicas do portador, existe hoje um consenso de que a prática esportiva pode auxiliar na qualidade de vida dos atletas, especialmente por mantê-los integrados socialmente. Segundo o texto acima, a prática de esporte por portadores de HIV Gabarito B (a) é contra-indicada por exigir esforço físico. (b) favorece o convívio do atleta em grupo. (c) compromete a recuperação psicológica. (d) pode reforçar o isolamento social.

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Questão 27 São Bernardo Graciliano Ramos Faz dois anos que Madalena morreu, dois anos difíceis. E quando os amigos deixaram de vir discutir política, isto se tornou insuportável. Foi aí que me surgiu a idéia esquisita de, com o auxílio depessoas mais entendidas que eu, compor esta história. (...) Desde então procuro descascar fatos, aqui sentado à mesada sala de jantar, (...) à hora em que os grilos cantam e a folhagem das laranjeiras se tinge de preto.   Vivina de A. Viana. Graciliano Ramos: seleção de textos, notas, estudos biográfico, histórico e crítico. São Paulo: Abril Educação. 1981, p. 25-6. No texto, o personagem afirma que vai escrever sobre a sua própria história. O trecho que mostra essa intenção é

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Questão 27 (a) “Desde então procuro descascar fatos”. (b) “e a folhagem das laranjeiras se tinge de preto”. (c) “E quando os amigos deixaram de vir discutir política”. (d) “Faz dois anos que Madalena morreu”. Gabarito A

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Questão 28 Pronominais Oswald de Andrade   Dê-me um cigarro Diz a gramática Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro e o bom branco Da Nação Brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro   Jorge Schwartz. Oswald de Andrade: seleção de textos, notas, estudos biográfico, histórico e crítico. São Paulo: Abril Educação, 1980, p. 22-3.

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Questão 28 O texto mostra os diferentes usos da língua portuguesa. Depois de lê-lo, concluímos que (a) a gramática do aluno é a mesma do bom branco da Nação Brasileira. (b) a gramática usada pelo professor mostra a língua falada pelobrasileiro. (c) o bom negro fala diferente do que a gramática manda. (d) o mulato sabido fala como o bom negro. Gabarito C

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Questão 29 Dia das mães   Mãe argentina 30.000 filhos desaparecidos (entre eles 400 crianças) (...) Mãe brasileira 144 filhos desaparecidos Mãe latino-americana 90.000 filhos desaparecidos Achei liquidificadores, achei batedeiras de bolo, brincos e colares, televisores em cores e mesmo flores. Mas em nenhuma loja ou magazine encontrei um só filho seu pra dizer: presente! Henfil. Diretas já. Rio de Janeiro: Record, 1984, p. 51-2.

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Questão 29 (a) ganhar liquidificadores e batedeiras. (b) ganhar qualquer coisa, mesmo que flores. (c) ter os seus filhos de volta. (d) ter os seus filhos vivos, com televisores. Gabarito C O verdadeiro “presente” para as mães citadas no texto, segundo Henfil, é

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Questão 30 Mas não era eu! Eram as botas que falavam entre si, suspiravam e riam, mostrando, em vez de dentes, umas pontas de tachas enferrujadas. Prestei o ouvido; eis o que diziam as botas: BOTA ESQUERDA — Ora, pois, mana, respiremos e filosofemos um pouco. BOTA DIREITA — Um pouco? Todo o resto da nossa vida, que não há de ser muito grande...   ASSIS, Machado de. Filosofia de um par de botas. In: O Cruzeiro. Rio de Janeiro, 23/abril/1878. O texto acima é o fragmento de um diálogo entre dois personagens inanimados apresentados por um narrador. A expressão que introduz estes personagens para o leitor é: Gabarito A (a) “... eis o que diziam as botas...” (b) “Mas não era eu...!” (c) “...umas pontas de tachas enferrujadas...” (d) “... filosofemos um pouco...”

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Questão 31 Traído pelo vinho do padre   O desempregado Francimar Lima Lira, morador da cidade paulista de Sorocaba, aproveitou que uma das igrejas da cidade estava às escuras, medida para racionar energia, e decidiu roubála. Era meia-noite quando ele entrou na sacristia. Alegrou-se ao ver um aspirador de pó e um retroprojetor ao alcance de suas mãos, e alegrou-se mais ainda ao deparar com duas garrafas de vinho que o padre utiliza na missa. Um gole aqui, outro ali, ele enxugou as duas garrafas. Ficou bêbado e foi preso. “O vinho tonteia mesmo porque é muito licoroso”, disse o pároco, Camilo Munnaro. Istoé, n.º 1.653, 6/6/2001.   Este texto tem a finalidade de Gabarito D (a) contrapor idéias acerca dos crimes nas igrejas. (b) demonstrar o efeito do vinho usado nas missas. (c) denunciar roubos ocorridos em igrejas às escuras. (d) narrar um fato que teve um desfecho inesperado.

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Questão 32 Lenda do diamante Antes, muito antes de 1500, o Brasil chamava-se Pindorama e vivia à sombra de mil palmeiras. Foi nessa época que o índio Oiti, valente entre os mais valentes, se despediu de Potira, sua esposa, e desceu o rio para dar combate a uma tribo inimiga. Nair Starling. Nossas Lendas. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1968.   Gabarito A Pela leitura do texto acima é possível afirmar que o nome indígena Pindorama significa (a) terra das palmeiras. (b) terra de tribo inimiga. (c) terra do homem branco. (d) terra de valentes.

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Questão 33 Recado ao senhor 903 Vizinho. Quem fala aqui é o homem do 1.003. Recebi outro dia, consternado, a visita do zelador, que me mostrou a carta em que o senhor reclamava contra o barulho em meu apartamento. (...) Peço-lhe desculpas — e prometo silêncio. Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e com outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: “Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou”. E o outro respondesse: “Entra, vizinho, e come de meu pão e bebe de meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela”.   Rubem Braga.100 Crônicas Escolhidas. Rio de Janeiro: José Olímpio, 1953. A reação do autor do texto acima diante da reclamação que lhe foi feita é de

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Questão 33 A reação do autor do texto acima diante da reclamação que lhe foi feita é de   (a) cordialidade. (b) indiferença. (c) animosidade. (d) antipatia Gabarito A

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Questão 34 Texto 1 Segundo o dicionário Aurélio, luxo é um modo de vida caracterizado por grandes despesas supérfluas e pelo gosto da ostentação e do prazer. Mas, na cartilha do mercado, o luxo é um segmento comercial que movimenta cerca de US$ 400 bilhões anuais no mundo, aproximadamente US$ 2,3 bi no Brasil. Gera emprego e renda e, como atividade econômica que é, cresce independentemente das diferenças sociais porque está calcado na aspiração e nos desejos que todo ser humano tem.   Juliana Dapieve Grossi. Mercado precioso. Jornal Pampulha, Belo Horizonte: semanário 8 a 14/4/2006. Internet: <www.jornalpampulha.com.br/cad_primeiro1a.html> (com adaptações).

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Questão 34 Texto 2 Glamoroso, inacessível, exclusivo. Tudo isso é o luxo. Mas, nesse mundo supérfluo, não só os ímpetos de consumo somam pontos. É preciso ter atitude. “Para mim, luxuoso é saber apreciar a natureza, principalmente se você puder estar em um lugar privilegiado”, diz a publicitária Sissy Lopes Cançado. Luxuoso também é respeitar as pessoas, ser agradável sempre e não tentar galgar uma posição ou conquistar espaços prejudicando os outros. “É praticar a gentileza, sempre.”   Juliana Dapieve Grossi. Ter e não poder. Belo Horizonte: semanário 8 a 14/4/2006. Internet: <www.jornalpampulha.com.br/cad_primeiro1a.html> (com adaptações). Com base nos textos 1 e 2, é correto afirmar que

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Questão 34 Com base nos textos 1 e 2, é correto afirmar que (a) ambos tratam do luxo como algo indispensável. (b) apresentam conceitos opostos em relação ao luxo. (c) associam luxo a privilégios e superficialidades. (d) focalizam dois temas distintos um do outro. Gabarito B

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Questão 35 (...) —“Não Desmatarás” — foi criado de maneira irreverente, há pouco mais de vinte anos, aqui mesmo no Brasil.”   JB Ecológico. O 11.º. Mandamento da Natureza Humana, nov./2005, p. 7. O texto acima traduz uma preocupação em Gabarito A (a) fazer uso racional das florestas. (b) preservar riquezas minerais. (c) proteger animais em extinção. (d) promover a despoluição do ar.

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Questão 36   Cientistas europeus, americanos e japoneses vão clonar animais extintos há cerca de 15 mil anos e colocá-los em um parque aberto ao público. (...) Esse projeto animou outros cientistas a desenvolver simultaneamente um plano alternativo: reunir os descendentes desses animais em diversos parques que funcionarão como unidades de preservação. (...) Essa versão contemporânea da Arca de Noé encontra resistência entre autoridades de saúde pública, organizações de defesa dos animais e, quem diria, até ecologistas. Para eles, há riscos de transmissão de doenças, disseminação de pragas, e de um desequilíbrio ecológico irreversível.   Istoé, 10/5/2006. No trecho de reportagem acima, observa-se que o fato relatado é visto Gabarito B (a) com entusiasmo, pela maioria das pessoas. (b) com apreensão, por uma parte das pessoas. (c) como improvável, pela maioria das pessoas. (d) como engraçado, por uma parte das pessoas.

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Questão 37 Economia, Horácio (...) Minha filha é uma universitária; mas sempre que me escreve, do Rio, onde está morando, inicia invariavelmente suas cartas por aquele mesmo breve “Oi !” que eu, entretanto — em obediência a um velho hábito e para satisfazer antigas e obsoletas praxes do meu tempo de rapaz — traduzo mentalmente por “meu querido pai”. E vai ver que quer dizer isso mesmo.  O Estado de S. Paulo, 26/9/1972. Gabarito A O comentário feito acima sobre o emprego de “Oi!” indica que seu uso é próprio da linguagem (a) informal. (b) escrita. (c) profissional. (d) erudita.

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Questão 38 MOSQUITO DO BEM.   Inseto transgênico é a nova arma contra malária. Istoé, 19/04/2006. Este texto é o título e subtítulo de uma reportagem veiculada recentemente na mídia. O uso da expressão DO BEM, uma gíria utilizada pelos jovens atuais, reforça   Gabarito D (a) a possibilidade de existência de novas armas letais. (b) o conceito de transgênico, algo inovador na ciência. (c) a existência de doenças, ainda em processo de cura. (d) o desenvolvimento de técnicas modernas na área da saúde.  

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Questão 39 Imagem de alta definição, som límpido, sinal estável, vários canais e a possibilidade de se conectar com a Internet através da televisão. Estas são algumas das vantagens da TV digital — um sistema de transmissão, recepção e processamento de sinais de alta definição, compactados em formato digital, que podem ser enviados via satélite, microondas, cabos e terrestre.   Internet: <www.faperj.br>. De acordo com o texto acima, a TV digital é vantajosa porque Gabarito B (a) incentivará a criação de novas emissoras. (b) tornará os modelos de televisores compactos. (c) permitirá melhor definição de som e imagem. (d) oferecerá acesso gratuito à Internet.

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Questão 40 O ouvinte imagina visualmente aquilo que o ______está transmitindo. O imaginar é algo personalizado, único, pessoal, intransferível. O ouvinte ouve a voz e a partir de experiências pessoais constrói a forma física, reelabora os seus desejos. Já a ______ oferece algo pronto. É mais impositiva.   Ricardo Alexino Ferreira. Internet:<radio.unesp.br>. O texto acima compara dois meios de comunicação e informação, que são Gabarito C (a) o telegrama e a revista impressa. (b) o jornal impresso e a Internet. (c) o rádio e a televisão. (d) o telefone e a carta.

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Concordo plenamente com o artigo "Revolucione a sala de aula". É preciso que valorizemos o ser humano, seja ele estudante, seja professor. Acredito na importância de aprender a respeitar nossos limites e superá-los, quando possível, o que será mais fácil se pudermos desenvolver a capacidade de relacionamento em sala de aula. Como arquiteta, concordo com a postura de valorização do indivíduo, em qualquer situação: se procurarmos uma relação de respeito e colaboração, seguramente estaremos criando a base sólida de uma vida melhor. Tania Bertoluci de Souza Porto Alegre, RS Disponível em: <:http://www.kanitz.com.br/veja/cartas.htm>. Acesso em: 2 maio 2009 (com adaptações). Questão 41

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Em uma sociedade letrada como a nossa, são construídos textos diversos para dar conta das necessidades cotidianas de comunicação. Assim, para utilizar-se de algum gênero textual, é preciso que conheçamos os seus elementos. A carta de leitor é um gênero textual que Questão 41 – Gabarito: E (A) apresenta sua estrutura por parágrafos, organizado pela tipologia da ordem da injunção (comando) e estilo de linguagem com alto grau de formalidade. (B) se inscreve em uma categoria cujo objetivo é o de descrever os assuntos e temas que circularam nos jornais e revistas do país semanalmente. (C) se organiza por uma estrutura de elementos bastante flexível em que o locutor encaminha a ampliação dos temas tratados para o veículo de comunicação. (D) se constitui por um estilo caracterizado pelo uso da variedade não-padrão da língua e tema construído por fatos políticos. (E) se organiza em torno de um tema, de um estilo e em forma de paragrafação, representando, em conjunto, as ideias e opiniões de locutores que interagem diretamente com o veículo de comunicação. Questão 41

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Comparando as figuras, que apresentam mobiliários de épocas diferentes, ou seja, a figura 1 corresponde a um projeto elaborado por Fernando e Humberto Campana e a figura 2, a um mobiliário do reinado de D. João VI, pode-se afirmar que Questão 42

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LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Questão 42 – Gabarito: D (A) os materiais e as ferramentas usados na confecção do mobiliário de Fernando e Humberto Campana, assim como os materiais e as ferramentas utilizados na confecção do mobiliário do reinado de D. João VI, determinaram a estética das cadeiras. (B) as formas predominantes no mobiliário de Fernando e Humberto Campana são complexas, enquanto que as formas do mobiliário do reinado de D. João VI são simples, geométricas e elásticas. (C) o artesanato é o atual processo de criação de mobiliários empregado por Fernando e Humberto Campana, enquanto que o mobiliário do reinado de D. João VI foi industrial. (D) ao longo do tempo, desde o reinado de D. João VI, o mobiliário foi se adaptando consoante as necessidades humanas, a capacidade técnica e a sensibilidade estética de uma sociedade. (E) o mobiliário de Fernando e Humberto Campana, ao contrário daquele do reinado de D. João VI, considera primordialmente o conforto que a cadeira pode proporcionar, ou seja, a função em detrimento da forma. Questão 42

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Texto LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS O poema de Manoel de Barros será utilizado para resolver as questões 43 e 44. O apanhador de desperdícios Uso a palavra para compor meus silêncios. Não gosto das palavras fatigadas de informar. Dou mais respeito às que vivem de barriga no chão tipo água pedra sapo. Entendo bem o sotaque das águas Dou respeito às coisas desimportantes e aos seres desimportantes. Prezo insetos mais que aviões. Prezo a velocidade das tartarugas mais que a dos mísseis. Tenho em mim um atraso de nascença. Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos. Tenho abundância de ser feliz por isso. Meu quintal é maior do que o mundo. Sou um apanhador de desperdícios: Amo os restos como as boas moscas. Queria que a minha voz tivesse um formato de canto. Porque eu não sou da informática: eu sou da invencionática. Só uso a palavra para compor meus silêncios. BARROS, Manoel de. O apanhador de desperdícios. In. PINTO, Manuel da Costa. Antologia comentada da poesia brasileira do século 21. São Paulo: Publifolha, 2006. p. 73-74.

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LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS É próprio da poesia de Manoel de Barros valorizar seres e coisas considerados, em geral, de menor importância no mundo moderno. No poema de Manoel de Barros, essa valorização é expressa por meio da linguagem Questão 43 – Gabarito: D (A) denotativa, para evidenciar a oposição entre elementos da natureza e da modernidade. (B) rebuscada de neologismos que depreciam elementos próprios do mundo moderno. (C) hiperbólica, para elevar o mundo dos seres insignificantes. (D) simples, porém expressiva no uso de metáforas para definir o fazer poético do eu-lírico poeta. (E) referencial, para criticar o instrumentalismo técnico e o pragmatismo da era da informação digital. Texto Questão 43

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Considerando o papel da arte poética e a leitura do poema de Manoel de Barros, afirma-se que Questão 44 – Gabarito: B (A) informática e invencionática são ações que, para o poeta, correlacionam-se: ambas têm o mesmo valor na sua poesia. (B) arte é criação e, como tal, consegue dar voz às diversas maneiras que o homem encontra para dar sentido à própria vida. (C) a capacidade do ser humano de criar está condicionada aos processos de modernização tecnológicos. (D) a invenção poética, para dar sentido ao desperdício, precisou se render às inovações da informática. (E) as palavras no cotidiano estão desgastadas, por isso à poesia resta o silêncio da não comunicabilidade. Texto Questão 44

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Aumento do efeito estufa ameaça plantas, diz estudo. O aumento de dióxido de carbono na atmosfera, resultante do uso de combustíveis fósseis e das queimadas, pode ter consequências calamitosas para o clima mundial, mas também pode afetar diretamente o crescimento das plantas. Cientistas da Universidade de Basel, na Suíça, mostraram que, embora o dióxido de carbono seja essencial para o crescimento dos vegetais, quantidades excessivas desse gás prejudicam a saúde das plantas e têm efeitos incalculáveis na agricultura de vários países. O Estado de São Paulo, 20 set. 1992, p.32. . Questão 45

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O texto acima possui elementos coesivos que promovem sua manutenção temática. A partir dessa perspectiva, conclui-se que Questão 45 – Gabarito: C (A) a palavra “mas”, na linha 3, contradiz a afirmação inicial do texto: linhas 1 e 2. (B) a palavra “embora”, na linha 4, introduz uma explicação que não encontra complemento no restante do texto. (C) as expressões: “consequências calamitosas”, na linha 2, e “efeitos incalculáveis”, na linha 6, reforçam a ideia que perpassa o texto sobre o perigo do efeito estufa. (D) o uso da palavra “cientistas”, na linha 3, é desnecessário para dar credibilidade ao texto, uma vez que se fala em “estudo” no título do texto. (E) a palavra “gás”, na linha 5, refere-se a “combustíveis fósseis” e “queimadas”, nas linhas 1 e 2, reforçando a ideia de catástrofe. . Questão 45

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Texto I Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado; é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível. CAMPOS, Paulo Mendes. Ser brotinho. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org.). As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005. p. 91. Texto II Ser gagá não é viver apenas nos idos do passado: é muito mais! É saber que todos os amigos já morreram e os que teimam em viver são entrevados. É sorrir, interminavelmente, não por necessidade interior, mas porque a boca não fecha ou a dentadura é maior que a arcada. FERNANDES, Millôr. Ser gagá. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org.). As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005. p. 225.. Questão 46

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Os textos utilizam os mesmos recursos expressivos para definir as fases da vida, entre eles, (A) expressões coloquiais com significados semelhantes. (B) ênfase no aspecto contraditório da vida dos seres humanos. (C) recursos específicos de textos escritos em linguagem formal. (D) termos denotativos que se realizam com sentido objetivo. (E) metalinguagem que explica com humor o sentido de palavras.. Questão 46 – Gabarito: E Questão 46

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Apesar da ciência, ainda é possível acreditar no sopro divino – o momento em que o Criador deu vida até ao mais insignificante dos micro-organismos? Resposta de Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, nomeado pelo papa Bento XVI em 2007: “Claro que sim. Estaremos falando sempre que, em algum momento, começou a existir algo, para poder evoluir em seguida. O ato do criador precede a possibilidade de evolução: só evolui algo que existe. Do nada, nada surge e evolui.” LIMA, Eduardo. Testemunha de Deus. SuperInteressante, São Paulo, n. 263-A, p. 9, mar. 2009 (com adaptações). Questão 47

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Resposta de Daniel Dennet, filósofo americano ateu e evolucionista radical, formado em Harvard Doutor por Oxford: “É claro que é possível, assim como se pode acreditar que um super-homem veio para a Terra há 530 milhões de anos e ajustou o DNA da fauna cambriana, provocando a explosão da vida daquele período. Mas não há razão para crer em fantasias desse tipo.” LIMA, Eduardo. Advogado do Diabo. SuperInteressante, São Paulo, n. 263-A, p. 11, mar. 2009 (com adaptações). Os dois entrevistados responderam a questões idênticas, e as respostas a uma delas foram reproduzidas aqui. Tais respostas revelam opiniões opostas: um defende a existência de Deus e o outro não concorda com isso. Para defender seu ponto de vista, Questão 47

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(A) o religioso ataca a ciência, desqualificando a Teoria da Evolução, e o ateu apresenta comprovações científicas dessa teoria para derrubar a ideia de que Deus existe. (B) Scherer impõe sua opinião, pela expressão “claro que sim”, por se considerar autoridade competente para definir o assunto, enquanto Dennett expressa dúvida, com expressões como “é possível”, assumindo não ter opinião formada. (C) o arcebispo critica a teoria do Design Inteligente, pondo em dúvida a existência de Deus, e o ateu argumenta com base no fato de que algo só pode evoluir se, antes, existir. (D) o arcebispo usa uma lacuna da ciência para defender a existência de Deus, enquanto o filósofo faz uma ironia, sugerindo que qualquer coisa inventada poderia preencher essa lacuna. (E) o filósofo utiliza dados históricos em sua argumentação, ao afirmar que a crença em Deus é algo primitivo, criado na época cambriana, enquanto o religioso baseia sua argumentação no fato de que algumas coisas podem “surgir do nada”. Questão 47 – Gabarito: D Questão 47

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O personagem Chico Bento pode ser considerado um típico habitante da zona rural, comumente chamado de “roceiro” ou “caipira”. Considerando a sua fala, essa tipicidade é confirmada primordialmente pela Questão 48

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(A) transcrição da fala característica de áreas rurais. (B) redução do nome “José” para “Zé”, comum nas comunidades rurais. (C) emprego de elementos que caracterizam sua linguagem como coloquial. (D) escolha de palavras ligadas ao meio rural, incomuns nos meios urbanos. (E) utilização da palavra “coisa”, pouco frequente nas zonas mais urbanizadas. Questão 48– Gabarito: A Questão 48

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A sociedade atual testemunha a influência determinante das tecnologias digitais na vida do homem moderno, sobretudo daquelas relacionadas com o computador e a internet. Entretanto, parcelas significativas da população não têm acesso a tais tecnologias. Essa limitação tem pelo menos dois motivos: a impossibilidade financeira de custear os aparelhos e os provedores de acesso, e a impossibilidade de saber utilizar o equipamento e usufruir das novas tecnologias. A essa problemática, dá-se o nome de exclusão digital. No contexto das políticas de inclusão digital, as escolas, nos usos pedagógicos das tecnologias de informação, devem estar voltadas principalmente para Questão 49

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(A) proporcionar aulas que capacitem os estudantes a montar e desmontar computadores, para garantir a compreensão sobre o que são as tecnologias digitais. (B) explorar a facilidade de ler e escrever textos e receber comentários na internet para desenvolver a interatividade e a análise crítica, promovendo a construção do conhecimento. (C) estudar o uso de programas de processamento para imagens e vídeos de alta complexidade para capacitar profissionais em tecnologia digital. (D) exercitar a navegação pela rede em busca de jogos que possam ser “baixados” gratuitamente para serem utilizados como entretenimento. (E) estimular as habilidades psicomotoras relacionadas ao uso físico do computador, como mouse, teclado, monitor etc. Questão 49 – Gabarito: B Questão 49

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Questão 50 e 51 Texto para as questões 50 e 51 A Ema O surgimento da figura da Ema no céu, ao leste, no anoitecer, na segunda quinzena de junho, indica o início do inverno para os índios do sul do Brasil e o começo da estação seca para os do norte. É limitada pelas constelações de Escorpião e do Cruzeiro do Sul, ou Cut'uxu. Segundo o mito guarani, o Cut’uxu segura a cabeça da ave para garantir a vida na Terra, porque, se ela se soltar, beberá toda a água do nosso planeta. Os tupisguaranis utilizam o Cut'uxu para se orientar e determinar a duração das noites e as estações do ano. A ilustração a seguir é uma representação dos corpos celestes que constituem a constelação da Ema, na percepção indígena.

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Questão 50 A próxima figura mostra, em campo de visão ampliado, como povos de culturas não-indígenas percebem o espaço estelar em que a Ema é vista.

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Questão 50 Considerando a diversidade cultural focalizada no texto e nas figuras acima, avalie as seguintes afirmativas. Gabarito: D I - A mitologia guarani relaciona a presença da Ema no firmamento às mudanças das estações do ano. II - Em culturas indígenas e não-indígenas, o Cruzeiro do Sul, ou Cut'uxu, funciona como parâmetro de orientação espacial. III - Na mitologia guarani, o Cut'uxu tem a importante função de segurar a Ema para que seja preservada a água da Terra. IV As três Marias, estrelas da constelação de Órion, compõem a figura da Ema. É correto apenas o que se afirma em (A) I. (B) II e III. (C) III e IV. (D) I, II e III. (E) I, II e IV. texto

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Questão 51 Assinale a opção correta a respeito da linguagem empregada no texto A Ema. (A) A palavra Cut’uxu é um regionalismo utilizado pelas populações próximas às aldeias indígenas. (B) O autor se expressa em linguagem formal em todos os períodos do texto. (C) A ausência da palavra Ema no início do período “É limitada (...)” caracteriza registro oral. (D) A palavra Cut’uxu está destacada em itálico porque integra o vocabulário da linguagem informal. (E) No texto, predomina a linguagem coloquial porque ele consta de um almanaque. texto Gabarito: B

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Questão 52 Assinale o trecho do diálogo que apresenta um registro informal, ou coloquial, da linguagem. (A) “Tá legal, espertinho! Onde é que você esteve?!” (B) “E lembre-se: se você disser uma mentira, os seus chifres cairão!” (C) “Estou atrasado porque ajudei uma velhinha a atravessar a rua...” (D) “...e ela me deu um anel mágico que me levou a um tesouro” (E) “mas bandidos o roubaram e os persegui até a Etiópia,onde um dragão...” Gabarito: A

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Questão 53 Os signos visuais, como meios de comunicação, são classificados em categorias de acordo com seus significados. A categoria denominada indício corresponde aos signos visuais que têm origem em formas ou situações naturais ou casuais, as quais, devido à ocorrência em circunstâncias idênticas, muitas vezes repetidas, indicam algo e adquirem significado. Por exemplo, nuvens negras indicam tempestade. Com base nesse conceito, escolha a opção que representa um signo da categoria dos indícios. Gabarito: B

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Questão 54 Entre os seguintes ditos populares, qual deles melhor corresponde à figura acima? (A) Com perseverança, tudo se alcança. (B) Cada macaco no seu galho. (C) Nem tudo que balança cai. (D) Quem tudo quer, tudo perde. (E) Deus ajuda quem cedo madruga. Gabarito: A

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Questão 55 São Paulo vai se recensear. O governo quer saber quantas pessoas governa. A indagação atingirá a fauna e a flora domesticadas. Bois, mulheres e algodoeiros serão reduzidos a números e invertidos em estatísticas. O homem do censo entrará pelos bangalôs, pelas pensões, pelas casas de barro e de cimento armado, pelo sobradinho e pelo apartamento, pelo cortiço e pelo hotel, perguntando: — Quantos são aqui? Pergunta triste, de resto. Um homem dirá: — Aqui havia mulheres e criancinhas. Agora, felizmente, só há pulgas e ratos. E outro: — Amigo, tenho aqui esta mulher, este papagaio, esta sogra e algumas baratas. Tome nota dos seus nomes, se quiser. Querendo levar todos, é favor... (...) E outro: — Dois, cidadão, somos dois. Naturalmente o sr. não a vê. Mas ela está aqui, está, está! A sua saudade jamais sairá de meu quarto e de meu peito!

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Questão 55 O fragmento acima, em que há referência a um fato sócio-histórico — o recenseamento —, apresenta característica marcante do gênero crônica ao (A) expressar o tema de forma abstrata, evocando imagens e buscando apresentar a idéia de uma coisa por meio de outra. (B) manter-se fiel aos acontecimentos, retratando os personagens em um só tempo e um só espaço. (C) contar história centrada na solução de um enigma, construindo os personagens psicologicamente e revelando-os pouco a pouco. (D) evocar, de maneira satírica, a vida na cidade, visando transmitir ensinamentos práticos do cotidiano, para manter as pessoas informadas. (E) valer-se de tema do cotidiano como ponto de partida para a construção de texto que recebe tratamento estético. Gabarito: E

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Questão 56 Leia o texto para responder à questão. 19 de abril DIA DO ÍNDIO o dia dos que têm os seus dias contados FONTE: PAES, José Paulo. Poesia completa. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 261 No poema, a menção a uma data comemorativa do calendário oficial torna-se irônica graças à opinião crítica do poeta sobre o fato de que os homenageados (A) não sabem contar. (B) estão sendo extintos. (C) usam outro calendário. (D) não aparecem nas estatísticas. (E) recebem atenção especial. Gabarito: B

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Questão 57 O texto verbal que aparece nos dois balões da tirinha de Fernando Gonsales tem a função de: (A) noticiar fatos. (B) fornecer instruções. (C) apresentar opiniões. (D) divulgar produtos. (E) expor conceitos. Níquel Náusea Fernando Gonsales Gabarito: B

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Questão 58 e 59 Texto para as questões 58 e 59 REFORMA ORTOGRÁFICA: MAIS CUSTOS QUE BENEFÍCIOS Thaís Nicoleti de Camargo Muito já se falou sobre o Novo Acordo Ortográfico. A frouxidão de argumentos que embasaram a sua implantação, como a suposta necessidade de unificar a grafia da língua portuguesa nos países em que o idioma é oficial, em favor do estímulo ao intercâmbio cultural entre as nações lusófonas e da simplificação de documentos oficiais, já foi suficientemente denunciada. É certo que o intercâmbio cultural entre os países da chamada “lusofonia” é algo positivo, mas o que pode fomentá-lo são antes políticas de incentivo que a supressão de hífens ou de acentos, cujo resultado prático é apenas anular diferenças sutis que nunca impediram a compreensão dos textos escritos do lado de cá ou do lado de lá do Atlântico.

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Questão 58 e 59 A ideia de unificação, que produziu um discurso politicamente positivo em torno do assunto, além de não ter utilidade prática, gera vultoso gasto de energia e de recursos, que bem poderiam ser empregados no estímulo à educação e à cultura. Não bastasse a inconsequência do projeto em si, o texto que o tornou oficial é tão lacunar e ambíguo que desafiou os estudiosos do idioma tanto no Brasil como em Portugal, fato que levou à produção de dicionários com grandes discrepâncias entre si. Sem um objetivo claro e com severas implicações financeiras, a reforma ortográfica apoia-se num documento lacunar e numa obra de referência marcada pela hesitação e pela inconstância nos critérios de regularização. Fica a incômoda impressão de que os custos serão bem maiores que os supostos benefícios. FONTE:Folha de S. Paulo, 22 de abril de 2009, p. A3 (com cortes)

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Questão 58 O trecho que melhor retoma e ilustra a tese, já expressa no título, acerca das implicações financeiras da nova reforma ortográfica é (A) “em favor do estímulo ao intercâmbio”. (B) “simplificação de documentos oficiais”. (C) “vultoso gasto de energia e recursos”. (D) “inconsequência do projeto em si”. (E) “inconstância nos critérios de regularização texto Gabarito: C

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Questão 59 A fim de explicitar o que pensa da nova reforma ortográfica, a autora utiliza palavras que relativizam sua importância e a caracterizam negativamente. É o caso, no primeiro parágrafo, das palavras (A) frouxidão, suposta, denunciada. (B) muito, argumentos, implantação. (C) necessidade, estímulo, simplificação. (D) cultural, já, suficientemente. (E) novo, oficial, lusófona. texto Gabarito: A

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Questão 60 Leia o texto para responder à questão. SIC apresaéiminigadaprefeição Fonte: PAES, José Paulo. Poesia Completa. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 300. Vocabulário SIC: assim, deste modo; palavra que indica que, numa citação, o texto original está reproduzido exatamente, por errado ou estranho que possa parecer. Do modo como aparece grafado, o verso “apresaéiminigadaprefeição” simula problemas de ortografia para (A) provar, com exemplo, que a leitura sempre altera o sentido. (B) indicar que, com frequência, poetas erram ao digitar. (C) sugerir que, por desatenção, o trecho foi citado incompleto. (D) mostrar, na prática, aquilo que ele próprio afirma. (E) ilustrar como, às vezes, o título nada tem a ver com o restante. Gabarito: D

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REDAÇÃO LEIA ATENTAMENTE! 1) Escreva sua Redação, com caneta de tinta AZUL ou PRETA, de forma clara e legível. 2) Caso utilize letra de imprensa, destaque as iniciais maiúsculas. 3) Será atribuída pontuação ZERO à Redação que – não se atenha ao tema proposto; – esteja escrita a lápis, ainda que parcialmente; – apresente texto incompreensível ou letra ilegível; – esteja escrita em verso; – apresente texto padronizado, comum a vários candidatos; – possibilite, de alguma forma, a identificação do candidato. Vamos escrever um texto entre 15 e 20 linhas. O título geralmente não é uma exigência, mas é interessante – caso se sinta seguro – dar nome (título) ao texto. Os textos apresentados a seguir deverão servir de base para uma reflexão sobre a CRISE ECONÔMICA MUNDIAL.

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TEXTO UM Uma vez, num vilarejo do interior, apareceu um homem anunciando aos aldeões que compraria burros por R$10,00 cada. Os aldeões sabendo que havia muitos burros na região, iniciaram a caça aos burros. O homem comprou centenas de burros a R$10,00 e então os aldeões diminuíram seu esforço na caça. Então o homem anunciou que agora pagaria R$20,00 por cada burro e os aldeões renovaram seus esforços e foram novamente à caça. Logo, os burros foram escasseando cada vez mais e os aldeões foram desistindo da busca. A oferta aumentou para R$25,00 e a quantidade de burros ficou tão pequena que já não havia mais interesse na caça. O homem então anunciou que agora compraria cada burro por R$50,00! Entretanto, como iria à cidade grande, deixaria seu assistente cuidando da compra dos burros. REDAÇÃO

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Na ausência do homem, seu assistente disse aos aldeões: - Estão vendo todos estes burros que o homem vos comprou? Eu posso vendê-los por R$35,00 a vocês e quando o homem voltar da cidade, vocês podem vender-lhos de volta por R$50,00 cada. Os aldeões, espertos, pegaram em todas as suas economias e compraram todos os burros ao assistente. TEXTO UM Eles nunca mais viram o homem ou seu assistente, somente burros por todos os lados. Agora você entendeu como funciona o mercado de ações? (http://www.perguntascretinas.com.br/2008/11/25/entendendo-a-crise/) REDAÇÃO

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TEXTO DOIS REDAÇÃO

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Mês de agosto, às margens do Mar Negro. Chovia muito e o vilarejo estava totalmente abandonado. Eram tempos muito difíceis e todos tinham dívidas e viviam de empréstimos. De repente, chega ao vilarejo um turista muito rico. Entra no único hotel do vilarejo, coloca sobre o balcão uma nota de 100 euros e sobe as escadas para escolher um quarto. O dono do hotel pega os 100 euros e corre para pagar sua dívida com o açougueiro. O açougueiro pega o dinheiro e corre para pagar o criador de gado. O criador pega o dinheiro e corre para pagar a prostituta do vilarejo, que por conta da crise, trabalhou fiado. A prostituta corre para o hotel e paga o dono pelo quarto que alugou para atender seus clientes. Nesse instante, o turista desce as escadas após examinar os quartos, pega o dinheiro de volta, diz que não gostou de nenhum dos quartos e abandona o vilarejo. Ninguém lucrou absolutamente nada, mas toda a aldeia vive hoje sem dívidas, otimista por um futuro melhor... (oglobo.globo.com/.../solucao-para-crise-economica-189484.asp) TEXTO TRÊS REDAÇÃO

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A partir da leitura dos textos apresentados, incorporando a eles seus conhecimentos sobre a CRISE ECONÔMICA MUNDIAL, produza um TEXTO DISSERTATIVO a partir do tema: "A palavra CRISE, quando perde o ‘S’, fica bem melhor." REDAÇÃO

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SIMULADO DO ENEM 2009 Questões Língua Portuguesa Elaboração: prof. Luís Alberto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Redação 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60

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